[Resenha] Locke & Key – 1ª temporada

Baseada no quadrinho homônimo de 2008, a série Locke & Key chegou à Netflix na última sexta (7) e conta a história da família Locke que encontra chaves mágicas numa mansão antiga – a Key House – deixada como herança pelo recém falecido pai das crianças, e que coisas bizarras e assustadoras espreitam nas sombras em busca desses poderosos itens. Eu nunca tinha ouvido falar dessa HQ, e achei a série muito bem produzida (nível Stranger Things praticamente) e aqui vão algumas impressões que ela deixou:

O que eu gostei:

  • Os poderes das chaves. Tá certo que têm algumas nada a ver – tipo as Cartas Clow de Sakura Card Captor – mas outras, bem interessantes. O site Observatório do Cinema fez uma lista com a ordem de nível de poder das chaves que aparecem na série;
  • Olha, a Netflix tá de parabéns com as escolhas de locações, porque que lugar bonito onde se passa a história – a fictícia cidade de Matheson, Massachusetts;
  • As atuações até que são boas, mas o meu ator preferido mesmo é o garotinho Jackson Robert Scott, que interpreta o BODE (sim, esse é o nome mesmo hauahuahau). Ele é tão bonitinho atuando e sempre parece que está entregando tudo de si em cena;
  • Efeitos especiais OK. Particularmente adorei aquele efeito para entrar no espelho;
  • O confronto com o assassino que mudou a vida dos Locke foi massa. Desfecho interessante (e com cliffhanging);
  • Trilha sonora chupetinha.
Os irmãos Locke Kinsey (Emilia Jones), Tyler (Connor Jessup) e Bode.

O que eu não gostei:

  • A trama tem uma certa quantia de forçações de barra. Como eu não li os quadrinhos, não posso dizer o que era ideia original e o que foi mudado pelos roteiristas da Netflix, mas, além das forçadas (até aquele plot twist no final não me convenceu), eu fiquei desconfortável com a sensação de que os autores parcialmente se inspiraram no game Kingdom Hearts. Aposto que o Joe Hill (autor da HQ) estava jogando KH e tirou algumas ideias de lá, como por exemplo para a Chave de Qualquer Lugar ou a Chave da Cabeça;
  • Outra coisa que me incomodou muito foi o ritmo. Misericórdia, que série arrastaaaaaaaada! Pra quê 10 episódios? Sério, isso já é mais do que as séries Netflix costumam ter (8), e acredito que em até menos do que isso entregaria uma temporada redondinha para os espectadores, mas tem tanto drama, sofrimento, encheção de linguiça, um “perde chave daqui, recupera dali, acha outra”, que no fim, o lance principal – vilã atrás das chaves – é uma coisa em segundo plano. Não que eu não curte desenvolvimento de personagens e só goste de ação e correria – Darwin me livre! – mas aqui erraram na mão nas tramas paralelas;
  • Esquadrão Savini: apagados, sem importância e desnecessários;
  • Nunca vi uma mãe mais cagada e sem moral com os filhos do que a Nina (Darby Stanchfield), coitada;
  • Disse que os efeitos são OK, mas um dos que achei palha é o da Chave Fantasma. PQP que CGI feio!

Resumindo, Locke & Key promete mas não cumpre, chegou querendo ser a nova Stranger Things mas pecou muito no percurso. Ela até conseguiu me pegar em alguns momentos, mas a conclusão da temporada é meio anticlímax, os acontecimentos não tinham muita gravidade ou importância. Até que começa divertindo, mas Fechadura & Chave acaba pecando na falta de emoção. Quero assistir a segunda temporada – se houver – só para saber como a história continua/acaba.

Título original: “Locke & Key”.
Ano de estreia: 2020.
Criado e produzido por: Carlton Cuse, Meredith Averill e Aron Eli Coleite.
Elenco: Darby Stanchfield, Connor Jessup, Emilia Jones, Jackson Robert Scott, Petrice Jones, Laysla De Oliveira e Griffin Gluck.
Duração: 10 episódios de +/- 50 minutos cada.
Nota do Gilga: 7.

P.S.: E eu jurando que o Tio Duncan era interpretado por Shawn Ashmore, o Homem de Gelo da trilogia original de X-Men, mas era seu irmão gêmeo, o Aaron (que esteve em Smallville interpretando Jimmy Olsen, lembram?). Idênticos demais os danadinhos.

[Resenha] Ragnarok – 1ª temporada

Em 31 de janeiro chegou à Netflix a 1ª temporada da série norueguesa Ragnarok, mas não se engane: não se trata de uma adaptação do MMORPG homônimo de grande sucesso, e não tem nada (ou muito) a ver com o Universo Cinematográfico Marvel, mas sobre a mitologia nórdica. Eu, como aficcionado por mitologias que sou, não estava sabendo sobre essa série e fui afoito assistir ao primeiro trailer, e meio que brochei ao ter a sensação de ser só um “Percy Jackson” com os deuses nórdicos (e só depois fui saber da existência da saga literária Magnus Chase, do mesmo autor), mas queimei a língua ao assistí-la.

Ragnarok começa com Turid (Henriette Steenstrup) e seus filhos adolescentes Magne (David Stakston) e Laurits (Jonas Strand Gravli) chegando de mudança na fictícia Edda*, na Noruega. Magne se sente estranho e fisicamente diferente ao mesmo tempo que vai conhecendo a nova cidade e os segredos que ela esconde.

Aqui vão minhas impressões:

O que eu gostei:

  • Que a história não é sobre os deuses nórdicos, e sim sobre aquecimento global e consciência socioambiental. Quer dizer, TEM elementos da mitologia, mas não é focado nisso, sabe. Pensa num Capitão Planeta, só que com o Thor no lugar do Capitão Planeta (risos). Brincadeira, não é bem isso, mas é por aí. Achei importante as teclas que foram batidas nesta temporada;
  • A trama em si até que é bem interessante (salvos alguns deslizes), e vai melhorando depois daquela virada no final do primeiro episódio. Os personagens e suas relações entre si e com a cidade, tem personagem LGBT, suspense, romance, terror, pancadaria e críticas sociais, deixando de lado a sensação de ser “só uma série adolescente”;
  • Achei o ritmo muito bom e as coisas reveladas no tempo e na dosagem certa;
  • Greta Thunberg é citada de um jeito engraçado 👍;
  • As locações são lindas demais! Os fiordes e todo aquele cenário são de uma cidade chamada Odda, no sul da Noruega.
Fjor (Herman Tømmeraas), Isolde (Ylva Bjørkaas Thedin), Saxa (Theresa Frostad Eggesbø), Gry (Emma Bones), Mauritz e Magne.

O que eu não gostei:

  • Os efeitos especiais não são lá essas coisas. Não são muitos, e os que rolam estão no último episódio, deixam a desejar, mas mesmo assim não comprometem tanto a história;
  • Apesar de ter exaltado a trama no começo do post, fiquei incomodado que alguns pontos da história me lembraram elementos utilizados no gibi Thor (Marvel) na fase escrita por J. Michael Straczynski com Jane Foster como a Deusa do Trovão (que, aliás, quero ver nos cinemas). Mas se você não leu os quadrinhos, OK, isso vai passar direto. Ah, e tem outro detalhe em Ragnarok que lembra a alemã Dark, também da Netflix.

Resumo da ópera: se você espera “poderzinhos”, lutas estilo Dragon Ball Z e muita destruição, essa série não é pra você (o que eu mais tenho visto por aí é gente falando mal de Ragnarok por provavelmente ter tido esse tipo de expectativa…), mas se você quer ver algo interessante – com mitologia nórdica como pano de fundo – e se divertir um pouco com uma série consideravelmente curta (6 episódios), vai lá. Ragnarok é entretenimento maneiro.

Título original: “Ragnarok”.
Ano de estreia: 2020.
Criado e produzido por: Adam Price e Meta Louise Foldager Sørensen.
Elenco: David Stakston, Jonas Strand Gravli, Theresa Frostad, Eggesbø Herman Tømmeraas, Emma Bones, Gísli Örn Garðarsson, Henriette Steenstrup, Odd-Magnus Williamson, Ylva Bjørkaas Thedin
Duração: 6 episódios de +/- 50 minutos cada.
Nota do Gilga: 7,5.

*Edda são os poemas épicos que narram as aventuras dos deuses nórdicos.

[Resenha] Dracula (BBC)

Dracula é uma minissérie em três episódios de 1h30 cada (no mesmo formato de uma temporada de Sherlock, dos mesmo criadores) da BBC, que está disponível na Netflix, e é uma releitura do romance homônimo de Bram Stoker.
Mas Dracula é boa?

O que eu gostei:
– O roteiro. Digitando com os pés pois estou aplaudindo os roteiristas. Cada diálogo sagaz e debochado, cada reviravolta na trama. Tudo muito fantástico, no mesmo nível de Sherlock (já indiquei a série aqui) e até melhor;
– O elenco, as atuações e a dinâmica entre os personagens estão excepcionais;
– A personalidade do Drácula (intepretado por Claes Bang) é perfeita: sedutor, arrepiante, manipulador e sempre consegue o que quer, não poupando vítimas fatais;
– A atmosfera de terror e thriller psicológico está em boa dose;
– As locações, a fotografia, os efeitos práticos, todos muito bons. Achei que até tava acima do nível de qualidade da BBC (estou falando com você, Doctor Who rs);
– Como a série pegou algumas lendas em torno dos vampiros e subverteu-as, dando a elas significado;
– Por falar nisso, o lance das memórias no sangue. Achei bem Assassin’s Creed, sabe rs;
– O “salto” que a trama dá ao final do segundo episódio e durante o terceiro é muito bom. Não estava esperando, e ficou fantástico!
– Eu poderia falar quais foram as coisas que eu mais gostei em cada episódio (gostei dos três), mas prefiro evitar por motivos de spoilers.

O que eu não gostei:
– O fato de ser uma minissérie é o meu único contra. Adoraria ver mais sobre o Drácula e super toparia acompanhá-lo durante os cinco séculos em que ele viveu. Seria uma viagem e tanto!

Dracula é uma mini envolvente, emocionante e que não cansa de surpreender o telespectador. Recomendadíssima!

Título original: “Dracula”.
Ano de estreia: 2020.
Criado e produzido por: Mark Gatiss e Steven Moffat.
Elenco: Claes Bang, Dolly Wells, John Heffernan, Morfydd Clark, Sacha Dhawan e Mark Gatiss.
Duração: 3 episódios de +/- 90 minutos cada.
Nota do Gilga: 8,5.

[Resenha] The Mandalorian – 1ª temporada

The Mandalorian é a primeira série live-action baseada no universo de Star Wars e a primeira do canal de streaming da Disney, o Disney+. Com 8 episódios, The Mandalorian mostra as aventuras de um mandaloriano caçador de recompensas (interpretado por Pedro Pascal), que se passam entre os episódios VI e VII da franquia dos cinemas. Mas é claro que a grande sensação da série não é o protagonista, e sim o “Baby Yoda” (entre aspas porque não se trata do próprio Yoda dos filmes, e sim um bebê de sua raça sem nome), que roubou nossos corações (e que talvez só vá ter sua popularidade disputada com o Baby Sonic).

Mas e aí, a série é boa?

O que eu gostei:
– Bom, sem sombras de dúvidas, o Baby Yoda. Como pode um bonequinho animatrônico ser TÃO FOFO? Meu cérebro derrete em cada vez que ele faz um olhar ou barulhinho de bebê. A Disney é mestre em fazer criaturas fofinhas, e não só pra vender brinquedos;
– A atmosfera e o visual da série é bem velho oeste (“space western“?), o que dá pra ver tanto pelas locações empoeiradas quanto na trilha sonora;

– As artes conceituais que aparecem no final de cada episódio são obras-primas à parte;
– Estão de parabéns todos os envolvidos na produção de The Mandalorian, principalmente Jon Favreau (Homem de Ferro 1 e 2), que soube capturar bem a essência de Star Wars e fazer uma série bonita, divertida e interessante. Inclusive temos outros nomes conhecidos na direção de alguns episódios, como Bryce Dallas Howard (Jurassic World) e Taika Waititi (Thor: Ragnarok);
– No elenco também temos bons e conhecidos atores, como Carl Weathers (Rocky I, II, III e IV), Giancarlo Esposito (Breaking Bad), Nick Nolte (Cabo do Medo) e Ming-Na Wen (Agents of S.H.I.E.L.D.);
– A trama não é lá essas coisas (outra série que parece um game, com uma “quest por episódio”), mas gostei de algumas reviravoltas e decisões do roteiro;
– O droide IG, tanto na versão caçador como na babá 👍

O que eu não gostei:
– O fato do personagem principal não mostrar o rosto. Eu sei que é um regra dos mandalorianos (“This is the way”), mas fico um pouco com pena pelo Pedro Pascal que acaba não ganhando a projeção que ele merece.

Baby Yoda: a
Meu cérebro: SFIPWHGE02H80HG2%$&(

Assistam O Mandaloriano. É uma divertida e bem produzida série, tanto para os fãs de Star Wars quanto para o público médio que nunca teve contato com a segunda maior franquia de todos os tempos, fora que foi, pra mim, uma experiência interessante assistir a série ao mesmo tempo que jogava Star Wars Jedi: Fallen Order (em breve, resenha no blog) que, apesar de se passarem em épocas diferentes, meio que uma obra completa a outra.

Título original: “The Mandalorian”.
Ano de estreia: 2019.
Criado e produzido por: Jon Favreau, Dave Filoni, Kathleen Kennedy e Colin Wilson.
Elenco: Pedro Pascal, Gina Carano, Nick Nolte, Giancarlo Esposito, Emily Swallow, Carl Weathers, Omid Abtahi, Werner Herzog e Taika Waititi.
Duração: 8 episódios de +/- 60 minutos cada.
Nota do Gilga: 8.

[Resenha] His Dark Materials – 1ª temporada

Indo ao ar pela BBC One aos domingos e pela HBO nas segundas, em novembro estreou a série His Dark Materials, com sua 1ª temporada dividida em 8 episódios. Baseada na trilogia de livros Fronteiras do Universo de Phillip Pulmann, a série da BBC One conta a história de Lyra Belacqua (Dafne Keen) que vive num mundo habitado por bruxas, ursos de armadura e daemons. A 1ª temporada mostra a trama do primeiro livro, “A Bússola Dourada”, que já virou filme em 2007, com Daniel Craig e Nicole Kidman.
Mas vamos ao que interessa…

O que eu gostei:
– A abertura. Tanto a animação quanto a trilha são demais!

– Achei que a trama do primeiro livro ficou bem distribuída em 8 horas, deu bastante profundidade aos personagens e ainda adicionaram outras tramas, bem como achei corajoso da série já incluírem Will Perry (Amir Wilson), o protagonista do segundo livro, “A Faca Sutil”, já nesta temporada;
– Os efeitos visuais até que são bons. Pan, o daemon da Lyra, é fofo demais!
– O visual do mundo de Lyra é estonteante. Parabéns à produção de arte e de efeitos visuais!
– O primeiro episódio é o melhor da série, pois já nos introduz ao mundo de Fronteiras do Universo de maneira grandiosa e espetacular;
– A inclusão ou troca de etnia de alguns personagens, para o aumento de representatividade da série (já que o material original não detalha muito bem isso) foi interessante e importante;
– Não há dúvidas de que a Laura Keen é uma protagonista carismática (desculpa, Dakota Blue Richards);
– O final é triste demais, mas muito bonito e eletrizante.

Os amigos Lyra (Keen) e Roger (Lewin Lloyd) são tão fofos!

O que eu não gostei:
– O visual da Serafina Pekkala (Ruta Gedmintas). Não que eu tenha desgostado por completo. Ele é ousado e diferentão, mas meio que passa uma imagem de bruxa “sujona”, sabe?
– Falando nela, outra coisa que não curti foi a troca do daemon da Serafina. Eu prefiro o ganso, como é nos livros;
– Peguei uma implicância com a Ruth Wilson (que interpreta a vilã Marisa Coulter). Aquela boca dela…

Com um ótimo cliffhanger no final da temporada, His Dark Materials já tem uma segunda temporada encomendada (o projeto inicial é que a série tenha, no mínimo, três temporadas, uma para cada livro) e já estou ansioso desde já.

Título original: “His Dark Materials”.
Ano de estreia: 2019.
Criado e produzido por: Otto Bathurst, Carolyn Blackwood, Joel Collins, Toby Emmerich, Deborah Forte, Julie Gardner, Tom Hooper, Ben Irving, Dan McCulloch, Philip Pullman, Ryan Rasmussen, Jack Thorne, Jane Tranter.
Elenco: Dafne Keen, Ruth Wilson, Anne-Marie Duff, Clarke Peters, James Cosmo, Ariyon Bakare, Will Keen, Lucian Msamati, Gary Lewis, Lewin Lloyd, Daniel Frogson, James McAvoy, Georgina Campbell e Lin-Manuel Miranda.
Duração: 8 episódios de +/- 60 minutos cada.
Nota: 7,5.

[Resenha] The Witcher – 1ª temporada

Na última sexta (20) chegou à Netflix a 1ª temporada de The Witcher, série baseadas nos livros do polonês Andrzej Sapkowski (e não nos games) e estrelada por Henry Cavill (Liga da Justiça).

Confesso que eu estava com as expectativas altas quanto à série devido aos trailers empolgantes que pareciam prometer algo do nível de Game of Thrones. Mas será que The Witcher é tudo isso? Vem comigo!

Yen, maga poderosíssima.

O que eu gostei:
– A narrativa. A série dividiu a trama entre os três personagens principais: Geralt (Cavill), Cirilla (Freya Allan) e Yennefer (Anya Chalotra), e o mais interessante é que, apesar de não parecer inicialmente, elas não se passam na mesma linha do tempo, e cabe ao espectador encaixá-las na cabeça durante a temporada, apesar de não ser muito difícil num nível Westworld (e no final, tudo faz sentido);
– As locações. É cada paisagem bonita! Tem aquela floresta (com um holofote laranja no meio rs), aquelas montanhas, os desfiladeiros, as masmorras. Lugares tão bonitos que deu vontade de visitar todos;
– A parte técnica em si está impecável. Fotografia, edição, direção de arte, efeitos especiais. Dá pra ver que a Netflix não poupou esforços pra realizar uma grande produção;
– A peruca do Geralt até que ficou boa;
– O arco da Yennefer. Saída do chiqueiro para se tornar uma das magas mais poderosas daquele mundo, a personagem da Anya Chalotra é a minha favorita;
– A batalha de Sodden. Totalmente eletrizante!
– O conceito da Lei da Surpresa. Achei interessante.

O que eu não gostei:
– A trama, de um modo geral, não é tãaaao empolgante assim, tirando uma ou outra passagem com muita ação ou decisões surpreendentes dos personagens. A série parece um pouco com um game sim, com cada episódio sendo uma “quest” diferente, pelo menos para o Geralt. Não que isso tenha sido exatamente ruim, mas soa um pouco “encheção de linguiça”. Eu nunca li os livros ou joguei os games, então não sei se o material original era algo assim, mas pro público médio (eu incluso), é isso que parece;
– O bardo é chato demais (sei que esse é o objetivo do personagem, mas ele se esforçou bastante);
– As lentes de contato. Pra que tantas, né? rs;
– Que bom que não existe (muito) racismo no mundo de The Witcher, pois os negros estão em todos os lugares, porém em pouquíssimas posições de poder. Representatividade porém não muito;
– Por falar em falta de representatividade, nenhum LGBT, que eu lembre.

Em resumo, The Witcher é uma boa série. Impecável na parte técnica mas que deixou um pouco a desejar na trama e em algumas atuações (que voz é aquela do Cavill rs), mas vou dar um crédito, pois a maioria das minhas séries favoritas também não tiveram uma 1ª temporada perfeita.

Rolou fanservice com a cena da banheira.

Título original: “The Witcher”.
Ano de estreia: 2019.
Criado e produzido por: Lauren Schmidt Hissrich, Sean Daniel, Jason Brown, Tomasz Bagiński e Jarosław Sawko.
Elenco: Henry Cavill, Anya Chalotra, Freya Allan, Jodhi May, Björn Hlynur Haraldsson, Adam Levy, MyAnna Buring, Mimi Ndiweni, Therica Wilson e Emma Appleton.
Duração: 8 episódios de +/- 60 minutos cada.
Nota: 7,5.

[Resenha] Watchmen, a série

Confesso que, quando eu soube que a HBO iria fazer uma série de Watchmen, eu fiquei tipo “Nossa, pra quê??”, principalmente depois, quando eu soube que a trama se passaria nos dias atuais, com personagens diferentes, fiquei tentando imaginar do que iriam falar, e pensando se era realmente necessária uma série sobre essa HQ que é simplesmente uma das melhores de todos os tempos. Hoje, depois de assistir ao 9º e último episódio da série, eu só consigo pensar “Que HINO de série!” e em como ela é necessária nos dias atuais.

Damon Lindelof – que já nos deu Lost e The Leftovers (ainda não assisti mas quero) – pegou o material original do aclamado Alan Moore e – ouso dizer – foi além do que o bruxão foi nos quadrinhos, e não apenas requentou a história dos Watchmen dos anos 1980, mas usou essa trama pra pavimentar o caminho de todo um novo universo.

A série me pegou nesse enquadramento.

O primeiro episódio já começa com uma voadora com os dois pés no peito e mostrando ao que veio, apresentando ao público um massacre de verdade que aconteceu em Tulsa, Oklahoma e que é pouco citado nos livros de História (eu mesmo desconhecia), onde a população branca matou e feriu vários negros na chamada “Wall Street negra”, e esse evento é no qual a série gira, onde racismo e supremacistas brancos são os vilões da vez (coisa que incomodou muita gente, claro). Somos apresentados a novos personagens, que fazem parte da polícia mascarada de Tulsa: Sister Night (Regina King) e Looking Glass (Tim Blake Nelson), os mais importantes da trama.

Mas não pensem que fica por aí. Alguns personagens da minissérie original (ao qual a série deriva, e não ao filme do Zack Snyder de 2009, portanto, esqueça aquele final) e suas tramas voltam aqui, com destaque ao brilhante Jeremy Irons como Ozymandias. Que arco de personagem! Tudo bem que a trama dele começa cartunesca e meio aleatória, mas tudo se encaixa no final. Outros Watchmen da antiguera aparecem, mas não vou falar aqui por motivos de spoilers (que você já deve ter visto por aí na internet, mas enfim).

Adorei as origens do Looking Glass, do Justiça Encapuzado (dos Minutemen, os primeiros heróis deste universo, lá nos anos 1950), e da própria Sister Night, vinda do Vietnã, o 51º estado norte-americano (lembra que o Dr. Manhattan venceu a Guerra do Vietnã para os EUA? Pois é).

Que episódio foi esse…

Com suas reviravoltas constantes, surpresas e easter eggs, Watchmen é poesia, ousadia e justiça histórica para os negros, e uma série que fala com o nosso tempo, revisitando eventos reais do último século misturados à obra de Moore e Dave Gibbons, nos presenteando com grandes personagens, tramas, atuações e efeitos visuais em mais uma grandiosa obra-prima da HBO. Recomendadíssima e necessária!

Título original: “Watchmen”.
Ano de estreia: 2019.
Criado e produzido por: Damon Lindelof, Nicole Kassell, Tom Spezialy, Stephen Williams e Joseph E. Iberti.
Elenco: Regina King, Don Johnson, Tim Blake Nelson, Yahya Abdul-Mateen II, Andrew Howard, Jacob Ming-Trent, Tom Mison, Sara Vickers, Dylan Schombing, Louis Gossett Jr. e Jeremy Irons.
Duração: 9 episódios de +/- 60 minutos cada.
Nota do Gilga: 10.

Confira o visual da série animada What If..? e outras séries Marvel da Disney+

Foram vazas algumas cenas de What If…?, animação da Marvel que será lançada no Disney+. As cenas mostram Peggy Carter a Capitã Britânia. Além disso foram revelados imagens com o Steve Rogers zumbi, entre outros personagens. Confira abaixo:

Cada episódio da animação será narrado por Jeffrey Wright, o Vigia, e levantará possibilidades em torno das histórias contadas no MCU. Também foi revelado que a animação terá episódios para todos os filmes do Marvel Studios.

What If? tem estreia prevista para meados de 2021 no Disney+.

Também tivemos as primeiras imagens conceituais da série do Gavião Arqueiro, do vingador ao lado de Kate Bishop:

Artes conceituais dos uniformes do Falcão e Soldado Invernal para a série homônima:

Fontes: Omelete e Nação Marvel.

Novo trailer e data de lançamento de The Witcher

Pra quem perdeu, um novo trailer de The Witcher foi lançado mais cedo e, com ele, também foi revelada a data de lançamento da série da Netflix: 20 de dezembro.

O novo vídeo mostra cenas inéditas e tem até direito a memes conhecidos da comunidade, como a famigerada cena de Geralt de Rívia em uma banheira. Confira o trailer abaixo:

A série produzida pela Netflix conta com Henry Cavill como o protagonista, Geralt; Anya Chalotra como Yennefer e Freya Allan interpretando Ciri.

Finalmente a Netflix conseguiu fazer uma “Game of Thrones” pra chamar de sua, hein! Bem eletrizante e bem produzida. Expectativas a mil!

Fonte: Omelete.

Novas séries HBO Max: Lanterna Verde, spin-off de Game of Thrones e mais

Hoje a WarnerMedia anunciou que irá desenvolver duas séries live action do universo da DC para o seu novo serviço de streaming, o HBO Max, e uma delas é do Lanterna Verde. A informação é da Variety.

Greg Berlanti, um dos produtores das séries do Arrowverse e também do DC Universe, como Titãs e Patrulha do Destino, ficará à frente da produção das duas séries: Strange Adventures e Lanterna Verde.

Segundo a Variety, Strange Adventures é descrita como uma antologia dos super-heróis da DC que irá apresentar personagens do cânone da editora. O drama, com episódios de uma hora, vai explorar histórias fechadas sobre como a vida de pessoas comuns se conecta com a dos super-humanos. Já nenhum detalhe a respeito da série do Lanterna Verde foi revelado.

“Uma antologia de contos situado em um mundo onde seres superpoderosos existem, e, no que promete ser a maior série da DC já feita, nós prometemos ir ao espaço com o Lanterna Verde, mas eu não posso revelar mais nada a respeito ainda”, disse Berlanti.

A plataforma de streaming da Warner, HBO Max, será lançada na primavera de 2020, que no hemisfério norte vai de março a junho e contará com conteúdo da HBO, Warner Bros, New Line, DC Entertainment, CNN, TNT, TBS, truTV, The CW, TCM, Cartoon Network, Adult Swim e Looney Tunes. O grande ás na manga da plataforma será a sitcom Friends.

HBO Max também irá exibir as novas séries da CW, como Batwoman, e também os novos lançamentos da Warner no cinema, como os filmes da DC.

P.S.: Ah! E ontem foi anunciada também a série Superman & Lois, com os mesmo atores do Arrowverse. Cês viram?

Quanto ao spin-off de Game of Thrones, ou melhor, spin-offs, uma foi cancelada, a que mais me interessava, The Last Night.

A série que servia como um spin-off para “Game of Thrones”, e que seria estrelada por Naomi Watts, foi cancelada pela HBO antes mesmo que ter uma temporada completa. O projeto foi rejeitado mas a emissora não deu uma justificativa. A informação é da Variety

Em compensação, poucas horas depois, foi confirmado outro spin-off chamado House of the Dragon e se passará 300 anos antes dos eventos da saga principal, e vai contar mais sobre a Casa Targaryen. A série deve ser baseada no derivado dos livros intitulada Fogo e Sangue, o que já nos dá uma ideia do que poderá acontecer na história.

Confira a primeira imagem oficial abaixo:

Fontes: Heróis da TV, Adoro Cinema, Destak TV, Legião dos Super-Heróis.