[Resenha] 3%

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Na última sexta-feira, dia 25, estreou “3%”, a primeira série original brasileira da Netflix. Com 8 episódios e baseada num piloto independente de 2011 para o Youtube, a série conta a história de um Brasil futurista e distópico, onde 97% da população moram no “Continente” (ou “Lado de Cá”), onde não tem medicina, água e comida e todos vivem na pura miséria, e os outros 3% vivem no “Maralto” (ou “Lado de Lá”), uma ilha onde tem tudo o que o Lado de Cá não tem. O que define quem pode ou não viver no Lado de Lá é “O Processo”, um processo (dã) feito uma vez por ano e que consiste em provas de raciocínio, coordenação etc, e só uma pequena minoria desses selecionados é a “merecedora” de viver com os privilégios que deveriam ser de todos. Por isso que existe “A Causa”, um grupo rebelde que age no submundo do Continente com o intuito de acabar com o Processo por achá-lo injusto com a maior parcela da população.

Então que somos apresentados aos personagens principais da trama:
Ezequiel (João Miguel): organizador do Processo há pelo menos 5 anos e quem recebe os candidatos e quem cria as provas, juntamente com sua equipe. É o primeiro personagem que a gente aprende a odiar, mas conforma a trama se desenrola e nos é revelado seu passado, suas tragédias pessoais e seus “podres”, mais humano o personagem vai ficando. Pra mim, é um dos meus favoritos;
Michele (Bianca Comparato): Órfã e criada pelo irmão atualmente dado como morto, Michele, com sua aparência frágil, é uma mulher forte e tem uma das tramas mais importantes na série;
Fernando (Michel Gomes): Filho de um pastor (que prega o Processo no lugar do Evangelho) e cadeirante, Fernando fica dividido entre participar do processo por pressão do pai e de ir para o Maralto para curar seu atual estado;
Rafael (Rodolfo Valente): O escrotinho do grupo. Egoísta, sarcástico, trapaceiro, é capaz de tudo para passar nos testes do Processo. Outro que tem um dos melhores plot twists da série;
Joana (Vaneza Oliveira): Se criou sozinha nas ruas do Continente apanhando da vida, é uma mulher misteriosa, forte e decidida, e uma das melhores “jogadoras” do Processo;
Aline (Viviane Porto): É enviada pelo Conselho (os chefões que comandam o Processo) para avaliar a conduta de Ezequiel frente ao Processo. Altas tretas se desenrolam conforme mais ela se aprofunda em suas investigações. É uma das minhas favoritas, apesar de eu não ter curtido o desfecho que ela teve ao final dessa temporada.

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Não tem como falar muito da trama de “3%” sem soltar SPOILERS, pois cada episódio tem tantas reviravoltas e plot twists que a gente até fica meio sem chão com o que acontece com cada personagem. A série é eletrizante do início ao fim, gostei bastante, achei a série muito bem produzida, de longe, melhor do que muita coisa feita até na Globo (que, em teoria, tem mais grana pra investir em suas produções e deveria ser o que há de melhor na TV brasileira) e outras produções internacionais. Lembrando um pouco “Elysium”, “1984”, “A Experiência” (filme alemão de 2001) e com aquela tecnologia maravilhosa que lembra um pouco das mostradas em “Minority Report” e em vários episódios de “Black Mirror“, e com temas fortes como meritocracia, injustiça social e insurgência, a trama e a produção de “3%” está de parabéns, e espero que uma 2ª temporada venha a acontecer, tanto pelo desfecho quanto pelo fato dessa galera jovem no elenco merecer a projeção que está tendo, até porque a série está no catálogo Netflix em 190 países.

Li muito ódio barato em cima de “3%” vindo de uma galera “leite com pera” só acostumada com produções de Hollywood, dizendo que ela é muito ruim, “mal produzida” e “o primeiro erro da Netflix”, mas não vai atrás deles, viu. Recomendo a série.

Título original: “3%”.
Ano de estreia: 2016.
Criado e produzido por: Pedro Aguilera, César Charlone e Tiago Mello.
Elenco: Bianca Comparato, João Miguel, Mel Fronckowiak, Michel Gomes, Vaneza Oliveira, Zezé Motta, Rodolfo Valente e Sérgio Mamberti.
Duração: 8 episódios de +/- 60 minutos cada.
Nota: 8,5.

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[Resenha] Animais Fantásticos e Onde Habitam

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Queria ter feito um vídeo resenha para o Pílula X, mas no fim não rolou então vai aqui no blog mesmo.

Estreou nos cinemas no dia 17 de novembro “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, baseado em obra de e roteirizado pela própria J. K. Rowling, e que é o 1º filme de um PENTALOGIA que serve de prequência para a saga Harry Potter.

A trama de “Animais Fantásticos” se passa em 1926, com a chegada de Newt Scamander (Eddie Redmayne) em Nova York com sua maleta mágica repleta dos ditos animais fantásticos, quando algo sai errado e alguns deles escapam, e os outros protagonistas são pegos na espiral da trama: Jacob (Dan Fogler), o alívio cômico trouxa não-maj; Porpentina Goldstein (Katherine Waterston), funcionária da MACUSA (o Congresso Mágico dos EUA) que tenta prender Newt mas acaba ajudando-o posteriormente, e sua irmã Queenie (Alison Sudol), uma doce e ingênua telepata.

Do outro lado da trama, temos os personagens Percival Graves (Colin Farrell), auror e braço direito de Seraphina Picquery (Carmen Ejogo), a presidenta da MACUSA; Credence (Ezra Miller), um perturbado órfão que se encontra, meio a contragosto, participando da “seita” Segundos Salemianos, de odiadores de bruxos; e Henry Shaw Sênior (Jon Voight), pai de um importante político.

Alguns acontecimentos terríveis acontecem na NY e Newt e seus novos aliados precisam capturar os animais mágicos à solta para provar que os eventos trágicos que vêm acontecendo na ~Grande Maçã~ não estão ligados a Newt e suas feras à solta. Eles acabam se metendo em altas confusões que envolvem confusões num bar, dança do acasalamento e um poder maligno de grande perigo nunca antes visto no universo de Harry Potter.

Que bicho bonito da pirra.
Que bicho bonito da pirra.

Gostei: dos efeitos especiais e das cenas de comédia.
Não gostei: da trama apressada e um pouco forçada, da participação de 3 minutos e duas falas de Johnny Depp como o mago das trevas Gerardo Grindelwald, além do furo na parte final do filme onde o jornal diz “O verão mais chuvoso de Nova York” sendo que no começo a cidade está nevada e o lago do Central Park está congelado (que belo verão, hein).

Apesar de começar meio devagar, o primeiro “Animais Fantásticos” serviu mais como filme de origem para o que vem a seguir, como o envolvimento e rivalidade entre Grindewald e Dumbledore, persongem esse que vai ganhar uma luz em seu passado. Quero ver também como Newt vai ser aproveitado – e espero que bem melhor – nas sequências e na importância que ele pode ter. Se bem escrito, a saga dos Animais Fantásticos tem tudo para ser uma das melhores coisas já criadas pela Jay Kay.

Título original: “Fantastic Beasts and Where to Find Them”.
Ano: 2016.
Diretor: David Yates.
Elenco: Eddie Redmayne, Katherine Waterston, Dan Fogler, Alison Sudol, Colin Farrell, Ezra Miller, Samantha Morton, Carmen Ejogo, Ron Perlman e Jon Voight.
Duração: 133 minutos.
Nota do Gilgamesh: 7.

[Resenha] The Crown

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A série “The Crown” estreou sua 1ª temporada na Netflix no último dia 4 e, apesar da audiência não ter sido lá muito boa, “The Crown” é recomendadíssima pela bela produção (a série é a mais cara da Netflix, e cada episódio custou US$ 10 milhões), e que mostra os primeiros anos do reinado de Elizabeth II (aqui, interpretada por Claire Foy).

Apesar de a série em si ser meio paradona – afinal, ela mostra a vida pessoal e política dos membros da família real britânica, e os caras não tinham muita coisa pra fazer em plenos anos 1950, é quase como se a série fosse um reality show dos Windsor – mas tirando isso, a forma como a trama é contada e dividida nesses 10 episódios ficou bem criativa, e cada capítulo tem um tema completamente diferente um do outro. Sem dar grandes spoilers (cara, isso é História, está nos livros!), esses são os assuntos de cada episódio:

1 – “Wolferton Splash: A doença de Rei George VI (Jared Harris);
2 – “Hyde Park Corner: A morte do rei enquanto Elizabeth e Phillip (Matt Smith) viajam pelas colônias britânicas.
3 – “Windsor”: As tretas com Edward (Alex Jennings), o tio de Elizabeth, e com Phillip;
4 – “Act of God”: Neblina e a cara-de-pau de Winston Churchill (John Litigow). O meu episódio favorito;
5 – “Smoke and Mirrors”: A coroação de Elizebth II;
6 – “Gelignite”: O “escândalo” com o casalzinho proibido Margaret (Vanessa Kirby) e Peter Townsend (Ben Miles);
7 – “Scientia Potentia Est”: As doenças de Churchill e Anthony Eden (Jeremy Northon), o Ministro do Exterior;
8 – “Pride & Joy: Finalmente a turnê de Elizabeth e Phillip pelos países da Commonwealth;
9 – “Assassins”: Pintura e cavalos. Taí um episódio que quando começa, você não dá nada, mas da metade pra frente é só emoção;
10 – “Gloriana”: Elizabeth coloca o dever de rainha acima de TUDO, tudo mesmo.

Elizabet I (Victoria Hamilton), Rainha Mary (Eileen Atkins), Edward VIII, Phillip, Elizabeth II, Margaret, Peter Townsend, Churchill e Eden.
Elizabet I (Victoria Hamilton), Rainha Mary (Eileen Atkins), Edward VIII, Phillip, Elizabeth II, Margaret, Peter Townsend, Churchill e Eden.

Outro atrativo da série é a excelente atuação dos atores principais, com destaque para Jared Harris, que interpreta o Rei George, o pai de Elizabeth e Margaret; John Litigow (Churchill); Vanessa Kirby (Margaret); a Claire Foy eu achei meio apática interpretando a rainha, mas se destaca em algumas cenas, bem como a bunda do Matt Smith (hehe).

Este site fez uma lista com os 5 principais motivos para assistir a série que concordo bastante.

“The Crownestá planejada para ter 6 temporadas ao total nos próximos 8 a 10 anos, e cada ano contará como foi cada década do reinado de Elizabeth II, ou seja, teremos renovação no elenco a partir da 3ª temporada.

Título original: “The Crown”.
Ano de estreia: 2016.
Criado e produzido por: Peter Morgan.
Elenco: Claire Foy, Matt Smith, Vanessa Kirby, Eileen Atkins, Jeremy Northam, Victoria Hamilton, Ben Miles, Greg Wise, Jared Harris e John Lithgow.
Duração: 10 episódios de +/- 60 minutos cada.
Nota: 7,5.

[Resenha] Repeteco

Hoje eu tô só a Katie.

No final de outubro finalmente chegou às livrarias brasileiras, em um volumão único, o título “Repeteco” (Seconds), obra do genial Bryan Lee O’Malley, mesmo autor de “Scott Pilgrim” (2010). Publicado originalmente em 2014 (porque esses quadrinhos massa demoram tanto pra chegar nas bandas de cá?), “Repeteco” conta a história de Katie. Na contracapa da edição brasileira, a sinopse diz:

“A vida de Katie vai muito bem. Ela é uma chef talentosa, dona de um restaurante de sucesso e com grandes planos na vida. De repente, em um único dia, ela perde uma grande chance de negócios, sua paquera com um jovem chefe azeda, sua garçonete se machuca e um ex-namorado charmoso aparece para complicar ainda mais a situação. Quando tudo parece perdido, uma misteriosa garota aparece no meio da noite com a receita para uma segunda chance. E assim, como se nada tivesse acontecido, Katie ganha um repeteco na vida e está prestes a entender as consequências das melhores intenções.”

A HQ é uma bela mistura de assuntos, entre culinária, misticismo, comédia e mundos paralelos. É bem engraçado, mas tem momentos que a história fica bem SOMBRIA e até um pouco desesperançosa, quando Katie entra numa espiral sem fim vítima de suas escolhas erradas, lembrando um pouco a segunda metade da trama de “Click”.

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Hazel, Raymond, Yana, Arthur, Patrick, Andrew, Max e Katie.

Gostei muito da viagem da história, esse lance de poder voltar no tempo e reparar seus erros, mas com a ignorância de que cada escolha pode afetar o resto do Universo como um todo (Flash que o diga, né?).

Apesar de não ser tão divertida como Scott Pilgrim (com Scott eu ri do começo ao fim, até porque as partes mais dramáticas da trama eram poucas comparadas a esta obra), Repeteco é uma comédia dramática meio ficção científica recomendadíssima, uma delícia de ler, a arte do O’Malley está cada dia mais linda e sensacional, e confesso que super imagino um filme baseado nessa HQ, com a Bryce Dallas Howard no papel de Katie hahaha!

Título original: “Seconds”.
Ano: 2014.
Autores: Bryan Lee O’Malley.
Editora: Quadrinhos na Cia.
Lançamento: Outubro/2016.
Nota do Gilga: 9.

[Atualizado] Ao invés de um filme, Inumanos vão ganhar uma série de TV

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Inumanos não será mais um filme, mas sim uma série de TV. A Marvel oficializou hoje o seriado, produzido pela ABC e que irá ao ar no segundo semestre de 2017.

Segundo o estúdio, os dois primeiros episódios serão filmados inteiramente em IMAX para serem exibidos nos cinemas do mundo inteiro em setembro, por duas semanas. A ABC planeja estrear a série logo em seguida com conteúdo exclusivo adicional a ser visto somente na televisão. A trama se passa nos dias atuais, terá cenas na Terra e na Lua e seguirá a Família Real dos Inumanos, composta por personagens como Raio Negro (o protagonista da série), Medusa e Gorgon.

Criados por Stan Lee e Jack Kirby em 1965, os Inumanos são descendentes de humanos que foram geneticamente modificados por alienígenas da raça Kree.

[Atualizado] Segundo o The Hollywood Reporter, a série dos Inumanos terá 8 episódios. [fim da atualização]

Bom, depois de tirarem o filme da agenda do Marvel Studios, que estava originalmente agendado para 11 de julho de 2019, para uma data indeterminada, e muito se cogitou de que o filme talvez nem viesse a acontecer, os caciques da Disney/Marvel decidiram por transformar o longa em uma série. Por um lado, acho ótimo, já que em 2h não seria possível mostrar tudo o que se pode esperar sobre a Família Real dos Inumanos, e em uma série, muito desses heróis pode ser mostrado. Mas pelo lado ruim, os efeitos especiais dos seriados da ABC não costumam lá ser essas coisas, e num filme poderíamos ver o melhor disso. Minha outra preocupação é se os próximos filmes Marvel vão levar em consideração aos acontecimentos da série, visto que com o que acontece em Agents of S.H.I.E.L.D. eles não dão a mínima (inclusive, a Chloe Bennet já reclamou disso), mas se for bem roteirizada, a série pode fazer jus à mitologia de Raio Negro e cia. Lembrando que os Inumanos – o conceito de seres que ganham poderes ao ser expostos pela Névoa Terrígena – foram introduzidos na 3ª temporada de Agents of S.H.I.E.L.D..

Confesso que vai ser massa ir ao cinema para assistir – e em IMAX – os 2 primeiros episódios de uma série Marvel. Vamos aguardar e torcer para que ela seja muito boa e ganhe muitas temporadas, abrindo as portas para outros personagens interessantes na Casa das Ideias.

Fonte do texto inicial: Omelete.

Assista ao 1º trailer de “Vigilante do Amanhã” (Ghost in the Shell)

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Liberado hoje o 1o trailer de “Vigilante do Amanhã – Ghost in the Shell” (sim, este é o título em português). Assista legendado abaixo:

No maior climão de “Matrix” e “Blade Runner”, o vídeo é recheado de ação e violência, mostrando um pouco da crise de identidade da androide Major (a personagem de Scarlet Johansson que, além de sofrer o famigerado whitwashing, ainda não usa o nome japonês), que vai acabar se envolvendo numa trama política enquanto investiga um crime.

Baseado no mangá “Ghost in the Shell”, de 1989 e criado por Masamune Shirow, o filme é dirigido por Rupert Sanders (“Branca de Neve e o Caçador”) e estreia nos cinemas brasileiros em 30 de março de 2017.

[Atualizado] Lançado também o pôster do filme:

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[Atualizado] Primeiro teaser trailer de “Valerian”

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Foi lançado hoje o 1º teaser trailer de “Valerian e a Cidade dos Mil Planetas”, novo filme do diretor Luc Besson (“O Quinto Elemento”, “Lucy”). Assista abaixo:
[Atualizado] Agora legendado.

O vídeo mostra o belíssimo visual do filme, que se passa no espaço e mostra os personagens Valerian (Dane DeHaan) e Laureline (Cara Delevingne), lidando com todo o tipo de alienígenas e monstros, e rapidamente aparece a misteriosa personagem de Rihanna. Também estão no elenco Clive Owen, Ethan Hawke e John Goodman.

O filme adapta a HQ de ficção científica francesa Valerian: O Agente Espaço-Temporal. Criadas em 1967, as aventuras de Valerian foram publicadas brevemente no Brasil nas páginas d’O Globinho.

“Valerian” estreia em 20 de julho no Brasil.

Novo trailer de Mulher-Maravilha

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Liberado hoje o 2º trailer de “Mulher-Maravilha”. Assista abaixo legendado:

O vídeo mostra um pouco sobre o sentimento de Diana (Gal Gadot) sobre o mundo dos homens, após salvar a vida de Steve Trevor (Chris Pine) e se envolver com ele, ao mesmo tempo que entra, junto das outras Amazonas, na Primeira Guerra Mundial. Curti muito as cenas de luta, dela usando o bracelete para ricochetear tiros, e voando.

O filme ganhou também três novos pôsters, com as palavras “Maravilha”, “Poder” e “Coragem”, em inglês:

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“Mulher-Maravilha”, sob a direção de Patty Jenkins, estreia nos cinemas brasileiros em 8 de junho de 2017.