[Resenha] Titans

Titans foi a primeira série do canal de streaming da Warner, o DC Universe, e estreou em outubro com 11 episódios e, na última semana, a primeira temporada chegou na Netflix (eu não entendo muito essa relação entre Netflix e outros canais de streaming, que, em tese, eram para ser concorrentes, mas que acabam dividindo conteúdos, mas uma coisa é certa: envolve muito dinheiro para ambas as partes). A série mostra a origem do supergrupo adolescente (pelo menos, costumava ser) da DC Comics, os Jovens Titãs (Teen Titans), mas que, obviamente, tiraram o Teen do nome porque é uma série adulta, com muita violência – porra, Robin! – e também sexo, por que não, se afastando, de certa forma, do adolescentezão Arrowverse.

A série mostra as vidas de Dick Grayson (Brenton Thwaites), policial e ex-parceiro-mirim do Batman (Robin original) e de Rachel Roth (Teagan Croft), a Ravena dos quadrinhos (ela não é chamada assim aqui) se cruzando. A menina tem poderes sinistros (literalmente) e um culto do apocalipse quer capturá-la, então Dick resolve protegê-la. Nisso, Kory (Anna Diop), desmemoriada e superpoderosa, e Gar (Ryan Potter), o menino-tigre, se juntam a eles. Outros personagens ligados aos Jovens Titãs aparecem, como Rapina (Alan Ritchson, que foi o Aquaman em Smallville, quem lembra?) e Columba (Minka Kelly), Patrulha do Destino e Moça-Maravilha (Conor Leslie) também dão as caras.

Mds essas perucas…


O que eu gostei:
– O tom da série. Madura, sinistra, sombria, misteriosa;
– Os poderes da Kory/Estelar são muito foda e bem produzidos! E FODA-SE se ela é negra. A personagem é alienígena. Tanto faz a cor da pele dela. Vocês sempre arranjam um argumento pra serem racistas com a desculpa de “Ai, nada a ver com os quadrinhos/desenhos”, seu babaca! A Kory é a rainha da série ♥
– A caracterização do Robin (do Brenton, pois aparece outro Robin, interpretado pelo cabeçudo Curran Walters) e da Moça-Maravilha (o laço dela ♥) está ótima. Eles são os únicos que acho que ficaram bem transportados para as telinhas e não parecem forçados.

O que eu não gostei:
– As perucas e tingimentos de cabelos. PQP, que troço horrível. OK que nos quadrinhos funciona melhor, mas poderiam ter investido em algo menos sintético. Eu particularmente me seguro pra não rir dos cabelos deles. A caracterização dos personagens, de modo geral, ficou feia;
– Outra coisa – e daí é problema só meu – que o ator que interpreta o Gar/Mutano parece o Yudi com cabelo verde, então eu não consigo levá-lo muito a sério rs
– O tigre em CGI 👎
– Odeio quando um personagem é frequentemente citado mas nunca aparece por motivos de direitos autorais ou sei lá, como o Batman. Sei que ele é importante para a trama do Robin, mas se ele é importante, porque não contratar um ator para viver o Morcegão/Bruce Wayne na série? Acho ridículo só usarem dublês.

Apesar da temporada acabar na “melhor” parte (o vilão chegou e os heróis ainda nem sabem o que está acontecendo) espero que o desfecho dessa trama se conclua satisfatoriamente e que a equipe vire uma superequipe de verdade (e torcendo para que a Dona Troy/Moça Maravilha esteja nela), com a Torre dos Titãs e tudo. Aguardando ansiosamente pela 2ª temporada!

Título original: “Titans”.
Ano de estreia: 2018.
Criado e produzido por: Akiva Goldsman, Geoff Johns, Greg Berlanti.
Duração: 11 episódios de +/- 45 minutos cada.
Nota do Gilga: 8.

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[Resenha] Assassin’s Creed Odyssey

Lançado em 5 de outubro de 2018, somente em dezembro consegui por as mãos nessa belezinha, e não é exagero quando dizem que Assassin’s Creed Odyssey é o melhor jogo da franquia, hein.

Confesso que eu tava com a expectativa um tanto quanto baixa, pois os vídeos de gameplay que vi – eu tava ansioso pelo lançamento do jogo – não fizeram jus ao game. Tinha cores berrantes demais (apesar de que sim, o Odyssey é muito mais colorido do que o Origins), o acabamento gráfico dos personagens humanos não estava tão realista, a animação também parecia deixar a desejar, mas jogando o jogo propriamente dito, era exatamente o contrário. Na verdade, a experiência com os gráficos de Odyssey, para mim, foi um pouco diferente, pois parece que eu via o acabamento gráfico conforme a impressão que eu fiquei dos gameplays pré-lançamento – meio esquisitão – e, conforme fui jogando, fui me acostumando (talvez?) ou quiçá passei a ENTENDER a escolha artística do jogo. Sim, Odyssey é MUITO parecido com seu antecessor (que resenhei aqui), mas ao mesmo tempo, tem muitas diferenças artísticas, o que o torna único.

Neste capítulo de “O Credo dos Assassinos”, você é descendente do lendário Leônidas (sim, o personagem de Gerard Butler em 300, filme que é notadamente uma das inspirações para o jogo), e dele você só tem uma lembrança, a lança quebrada do antigo rei de Esparta, que você pode usar como uma lâmina dos assassinos, durante suas aventuras por terras gregas realizando seus serviços de misthios (mercenário), enquanto se envolve nas reviravoltas da Guerra do Peloponeso, em 431 aC.. Desta vez, você pode escolher o sexo do protagonista: ou Alexios ou Kassandra, ambos são irmãos separados na infância. Menino, a história de vida deles tem taaanta treta! Fiquei até meio “perplécto” com tanto plot twist. Eu escolhi Alexios por motivos de, como o jogo deixa você escolher os rumos da trama – inclusive com quem você pode transar/se relacionar – que eu queria fazer um personagem como eu, homem cis gay, porém eu mais recusei mulheres do que transei com homens rs (inclusive rolou uma treta nessa semana por causa dessas escolhas). Mas meu próximo save vai ser com a Kassandra sapatona! 👍


Vamos ao que interessa:

O que eu gostei:
– Antes de mais nada, não quero apenas elogiar os gráficos – os cenários, principalmente, estão estonteantes! – mas sou fãzaço das animações dos personagens. A preocupação do pessoal da Ubisoft com os gestos e trejeitos durante as animações e diálogos foi grande e bem orquestrada;
– Falando em orquestra, a trilha sonora de Odyssey tá show e é mais memorável do que a de Origins. E o que são aqueles cânticos náuticos enquanto você navega com o Adrasteia? Fantásticos. Parabéns ao pessoal por essa pesquisa também. Seguem algumas trilhas que mais gostei:

-.A trilha que toca quando você sobe de nível ♥♥♥
– A trama é envolvente, divertida e emocionante (quase chorei num reencontro aí), cheia de reviravoltas e muito bem amarrada com eventos, locais e personagens históricos. Não sei de exatamente tudo o que se passou na Grécia Antiga naquela época, mas achei muito foda a pesquisa dos caras pra escrever e bolar o design da porra toda. Que fantástico é ter Sócrates (um personagem engraçado e que sempre consegue irritar Alexios/Kassandra com sua verborragia) e Heródoto (o primeiro historiador, por assim dizer) em seu navio, e cruzar com outros personagens da Guerra do Peloponeso, como Péricles, o Pai da Democracia, Alcibíades (ícone!), Lisandro, o general espartano etc, e vivendo na Grécia durante o auge do culto aos seus fabulosos mitos – e que templos e estátuas lindas! Tudo bem que tem alguns exageros – aquelas estátuas gigantescas maiores do que as “Maravilhas do Mundo Antigo” (dica: você encontra uma delas em Olímpia) – e também algumas licenças poéticas, como a cor da Liga de Delos (Atenas) ser azul pra ser um oposto ideal ao vermelho espartano (as cores dos dois exércitos eram até meio parecidas), mas foi pra visualmente facilitar a vida do jogador no meio da guerra, pra poder ver de longe um navio e saber de que lado ele está só pela cor das velas, mas enfim, tirando isso, muito bem bolado;
– O jogo tem muuuuuita coisa fazer. Além das diversas tarefas para completar em cada uma das inúmeras localizações, e das missões espalhadas por toda a Grécia – as normais, as diárias e as semanais, vejam só! – muito lugar pra explorar, tirar foto, participar de batalhas navais (que ficaram divertidas, nada comparado àquelas travadas de Origins que eu odiava fazer), skills pra destravar (aliás, tá muito “roubado” o assassino desse jogo, praticamente um semideus entre os mortais de tanta coisinha que ele é capaz de fazer), tanto do personagem quanto as dos equipamentos, tesouros para encontrar (ostrakas), arena (em Pefka), mercenários (lembram dos philakes em Origins?) literalmente infinitos pra caçar e assim subir no ranking dos mercenários e ganhar vantagens nas lojas, fora as DLCs, que são duas histórias: O Legado da Primeira Lâmina e O Destino de Atlântida, cada uma dividida em três partes;
– O lance dos líderes de nação e das batalhas de conquista de territórios foi uma boa sacada. Me lembra War;
– Cuidar do navio. Mudar aparência, adicionar o acrostólio (eu nem sabia que porra era isso, mas aprendi no jogo – viu como videogame é cultura? 😉), os tenentes (Bayek e Aya no seu navio é muito massa!), skins da tripulação, melhorar armas, casco, remadores etc, tudo isso é muito bom e dá um orgulhinho quando você tem o navio mais fodão dos mares da Grécia Antiga ♥
– As criaturas míticas e os animais lendários ♥
– O fundo do mar é estonteante de tão lindo! Além dos perigosíssimos tubarões, também podemos nadar com golfinhos e baleias (quando elas saltam ao lado do seu navio então é lindo), a flora e principalmente a fauna marinha está muito diversa, com águas-vivas fluorescentes, arraias, tartarugas, peixes coloridos, corais. A fauna terrestre também é show;
– Excelente nível de desafio: nem muito fácil e nem muito impossível;
– Só posso falar pelo Alexios, mas as falas dele são memoráveis, e a entonação do dublador (Michael Antonakos) é bem divertida, entre outros personagens. Dublagem aqui é 10/10;
– Aliás, tiveram a preocupação de escolher atores gregos para dublar os principais personagens e cantar alguns temas, a Ubisoft sempre se empenhando pra ser inclusiva. Tem diversas etnias, gêneros e sexualidades dentro do universo de Odyssey, acertando em cheio na representatividade.

THIS. IS. ODYSSEY!!


O que eu não gostei:
– Reclamações antigas, mas vamos lá: loadings demoradíssimos, inclusive entre in game e animação e vice-versa, e bugs pra dar com pau (inclusive o jogo TRAVA em vários momentos, forçando o jogador a fechar e abrir o aplicativo ou dá um erro e o jogo fecha sozinho). Dessa vez a Bugsoft caprichou, hein;
– Uma coisa que não atrapalha tanto o andamento do jogo mas que me irritou em alguns momentos: você tá falando com um NPC enquanto ele te dá uma quest, ou você já fez e tá recebendo a recompensa, então quando troca da animação para o in game, o NPC “esquece” que você tava falando com ele e se assusta ao te ver na frente dele, daí ele se afasta e, em alguns casos, até sai correndo de medo. Isso aí o pessoal esqueceu de colocar o código correto e ninguém percebeu antes de lançar o jogo rs
– Na água parada não tem o reflexo dos personagens, apenas a sombra 👎
– Em algumas partes do mapa, parece que o cenário foi feito às pressas e algumas árvores foram inseridas dentro de rochas e montanhas (???). Isso sem contar os recursos coletáveis (madeira, minérios, pedras etc) que “respawnam” dentro de paredes e abaixo do nível chão (sim), tornando impossível de pegá-los;
– As (NPCs) crianças não estão tão divertidas como nos jogos anteriores ): Poucas animações e scripts e nada de falas fofinhas. Aliás, tem pouca conversa entre NPCs nas cidades, sem aquelas frases memoráveis (e repetitivas rs) do Origins, por exemplo. Uma pena;
– O termo amplamente usado nos diálogos “Mundo grego” (ou “Greek world”) eu acho impreciso. Os gregos não se referiam a si mesmos por esse nome, e sim, como hélidas (“Grécia” em grego é “Hélade”). Quem os chamou de “gregos” pela primeira vez foram os Latinos, então não tinha como eles se referirem às suas terras por esse termo. Esse erro histórico eu não perdoo rs
– O jogo não tem uma “zerada” oficial. Quando você termina as missões da história principal, acabou, você continua jogando, e se quiser mais quests, só fazer as dos mapas, ou comprar as DLCs. Eu tenho a impressão que a história vai terminar mesmo na última parte da segunda DLC. Interessante, mas uma tremenda sacanagem com quem não tem grana sobrando pra comprar conteúdo extra.

Resumindo: um jogaço! O melhor RPG de ação de 2018! Recomendadíssimo, tanto pelo show nos gráficos, jogabilidade, sistema, visual, na pesquisa histórica. Os caras estão de parabéns! Estou no nível 70 (máximo), 200h de jogo, já terminei as duas DLCs lançadas até agora e ainda acho um jogo interessante. Viciante!

Título original: Assassin’s Creed: Odyssey.
Ano de lançamento: 2018.
Empresa: Ubisoft.
Diretores: Jonathan Dumont e Scott Phillips.
Escritores: Jonathan Dumont, Melissa MacCoubrey e Hugo Giard.
Compositores: The Flight (Joe Henson e Alexis Smith).
Nota do Gilga: 9,5.

P.S.: Rio muito toda vez que lembro que um dos caras da PC Gamer avaliou todos os pintos das estátuas em AC Odyssey: https://www.pcgamer.com/every-penis-in-assassins-creed-odyssey-rated/

[Atualizado] Primeiros trailer e pôster de Homem-Aranha: Longe de Casa

Habemus primeiro trailer de Homem-Aranha: Longe de Casa! Assista legendado:


Muita ação com Peter Parker (Tom Holland) e seus amigos Ned (Jacob Batalon) e MJ (Zendaya) viajando na Europa e lidando com monstros gigantes e elementais e temos a aparição de Nick Fury (Samuel L. Jackson) e de Mystério (Jake Gyllenhaal), com seus poderes (pelo menos parece poder e não efeitos especiais, como deveria ser).

[Atualizado às 19:37] Também foi revelado o primeiro pôster do longa – é bonitão pra caramba!


A sequência da nova encarnação do Homem-Aranha nos cinemas estreia em 4 de julho.

[Resenha] Homem-Aranha no Aranhaverso

Enfim estreou na última quinta (10) nos cinemas brasileiros a animação longa metragem Homem-Aranha no Aranhaverso. Trata-se do melhor filme animado com personagens Marvel, e inclusive o longa ganhou o Globo de Ouro no dia 6 de Melhor Animação, derrotando favoritos como Incríveis 2 e WiFi Ralph.

O filme é centrado na história de Miles Morales, um jovem negro e latino do Brooklyn que se tornou o Homem-Aranha inspirado no legado de Peter Parker, já falecido. Entretanto, ao visitar o túmulo de seu ídolo, ele é surpreendido com a presença do próprio Peter, vestindo o traje do herói aracnídeo sob um sobretudo. A surpresa fica ainda maior quando Miles descobre que ele veio de uma dimensão paralela, assim como outras versões do Homem-Aranha.

Vamos aos prós e contras do filme:

O que eu gostei:
– A trama. Apesar de seus (poucos) defeitos, a trama é a grande atração do filme, e acredito que tenha sido ela a responsável pela vitória da animação no Globo de Ouro de 2019;
– A animação é legal. Apesar da minha resistência inicial, por achar que ela tem poucos frames e parecer meio travada às vezes, a animação (CGI) é inovadora e divertida;
– Referências e easter eggs divertidíssimos, não só as dos quadrinhos, mas também à cultura pop (e memes), de uma maneira geral;
– Sempre vou bater nessa tecla: representatividade. Como é bom para a atual geração se ver representada nas histórias em todas as mídias e perceber que é possível ser um herói e fazer a diferença quando se é negro, latino ou mulher por exemplo. Miles Morales deve inspirar muitos jovens negros de todos os sexos. Que venham mais histórias com personagens diversos!
– O lance das dimensões paralelas abriu um leque de possibilidades no cinema, ainda mais do que Doutor Estranho (2016) tentou. Quero ver algo parecido nos filmes do Universo Cinematográfico Marvel (Olá, Vingadores: Ultimato, será você?);
– A pluralidade dos homens/mulheres/animais-Aranha. Tudo bem que tem dois ali que achei bem forçados, mas no geral eles são divertidos;
– A trilha sonora escolhida para o longa é foda!! Já quero uma mixtape com ela;
– O vilão Gatuno ficou de dar medo (sério) e a história de origem dele ficou muito boa (e fiel aos quadrinhos);
Stacy-Aranha
Nicolas Cage dublando o Homem-Aranha Noir
– Quando o Miles aparece pela primeira vez com seu uniforme ♥♥♥
– A cena pós-créditos ♥
– Inclusive o encerramento (créditos) ficou muito bem bolado e divertido. Parabéns aos envolvidos!


O que eu não gostei:
– O design do Rei do Crime me incomodou muito. Fiquei um pouco ofendido com aquele visual exagerado e desproporcional;
– OK que o Porco-Aranha era engraçado, mas será que foi necessário? Bem como a Peni Perker totalmente animê retardado (desculpa, otakos). Eu preferiria o Aranha Punk ou o Aranha Indiano no lugar rs
– O Peter Parker velho achei um personagem meio forçado também, mó relaxadão (e não tô falando da barriguinha de cerveja, e sim como pessoa mesmo). Custei a acreditar que ele veio da nossa Terra, a 616 (segundo esse vídeo). Se ele for deste Terra, então como explica o fato de ele ter visto a Gwen Stacy (OK que ele é de outra Terra e é mais jovem, mas a cara seria basicamente a mesma) e não a reconheceu? Porra, a Gwen foi o primeiro grande amor da vida do Peter!


Resumindo: é um filme sensacional, tanto para os novinhos quanto aos fãs de quadrinhos, já que é uma versão de bolso do Aranhaverso (que eu resenhei aqui).

Título original: “Spider-Man: Into the Spider-verse”.
Ano: 2018.
Diretor(es): Bob Persichetti, Peter Ramsey  e Rodney Rothman.
Elenco: Shameik Moore, Hailee Steinfeld, Mahershala Ali, Jake Johnson, Liev Schreiber, Brian Tyree Henry, Luna Lauren Velez, Lily Tomlin, Nicolas Cage, Kimiko Glenn e John Mulaney
Duração: 117 min.
Nota: 9,5.

Fontes: Adoro Cinema e Wikipedia.