20 anos de Final Fantasy VII

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Essa vai ser a primeira vez que vou falar com intimidade de Final Fantasy VII no blog. O jogo, lançado em 31 de janeiro de 1997 no Japão (chegou na América do Norte em 7 de setembro no mesmo ano), é o meu game favorito da franquia, e o meu JRPG favorito. Lembro como se fosse ontem (realmente tenho essa memória nítida na mente, como o tempo voa!) que, apenas no ano seguinte ao seu lançamento, que vi e joguei pela 1ª vez, no PlayStation cinzão e com aqueles majestosos 3 CDs (poucos jogos precisavam de tantos discos assim para comportar todo o sistema, história, CGs etc) – piratas, obviamente – na locadora de games onde trabalhei, numa das melhores fases da minha vida.

Hoje, olhando para o gráfico do jogo original, com os personagens sem boca e com “bracinhos de Popeye” e meio quadriculadinhos, muitos millenials podem torcer o nariz, mas era diferente e um suprassumo à época. O 7º jogo da franquia de RPG da Square-Enix – na época, ainda era Squaresoft – tinha Cloud Strife, aquele loiro de cabelo espetado e com uma espada maior do que ele nas costas, um mercenário e ex-SOLDIER – divisão de elite da Shinra, a megacorporação vilã do jogo – que começa a história em sua primeira missão junto ao grupo ecoterrorista Avalanche, liderado por Barret Wallace, o primeiro personagem negro da franquia e que tinha uma metralhadora no lugar de uma das mãos (o quão foda é isso, véio!). Depois de um começo bem eletrizante e de derrotar um chefe que, para os incautos, pode ser difícil (experimente atacar o Guard Scorpion quando ele estiver com a cauda erguida, vai), somos apresentados, aos poucos, aos outros personagens da trama: Tifa Lockhart, a peituda que é a “Monk” da equipe; Aeris Gainsborough, a nobre vendedora de flores de simples coração que mal sabia que seu destino seria grandioso e atrelado ao próprio planeta; Red XIII, o animal falante e último de sua espécie etc. E fora os cenários maravilhosos aos quais nossos olhos eram apresentados, a própria Midgar, a cidade inicial, gigantesca e da qual você não saía antes de jogar umas sete horas, era até então a maior cidade de RPGs, e depois outros locais memoráveis como a Chocobo Ranch, onde você monta pela 1ª vez na ave sempre presente na franquia; Junon, a cidade bélica; a ensolarada Costa del Sol; Gold Saucer, um cassino com vários minigames, arena e corrida de chocobos; Cosmo Canyon, a terra natal de Red XIII e Bugenhagen, entre outras.

As músicas então, são um show à parte. Muito obrigado mesmo, Nobuo Uematsu! São tantos temas formidáveis, mas vou deixar aqui os mais marcantes:

E o sistema, esse sim, me cativou bastante, sendo o meu preferido da franquia também. Sim, eu prefiro RPG de turnos ao invés de RPG action, e as Materias que, apesar de tirar a função das classes/jobs (uma coisa que amo em FF), são ótimas por você poder equipá-las em qualquer personagem, dando-lhe magias, proteções elementais e de efeitos, novos comandos e habilidades de reação (Counter Attack, Cover etc) e muitíssimas coisas mais. Os summons também são marcantes. Quem não acha a Shiva lindona, o Ifrit fodão, o Choco/Mog fofinho, e respeita o Knights of the Round pela animação longuíssima e dano astronômico?


O jogo oferecia muitos recursos, como os diversos equipamentos, quests, minigames, chefes opcionais, os famosos Limit Breaks etc, permitindo-lhe jogar horas e horas – principalmente se você quiser conseguir um chocobo dourado e derrotar os Weapons, os monstros mais fortes do game.

O seu Final Fantasy favorito até pode ser outro – muita gente prefere ou o VI, ou o VIII, ou o X e até o XIII – mas é inegável que FFVII foi um marco não só para o PlayStation ou para a Square, mas também para todos os outros RPGs que vieram depois e que nele se inspiraram, e para o mundo dos games de um modo geral. FFVII marcou tanto que, até onde percebo, é o game com mais participações em outros games, onde é possível jogar com ou versus Cloud e outros personagens, como Final Fantasy Tactics (1997), Ergheiz (1998), Kingdom Hearts (a franquia toda), além dos spin offs Dirge of Cerberus (2006) e Crisis Core (2007), sem nos esquecermos também daquele filme em CG maravilhoso que é Advent Child. E aqui estamos, 20 anos depois enaltecendo esse game fantástico. É, o tempo voa mesmo.

P.S.1: Ocorreu no Japão, durante a madrugada, um evento chamado Final Fantasy 30th Anniversary, falando sobre as próximas novidades para a franquia. Rolou até homenagem em Kingdom Hearts III para o aniversariante do dia. Leia tudo aqui (em inglês).

P.S.2: Não me esqueci do remake para PS4, viu. Estamos ansiosos por esses games (sim, vão ser mais de um), porém ainda não tem data de lançamento, mas rolou uma nova imagem do jogo, abaixo.

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P.S.3: 2017 também é o ano do 30º aniversário da franquia FF. O primeiro game foi lançado em dezembro de 1987, portanto espere outro post enaltecendo a saga inteira.

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Novidades sobre a série “Manto & Adaga”

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Com o início das filmagens previsto para 15 de fevereiro em Nova Orleans, os protagonistas da série “Cloak & Dagger” (Manto e Adaga), enfim, foram confirmados.

Segundo informações do Deadline, Aubrey Joseph, conhecido por seu papel no longa “Noite Sem Fim”, e Olivia Holt, de “The Standoff” e “Não Fui Eu”, interpretarão os personagens. Contando com Joe Pokaski como showrunner, o episódio piloto será dirigido por Gina Prince-Bythewood, mas nenhum detalhe adicional foi revelado.

“Cloak & Dagger” irá ao ar em 2018, no Freeform.

Fonte: O Vício.

Novo visual do blog!

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Queria muito ter começado 2017 com um visual diferente para o URUK, mas taí. Adotei o leão como símbolo do blog pelo fato de Gilgamesh também ser conhecido como o “Leão de Uruk”.

O que acharam?

Segundo e eletrizante trailer de “Logan”

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Liberado hoje o 2º trailer do filme “Logan” que, a princípio, deve ser o último estrelado por Hugh Jackman no papel do mutante das garras de adamantium. Assista abaixo legendado:

O vídeo tá muito animal e como um filme do Wolverine deve ser, bastante violento, com sangue e palavrões, e com a pequena X-23 (Dafne Keen) monstrando a que veio, colocando suas garrinhas para fora – literalmente. Volto a enaltecer o climão de movie road e velho oeste do filme, colocando em outro patamar os filmes de super-heróis da Fox.

Dirigido po James Mangold, “Logan” estreia nos cinemas brasileiros em 2 de março.

Primeiras imagens da série “Defenders”

Hoje foram publicadas pela revista Entertainment Weekly algumas fotos da vindoura série “Defenders”, com os personagens Marvel em parceria com a Netflix. Abaixo vemos a capa e outra foto com a equipe dos vigilantes urbanos Luke Cage (Mike Colter), Jessica Jones (Krysten Ritter), Matt Mardock/Demolidor (Chris Cox), e Daniel Rand/Punho de Ferro (Finn Jones) reunidas. Ainda temos fotos individuais com cada personagens e suas cores representativas (deixaram roxo mesmo para a Jessica, sendo que essa é a cor do algoz dela), Luke na prisão, Jessica algemada e sendo interrogada por Misty Knight (Simone Missick), Punho de Ferro acompanhado de Colleen Wing (Jessica Henwick) e a 1ª imagem da vilã da série, interpretada por Sigourney Weaver e que se chama Alexandra (só o que se sabe dela até então, e não há nenhum personagem dos quadrinhos que se encaixe nessa personagem).

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No elenco ainda estão confirmados ainda Jeri Hogarth (Carrie-Anne Moss), de “Jessica Jones”, Foggy Nelson (Elden Henson) e Karen Page (Deborah Ann Woll), de “Daredevil”.

A série “Defenders” terá 8 episódios e estreia no segundo semestre de 2017 (data a ser confirmada) no canal de streaming, mas antes ainda teremos a estreia de “Iron Fist”, com 10 episódios, em 17 de março.

Fonte: Comicbook.com e Cine Pop.

[Resenha] Rogue One: Uma História Star Wars + RIP Carrie Fisher

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Depois de um longo “recesso” sem postar nada aqui no blog, cá estamos com a 1ª publicação de 2017. Aliás, feliz ano novo, viu, seus lindos! Tudo de bom aí!

Em cartaz nos cinemas brasileiros desde 15 de dezembro, o 1º spin-off de Star Wars, agora na mão da Disney, “Rogue One” tem a função de contar uma história que passou batida entre os episódios III e IV da grande franquia criada por George Lucas: o roubo dos planos da Estrela da Morte.

A história começa com Galen Erso (Mads Mikkelsen) sendo capturado pelo Diretor Krennic (Ben Mendelsohn) e alguns Shadow Stormtroopers, para que ele continuasse o mais ambicioso projeto bélico do Império. Na tentativa de fuga, Galen conseguiu que sua filha, a pequena Jyn, escapasse. A menina perambulou “órfã” por alguns planetas e até passou um período sob a tutela de Saw Gerrerra (Forest Whitaker), um rebelde extremista. Agora adulta (e interpretada por Felicity Jones), Jyn acaba sendo aprisionada pelo Império, e então é resgatada pelo Capitão Cassian Andor (Diego Luna), a pedido da Aliança Rebelde. Ela reencontra Gerrerra e renova suas esperanças ao assistir uma holomensagem do pai, que a incumbe de roubar as plantas da Estrela de Morte, a arma mais temível nas mãos do opressor Império. Jyn e Cassian então montam um grupo de guerreiros (ou não) às pressas para ajudá-los nessa missão suicida: K2SO (Alan Tudyk na voz original), um robô imperial que sofreu “lavagem cerebral” pela Aliança e que lembra um pouco o robô depressivo Marvin, de “O Guia do Mochileiro das Galáxias”; Chirrut Imwe (Donnie Yen), sacerdote da Força que, apesar de cego, manja muitos paranauês no bastão e no tiro; Baze Malbus (Jiang Wen), o parceiro incrédulo de Chirrut que também é bom no tiro; e o piloto desertor do Império Bohdi Rook (Riz Ahmed), que acaba se tornando uma das peças fundamentais nas ações desse esquadrão “Rogue Um” dos rebeldes.

Cassian, Jyn, K2SO, Chirrut, Malbus e Rook.

Cassian, Jyn, K2SO, Chirrut, Malbus e Rook.

Gostei de todos os revezes da história, do grupo mais representativo e multiétnico de Star Wars até então (uma mulher, um mexicano, um anglopaquistanês, dois chineses e um robô), dos efeitos especiais, DAQUELA CENA com sabre de luz (que fan service, hein, Disney), da trilha sonora e, apesar de um final um tanto quanto trágico, de como “Rogue One” amarra as pontas e une as tramas dos episódios “A Vingança dos Sith” (2005) e “Uma Nova Esperança” (1977). Porém não gostei dos efeitos digitais e da animação de Diretor Tarkin (interpretado pelo ator britânico Peter Cushing, falecido em 1994 aos 81 anos) e da Leia, que ficou muito feia, parecendo a Eva Byte.

Tirando isso, “Rogue One” é um filme divertido, um excelente deleite para os fãs antigos e um ótimo filme de aventura para quem está chegando agora na saga Star Wars.

Título original: “Rogue One: A Star Wars Tale”.
Ano: 2016.
Diretor: Gareth Edwards.
Elenco: Felicity Jones, Diego Luna, Ben Mendelsohn, Mads Mikkelsen, Forest Whitaker e James Earl Jones.
Duração: 134 minutos.
Nota do Gilgamesh: 8.


A notícia triste no desfecho do trágico ano de 2016 foi, no último dia 27, do falecimento da atriz Carrie Fisher, eternizada pelo seu papel de Princesa Leia/General Organa. Vítima das consequências de um infarto aos 60 anos, a atriz e escritora americana deixa órfãos uma legião de fãs, admiradores e amigos, que era tido como uma pessoa alegre e sábia. Sua mãe, a também atriz Debbie Reynolds, morreu no dia seguinte, de um AVC, aos 84 anos, talvez motivado pela tristeza da partida da filha. Que descansem em paz as duas.

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