[Resenha] Black Lightning

Encerrada no mês passado e com 13 episódios a 1ª temporada de Black Lightning (“Raio Negro” no Brasil), série da CW em parceria com a Netflix baseada nos quadrinhos da DC. Raio Negro foi o primeiro personagem afroamericano da editora, criado em 1977 por Tony Isabella e Trevor von Eeden. A história se passa na cidade fictícia de Freeland, nos EUA, onde a onda de criminalidade e violência policial contra os habitantes negros atinge um nível crítico, o que força Jefferson Pierce (Cress Williams), diretor da escola Garfield e super-herói aposentado, a voltar para sua vida de vigilantismo.

Alguns dos diferenciais dessa série em relação às outras do Arrowverseuniverso da qual não faz parte – é ser mais pé no chão do que Arrow, Flash e Supergirl, e abordar assuntos mais pesados e atuais, como racismo (o elenco é majoritariamente negro, um “Pantera Negra da TV” rs), violências urbana e policial, homossexualidade, drogas, alcoolismo e ativismo político.

Apesar de a série ter começado de maneira muito interessante (como pincelei no post das minhas primeiras impressões), Black Lightning caiu na mesmice ao mostrar a violência (mais gráfica do que qualquer outra série de super-heróis, é verdade) e clima de gângster em Freeland, e termina a temporada num “samba do crioulo doido” (com o perdão do trocadilho), com aquela explicação esdrúxula sobre a origem dos poderes de Raio Negro e outros metahumanos da série, aliada às motivações dos vilões.

Mas essa temporada teve bons momentos, principalmente os engraçados, como um diálogo entre Jefferson e Khalil (Jordan Calloway), namorado de sua filha, Jennifer (China Anne McClain), sobre sexo e técnicas de banho; ou o que ocorreu entre Jennifer e seus pais, Jefferson e Lynn (Christine Adams), também sobre sexo; ou como o primeiro uniforme da Tormenta (Nafessa Williams), que parecia uma “Beyoncé da era disco” etc.

Tormenta é uma das poucas coisas que se salvam na série.

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Uma pena que a série deu essa decaída brusca no roteiro, aliada aos efeitos especiais pobrinhos e aos clichês do gênero. Dificilmente terei vontade de assistir sua segunda temporada (a série foi renovada).

Título original: “Black Lightning”.
Ano de estreia: 2018.
Criado e produzido por: Salim Akil, Sarah Schechter, Greg Berlanti, Mara Brock Akil, Oz Scott, Pascal Verschooris.
Elenco: Cress Williams, China Anne McClain, Nafessa Williams, Christine Adams, Marvin “Krondon” Jones III, Damon Gupton, James Remar.
Duração: 13 episódios de +/- 45 minutos cada.
Nota: 6,5.

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Anunciados múltiplos jogos de Pokémon para Nintendo Switch

Pokémon Let’s Go: Pikachu e Pokémon Let’s Go: Eevee:

A Nintendo anunciou um novo jogo da série Pokémon, agora exclusivo para Nintendo Switch.

Os games Pokémon Let’s Go: Pikachu & Eevee são os mais novos títulos principais da icônica série de RPGs, agora no console híbrido da Nintendo. Assista o trailer:

Como é possível ver no vídeo, o jogo mantém a mesma estética de outros games de Pokémon, mas agora com gráficos totalmente tridimensionais. Ele é, inclusive, um remake da edição especial de Pokémon Yellow, lançado originalmente em 1998.

A mecânica de captura dos monstrinhos é semelhante ao de Pokémon GO, mas agora com o Joy-Con ao invés do toque na tela do celular. O jogo também terá um controle especial inspirado na Pokébola.

Além disso, será possível transferir Pokémon capturados no jogo mobile para o game de Switch.

Pokémon Let’s Go Pikachu & Eevee também terão a opção de trazer um amigo para a partida, que poderá controlar outro personagem via um dos Joy-Con.

O jogo será lançado em 16 de novembro.

Pokémon Quest

Durante uma conferência especial realizada nesta terça (29), a Game Freak anunciou um jogo especial para Nintendo Switch e plataformas mobile: Pokémon Quest.

Definido como um RPG de ação, o jogo tem como foco principal o treino e união com seus monstrinhos de bolso. Jogadores poderão escolher diferentes habilidades e características para cada Pokémon.

O game se passa na chamada Tumblecube Island, que segundo o anúncio é repleta de segredos e tesouros escondidos, que poderão ser encontrados com a ajuda de seus Pokémon.

O jogo já está disponível para download no Switch.

Um novo título Pokémon para 2019:

Foi confirmado também que um novo RPG em desenvolvimento está previsto para o segundo semestre do ano que vem. Veja no tuíte abaixo:

Nenhum detalhe extra foi dado sobre o título, além do fato de que ele será um jogo inédito – além dos recém-anunciados Pokémon Quest e Pokémon Let’s Go Pikachu & Pokémon Let’s Go Eevee – e fará parte da série principal de RPGs da franquia.

Uma janela mais específica de lançamento não foi revelada.

Fonte: The Enemy.

[Resenha] Krypton

Encerrando sua 1ª temporada nesta semana (dia 23), Krypton, série da SyFy, lançou um novo olhar no passado do planeta natal de Kal-El, o Superman. Em seus dez episódios, conhecemos Seg (Cameron Cuffe), um encrenqueiro que pertence à outrora gloriosa Casa (“família”, como em Game of Thrones, tá ligado?) de El e que, quando criança, viu seu avô, o cientista Val (Ian McElhinney), ser executado por “heresia”, unicamente por ele defender a existência de alienígenas e que um deles, chamado Brainiac, poderia ser uma ameaça ao planeta. A trama, que se passa 200 anos antes do fatídico destino de Krypton (ainda estou encafifado em como essa conta não bate… ou será que a longevidade de um kryptoniano pode chegar aos cem anos?), nos mostra a injusta sociedade (parece até a de um planeta que conhecemos…) em Kandor (a maior cidade do planeta protegida por um campo de força), onde os abastados tinham vez (as famílias com “casa”, como os Zod, os Em e os Vex) e os sem rank (pobres e sem “casa”) viviam acossados nos subúrbios. A cidade é governada por um regime totalitário teocrático, do qual o representante maior é o Voz de Rao (Blake Ritson), uma espécie de Papa da religião dos kryptonianos que tem um visual muito maneiro. Logo abaixo dele, ainda temos o magistrado-chefe Daron-Vex (Elliot Cowan), que garante que a injustiça na cidade perdure, e sua filha, a ambígua Nyssa (Wallis Day). Amplamente utilizada para manter a paz em Kandor por meio da força, temos a polícia chamada de Sagitari (lê-se ‘Sagitarai‘), da qual faz parte a família Zod, a jovem Lyta (Georgina Campbell), amor de Seg, e Alura (Ann Ogbomo), mãe de Lyta e a dura Primus (líder) da Guilda Militar.

A vida de Seg vira de pernas pro ar com a chegada do terráqueo Adam Strange (Shaun Sipos) – um herói criado nos anos 1950 que é tipo o Flash Gordon da DC – que procura Seg para alertá-lo que veio do futuro para impedir o desaparecimento do Superman, seu neto, devido à chegada antecipada de Brainiac a Krypton. Nos episódios a seguir vemos vários elementos da mitologia do Azulão, como General Zod, Apocalypse, Zona Fantasma e, por fim, o temível Brainiac (também interpretado por Blake Ritson). Várias detalhes sobre o passado de Krypton e a família de Kal-El parecem ter sido alterados ou “errados”, e o fim do planeta parece que foi adiantado. O clima apocalíptico da season finale é emocionante. E prepare-se para ótimos plot twists!

A seduzente careca do vilão Brainiac.

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Krypton não é lá uma série genial, mas é diferente de tudo o que vem sendo mostrado em séries de TV baseadas nos quadrinhos do Universo DC, então já vale a conferida só por isso. E a 2ª temporada já está confirmadíssima.

Título original: “Krypton”.
Ano de estreia: 2018.
Criado e produzido por: Damian Kindler, David S. Goyer e Andjelka Viaislavjevic.
Elenco: Cameron Cuffe, Georgina Campbell, Ian McElhinney, Elliot Cowan, Ann Ogbomo, Rasmus Hardiker, Wallis Day, Aaron Pierre.
Duração: 10 episódios de +/- 45 minutos cada.
Nota: 8.

Revelada a primeira imagem do reboot de DC Superhero Girls

A DC Entertainment liberou a primeira imagem de DC Superhero Girls, reboot da série animada para o Cartoon Network, criada por Lauren Faust (My Little Pony: A Amizade é Mágica). A imagem revela os novos designs de Zatanna (nem reconheci ela, de tão diferente que ficou rs), Supergirl, Mulher-Maravilha, a Lanterna Verde Jessica Cruz, Abelha e Batgirl.

Veja o pôster:

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Segue descrição oficial da nova série animada:
“O mundo pode conhecê-las como Mulher-Maravilha, Supergirl e Batgirl, mas não como as não tão típicas adolescentes Diana, Kara e Barbara, bem como suas amigas super-heroínas têm muito mais com que lidar além de proteger os cidadãos de Metropolis de alguns dos mais sinistros supervilões em idade escolar do Universo DC. Apesar de tudo, ser adolescente é difícil o bastante, com escola, amigos, família e o caos que vem ao administrar uma vida social. Mas adicione superpoderes e identidade secreta na mistura e as coisas podem ficar bem mais complicadas.
Certamente, as amigas Abelha, Zatanna e a Lanterna Verde Jessica Cruz estão sempre à disposição para ouvir ou emprestar um ombro para chorar, ou um punho para socar (risos), mas o que acontece quando Diana e sua parceira de estudos e colega de esgrima Tatsu não concorda em como distribuir a justiça como Mulher-Maravilha e Katana? Ou quando Barbara descobrir que sua melhor amiga de Gothan é a vilã adolescente Arlequina? Junto com todos seus amigos, inimigos e “aminigos”, essa equipe de superjovens navega pelas dores únicas que surgem quando você é adolescente tentando travar batalhas do mundo e batalhas do amadurecimento ao mesmo tempo.”

Mais detalhes sobre a série provavelmente serão reveladas nos próximos meses, especialmente com a proximidade da San Diego Comic-Con (que acontece entre 19 e 22 de julho).

Fonte: Comicbook.com.

Não me venham chorar que estragaram a infância de vocês, hein rs

O casal lésbico de Deadpool 2 e a falta de representatividade LGBT nos filmes de heróis

Então, discretamente e sem muito alarde, Deadpool 2 mostrou o primeiro casal assumidamente LGBT em filmes de super-heróis, as personagens Negasonic (Brianna Hildebrand) e Yukio (Shioli Kutsuna). Negasonic – introduzida no primeiro filme da franquia – apresenta Yukio (que na verdade deveria se chamar Noriko Ashida, a Faísca dos quadrinhos, sendo que Yukio é outra personagem, mas enfim…) ao Deadpool como sendo sua namorada, feito inédito até então neste gênero de filme.

Tivemos dois casos em dois filmes recentes onde quase isso aconteceu antes: em Thor: Ragnarok (2017), onde Valquíria (Tessa Thompson) teria um caso com outra valquíria, mas isso só ficou (muito) subentendido no flashback da personagem; e em Pantera Negra (2018), um filme que foi um grande marco para a representatividade da comunidade negra, teve uma cena cortada onde era sugerido que Okoye (Danai Gurira) teria um caso com outra membro da guarda real Dora Milaje chamada Ayo (Florence Kasumba).
Essas cenas foram cortadas por medo da recepção do público, já que estavam em filmes de classificação indicativa menores que a do Deadpool 2 (que inicialmente era de 18 anos mas que por decisão judiciária, foi reduzida para 16 no Brasil) ou por covardia? Será que só vamos ter um LGBT em filmes de classificação 18 anos? E ainda mais: esse casal LGBT aparece num filme que é basicamente uma história nonsense que não pode ser levada muito a sério (apesar de as personagens serem de um núcleo mais sério, não é como a “pansexualidade” do Deadpool que só existe para fins de piadas)?

O casal de Deadpool 2 é um marco, mas queremos mais, e com personagens LGBTs de todos os tipos, mais abertamente, com profundidade e em filmes mais “sérios” e de diferentes classificações indicativas, queremos um protagonista LGBT (seria meu sonho um filme dos Jovens Vingadores com o casal Wiccano e Hulkling? ♥), pois isso é importante para a nossa representatividade, assim como acontece nas séries de TV (como já falei com o que acontece em Supergirl, por exemplo), pois quanto mais exemplos de LGBTs tivermos (também) nos cinemas, mais haverá uma sensibilização das massas para a causa, e que esses exemplos irão ajudar de alguma forma o público LGBT que esteja passando por dificuldades para se aceitar ou para se abrirem com família e amigos, lançando luz para este assunto que em muitos comunidades – mesmo em pleno século XXI e com alguns direitos conquistados, principalmente no Ocidente – ainda consideram como tabu. Que venham mais super-heróis/personagens LGBTs!

[Resenha] Deadpool 2

Nos cinemas brasileiros desde a quinta-feira (17), Deadpool 2, a sequência de um dos maiores sucessos da Fox de super-heróis dos últimos tempos, tinha uma grande responsabilidade: superar seu antecessor (resenha aqui). Apesar de não ser lá um graaaaande filme, Deadpool 2 é divertido, tem boas piadas (dei as famigeradas ‘gaitadas’ em alguns momentos no cinema) e cenas de ação, além de ser um divertido jogo de caça aos ~ovos de páscoa~ (que não foram poucos não), com a introdução da X-Force e de alguns de seus membros obscuros.

Gostei do Cable (Josh Brolin), apesar de sua origem não ter sido muito bem explorada no filme, da Dominó (Zazie Beetz) – e de como o visual dela ficou ótimo no contexto do filme – , e de todas as outras referências ao universo dos X-Men. Falando deles, muito boas todas as rápidas participações especiais do filme, hein. AMEI que finalmente temos não apenas um personagem LGBT como um CASAL em filmes de super-heróis, mais precisamente Negasonic (Brianna Hildebrand) e Yukio (Shioli Kutsuna). Falarei mais sobre isso em outro artigo aqui no blog.
Também me amarro no moleque Julian Dennison (de Uma Fuga Para A Liberdade), o mutante piromaníaco Russell. Ele atua bem e o personagem é engraçado.

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O filme vai do drama – devido à presença do sisudo Cable e também pelo arco dramático do Wade Wilson – para a comédia escrachada/nonsense – com a participação daqueles membros nada a ver da X-Force, como o Bedlam (Terry Crews), Zeitgeist (Bill Skaargard) e o humano Peter (Rob Delaney) – em poucos instantes. Também tivemos viagem no tempo, superprisão, o Fanático (com as proporções mais fiéis aos quadrinhos dessa vez), Hope Summers, Wolverine etc. As cenas pós-créditos também são ótimas, apesar de serem mais uma piada interna do que implicações para o futuro da franquia.

Enfim, Deadpool 2 usou de sua fórmula de sucesso numa escala maior mas com mais sabedoria, e diverte mais que o primeiro filme.

Título original: “Deadpool 2”.
Ano: 2018.
Diretor: David Leitch.
Elenco: Ryan Reynolds, Morena Baccarin, T.J. Miller, Leslie Uggams, Brianna Hildebrand, Stefan Kapicic, Zazie Beetz, Josh Brolin, Jack Kesy, Terry Crews.
Duração: 119 minutos.
Nota do Gilgamesh: 8,5.

A polêmica sobre o remake de Thundercats

Há dois dias, o Cartoon Network anunciou um novo remake para Thundercats, famoso desenho dos 1980, com um traço e pegada (de humor) bem diferentes do original, o que causou um tremendo ALVOROÇO nas redes sociais. Parece que os FÃS CHATOS não gostaram do que fizeram com o desenho favorito deles, então vim aqui explicar algumas coisinhas:

  1. Se você não gostou do traço e que vai ser uma série de comédia, então você NÃO É o público alvo. Quem vai curtir é o mesmo pessoal que gosta de Teen Titans Go!, Steven Universe e A Hora da Aventura, pois Thundercats Roar segue nessa linha;
  2. O original SEMPRE vai existir. Se você prefere o original, dos anos 1980, o desenho sempre vai estar lá pra você reassistir. Torrents taí pra isso;
  3. Se você queria um remake bonito e que respeitasse mais o material original, porque não assistiu o remake de 2011, que era lindo e com histórias interessantes, e que foi cancelado na 1ª temporada (com 26 episódios) por falta de audiência?

Eu também não sou muito fã desse traço utilizado e o fato de ser uma série de comédia, e aqui, dá pra comparar com o que aconteceu com os Jovens Titãs (Teen Titans, 2003-2006), que era bem bacana, e depois de cancelada, em 2013 ganhou uma nova versão chamada Teen Titans Go!, com traço e histórias mais infantilizados, seguindo a nova pegada do Cartoon Network. Eu também prefiro o original, e não assisto TTG, porque sei que o original sempre vai existir. Se eu quiser, eu assisto o que eu gosto apenas.
E outra coisa que também não concordo é com essa necessidade dos estúdios fazerem remakes de coisas dos anos 1980 e 1990 desesperadamente. Parece que acabou a criatividade no mundo. Mas enfim né.

Mas quanto a Thundercats Roar, vou dar uma chance e assistir a alguns episódios (que é o que todos deveriam fazer antes de falar mal). Apesar do estranhamento com o traço, vai que a histórias sejam divertidas? Só vou saber se assistir. E além do mais, achei a abertura, revelada na sexta junto ao pôster, bem divertida. Seguem os dois abaixo:

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O desenho estreia no CN em 2019.

[Atualizado] Gameplays e novas screenshots de Kingdom Hearts III

Depois de 13 anos, finalmente Kingdom Hearts III está quase entre nós!

Alguns veículos especializados em games já estão testando o 3º game da franquia principal de Sora e cia, e temos o maravilhoso gameplay abaixo onde é mostrado a batalha contra o Rock Titan, no mundo temático de Hercules, da Disney. Assista:

Os gráficos estão estonteantes (fazia tempo que eu não usava esse adjetivo rs), a jogabilidade está divertida e na parte final dessa batalha é mostrado um movimento do Sora onde ele, Donald e Pateta andam num trenzinho (que é uma das atrações da Disneyland) para atacar o Rock Titan. Me arrepiei muito e o Pateta gritando “Look out!” é muito fofo, PQP!

[Atualizado] Mais dois vídeo com gameplay do mundo de Toy Story (e mais screenshots depois):

Abaixo, também, temos novas screenshots, mostrando os outros mundos do jogo:

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Sem data definida, KH3 será lançado ainda este ano.

[Resenha] Electric Dreams – 1ª temporada

Finalmente assistimos aqui em casa a primeira temporada de Phillip K. Dick’s Electric Dreams. A série antológica (cada episódio é uma história fechada, no estilo Além da Imaginação ou Black Mirror) de ficção científica baseada em contos de Phillip K. Dick, autor de “Andróides Sonham com Ovelhas Elétricas?” (título que dá origem ao nome da série e no qual o filme Blade Runner – O Caçador de Andróides é inspirado) e “O Homem do Castelo Alto” (do qual a série The Man in the High Castle é baseada). A série é exibida no Channel 4 e distribuída pelo Amazon Prime (canal de streaming americano), e conta com grandes (alguns, apenas bem conhecidos) nomes no elenco.

Vou falar rapidamente sobre cada episódio:

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Episódio 1: The Hood Maker
Num futuro distópico onde a polícia conta com o auxílio dos Teeps, telepatas que previnem crimes e ao mesmo tempo são rejeitados pela sociedade. Uma mistura de 1984 com Minority Report (talvez) com um final bem surpreendente. Neste episódio temos a participação de Richard Madden, o Robb Stark de Game of Thrones;

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Episódio 2: Impossible Planet
Num futuro com uma direção de arte e efeitos especiais fodíssimos, temos a história de dois charlatões que promovem viagens pelo espaço, que são surpreendidos pelo pedido de uma velhinha e seu androide (que é visualmente parecidíssimo com o Homem Bicentenário, estrelado pelo saudoso Robin Williams), que quer conhecer um planeta há séculos extinto: a Terra. A trama é uma “viagem” (se é que me entendes rs). No elenco temos Benedict Wong, o Wong de Doutor Estranho e Vingadores: Guerra Infinita, e Geraldine Chaplin (sim, a filha do Charles Chaplin);

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Episódio 3: The Commuter
Uma emocionante história que mostra o cotidiano enfadonho de um homem de meia idade que trabalha na bilheteria de uma estação de trem que conhece uma misteriosa mulher que vai todos os dias para uma estação que não existe e que some feito fantasma, até que ele se vê envolto numa trama delirante. Os nomes conhecidos do elenco são Timothy Spall, o Rabicho da saga Harry Potter, e Tuppence Middleton, a Riley de Sense8;

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Episódio 4: Crazy Diamond
Num futuro onde a Terra está basicamente morrendo e onde clones são comercialmente produzidos em escala, um homem casado com a vida enfadonha é envolvido numa trama de conspiração. Achei esse episódio um pouco nada a ver, e também não entendi o título. Steve Buscemi (dos filmes Cães de Aluguel, Con Air e tantos outros) é o nome mais conhecido do elenco.

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Episódio 5: Real Life
Uma história “noiada” de uma policial lésbica do futuro que decide passar “férias” numa simulação de realidade virtual, e acaba incorporando um policial do passado que possui muitas similaridades com a história dela, e o fim é muito triste, uma espécie de San Junipero (episódio 3×4 de Black Mirror) ao contrário. Episódio com mais “estrelinhas”, com Anna Paquin (X-Men) e Terrence Howard (Homem de Ferro);

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Episódio 6: Human Is
Um dos episódios mais “sci-fi” propriamente dito, com frota estelar (olá, Star Trek), alienígenas e possessão. Muito interessante. Estrelado por Bryan Cranston (Breaking Bad), que também é um dos produtores executivos da séries, e com Liam Cunningham (Game of Thrones);

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Episódio 7: Kill All Others
Um episódio chocante, que começa mostrando a vida comum de um homem que trabalha numa fábrica e que se indigna com a frase dita pela Candidata (neste futuro, há apenas um candidato para concorrer a presidência do país Mexuscan, união entre México, EUA e Canadá) durante uma entrevista na TV, e termina se envolvendo numa perigosa teoria da conspiração. Um dos melhores também. Participação de Vera Farmiga (Bates Motel) como a Candidata;

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Episódio 8: Autofac
Meu favorito, essa história trata de um futuro pós-apocalíptico onde apenas uma empresa, a Autofac, “governa” o mundo, enviando suas entregas via drones (isso foi uma autocrítica, Amazon? rs), e um grupo de sobreviventes humanos tentará destruir a empresa devido a uma disputa territorial com ela. Um imenso plot twist te espera na reta final. Com Juno Temple (Sin City) e Janelle Monáe.

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Episódio 9: Safe and Sound
Numa América (EUA) dividida entre os excluídos que vivem em bolhas, no meio oeste, e os abastados e vigiados no leste, uma garota recém chegada na cidade grande fica maravilhada com a tecnologia de lá, mas é arremessada numa espiral de intrigas, traição e plot twist. Único episódio sem atores famosos;

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Episódio 10: The Father-thing
Tinha que ter um episodiozinho de terror, né. Taí, bem legal. Num clima de Stranger Things com um elenco infantojuvenil, temos a história de um garoto que descobre que algo de estranho aconteceu com seu pai, levando o infante a enfrentar uma ameaça de outro mundo (leia isso com a voz do locutor da Sessão da Tarde rs). Com Greg Kinnear (Pequena Miss Sunshine, Ligado em Você).

Resumindo, a série é muito boa, com boas histórias (mesmo que metade delas sejam agoniantes por não deixar claro o que é realidade e o que é ilusão até o episódio acabar rs) e muito bem produzida, é uma boa aposta do Channel 4/Amazon Prime para ter sua própria “Black Mirror” e ostentando com um elenco tão diverso e bem “estrelado”.

Título original: “Phillip K. Dick’s Electric Dreams”.
Ano de estreia: 2017.
Criado e produzido por: Ronald D. Moore, Michael Dinner, Bryan Cranston, Lynn Horsford, Rupert Ryle-Hodges, Dan Winch, James Degus, Isa Dick Hackett, Kalen Egan, Christopher Tricario, Maril Davis, David Kanter, Matt DeRoss, Lila Rawlings, Marigo Kehoe, Kate DiMento e Don Kurt.
Elenco: vários.
Duração: 10 episódios de +/- 50 minutos cada.
Nota: 8.

[Atualizado] Todos os recordes quebrados por Vingadores: Guerra Infinita (até agora)

Vingadores: Infinita (resenha aqui), o mais recente filme do Marvel Studios lançado em abril e que está arrombando nas bilheterias mundo afora, não para de bater recordes. Aqui vai a lista:

  • Em apenas 15 dias, Vingadores: Guerra Infinita fez mais do que US$ 500 milhões nos EUA, tornando-se o segundo filme que a atingiu mais rapidamente este valor, atrás apenas de Star Wars: O Despertar da Força, que acumulou a mesma quantia em apenas 10 dias em 2015;
  • Vingadores: Guerra Infinita fez a maior abertura de todos os tempos nas bilheterias dos EUA, acumulando US$ 257,6 milhões;
  • O filme acumulou US$ 112,5 milhões em seu segundo final de semana nas bilheterias dos EUA, se tornando a segunda maior bilheteria no segundo fim de semana de todos os tempos, atrás apenas dos US$ 149 milhões de Star Wars: O Despertar da Força;
  • Em apenas duas semanas, o filme se tornou a maior bilheteria do ano no Brasil. Com público de 10 milhões de espectadores, Vingadores: Guerra Infinita arrecadou R$ 154 milhões – ultrapassando Pantera Negra, que liderava as bilheterias de 2018 com R$ 120 milhões.
  • Guerra Infinita também é o filme que mais rápido atingiu US$ 1 bilhão na bilheteria mundial, tornando-se o sexto filme do Marvel Studios a alcançar este valor e o 5º filme de maior bilheteria de todos os tempos com um total de US$ 1,6 bilhão, atrás apenas Avatar (US$ 2,788 bilhões), Titanic (US$ 2,187 bilhões), Star Wars: O Despertar da Força (US$ 2,068 bilhões) e Jurassic World (US$ 1,671 bilhão);
  • Vingadores: Guerra Infinita é o maior filme de heróis de todos os tempos, superando o primeiro Vingadores (US$ 1,518 milhões);
  • [Atualizado em 25/05] Vingadores: Guerra Infinita se tornou o filme mais lucrativo da Marvel na China, arrecadando mais de US$ 300 milhões em 10 dias. Com esse resultado, o longa também se tornou o quarto filme de Hollywood mais bem-sucedido na China na história e o melhor desempenho de um filme importado do ano.
  • [Atualizado em 17/06] O filme passou Titanic com seus US$ 660 milhões arrecadados e se tornou a 4ª maior bilheteria nos EUA, ficando atrás apenas de Pantera Negra (US$ 699,3 milhões), Avatar (US$ 760,5 milhões) e Star Wars: O Despertar da Força (US$ 936,6 milhões).

Fontes: Comicbook.com, Omelete, Cine PopBox Office Mojo.