[Resenha] Black Mirror – 4ª temporada

Black Mirror, uma das séries mais queridinhas da atualidade recebeu 6 novos episódios nesta que é a sua 4ª temporada na última sexta-feira (29). A série de antologias, onde cada episódio é fechado e tem como tema principal a tecnologia e como ela afeta a vida das pessoas, volta neste ano com episódios bons, mas ainda assim achei mais fraca que a temporada anterior, que para mim, ainda é a favorita. E outra coisa que senti falta neste ano foram de mais artistas famosos participando da série. Destaque para o fato de todas as protagonistas serem mulheres.
Segue meu parecer sobre cada episódio, sem maiores spoilers:

4×1 – “U.S.S. Callister” (U.S.S. Callister):
Tudo começa com um seriado de TV que é uma cópia pastelão de Star Trek, e depois vemos que os personagens que estão neste “seriado”, na vida real são pessoas comuns que trabalham numa empresa chamada Callister responsável pelo jogo Infinity, onde você pode comandar uma nave a la Capitão Kirk em realidade virtual, porém o que parece ser um simples jogo, esconde um terrível segredo que envolve vingança, clonagem, chantagem e rebelião. Participação do ator Jimmi Simpson (House of Cards, Westworld).

4×2 – “Arkangel” (Arkangel):
Nesta realidade, o sonho de todo o pai coruja se torna realidade com uma tecnologia que permite os pais vigiarem os filhos com um aplicativo que mostra o que a criança vê, sente e sua localização. Seguimos a história da pequena Sara que é vigiada desde pequena até à adolescência, porém o que aplicativo Arkangel faz com a personalidade e vida desta jovem é algo que resulta em várias atitudes perturbadores. O final deste episódio, que é dirigido por Jodie Foster, é chocante;

4×3 – “Crocodilo” (Crocodile):
O episódio começa numa vibe “Eu Sei O Que Vocês Fizeram No Verão Passado”, e a história vai se desenrolando sem aparecer uma tecnologia marcante, tanto que fique UÉ até aparecer uma investigadora de uma seguradora com um aparelho que coleta memórias humanas, e sua investigação chega por acaso até à assassina da série. O desenrolar dos acontecimentos é bem punk e o final é surpreendente e gratificante;

4×4 – “Hang the DJ” (Hang the DJ):
Digamos que o que vemos aqui é a evolução do Tinder: um sistema que escolhe pra você um(a) pretende que te obriga a ficar com ele(a) por um tempo determinado (de horas a anos) para que a tecnologia use esta experiência para assim procurar o seu par perfeito. Mas o que acontece quando você não se interessa pelo tal “par perfeito”? O final é surpreendente, e este é o episódio mais divertido e romântico (lembrou um pouco San Junipero) da temporada;

4×5 – “Metalhead” (Metalhead):
Todo em preto e branco, o episódio é um filme noir futurista que mostra uma mulher tentando sobreviver a um robô no melhor estilo “Exterminador do Futuro”. Mesmo sem ter maiores explicações do background da história (quem, quando e por quê etc), é um bom episódio;

4×6 – “Black Museum” (Black Museum):
Primeiro episódio recheado de easter eggs/referências da própria série, onde vemos um museu de crimes de tecnologias com objetos que remetem a episódios e temporadas anteriores, além de apresentar três pequenas histórias sobre crimes e tecnologias, com um final surreal.

Título original: “Black Mirror”.
Ano de estreia: 2017.
Criado e produzido por: Charlie Brooker.
Elenco: vários.
Duração: 6 episódios de +/- 60 minutos cada.
Nota: 8.

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Top 10 Final Fantasy (v. 2017-1) #FF30th

Aproveitando o mês de 30 anos da maior franquia de RPG de todos os tempos (minha homenagem aqui), fiz meu top 10 com os meus capítulos favoritos de Final Fantasy. Minha lista considerou apenas os games que joguei (todos, exceto os capítulos XI, XIII e XIV), e apenas da franquia principal (sem os spin-offs), e o sistema de notas é a média dos quesitos diversão, sistema, história e gráficos. Segue lista em ordem decrescente:

[10] Final Fantasy III (1990) – Famicon, Nintendo DS, PSP
Nota: 7
Primeiro game a explorar mais as jobs fornecidas pelos Crystals. O remake para NDS é uma fofura;

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[9] Final Fantasy VI
(1992) – SNES, GameBoy Advance
Nota: 7
Um dos preferidos da galera, meu problema com este capítulo é que ele é um pouco depressivo e se leva muito a sério;

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[8] Final Fantasy VIII
(1999) – PlayStation e PC
Nota: 7
O primeiro FF com caracter design realista e o primeiro a trazer um tema principal cantado, “Eyes On Me”;

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[7] Final Fantasy X
(2001) – PlayStation 2, PlayStation 3 e PS Vita
Nota: 7,25
O sistema e um pouco dos gráficos puxam mais do que a história deste FF;

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[6] Final Fantasy XII
(2006) – PS2 e PS4
Nota: 7,25
O primeiro da saga que, apesar de ter turnos, tinha um sistema de batalha com um pezinho na ação. Foi revolucionário;

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[5] Final Fantasy IV
(1991) – SNES, PS, GBA, NDS, PSP
Nota: 7,5
Personagens cativantes e trama mirabolante;

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[4] Final Fantasy XV
(2016) – PS4
Nota: 7,75
Trilha sonora e gráficos chupetinhas. O sistema é quase perfeito, porém fica devendo no quesito história;

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[3] Final Fantasy V
(1992) – Super Famicon, PS, GBA
Nota: 7,75
Um dos mais nostálgicos e um dos meus mais queridos. O sistema de jobs e a história são muito divertidos;

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[2] Final Fantasy IX
(2000) – PS e PC
Nota: 8,5
O retorno da franquia ao medieval, e uma grande homenagem aos seus antecessores;

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[1] Final Fantasy VII
(1997) – PS e PC
Nota: 8,5
O marco nos games de RPG. Apesar de seu caracter design meio tosquera, FFVII tem sistema, história e trilha sonora fantásticos.

Os melhores e piores de 2017

Vem chegando o fim de ano e com ele nossa primeira retrospectiva no blog. 2017 foi um ano terrível para o Planeta Terra (menos pra Anitta), mas ainda podemos tirar coisas boas dele, e não só as coisas boas nos quesitos cinema, música, séries e games, mas também os piores de 2017.

Cinema:

[MELHOR] Star Wars – Os Últimos Jedi (resenha aqui): O melhor filme de 2017 veio na reta final do ano e ainda está nos cinemas. O 8º capítulo da saga dos Jedis mostra Luke Skywalker (Mark Hamill) treinando Rey (Daisy Ridley), enquanto General Leia (Carrie Fisher) e seus rebeldes lidam com Kylo Ren (Adam Driver) e a Primeira Ordem. O filme é diferente de tudo o que já vimos na franquia, apostando em heróis de diferentes gêneros e etnias, e numa trama inusitada.

[PIOR] Death Note: A versão hollywoodiana da Netflix para o anime/mangá de sucesso fica aquém do original, alterando o perfil psicológico dos personagens e pondo por água abaixo todas as expectativas de sua legião de fãs. Só a atuação do Willem Defoe como Ryuk se salva.

Música:

[MELHOR] “The Louvre” – Lorde: Pra mim, “Melodrama”, de Lorde, foi o álbum pop do ano (resenha aqui). A minha preferida é “The Louvre”.

[PIOR] “Vidinha de Balada” – Henrique e Juliano: Eu quase que coloco “Despacito” aqui, mais pelo fato de ter sido um hit chiclete infinitamente executado e explorado neste ano, mas daí lembrei dessa ~joia~ brasileira, fruto do sertalixo atual, em que o cara OBRIGA a mina a namorar com ele, e “se reclamar, cê vai casar também”, tipo ???? Relacionamentos forçados é tão século XIX, gente. Deixa as minas em paz.

Séries – Estreantes:

[MELHOR] The Gidted (FX): A série só termina em janeiro, mas até então, se mostrou uma divertida história de super-heróis e a melhor coisa que já aconteceu com o universo X-Men fora dos quadrinhos, inclusive superando os filmes. Os roteiristas utilizaram vários materiais ainda não explorados nos cinemas, e criaram também personagens e tramas novas, e a família Strucker é muito carismática.

[PIOR] Inhumans (ABC): Por falar em personagens Marvel, a maior decepção do ano está para a Família Real dos Inumanos, que foi muito mal adaptada para as telinhas (deixei bem claro nas minhas primeiras impressões da série), com efeitos especiais podres e uma trama sem sal. Uma pena.

Séries – Não estreantes:

[MELHOR] Stranger Things (Netflix) – 2ª temporada (resenha aqui): ST foi um grande sucesso em sua estreia no ano passado, arrebatando muitos fãs por aí, e em sua 2ª temporada, que estreou em outubro, os Irmãos Duffer conseguiram de novo, nos presenteando com uma trama complexa, divertida e empolgante.

[PIOR] Into the Badlands (AMC) – 2ª temporada: Apesar de a 1ª temporada desta série de lutas marciais não ter sido lá essas coisas também, o 2º ano de Into the Badlands foi tão ruim que até desisti de acompanhar.

Games:

[MELHOR] Persona 5 (PS4): Queria ter um Nintendo Switch para poder testar The Legend of Zelda: Breath of The Wild ou Super Mario Odyssey, aclamadíssimos games do ano, porém infelizmente não rolou, então nomeio Persona 5 como meu preferido. Primeiro game da franquia que jogo e está sendo uma delícia. Um RPG de turnos cheio de sidequests e nuances, com uma trilha sonora e game design fantásticos. Ainda não zerei, mas quando eu zerar, vou fazer uma resenha no blog.

[PIOR] Double Dragon IV (PS4, Switch, PC): Não pude jogar muitos games neste ano ao ponto de ter um pior (os que comprei, são jogos que achei, no mínimo, regular), então escolhi DDIV pelo que o público em geral achou. O quarto game da franquia dos dragões gêmeos não trouxe muitas novidades e não passa de só mais um game com jeitão de 8 bits. Resumindo: decepção.

2017 até que foi um bom ano para os universos pop e nerd, mas que o próximo ano seja ainda melhor!

Os 30 anos de Final Fantasy #FF30th

No dia 18 de dezembro de 1987 era lançado no Japão o primeiro jogo da série Final Fantasy. O JRPG do estúdio Square Enix, que na época era apenas Squaresoft, saiu para Famicon (8 bits) e lançado nos EUA apenas em 1990 para NES. O 2º episódio saiu no Japão em 1988, e sua trama não tinha relação com o anterior, e assim seguiu como sendo marca registrada da saga, apenas repetindo alguns elementos de sua mitologia sem repetir personagens principais. FFII não veio para o Ocidente antes dos anos 2000, bem como seu sucessor, lançado em 1990. O 4º game da série, lançado no ano seguinte, era o segundo que chegava aos EUA, e o primeiro para Super Famicon/SNES (16 bits). FFV (1992) saiu apenas no Japão, o que gerou uma certa confusão quando FFVI (1994) chegou nas bandas de cá com o título de “Final Fantasy III”. A contagem voltou ao normal quando foi FFVII chegou para PlayStation nos dois lados do planeta (e assim começou a ser sempre) em 1997.

O criador do jogo é Hironobu Sakaguchi, e reza a lenda que o título do RPG se deve ao fato de ser a última cartada dele para salvar a Square que estava à beira da falência, por isso “fantasia final”. E ainda bem que deu certo, pois criou uma das mais importantes franquias de RPG de todos os tempos, e a empresa continua firme e forte até hoje. Sakaguchi esteve à frente da série até deixar a companhia, em 2001. Foi substituído por Yoshinori Kitase, que já trabalhou na Square como diretor dos capítulos VI, VII e VIII. A partir de FFIX, foi substituído por um diretor diferente para cada título.

O artista Yoshitaka Amano foi o character designer original, incluindo criação de personagens e monstros, desde o primeiro game até FFVI. Ele também desenha todos os logotipos da série principal e algumas ilustrações especiais. Foi substituído por Tetsuya Nomura, que tem o traço é mais adaptável aos gráficos tridimensionais, trabalhando como principal desenhista de personagens na maioria dos jogos da franquia até hoje.

Arte de Amano para FFI.

Artes de Nomura para Lightning (FFXIII), Kain (FFIV), Tifa (FFVII), Vaan (FFXII), Laguna (FFVIII) e Yuna (FFX).

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Um dos pontos fortes da franquia é sua inesquecível trilha sonora, e o responsável original por ela foi Nobuo Uematsu, o principal compositor da série Final Fantasy desde o primeiro jogo até deixar a Square Enix em 2004, apesar de já ter voltado a colaborar em alguns jogos desde então. Temas recorrentes da série, como Prelude, a fanfarra de vitória, e o tema dos chocobos, são criações suas. Outros compositores incluem Masashi Hamauzu (FFXIII), Hitoshi Sakimoto (todos FF Tactics e FFXII) e Junya Nakano (FFX e arranjos em alguns remakes).

Seguem alguns exemplos de ótimas trilhas da série:

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Segue meu ~currículo gamer~ FF (risos):

– FFI eu joguei no port para GameBoy Advance (2004), que contém os capítulos I e II. No primeiro FF os personagens não possuem nome (no spinoff Dissidia, é representado pelo personagem chamado Warrior of Light), dando ao jogador liberdade para nomeá-los, e você pode escolher quatro personagens entre as classes disponíveis: Fighter (Warrior); classe física usuária de espadas, Monk (Black Belt); classe física que luta desarmada; Black Mage, classe mágica causadora de dano, White Mage, classe mágica curandeira; Red Mage, classe usuária de magias de nível baixo de Black e White Mages; e Thief, classe ladina. O sistema é bem simples e tinham poucos elementos que viraram recorrentes nos jogos seguintes, como Bahamut, que aqui era o rei dos dragões;
– Já FFII possui os personagens jogáveis o espadachim Firion, a arqueira Maria, o monk Guy, o white mage Minwu, o dragoon Ricard, entre outros. Aqui foi a primeira aparição de Cid (NPC), personagem recorrente da série, e dos chocobos. O sistema de magias consiste em, quanto mais MPs você usa de uma vez, mais forte será o dano;
– FFIII joguei apenas o remake lançado para Steam (resenha aqui). Aqui o sistema de jobs foi expandido e ligado aos Crystals, recorrente aos games iniciais, e onde surgiram os primeiros Summons, elemento presente em quase todos os capítulos da franquia. A trama seguia quatro personagens: Luneth, um garoto órfão do vilarejo de Ur, Arc, amigo de infância de Luneth, Refia, do vilarejo de Kazus, Ingus, um soldado do reino de Sasune;
– FFIV joguei também apenas o remake para GBA. Um dos mais divertidos da saga, com uma trama mirabolante que envolve redenção, conquista, reviravoltas consanguíneas, Cristais, airships e viagens para a Lua e o centro da Terra. Aqui, há jobs mas elas são fixas: Cecil (Dark Knight/Paladin), Kain (Dragon Knight), Rosa (White Mage), Cid (Engineer), Rydia (Summoner), Tellah (Sage), Edward (Bard), Yang (Monk) etc;
– FFV, apesar de ter sido lançado para SNES, só o conheci e joguei no GBA. Divertido e um dos meus favoritos. A história rola em torno dos personagens Bartz, Lenna, Galuf e Faris. Posteriormente, Krile entra no grupo substituindo Galuf, seu avó, o que torna o FF com menos personagens jogáveis. FFV foi palco da primeira aparição de Gilgamesh, o chefão mais engraçado e recorrente da série. O game também conta com os famosos Crystals e um ampliado sistema de jobs. Foi o primeiro FF com um momento em que o jogador precisa fugir de um determinado lugar com uma contagem regressiva na tela, no caso, quando Karnak Castle está me chamas e Bartz e cia precisam escapar do local em 10 minutos, ainda tendo que enfrentar várias batalhas aleatórias e com o desafio de pegar todos os baús (com ótimos itens nessa altura do jogo) do castelo;
– FFVI zerei no SNES. É um dos FFs favoritos de todos, mas particularmente, apesar de eu achar um jogo complexo e dinâmico, não o acho isso tudo. É o game da série com mais personagens jogáveis de todos (14 no total), e o que tem a primeira protagonista feminina, Terra Branford. Os outros personagens são Locke, Edgar, Sabin, Cyan, Setzer etc. Celes, disfarçada como a cantora de ópera Maria, cantando na Opera House, e o grupo fugindo do Floating Continent em 6 minutos, tendo de enfrentar monstros poderosos e esperar o ninja Shadow (ou não) são os pontos altos. O vilão estereotipado Kefka foi o vilão mais memorável até à chegada de Sephiroth (FFVII);
– FFVII foi o primeiro que joguei, no PS. Só não é o meu favorito isolado porque existe o FFIX. O sistema de Materias, parcialmente baseado nas Magicites de FFVI, é um dos mais divertidos da série. A trama é uma das mais complexas (eu digo que FFVII é o pai que ensinou Kingdom Hearts) que envolve mensagem ecológica, fim do mundo, experiências genéticas, alienígenas, raças em extinção e monstros gigantes. Os personagens jogáveis são uns dos mais inesquecíveis: o soldier Cloud, o ecoterrorista Barret, a bartender/monk Tifa, a vendedora de flores Aeris etc. FFVII é o que tem um dos momentos mais tristes dos videogames, quando um dos personagens principais é morto pelo vilão Sephiroth;
– Para FFVIII eu tive que aprender katakana para jogar, quando a versão em japonês chegou antes da americana e eu não tive paciência para esperar (risos). Seu gráfico era diferentão na época, o que tornou o primeiro FF mais realista possível. Na história, temos os integrantes da escola Balamb Garden, Squall, Quistis, Zell e Selphie, usados como esquadrão de elite para deter ameaças ao redor do mundo. Não gosto de sua trama, pois é muito centrada no casalzinho Squall e Rinoa. O sistema gira em torno dos GFs (Guardian Forces), summons que podem ser equipados nos personagens, permitindo-lhes usar magias e outras habilidades ativas e passivas;
– FFIX é uma homenagem à saga toda até então, portanto temos um jogo nostálgico que volta para a fantasia medieval (apesar de ser mais steampunk), e traz de volta vários elementos dos capítulos anteriores, revisitando lugares, músicas e personagens. É um dos meus favoritos, ao lado de FFVII. Os personagens possuem jobs fixas: Zidane (Thief), Vivi (Black Mage), Garnet/Dagger (White Mage/Summoner), Steiner (Knight), Quina (Blue Mage), Freya (Dragoon), Eiko (Summoner/White Mage) e Amarant (Ninja/Monk). A trama visita inúmeros lugares, personagens e possui muitas reviravoltas, e o chefe final é o andrógino Kujah;
– FFX joguei à época, no PS2. A saga volta para o realismo, e temos novamente personagens com jobs fixas. São eles Tidus, Yuna, Wakka, Lulu, Rikku, Auron e Kihmari. O sistema de skills é o Sphere Grid, onde você habilita as spells/skills para seus personagens (inclusive podendo ensinar habilidades de diferentes jobs a eles), além de upgrades em seus atributos. A história tem final frustrante e é um dos capítulos que eu menos gosto;
– FFXI, bem como FFXIV, são os games 100% online, e portanto, nunca joguei (foi-se o tempo que eu gostava de MMORPGs);
– FFXII tive a oportunidade de jogar apenas recentemente, no remix The Zodiac Age, para PS4 (resenha aqui). O sistema de batalha é inovador, quase um RPG de ação, mas ainda com turnos. O mundo para exploração é vasto e os cenários e game designs em geral são estonteantes, bem como sua trilha. Os personagens jogáveis são Vaan, Penelo, Ashe, Balthier, Fran e Basch. O mundo Ivalice, que apareceu em Vangrant Story e Final Fantasy Tactics (ambos para PS) e Final Fantasy Tactics Advance (GBA), é revisitado;
– FFXIII nunca tive oportunidade de jogar, pois nunca tive PS3, mas pelas coisas que eu vi (sistema de batalha travadão, summons que se transformam em veículos… AFF!), acho um FF fraco e feio;
– FFXV zerei neste ano (resenha aqui) e gostei bastante. Com um gráfico foda e um sistema de batalha interessante (exceto o de magias, que é uma bosta), este formidável ARPG é um dos meus favoritos da série. Uma pena que a história seja tão cheia de furos, o que levou a Square ter que fazer vários DLCs (caríssimos, diga-se de passagem, os quais nunca pude jogar).

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Final Fantasy
tem inúmeros spin-offs em praticamente todos os consoles existentes (inclusive, criando outras sagas, como a franquia de sucesso Kingdom Hearts), e também está presente em outras mídias. Para o cinema, temos os filmes de CGI “Final Fantasy: The Spirits Within” (2001), que foi um marco na animação em CGI à época (pena que a história não tem NADA A VER com os games); o ótimo “Final Fantasy: Advent Children” (2005), que é a continuação da trama de FFVII; e “Kingsglave: Final Fantasy XV” (2016), que complementa a história de FFXV e tem um visual magnífico (resenha aqui). Aliás, o legal do marketing de FFXV é que, antes do lançamento do jogo, a história do mesmo foi contada ou complementada em outras mídias, como filmes, animes e jogos mobile.
FF já teve mangás, anime e até card game.

FF é a minha saga de games favorita, bem como a franquia de RPG favorita também, portanto a desejo parabéns nesses 30 anos de existência, e que venham mais trinta!

[Extra] A Square divulgou um belo vídeo que homenageia a franquia em seus 30 anos:

[Resenha] Star Wars: Os Últimos Jedi

Está em cartaz talvez o filme mais esperado do ano, Star Wars: Os Último Jedi, o 8º capítulo da história dos Jedi no cinema. E já vou começar o “resumindo” no começo do post: o filme é FODA!

Apesar de em O Despertar da Força, os protagonistas serem os maravilhosos novatos Rey (Daisy Ridley) e Finn (John Boyega), aqui o segundo é deixado um pouco de lado – ele participa, praticamente, de uma side quest para ajudar a Aliança Rebelde – e a trama gira basicamente ao redor de Rey e sua contraparte do Lado Negro da Força, Kylo Ren/Ben Solo (Adam Driver). Aliás, o alto da trama, para mim, foi da interação e ligação inesperada entre esses dois, e de todos os plot twists de seus arcos. Enquanto Rey buscava tanto a ajuda de Luke (Mark Hamill) quanto ser treinada por ele, e também estando numa minijornada para descobrir um dos maiores mistérios dessa nova trilogia – quem são seus pais? -, Kylo continua sua caçada pelos dois (os últimos Jedi dos títulos), para assim agradar seu mestre Snoke (Andy Serkis) e garantir o sucesso da maligna Primeira Ordem.

“Bom dia. O senhor teria 5 minutos para ouvir a palavra dos Jedi?”

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Falando em Snoke, ele tem maior papel nesse filme, apesar de suas origens, bem como as da Primeira Ordem, estarem envoltas em mistério (ainda há a dúvida se isso será mostrado no cinema ou se aparecerá apenas em mídias paralelas, o que seria uma pena). Outro que apareceu bastante também foi Poe Dameron (Oscar Isaac), que correu e voou para inúmeras direções na galáxia para obter algum sucesso para a então acossada Aliança Rebelde. Também tivemos bastante tempo de tela para a General Leia (a saudosa Carrie Fisher), que, apesar dos vários golpes que os rebeldes sofreram, teve bastante importância, o que levanta a grande questão de como seu papel terá um desfecho no próximo filme após a morte da atriz.

Os novos personagens Rose (Kelly Marie Tran), Vice-Almirante Holdo (Laura Dern) e DJ (Benício del Toro) foram muito bem inseridos – com destaque para Rose, ao contrário dos personagens introduzidos no episódio VII, Maz Kanata (Lupita N’yongo) e Capitã Phasma (Gwendoline Christie), que foram (novamente) mal aproveitadas (intencionalmente?).

Bem-vindo ao Clube das Trevosas.

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O filme teve muito fan service e pode até ser considerado uma “fanfic” de si mesma, mas é fantástica, com efeitos especiais foda, grandes momentos de ação e até de humor, e um dos melhores filmes da franquia, se não o melhor. Pelo menos, é o mais divertido de todos.

Título original: “Star Wars: The Last Jedi”.
Ano: 2017.
Diretor: Rian Johnson.
Elenco: Oscar Isaac, Mark Hamill, Carrie Fisher, Kelly Marie Tran, Lupita Nyong’o, Billie Lourd, Domhnall Gleeson, Anthony Daniels, Gwendoline Christie, Andy Serkis e Benicio del Toro.
Duração: 152 minutos.
Nota do Gilgamesh: 9.

[Extra] Easter eggs e participações especiais em Star Wars VIII (em inglês).

Primeiro trailer de Jurassic World: Reino Ameaçado

Nesta madrugada a Universal Pictures liberou o 1º trailer internacional de Jurassic World: Reino Ameaçado. Assista legendado:

Na trama, Owen Grady (Chris Pratt) precisa voltar para a Ilha Nublar e resgatar Blue, uma dinossauro geneticamente manipulada, para salvá-la da destruição eminente de uma erupção vulcânica. Contentes com o retorno de Jeff Goldblum para a franquia?

Dirigido por Juan Antonio Bayona, Reino Ameaçado estreia no Brasil em 21 de junho de 2018.

Veja os vencedores do The Game Awards 2017

Na noite de ontem, ocorreu o The Game Awards, a premiação máxima dos videogames. O grande vencedor de 2017 foi The Legend of Zelda: Breath of the Wild, que derrotou Horizon: Zero Dawn, Persona 5, PlayerUnknown’s Battlegrounds e Super Mario Odyssey na categoria principal.

Veja abaixo a lista completa de vencedores:

Jogo do ano:

The Legend of Zelda: Breath of the Wild

Melhor performance:

Melina Juergens, como Senua, de Hellblade: Senua’s Sacrifice

Melhor design de áudio:

Hellblade: Senua’s Sacrifice

Melhor trilha sonora/música:

– Nier Automata

Melhor jogo contínuo:

– Overwatch

Melhor jogo com impacto social:

Hellblade: Senua’s Sacrifice

Melhor Direção de Arte:

– Cuphead

Personalidade do Ano:

Guy Beahm (Dr. Disrepect)

Mais esperado de 2018:

– Last of Us – Part II

Melhor jogo de aventura:

– Legend of Zelda: Breath of the Wild

Melhor jogo de ação:

– Wolfenstein II: The New Colossus

Melhor time de eSport:

Cloud9

Melhor jogador profissional:

– Lee Sang-Hyeook “Faker”

Melhor jogo de eSport:

Overwatch

Melhor RPG:

Persona 5

Melhor VR/AR:

Resident Evil 7

Melhor jogo corrida e esporte:

Forza 7

Melhor jogo de estratégia:

Mario + Rabbids: Kingdom Battle

Melhor jogo para família:

Super Mario Odyssey

Melhor jogo de luta:

Injustice 2

Melhor jogo para portátil:

Metroid: Samus Returns

Melhor jogo mobile:

Monument Valley II

Melhor jogo indie:

– Cuphead

Melhor narrativa:

What Remains of Edith Finch

Melhor direção de jogo:

Legend of Zelda: Breath of the Wild

Fonte: The Enemy.

Primeiras imagens de X-Men: Fênix Negra e Aquaman

Deu a louca na revista EW hoje e temos imagens de dois filmes vindouros baseados em quadrinhos.

As fotos de X-Men: Fênix Negra, filme da Fox, mostra o impressionante visual (se bem que está mais pra imagem promocional, mas se o cabelo dela for assim no filme, vai ser massa) da Fênix (Sophie Turner) transformada na entidade que dá nome ao filme. Achei lindona e ela tá parecendo uma elemental do fogo. As outras imagens mostram Jean Grey civil, uma cena de um enterro (chuto que seja no final do filme), Mística (Jennifer Lawrence) e Magneto (Michael Fassbender), e do visual da personagem da Jessica Chastain, que será uma vilã cujo nome ainda não foi revelado, e que aparentemente manipulará a Fênix Negra (aposto minhas fichas que ela será Mestra Mental).

O diretor Simon Kinberg e Michael Fassbender.

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O próximo filme dos mutantes principais da Fox estreia no Brasil em 1º de novembro de 2018.

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Já do lado da DC/Warner, temos uma imagem de Aquaman, o único filme de heróis do estúdio em 2018:

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Aquaman estreia nos cinemas brasileiros em 20 de dezembro do ano que vem.

[Resenha] “Crise na Terra X” – Crossover no Arrowverse

Ocorreu nesta semana nos dias 27 (segunda) e 28 (terça) o crossover “Crisis on Earth-X” nas séries do chamado “Arrowverse”, Supergirl, Arrow, Flash e Legends of Tomorrow, respectivamente, um evento de duas noites que uniu os elencos das quatro séries DC/CW. Este é o 2º evento que reúne as séries (o primeiro, “Invasion”, ocorreu ano passado e eu resenhei aqui), e posso dizer com tranquilidade que foi o melhor crossover da DC na TV.

Os heróis se reúnem para a festa de casamento de Barry/Flash (Grant Gustin) e Iris (Candice Patton), que teve gente bêbada e se pegando (inclusive ainda chocado com esse casal que “aconteceu” no crossover). Já na cerimônia, teve Kara/Supergirl (Melissa Benoist) cantando enquanto a noiva entrava (oi Glee) e eu já estava me sentindo numa novela da Globo (aliás, todas as séries Warner são meio novelonas, mas com um casamento, fica mais parecido ainda), quando a cerimônia é interrompida (um clássico nos quadrinhos) pelos vilões nazistas, com direito ao coitado do padre – que não tinha nada a ver – ter sido desintegrado. Todos os heróis entram em ação (com alguns salvando os convidados civis), o que gerou muitas boas cenas de ação e efeitos especiais. A minha preferida foi a do Kid Flash (Keiynan Lonsdale) pegando as balas das metralhadoras dos vilões. Os nazistas fogem, mas um deles, o Prometeus (Colin Donnell), é preso, e Cisco (Carlos Valdes) é ferido. Então os heróis descobrem que os vilões são provenientes da terrível Terra X, uma versão da Terra 1 onde os nazistas venceram a IIª Guerra Mundial e dominaram o mundo, que é atualmente comando pelas versões malígnas de Oliver/Arqueiro (Stephen Amell) e Kara/Supergirl, auxiliados pelo Eobard Thawne/Flash Reverso (Tom Cavanagh), o mesmo vilão da 1ª temporada de The Flash.

Os famigerados vilões arianos Arqueiro Negro, Thawne e Overgirl.

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Bom, esse é basicamente o início e não vou contar a motivação dos vilões para não spoilar quem ainda não viu, mas a trama, dividida entre os episódios das quatro séries foi construída de forma mista, e não dividida por série, como foi Invasion, o que foi até interessante. No começo, me incomodou o fato de que só metade da equipe dos LegendsSara Lance/Canário Branco (Caity Lotz), Rory/Onda Térmica (Dominic Purcell), Dr. Stein (Victor Garber) e Jax/Nuclear (Franz Drameh) – estava presente desde o começo, e o restante – Ray/Átomo (Brandon Routh), Amaya/Vixen (Maisie Richardson-Sellers), Nathan/Gládio (Nick Zano) e Zari (Tala Ashe) só aparece na última parte da trama, no episódio correspondente à sua série, mas depois percebi que seria MUITO personagem para aparecer e interagir, e até que foi boa a ideia.

Fomos apresentados a diferentes versões na Terra X de personagens conhecidos de menor importância ou que já morreram, como a versão “Capitão América” do Guardião/James Olsen (Mehcad Brooks) e a versão general durão do Winn Schott (Jeremy Jordan), ambos de Supergirl, e também a versão gay (ainda mais gay?) do Snart/Capitão Frio (Wentworth Miller), de Flash e Legends, que é casado com o novo personagem apresentado no evento, Ray (Russell Tovey), apresentado numa emocionante cena num campo de concentração nazista onde vestia o famigerado pijama com um triângulo rosa, como eram marcados os homossexuais pelos exércitos de Hitler.

No final, ainda tivemos um funeral e dois casamentos. A morte do personagem – importante, diga-se de passagem – foi triste pra cacete, já que ele não teve o desfecho desejado, mas como sabe-se que o ator em questão já queria sair da série, então foi mais para concluir sua participação no Arrowverse. Uma pena.

Resumindo, Crise X foi divertida, com muita ação, momentos engraçados e tristes também, e nos mostrou como as produções dessas quatro séries andam afinadinhas a ponto de já estarem em seu segundo – e bem sucedido – crossover.

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Título original: “Crisis on Earth-X”.
Ano de estreia: 2017.
Criado e produzido por: vários, encabeçados por Marc Guggenhein.
Elenco: vários.
Duração: 4 episódios de +/- 45 minutos cada.
Nota: 9.