[Resenha] Jessica Jones – 3ª temporada

Na Netflix desde a última sexta-feira (21), a 3ª temporada de Jessica Jones chega para concluir o Defenderverse. E com chave de ouro, hein. Neste último ano, Jessica (Krysten Ritter) passa pelo dilema se é ou não uma heroína (e a dúvida “o quê é ser uma heroína?”), enquanto Trish (Rachael Taylor) usa seus poderes adquiridos na temporada anterior para ajudar as pessoas e acaba cruzando alguns limites, e Jeryn (Carrie-Anne Moss) que, para se provar como uma excelente advogada, acaba fazendo mais mal do que bem para as pessoas ao seu redor.

OK, lá vai.

O que eu gostei:
– A conclusão dos arcos dos personagens, bem como a trajetória deles nesta temporada;
– Gostei da importância que deram pra Trish, com ela tendo episódios só pra ela;
– Falando nela, muito bom a “Felina” (Hellcat), que mesmo sem uniforme (rolou uma homenagem ao uniforme clássico dos quadrinhos no 2º episódio) aprontou altas confusões com seus poderes;
– Outra personagem que também morri de amores foi a Jeryn. Carrie muito foda em uma personagem muito bem escrita e com diversas camadas;
– O vilão, apesar de ser apenas humano, deu muita dor de cabeça para as heroínas com sua astúcia, e provou que não é necessário poderes para fazer maldade;
– A aparição de outra pessoa com poderes deu uma boa profundidade na trama, e acabou trazendo coisas boas e também (muito) ruins para as vidas das personagens principais;
– A secretária trans da Jessica Jones. Me identifiquei com o sarcasmo dela ♥
– O ritmo da trama é alucinante entre os episódios 3 e 11. Pena que no final dá uma caída;
– O episódio 7 é emocionante e o meu preferido!

Que mulheres! ♥

O que eu não gostei:
– Novamente, trama arrastada, o que aconteceu nas temporadas anteriores de Jéssica Gomes. Tudo poderia ter sido resolvido entre 8 e 10 episódios. O formato de 13 episódios é muito cansativo;
– Uma coisa que é normal na série mas sempre me deixou decepcionado foi o fato de não mostrarem a Jessica voando. Ela voa, caras, mas deve ser muito caro (ainda mais em ritmo de despedida das séries Marvel na Netflix) fazer esse efeito (nem que fosse um cabo erguendo a Krysten). Lembro que isso acontecia direto em True Blood (2008-2014), da HBO, com o Eric (Alexander Skarsgård), onde nunca era mostrado ele voando, daí num episódio mostraram e eu surtei;
– Queria a aparição dos outros Defensores (ou algum outro personagem das outras séries), mas só apareceu um por cinco minutos só pra dar um conselho pra Jessica e foi embora. Achei anticlimático, mas enfim.

Mas no balanço geral, foi uma temporada excelente, até melhor do que a 3ª de Demolidor (resenha aqui), que pra mim, foi uma das melhores do Defenderverse, entregando uma trama redondinha e com muita profundidade aos personagens. Recomendado!

Título original: “Jessica Jones”.
Ano de estreia: 2019.
Criado por: Melissa Rosenberg.
Elenco: Krysten Ritter, Rachael Taylor, Carrie-Anne Moss, Eka Durville.
Duração: 13 episódios de +/- 52 minutos cada.
Nota do Gilga: 9.

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Rosamund Pike escalada para a série de TV baseada em A Roda do Tempo

A Amazon oficialmente escalou a primeira atriz para a vindoura adaptação para a TV da série literária de fantasia Wheel of Time (conhecida no Brasil como A Roda do Tempo). Rosamund Pike (Jack Reacher, 007 – Um Novo Dia para Morrer) irá encarnar Moiraine Damodred, a personagem que tem um papel fundamental na icônica série de Robert Jordan. Rosamund também será uma das produtoras do programa.
A Amazon também revelou que Brandon Sanderson, que escreveu as últimas três partes de A Roda do Tempo após a morte de Jordan em 2007, será um produtor de consulta na série ao lado de da viúva de Jordan, Harriet McDougal.

Quanto à personagem de Rosamund Pike, Moiraine Damodred é um das mais respeitadas usuárias de magia do mundo de A Roda do Tempo, e cumpre um papel importante na história principal na procura pelo Dragão Renascido, a pessoa que está destinada a derrotar a força do mal conhecida como O Tenebroso (The Dark One).

Rosamund Pike e a personagem Moiraine Damodred nos livros.

A sinopse da série Wheel of Time da Amazon é a seguinte:

“A Roda do Tempo é uma das séries de fantasia mais populares e longevas de todos os tempos, com mais de 90 milhões de livros vendidos. Ambientado num épico e diverso mundo onde a magia existe e apenas algumas mulheres são permitidas de acessá-la, a trama segue Moiraine, membro de uma incrível organização de poderosas mulheres chamada Aes Sedai, quando ela chega numa pequena cidade chamada Two Rivers. Lá, ela embarca numa perigosa jornada ao redor do mundo com cinco jovens, um dos quais é profetizado ser o Dragão Renascido, que irá salvar ou destruir a humanidade”.

As gravações de Wheel of Time estão previstas para iniciarem em setembro em Praga, e a previsão de estreia é para 2021 no Amazon Prime.

Fonte: IGN.

[Resenha] Black Mirror – 5ª temporada

Chegada na Netflix na última quarta-feira (05), a 5ª temporada de Black Mirror, que é uma antologia com histórias sobre o impacto da tecnologia na vida das pessoas, está muito boa. Com apenas 3 episódios (como foi nas duas primeiras temporadas), segue abaixo o que achei, sem maiores spoilers:

Striking Vipers:
Com Howard Mackie (Vingadores: Ultimato) e Yahya Abdul-Mateen II (Aquaman), o episódio traz a evolução dos videogames com o game homônimo, onde o jogador não só entra no game como sente e vivencia tudo pelo qual o personagem vive. As cenas com os personagens do jogo de luta, Roxette e Lance, intepretados por Pom Klementieff (Guardiões da Galáxia vol. 2) e Ludi Lin (Power Rangers) são muito boas, e o que acontece “online” eleva a relação entre os personagens de Mackie e Mateen a outro patamar, com um final surpreendente;

Smithereens:
Na trama temos o personagem Chris (Andrew Scott, o Moriarty da série britânica Sherlock), um motorista de aplicativo que teve sua vida destruída por seu vício pela rede social Smithereens (olar Twitter!) e, num dia de fúria, se envolve em sequestro que envolve a polícia britânica, o FBI e o CEO da empresa que dá nome ao episódio, interpretado por Topher Grace (That ’70s Show). A história tem uma tensão crescente muito boa!

Rachel, Jack and Ashley Too:
Rachel (Angourie Rice) é uma adolescente tímida que tem como ídolo a popstar Ashley O (interpretada pela Miley Cyrus), e ganha a boneca Ashley Too, que é um robô responsivo com a personalidade da cantora. Porém umas merdas acontecem com a popstar, que é explorada por sua tia gananciosa (Susan Pourfar), e Rachel e sua irmã têm suas vidas alteradas e entrelaçadas com a da verdadeira Ashley. Adorei que todos os personagens foram muito bem construídos numa trama emocionante (parabéns também pela atuação da Miley!).

Título original: “Black Mirror”.
Ano de estreia: 2019.
Criado e produzido por: Charlie Brooker.
Elenco: vários.
Duração: 3 episódios de +/- 60 minutos cada.
Nota: 8,5.

Trailer da 3ª temporada de Jessica Jones

Vocês estão prontos para a despedida da parceria da Marvel com a Netflix? Hoje tivemos o primeiro trailer da 3ª e última temporada de Jessica Jones. Assista:

Jessica Jones (Krysten Ritter) está correndo perigo quando um misterioso homem chamado Gregory Salinger (Jeremy Bobb), que tem uma ligação com a detetive, reaparece ameaçando-a de morte. Será finalmente a hora de Trish Walker (Rachael Taylor) brilhar como uma vigilante felina?

A nova e última temporada da detetive beberrona chega no canal de streaming no dia 14 de junho.

[Resenha] Game of Thrones – Última temporada

Então, né, gente… Uma pena que isso foi acontecer com Game of Thrones, mas infelizmente, uma das melhores séries de TV de todos os tempos ganhou uma conclusão tão decepcionante. Os maiores vilões da série foram mesmo os roteiristas.

Mas vamos por partes.

O que eu gostei:
– A nova abertura;
– Algumas conclusões de arcos de personagens, como Jorah Mormont (Iain Glen), Gendry (Joe Dempsie), Brienne (Gwendoline Christie), o Cão (Rory McCann), Melisandre (Carice van Houten) e Sansa (Sophie Turner), pelo que consegui lembrar;
– Me aprofundando um pouco nas conclusões das duas últimas: Melisandre poderosíssima na batalha de Winterfell, fez mais do que Daenerys (Emilia Clarke) e Jon (Kit Harrington), que estavam montados em um dragão cada. E a morte dela (virou poeira) foi pra se redimir das barbaridades que cometeu na época em que estava ajudando o Stanis Baratheon; Sansa – de sonsa a sensata, como diria Carol Moreira – teve um final grandioso, satisfatório e merecidíssmo, depois de tudo o que sofreu;
– Outra que teve momentos foda (mas conclusão, nem tanto) foi a Arya (Maisie Williams) que, de tão ninja que ficou, roubou o protagonismo do irmão Jon Snow (o “Gelo” de “As Crônicas de Fogo e Gelo”) ao matar o Rei da Noite (Vladimir Furdik), o grande chefão de GoT. E pelo menos ela riscou todos os nomes de sua lista negra (de maneira direta ou indireta);
– A Batalha de Winterfell, que é a mais longa cena de batalha do audiovisual de todos os tempos, foi o melhor episódio pra mim;
– Os efeitos especiais desta temporada estavam foda, principalmente os dragões. “Valeu a pena” terem matado todos os lobos gigantes dos Starks durante as temporadas anteriores e dado sumiço no único que sobrou, o Fantasma (risos);
– Falando nisso, essa cena;

Pega fogo, cabaré!

O que eu não gostei:
– Bom, basicamente do roteiro mesmo. Pontas soltas demais, personagens inconsistentes e situações forçadas apenas para empurrar a trama pra frente. Isso pegou mais nas ações da Daenerys que, de repente, virou a “rainha louca”. OK que ela matou muita gente nas temporadas anteriores, mas era tudo gente ruim, porém fazê-la incendiar uma cidade cheia de inocentes foi o fim da picada com a personagem. Bom que mataram ela mesmo e fim;
– Jon não ter sido executado depois de matar a rainha. Bem crível; 👍
– O novo regente de Westeros. Escolheram o personagem mais insosso, inconsistente e inútil de toda a série, que já tinha falado mais de uma vez que não ligava para o poder ou para os problemas do mundo mortal, e na hora que foi indicado ainda disse que “era pra isso que ele tinha chegado até ali”. Sei. Altas tramas bem construídas…
– Brienne, meu amor, lamento tanto que tu tenha se envolvido com o boy lixo do Jamie (Nikolaj Coster-Waldau). Você merecia mais, porém sei como são essas coisas rs
– Por falar no Jamie, o arco de redenção do personagem no decorrer das temporadas anteriores foi muito FODA, pena que ele jogou tudo fora indo tentar salvar a Cersei (Lena Headey). E ela deveria ter morrido de um jeito mais cruel (por ter mandado matar a Lady, a loba gigante da Sansa na 1ª temporada, principalmente);
– O segundo dragão da Dany ter morrido de graça no episódio 4; 😡
– Os escorpiões (balistas) terem sido “nerfados” entre os episódios 4 e 5 rs;
– As profecias da série, no fim, não serviram para nada;
– Que fim levaram os Dothraki? Esquecidos no churrasco, mas vou acreditar que, sem nada pra fazer em Westeros, voltaram para Essos (e essa é só uma dúvida não respondida, pois ficaram tantas);
– E o Drogon que derreteu no bafo o Trono de Ferro? Será que ele era assim tão inteligente? rs

Resumindo: a série ainda é fantástica, suas primeiras temporadas são ótimas, porém a temporada final parece que os roteiristas e produtores estavam de saco cheio e quiseram terminar de qualquer maneira, não dando o devido esmero nas tramas de muitos personagens importantes. Eu até entendo que a escolha do novo governante – agora – dos Seis Reinos deveria ser quem a gente menos esperava (os famosos plot twists de GoT), mas olha o que foi feito aos outros candidatos e personagens principais… Decepcionante demais, D&D.

Elemental + Fire na armadura.

Título original: “Game of Thrones”.
Emissora: HBO.
Ano de estreia: 2019.
Criado por: David Benioff e D. B. Weiss.
Elenco: Peter Dinklage, Nikolaj Coster-Waldau, Lena Headey, Emilia Clarke, Kit Harington, Aidan Gillen, Iain Glen, Sophie Turner, Maisie Williams etc.
Duração: 6 episódios de +/- 60 minutos cada.
Nota do Gilga: 7.

[Atualizado] Extra: Por que é que o final de Game of Thrones foi tão decepcionante?

Novo trailer de His Dark Materials

Divulgado hoje novo trailer da série da HBO em conjunto com a BBC baseado na trilogia His Dark Materials (por aqui, conhecida como Fronteiras do Universo), do qual faz parte A Bússola Dourada. Assista:

Vemos Dafne Keen (Logan) intepretando a heroína Lyra e James McAvoy como seu tio Asriel e a vilã Marisa Coulter intepretada porRuth Wilson. Ainda vemos um relance do urso Iorek Byrnison.

“Fronteiras do Universo” segue as aventuras de Lyra Belacqua e Will Parry enquanto eles exploram universos paralelos habitados por bruxas, ursos de armadura e daemons. A série começou com “A Bússola Dourada” em 1995, e teve grande aprovação de crítica em cada continuação. Um filme baseado no primeiro romance foi lançado em 2007, mas recebeu resenhas mornas e negativas à época.

His Dark Materials estreia ainda neste ano, sem data confirmada.

Hulu anuncia séries de Motoqueiro Fantasma e Filho de Satã

Hoje a Marvel anuncia duas novas séries live-action: Motoqueiro Fantasma (tá mais pra “motorista”, mas ok) e Helstrom.

As duas produções serão uma parceria da Marvel com o Hulu, canal de streaming comprado pela Disney. As duas têm previsão de estreia para 2020.

“O Motoqueiro Fantasma é centrada em Robbie Reyes [interpretado por Gabriel Luna em Agents of S.H.I.EL.D., que voltará ao papel], o anti-herói por excelência, que vive na fronteira do Texas com o México, consumido pelo fogo do inferno e supernaturalmente ligado a um demônio. Quando ele libera o Motoqueiro, Robbie traz vingança para os inocentes que ele encontra, mas luta para conseguir controlar todos os seus poderes”, diz a descrição da série.

Motoqueiro Fantasma terá produção executiva de Ingrid Escajeda, que será também showrunner ao lado de Paul Zbyszewski e Jeph Loeb, presidente da Marvel TV.

Enquanto isso, Helstrom trará a história de dois irmãos, Daimon e Ana Helstrom. Os dois “são filhos de um misterioso e poderoso serial killer. Os irmãos tem uma dinâmica complicada enquanto caçam o pior da humanidade – cada um com suas habilidades”. Vale observar que originalmente, Daimon Helstrom é conhecido como o Filho de Satã nas HQs.

Essas novas séries são parte de uma parceria em andamento entre Hulu e Marvel TV. Runaways (Fugitivos) está indo para a 3ª temporada no Hulu, e o canal também está trabalhando em séries animadas de Howard, o Pato, M.O.D.O.K., Hit-Monkey e Tigresa & Cristal.

Fontes: Observatório do Cinema e Comic Book.

[Resenha] Vingadores: Ultimato

Onze anos e 22 filmes depois, a Saga do Infinito do MCU chega ao fim nos cinemas com Vingadores: Ultimato. O filme é a concretização do sonho de todo marvete e do espectador casual dos filmes do Marvel Studios, que a essa altura já são fãs fervorosos, e já se provou um sucesso na venda antecipada de ingressos e está arrombando as bilheterias já nos primeiros 3 dias de lançamento, e tem tudo pra ser o maior sucesso entre todos os filmes de super-herói e do cinema como um todo.

Pra não estragar muito a experiência dos leitores do blog que ainda não viram o filme, vou fazer o famoso “o que eu gostei/o que eu não gostei” separado em duas sessões: sem e com spoilers. Vamos lá:

SEM SPOILERS

O que eu gostei:
– Guardaram o melhor para o final mesmo. Roteiro muito bem criado (apesar de uns “furinhos” que explano melhor na seção com spoilers) e bem executado, este filme fecha com chave de ouro a saga das Joias do Infinito nos cinemas;
– A preocupação dos irmãos Russo em dar mais importância para personagens subaproveitados nos filmes anteriores, como Viúva-Negra* (Scarlett Johansson), Gavião Arqueiro (Jeremy Renner), Homem-Formiga (Paul Rudd) e Nebulosa (Karen Gillan);
– A trajetória do Hulk (Mark Ruffalo); 👍
– Pelos Celestiais, o Thanos (e o Josh Brolin) é um vilão formidável!
– Quase todo o elenco de todos os 22 filmes deram as caras em Ultimato – de uma forma ou outra -, dando um climão de final de novela da Globo (mas no bom sentido);
– Falando nisso, dá pra ver que os roteiristas reassistiram todos os filmes do MCU e usaram várias referências obscuras de coisas que eu nem lembrava mais (chegando em casa depois do cinema, tive que assistir um vídeo de easter eggs do filme rs);
– A batalha final é de arrepiar os pelos da nuca!
– Ultimato mostrou o primeiro personagem abertamente gay do MCU, porém pena que era só um coadjuvante e não irá aparecer em outros filmes. Será que teremos um personagem principal LGBT somente no filme dos Eternos?
– Nem senti as 3h de filme passarem de tão divertido que foi.

* mas merecia mais.


O que eu não gostei:
– O papel na trama da Capitã Marvel (Brie Larson). Subaproveitadíssima. Esperava muito mais.

COM SPOILERS (selecione o texto com o mouse para poder ler)

O que eu gostei:
– Pra mim, o ápice foi o Capitão América (Chris Evans) usando o Mjolnir. Usando e abusando, né. Foi muito fanservice e adorei!
– Falando em fanservice, finalmente ele disse “Avante, Vingadores!” (“Avengers, assemble!”), hein! O Marvel Studios tava nos devendo essa;
– A morte do Thanos nos primeiros minutos de filme. Aquilo sim foi rápido e impiedoso;
– A cena da Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen) vs. Thanos PQP!!! 😍
– As viagens no tempo foram demais! Legal ver os Vingadores revisitando grandes momentos de alguns filmes anteriores para roubar as Joias do Infinito, e de quebra, trazer de volta às telonas alguns personagens que deixaram o MCU, principalmente o caso da Frigga (Rene Russo), que tem 28 falas, que é mais do que ela teve nos dois primeiros filmes do Thor somados (que absurdo isso, gente, desperdício com grandes artistas…);
Hail, Hydra!
– A solução para o destino de Gamora (Zoe Saldana). Sei que não é como a gente queria, mas pelo menos ela voltou;
– E o Loki (Tom Hiddleston), hein? Safadinho, deu um jeito de escapar. Provavelmente só vamos vê-lo de novo em sua série solo no Disney+;
– Outra série do canal de streaming da Disney que me aguçou a curiosidade com os acontecimentos do filme é Falcão & Soldado Invernal, que eu acho que vai se chamar, na verdade, Capitão América & Soldado Invernal…
Pepper Pots (Gwyneth Paltrow) usando a armadura Resgate foi foda demais! E ela em ação com todos os outros super-heróis, e não apenas como o interesse romântico de Tony Stark (Robert Downey Jr.) e sem poderes;
– Finalmente os filmes consideraram algo que acontece nas séries de TV da Marvel, com a aparição do Edwin Jarvis (James D’Arcy), na cena em 1970, que debutou na já cancelada Agent Carter (2015-2016). Enquanto isso, Agents of S.H.I.E.L.D. segue esquecida no churrasco…
– Satisfeito com as conclusões dos arcos de Tony e Steve. Só quero saber quem vai ser a nova geração de Vingadores (inclusive quero Jovens Vingadores também);

Nossa, que desnecessário o homem hétero querendo mostra que é macho.


O que eu não gostei:
– Uma pena que os heróis ressuscitados apareceram tão pouco e tiveram quase nada de texto, principalmente triste pelo Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch), que foi tão essencial em Vingadores: Guerra Infinita e basicamente executaram o plano dele em Ultimato;
– Por falar em subaproveitamento, e a Jane Foster (Natalie Portman) que apareceu por literalmente 2 segundos apenas??? Mds que absurdo;
– Falando em trama, os furos de roteiro, né, gente. Primeiro, as regras criadas pelo próprio filme, que só daria para viajar no tempo passando pelo universo quântico usando 1 frasco de partículas Pym por pessoa/por viagem, mas daí o Thanos passou pelo portal na base dos Vingadores com aquela nave dele do tamanho de uma cidade sem esse recurso; e outra coisa que está me tirando o sono: o Capitão América voltou ao passado para devolver as joias e levou o escudo e o martelo original do Thor, daí quando ele reaparece, só volta com o escudo. Que fim levou o Mjolnir?
– Queria maiores participações de Nick Fury (Samuel L. Jackson), Maria Hill (Cobie Smulders), que aparecem por 3 segundos na tela, e também do Coulson (Clark Gregg), que retornou às telonas em Capitã Marvel (resenha aqui) e me deixou com gostinho de quero mais;
– Um pouco triste com o destino da Natasha mas reconfortado que ela vai ganhar filme solo (que parece que vai ser massa). Curioso pra saber do que vai se tratar a história do longa;
– Achei forçado o momento “girl power” do filme e não, não acho que isso abra precedente para a criação de uma Força-V (esbocei um pouco sobre a HQ aqui) no MCU.


Enfim, Ultimato é o melhor filme do MCU, e quem discorda é bobo e feio (ou crítico de cinema chato da Folha). Concluiu com louvor a história iniciada em 2008 com o primeiro filme do Homem de Ferro, encerrando satisfatoriamente os arcos de alguns personagens principais, enquanto deixou algumas pontas soltas para contar novas histórias tanto nos próximos filmes quanto nas novas séries que chegarão no Disney+ nos próximos anos. Estou doido pra saber o que vem por aí!

Obrigado, Irmãos Russo, Kevin Feige e grande elenco por essas obras-primas que são os filmes do Marvel Studios (nem todos rs).

Título original: “Avengers: Endgame”.
Ano: 2019.
Diretor(es): Anthony Russo e Joe Russo.
Elenco: Robert Downey Jr., Chris Evans, Mark Ruffalo, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Don Cheadle, Paul Rudd, Brie Larson, Karen Gillan, Danai Gurira, Bradley Cooper, Josh Brolin e mais.
Duração: 181 min.
Nota: 9,5.

Novo trailer da 3ª temporada de Stranger Things

A Netflix lançou hoje novo trailer completo da 3ª temporada de Stranger Things. Assista abaixo:

Nossa, como cresceram essas crianças! O vídeo mostra os adolescentes de Hawkins comemorando o 4 de julho, enquanto coisas estranhas voltam a acontecer na cidadezinha. Pobre dessas crianças que não têm sossego…

Stranger Things volta em 4 de julho no canal de streaming.

[Resenha] The Umbrella Academy (série)

The Umbrella Academy, a mais nova série Netflix baseada em quadrinhos, chegou ao canal no último dia 15 já é um dos maiores sucesso da empresa. O material original (“Suíte do Apocalipse”, o volume 1 de The Umbrella Academy no qual a 1ª temporada da série foi baseada) é da Editora Dark Horse e foi criado por Gerard Way (ex-vocalista da finada banda My Chemical Romance) e pelo brasileiro Gabriel Bá, que resenhei aqui.

Vamos ao que interessa:

O que eu gostei:
– Como a adaptação superou a mídia original. Sério, eu achei a HQ bem insossa, apesar da premissa interessante, mas a série parece que preencheu as lacunas e deu mais profundidade às histórias individuais dos personagens. Parabéns aos responsáveis pelo roteiro da série!
– Não sei se por culpa dos roteiristas, dos atores ou de ambos, mas a maioria dos personagens – incluindo os vilões – são carismáticos e no fim eu acabei torcendo para que todos se dessem bem;
– Falando nisso a Ellen Page – que interpreta Vanya – tá arrasando na série! Parabéns ao ícone LGBT!
– Gostei da liberdade criativa que a série teve de trocar etnias, adaptar visuais e usar efeitos especiais e produção de arte interessantes;
– Os plot twists. O episódio 8 explodiu minha cabeça!
– A trilha sonora é do caralho! Eclética e bem encaixada na trama. Aposto que tem dedo do Gerard Way…
– Como o título da série aparece nos episódios ☂ Bem bolado!

Crianças prodígio: Luther, Número Cinco, Diego, Klaus, Allison, Ben e Reginald Hargreeves.


O que eu não gostei:
– Todos os personagens (exceto o Número Cinco, interpretado por Aidan Gallagher) que atuavam como super-heróis tinham codinomes, mas a série não usou todos. Os únicos que foram citados foram Spaceboy (Luther, interpretado por Tom Hopper) e Rumor (Allison, interpretada por Emmy Raver-Lampmam). Até o Reginald Hargreeves (Colm Feore) tinha codinome (Monóculo)! Não que isso tenha estragado a experiência, mas acharia legal se usassem.

The Umbrella Academy é diferente de qualquer outra série de super-heróis da atualidade, pois mostra a vida deles depois de desistirem do combate ao crime, e mostram uma família disfuncional forçada a voltar a agirem juntos e se aceitarem como indivíduos com seus defeitos, e ainda a buscar o amor enquanto tentam salvar o mundo do apocalipse. O último episódio é MUITO FODA – os efeitos especiais estão supimpa! – e deixa um ganchão para a segunda temporada.
Recomendadíssima!

Título original:  The Umbrella Academy”.
Ano de estreia: 2019.
Criado e produzido por: Steve Blackman, Mike Richardson, Keith Goldberg e Gerard Way.
Duração: 10 episódios de +/- 50 minutos cada.
Nota do Gilga: 8,5.