The Umbrella Academy da Netflix escala os atores dos irmãos super-heróis

A adaptação da Netflix da HQ The Umbrella Academy adicionou mais cinco membros à sua lista. Tom Hopper (Black Sails, Games of Thrones) será Luther, Emmy Raver-Lampman (Odd Mom Out) será Alison, David Castañeda (Guerra dos Monstros) será Diego, Robert Sheehan (Misfits) será Klaus e Aidan Gallagher (Nicky, Ricky, Dicky & Dawn) será Number Five.

A série live-action, baseada no título da Dark Horse Comics e ganhador do prêmio Eisner, foi escrita por Gerard Way e ilustrada pelo brasileiro Gabriel Ba (que eu já resenhei no blog), segue uma família disfuncional de super-heróis chamada de Academia Umbrella enquanto eles desvendam a misteriosa morte de seu pai Reginald Hardgraves, enquanto tudo parece se desfazer devido a suas diferentes personalidades e poderes sobre-humanos.

– Luther (Spaceboy) foi preparado por seu pai para se tornar o líder da Academia Umbrella. De acordo com a descrição oficial, Luther é “resiliente, workaholic e possui a habilidade de força física ampliada”. Ainda é descrito como “à prova de falhas” e uma pessoa que sempre tenta fazer a coisa certa.
– Allison (Rumor) é uma bela ex-atriz com o poder de sugestão – ela faz acontecer qualquer coisa que ela diz. Ela parece ser uma pessoa perfeita, mas seu talento especial faz todos os seus relacionamentos se arruinarem, o que a leva a suprimir seus poderes.
– Diego (Kraken) é um talentoso vigilante que não gosta de que digam a ele o que fazer. Ele não é esperto ou forte como seus irmãos, mas ele é o mais esforçado. Diego acredita que ele deveria ser o líder ao invés de Luther, e ele é uma pessoa difícil de lidar.
– Klaus (Séance) é um viciado em drogas e “uma amável bagunça de ser humano”. Ele é um clássico filho do meio e uma pessoa aprazível, embora ele possa virar a casaca a qualquer momento.
– Number Five é uma pessoa que aparenta ser um garoto de 13 anos de idade, mas na verdade é um homem de 58 preso no corpo de uma criança. Um gênio funcional, Number Five não tem tempo para bobagens, mas ele luta contra seus demônios interiores.

.
Ellen Page já foi anunciada anteriormente para o elenco da vindoura série. Ela serpa a solitária Vanya, a única irmã que aparentemente não possui superpoderes.

The Umbrella Academy é uma produção da Netflix, adaptado por Jeremy Slater (O Exorcista) e estreia em 2018, sem data prevista.

Fonte: Comic Book Resource.

Anúncios

[Resenha] The Handmaid’s Tale – 1ª temporada

Somente atualmente pude parar e assistir com mozão The Handmaid’s Tale, série do canal de streaming Hulu que estreou em 26 de abril, baseada no livro “O Conto da Aia”, de 1985 (que também já virou filme em 1990, “A Decadência de Uma Espécie”, com Faye Dunaway e Robert Duvall), da escritora canadense Margaret Atwood.

A trama da série mostra uma distopia onde a maior parte da humanidade ficou estéril, e as mulheres, depois de perder todos seus direitos e propriedades após os EUA sofrerem um golpe de estado, são transformadas ou em escravas braçais (Marthas) ou em sexuais (as mulheres férteis, as Aias). Acompanhamos a história de June (Elizabeth Moss), casada com Luke (O.T. Fagbenle) e que tem uma filha, a pequena Hannah. Eles são separados algum tempo depois do golpe que criou a teocracia cristã de Gilead (que ocupa parte do antigo EUA, ainda em guerra civil), e que é enviada à casa de um dos comandantes da nação, Fred Waterford (Joseph Fiennes), e de sua esposa, Serena Joy (Yvonne Strahovski), e June agora recebe outro nome, derivado de seu amo (como todas as outras Aias), Offred (algo como “De Fred”), e submetida a estupros mensais durante seu período fértil na tentativa de engravidar e assim gerar um bebê para os donos da casa.

Nesta realidade, além de as mulheres serem tratadas como propriedade e não terem direito algum, os homossexuais, aqui chamados de “traidores do gênero”, também são perseguidos, pois, além de serem condenados pela Bíblia (as leis de Gilead são visões extremistas do livro sagrado dos cristãos), são considerados uma ameaça para o futuro da humanidade, e recebem punições que vão desde prisão em campos de concentração até pena de morte. Lésbica, Moira (a linda Samira Wiley de Orange is the New Black) é a melhor amiga de June e acabou separada dela depois de as duas serem pegas pelos exércitos de Gilead.

June e família antes das desgraças.

.
A série tem 10 episódios e em praticamente TODOS eu assisti REVOLTADO (ou, como diriam os paulistas, em modo “full pistola”) com tantas injustiça sofridas não só por June/Offred quanto pelos outros personagens secundários, principalmente as mulheres. Outra coisa que deixou meus nervos à flor da pele também é a possibilidade disso acontecer aqui no Brasil, caso o Bolsonaro seja eleito presidente (bate na madeira!) ou se a bancada evangélica aumentar e conseguir transformar nosso país na teocracia que tanto almejam (bate na madeira de novo, mais forte!). O único episódio que eu não sofri tanto, e que mesmo assim é triste, foi o 7º, “The Other Side”, no qual é mostrado o que aconteceu com Luke, que eu achei bem interessante também.

Tiveram duas coisinhas na trama que me incomodaram um pouco:
1º) o fato de os comandantes precisarem ESTUPRAR as aias para que elas engravidassem. Por que não usam inseminação artificial, que é mais rápido e seguro e não submete as mulheres (incluindo a esposa do comandante, que precisa estar presente no quarto durante a tal “cerimônia”, segurando os braços da aia sobre a cama) à humilhação? Primeiro, eu pensei que, por ser uma distopia teocrática, ignoraram os avanços da medicina por serem “mundanos” e longe do “desejado” por Deus, coisa que me pareceu subentendido porque um dos três enforcados nas ruas, no episódio 1, era um médico, mas depois, mais pra frente, vemos eles usando serviços médicos, então concluí que é só pra tornar degradante ainda mais a vida das mulheres;
2º) mais pro final da temporada, um dos comandantes é punido por ter, secretamente, se apaixonado por sua aia. Mas eu DUVIDO MUITO que um homem branco e heterossexual, que faz parte do escalão máximo do poder vigente, sofreria qualquer tipo de penalidade mais extrema. No máximo, seria uma pena leve como pagar multa ou algum tempo preso, mas nada como mostrado na série, mas enfim.

Vontade de matar com minhas PRÓPRIAS MÃOS o casal Waterford!

.
THT é uma série que exige nervos de aço do espectador, por que injustiças e sangue escorrem na tela, e as coisas boas que acontecem com as mocinhas não compensam as maldades que elas sofrem. A 1ª temporada acaba sem um cliffhang que possa mudar esse status quo, mas tirando isso, a série é interessante e envolvente.

Título original: “The Handmaid’s Tale”.
Ano de estreia: 2017.
Criado e produzido por: Bruce Miller, Warren Littlefield, Reed Morano, Daniel Wilson, Fran Sears e Ilene Chaiken.
Elenco: Elisabeth Moss, Joseph Fiennes, Yvonne Strahovski, Alexis Bledel, Madeline Brewer,
Ann Dowd, O. T. Fagbenle, Max Minghella e Samira Wiley.
Duração: 10 episódios de 47 a 60 minutos cada.
Nota: 7.

[Atualizado] Primeiro trailer legendado de Vingadores: Guerra Infinita

Finalmente o Marvel Studios lançou o 1º trailer de Vingadores: Guerra Inifinita. Sem mais delongas, assista abaixo em versão legendada:

Como é lindo ver toda essa galera reunida!

Ontem também foi revelado o teaser pôster do filme, que tá lindão:

.
O filme conta com Robert Downey Jr., Chris Evans, Josh Brolin, Elizabeth Olsen, Paul Bettany, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Mark Ruffalo, Benedict Cumberbatch, Sebastian Stan, Paul Rudd, Tom Holland, Chadwick Boseman, Tom Hiddleston, Chris Pratt e muito mais no elenco, é dirigido pelos Irmãos Russo e estreia no Brasil em 26 de abril de 2018.

[Primeiras Impressões] Fugitivos

Finalmente estreou ontem no canal de streaming gringo Hulu três episódios da novíssima série Marvel, Fugitivos (Runaways).

Uma mistura de emoções adolescentes com muito mistério, a série (baseada na HQ criada por Brian K. Vaughan e Adrian Alphona em 2003) até que é bastante fiel ao original (a camiseta que Alex usa no 1º episódio é IGUAL ao que o personagem usa na capa nº1 do encadernado do gibi), e traz a primeira série baseado em personagens Marvel que é jovem e bem diverso (lembrando que rolou uma troca de etnia com a personagem Molly, que nas HQs é loira e americana, e aqui é latina), e seus primeiros episódios, apesar de mostrarem pouco até então e nos apresentar muitos mistérios, conseguiu ser interessante e instigante.

No primeiro episódio, “Reunion”, temos a apresentação dos personagens. Os cinco adolescentes Alex Wilder (Rhenzy Feliz), Nico Minoru (Lyrica Okano), Karolina Dean (Virginia Gardner), Chase Stein (Gregg Sulkin), Gert Yorkes (Ariela Barer) e Molly Hernandez (Allegra Acosta), que costumavam ser amigos devido ao fato de seus pais serem amigos (eles fazem parte do misterioso grupo conhecido como Orgulho (Pride)), se reúnem, meio a contragosto, dois anos depois da morte de Amy, irmã de Mico, fato que levou a separá-los. Na casa de Alex, eles testemunham algo terrível que seus pais faziam escondidos;
No segundo episódio, “Rewind”, vemos eventos anteriores ao primeiro e alguns paralelos, agora sob a ótica dos pais, membros do Orgulho;
E no terceiro episódio, “Destiny”, os garotos investigam seus pais, apesar de que Karolina acha que eles não fizeram nada de errado, e acabam descobrindo mais segredos ainda.

Parece haver algo de podre no reino do Orgulho.

.
A série, que terá o total de 13 episódios, deu uma segurada nas revelações e pareceu mais misteriosa do que precisava, mas mesmo assim achei interessante. Dos 6 personagens, apenas Molly descobriu e usou seus poderes até então (com Karolina e Nico tivemos apenas uma amostra grátis). Pelo menos já tivemos vislumbres de dois elementos importantes dos Fugitivos, que são o Cajado do Absoluto (que até então não mostrou ter relação com o filme Doutor Estranho), e Alfazema (Old Lace), o dinossauro na casa dos Yorkes (somente neste ano descobri que ele é um deinonico, e não um velociraptor rs). A trama até é interessante, a química entre os personagens adolescentes é ótima, os personagens adultos são, em sua maioria, odiáveis haha (James Marsters, Brittany Ishibashi e Angel Parker, os pais de Chase, Nico e Alex, respectivamente, que o digam rs), os efeitos especiais até o momento são bons (o dinossauro não é uma OBRA-PRIMA da computação gráfica mas é OK), a fotografia e as locações são estonteantes, fora que tem Gregg Sulkin sem camisa e o rostinho de bebê do Rhenzy Feliz, né hehe.

Tenho grandes expectativas com essa série – que tem uma trama interessante -, acho que vai ser uma das grandes revelações de 2017. Continuaremos ligadinhos!

[Resenha] Liga da Justiça

Olá, urukeiros (inventei essa agora)! Quanto tempo, né?
Retomando então as atividades do blog com a resenha deste filme que era um dos mais esperados dos fãs de super-heróis, afinal, a Liga da Justiça é uma das, se não a mais importante superequipe dos quadrinhos.
Confesso que fui com a expectativa baixa para assistir a película, devido às decepções com seus filmes anteriores (excetuando Mulher-Maravilha) e, mesmo assim, o filme ficou bem abaixo do que esperava.
Liga da Justiça é um filme fora do tom, e diferente de tudo o que o diretor Zack Snyder já fez no famigerado DCEU (Universo Estendido da DC). Isso se deve ao fato de ele ter abandonado o projeto depois do suicídio da filha e terem colocado o Joss Whedon no lugar? Se a Warner/DC não admitir, nunca saberemos. Quiseram deixar o filme mais engraçadão (pra emular os filmes da Marvel? pra compensar pelo sombrio Batman v. Superman?) e não acertaram nem no humor e tampouco no timing. A trama e ação, uma bagunça. Tenho até minhas dúvidas se Liga divertiu o público médio brasileiro (sempre tem um ou outro que acha ótimo qualquer gororoba que servem no cinema atualmente, né).
Vamos então ao que gostei e ao que eu não gostei:

O que eu gostei (foram poucas coisas, mas vamos lá):
– A cena inicial da Mulher-Maravilha (Gal Gadot). Não adianta, mas a Diana é a melhor integrante desta equipe;
– A cena do retorno do Superman (Henry Cavill). Foderoso pra cacete!
– Uma ou outra piadinha do Flash (Ezra Miller);
– A primeira cena pós-créditos (o filme tem duas).

O que eu não gostei:
– O tom do filme em si. Não era comédia (tentaram, mas teve pouca graça), drama (“Ah, o mundo sente falta do Superman e está de luto” meu ovo! O cara, junto ao Zod, destruiu Metrópolis e Gotham em Homem de Aço (uma das coisas que mais me incomodou neste filme de 2013) e todo mundo odiava ele e alienígenas em geral, e agora me vêm com essa…), ação (um filme que demorou a engrenar – nos primeiros 50 minutos eu queria dormir na sessão), não era nada;
– A trama meio sem pé nem cabeça e forçada pra caralho;
– Um Batman (Ben Affleck) totalmente descaracterizado. O cara tava sangue nos olhos em Batman v. Superman e aqui ele tava todo cordeirinho e fazendo piadinha? Ah, faça-me o favor…
– Efeitos especiais a desejar. Em muitas cenas, como a da Mulher-Maravilha sobre a estátua, em Londres, e aquele céu vermelho na Rússia, o chroma key gritava. E sem contar a maldita remoção digital do bigode do Henry Cavill, em algumas cenas que foram gravadas após a entrada do Whedon na direção e que o Cavill não podia tirar os pelos faciais pois era para seu papel em Missão Impossível 6. O resultado final ficou bizarro e me incomodou sempre que aparecia. O visual do Ciborgue (Ray Fisher) também tava um lixo;
– A trama do vilão era uma bosta. A gente não ficou sabendo qual era, de fato, a motivação do Lobo da Estepe (Ciarán Hinds), afinal, o que ele queria fazer da Terra com as Caixas Maternas? De onde ele veio? Ele trabalhava sozinho ou a mando de alguém? Pra onde ele foi? Sabe, se a pessoa não tem o mínimo de conhecimento em quadrinhos, fica sem entender essa porra toda. Ficou tudo muito mal explicado;
– A equipe, durante a ação, não funcionou direito. Era cada um por si, tudo desorganizado. Aposto que eles apanhariam para o Quarteto Fantástico (do filme de 2005), que era uma equipe muito mais afinadinha;
Aquaman (Jason Momoa) totalmente desnecessário. Não queria entrar pra Liga por ser apenas um cuzão, e nem em Atlântida vivia, só bebendo e se escondendo. Não falou nada que prestasse durante o filme, e só serviu pra apanhar na batalha final pois estava longe da água (kkkkk).

O poder do Flash é uma das poucas coisas que se salvam no filme.

.
Enfim, um filme fraco e descaracterizado, que não empolga na maior parte do tempo. Se você está afim de assisti-lo no cinema, e se já assistiu a Thor:Ragnarok, espere um pouco e baixe-o via torrent depois, pois de graça talvez valha mais a pena.

Título original: “Justice League”.
Ano: 2017.
Diretor: Zack Snyder (com uma mãozinha do Joss Whedon).
Elenco: Ben Affleck, Henry Cavill, Amy Adams, Gal Gadot, Ezra Miller, Jason Momoa, Ray Fisher, Jeremy Irons, Diane Lane, Erza Miller, Connie Nielsen e J.K. Simmons.
Duração: 120 minutos.
Nota do Gilgamesh: 6,5.