[Indicações de HQs #11] Batman – Pequena Gotham

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Em 2013, a DC Comics lançou uma das coisas mais fofas e gostosas de ler em muito tempo: uma versão “chibi” (personagens desenhados com médias de 3 cabeças de altura  dando a impressão de uma figura fofa) das histórias do Batman chamada Pequena Gotham (Li’l Gotham), e quem poder imaginar que isso seria possível?

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Os artistas Dustin Nguyen e Derek Fridolfs são os responsáveis por essa ideia que, a principio, não chamaria a atenção de leitores tradicionais do Cavaleiro das Trevas. Claro que o foco é outro tipo de leitor, mas o fato é que… é muito divertido de ler! São histórias fechadas, com foco nos personagens de Gotham City como um todo. Cada história foca em um núcleo diferente, como o trio Hera Venenosa, Arlequina e Mulher-Gato, outro momento focando em um vilão especifico como o Senhor Frio, e por aí adiante. Todos podem ganhar a sua história.

A arte é o que mais encanta nessa HQ. Além do visual fofo que o traço de Nguyen deixa em personagens que dificilmente passariam essa impressão, todas as histórias são coloridas com aquarela. Sério, isso dá um tom totalmente único para um quadrinho de linha da DC Comics. Então cada página da história é um show de arte e fofura.

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Mas por que ler? Em todas as minhas colunas até aqui, foquei em recomendar HQs que fossem importantes para se entender os personagens principais da editora. Afinal, tudo acaba dependendo de continuidades, crises, descontinuidades e tudo o mais para se entender o plot geral das histórias. Contudo, Pequena Gotham se especializa naquilo que quadrinhos mais comerciais deveriam ter obrigação de fazer. DIVERTIR! Sério, em meio a todas as reformulações e recomeços da editora, ainda é possível,  ler algo sem depender da últimas 12 edições?

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SIM! E esse é a Pequena Gotham. Uma HQ descompromissada, com artistas de qualidade a sua frente, com histórias divertidas e fechadas que pode alegrar qualquer tipo de leitor. Os fãs antigos não tem como não achar engraçadas as situações dos personagens, para leitores novatos é uma ótima HQ leve antes de entrar para sagas complexas como “Cavaleiro das Trevas”, e ainda pode ser um ótimo presente para amigos que sempre dizem que querem conhecer e não sabem por onde começar.

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No Brasil, até o momento foi lançado um encadernado capa dura, de 132 páginas pela Editora Panini com as primeiras 6 histórias. Ainda é possível encontrar em lojas especializadas. Enfim, algo bom para se relaxar aproveitar uma nova visão do universo do Batman.

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[Indicações de HQs #10] Crise nas infinitas terras:

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Crise nas Infinitas Terras:

A grande catalisadora das crises dentro do universo DC.  O grande marco da editora. A grande mudança. Muitos reclamam hoje das reviravoltas a fim de recontar e “consertar” os erros editorias através de crises e mais crises que dão um nó na cabeça de qualquer fã de quadrinhos. Mas isso não é nada novo, já que a Crise nas Infinitas Terras, com roteiro de Marv Wolfman e arte de George Pérez, foi pensada para isso e lá os fãs mais xiitas já chiavam por causa disso assim como hoje. A diferença é que era por carta e não via redes sociais.

Mas por que ler uma aventura que nem sequer tem a ver com mais nada da editora? Por que é um dos crossovers mais épicos do mercado de super-heróis. Marv e Pérez realmente impressionaram a todos com o número de personagens de todos os recantos do multiverso DC. Entre versões alternativas, futuristas, linhas do tempo e por aí vai. Marv Wolfman já trabalhava com Pérez em “Novos Titãs” e este é especialista em quadrinhos com muitos personagens, logo o projeto estava em ótimas mãos.

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Tudo começa com a destruição da Terra 3 e mandando seu único sobrevivente, Alexandre Luthor, para o misterioso Monitor, que através de sua pupila, a Precursora, reúne um grupo de superseres (entre heróis e vilões) para tentar conter uma onda de anti-matéria que está destruindo o multiverso como um todo. Quando o Monitor acaba sendo morto, todos os superseres dos universos sobreviventes se unem contra a criatura conhecida como Anti-Monitor do universo negativo de antimatéria. Ao final de toda a saga, apenas uma única Terra passou a existir no universo DC iniciando uma nova fase da editora.

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A saga se dividiu em 12 partes e objetivo era terminar com o multiverso da DC, já que causava uma grande confusão para os leitores que se perdiam em quais versão estava lendo no momento. Como mencionei nos outros textos, muito heróis precisavam de uma modernização ou ainda de um reboot total. Como o Superman, que até então era praticamente invulnerável, e algumas continuidades que precisavam de ajustes. Da mesma maneira que hoje faz a editora com Flashpoint ou DC: Rebirth.

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Mas engana-se quem acha que a história é confusa por abranger tantos personagens. O roteiro de Wolfman consegue amarrar todas as pontas do universo DC e deixar ele coeso o suficiente para se reiniciar todos seus personagens em uma nova numeração, e Pérez da um show de cenas de batalhas com os maiores personagens que a DC tinha até 1986.

 

Essa aventura já foi publicada e republicada várias vezes, portanto não é tão difícil de encontrar. Desde formatinho antigos da Editora Abril, encadernados capa cartonada da Panini, e mais recentemente, uma encadernação em capa dura também da Panini.