Estratégia mobile de Final Fantasy libera pré-cadastro no Ocidente

A Square-Enix anunciou o lançamento de War of the Visions: Final Fantasy Brave Exvius para a primavera (março a maio) e abriu pré-cadastro no Ocidente, bem como anunciou que o RPG tático para iOS e Android ultrapassou 9 milhões de downloads desde novembro de 2019 no Japão.
Dependendo do número de pré-cadastros, os usuários irão ganharam vários bônus no jogo. Aqui vai a lista completa de recompensas in-game em potencial:

→ 50.000 pré-cadastros: 250 Visiore, Gil Snapper (L) x20.
→ 100.000 pré-cadastros: 250 Visiore, NRG Restore (L) x5.
→ 150.000 pré-cadastros: 250 Visiore, Weapon — Excalibur (UR).
→ 200.000 pré-cadastros: 250 Visiore, Vision Card — Aquatic Songstress, Siren (UR).
→ 250.000 pré-cadastros: 250 Visiore, Unit — Y’shtola (MR).
→ 300.000 pré-cadastros: 1.000 Visiore.

Ao ser lançado no Ocidente, War of the Visions: Final Fantasy Brave Exvius contará com a opção de áudios em japonês e inglês, e legendas em inglês, francês, alemão, espanhol, coreano e chinês tradicional.

Segue uma breve visão do game:

“War of the Visions: Final Fantasy Brave Exvius é uma experiência única de jogo que retira inspiração dos clássicos RPGs da Square Enix. Ambientado no universo de Final Fantasy Brave Exvius, a ação se desdobra em Ardra, um continente à beira da guerra de nações individuais por dominação. Os jogadores irão seguir as histórias dos príncipes gêmeos Mont e Sterne do reino de Leonis, que possui o poder das visões, e Machérie, a bela Dama de Ferro de Hourne. Conforme vão progredindo, os jogadores precisão navegar numa variedade de campos de batalha, planejar seus ataques contra forças inimigas e invocar poderosos Espers para ajudar a virar a maré da guerra.
War of the Visions: Final Fantasy Brave Exvius conta com as artes do legendário artista Isamu Kamikokuryo da série Final Fantasy, que anteriormente emprestou seu talento aos Final Fantasy XII, XIII e XV. O game também conta com a trilha original composta por Noriyasu Agematsu (Final Fantasy Brave Exvius).”

Assista ao trailer em inglês:

Fonte: Gematsu.

[Resenha] Dragon Quest: Your Story

Ontem (13) chegou à Netflix o filme animado Dragon Quest: Your Story, que foi lançado no Japão no ano passado, e que é baseado no game Dragon Quest V: Hand of the Heavenly Bride (1992, SNES), um dos RPGs mais icônicos da Square-Enix.

A animação serve tanto para acalentar os corações dos fãs dos games (meu caso) quanto ao público casual (assisti com o mozão e ele gostou bastante). Após o trailer abaixo, seguem minhas impressões.

O que eu gostei:

  • O CGI é incrivelmente LINDO. Um dos melhores trabalhos no estilo que já assisti;
  • A história, apesar de ser baseada em DQV, tem alterações na adaptação e tem um plot twist GIGANTE no terceiro ato que quase fez o c* cair no chão. Muito bem bolado e com uma boa dose de metalinguagem. E apesar de estarem faltando alguns personagens, gostei bastante;
  • O lance da trama ter três eras é muito bom e causa um impacto e tanto na narrativa. Por isso é um dos meus DQ favoritos;
  • Os personagens humanos nem tanto, devido à escolha artística do longa, mas os monstros com o character design do Akira Toriyama estão lá com seu visual divertido;
  • Aliás, os primeiros minutos do filme – uma espécie de introdução – foi muito bem bolado, como se fosse um game mesmo de 16 bits;
  • O slime Goortrude e o sabrecat Purrcy (principalmente quando filhote) são muito fofinhos! Japoneses sempre capricham na fofura dos mascotes;
  • O visual da Bianca tá muito foda. Ela parece uma viking;
  • O personagem Alus é muito fofo e carismático;
  • Esta história é uma das mais tristes dos JRPGs que já joguei e, apesar de achar que faltou impacto em algumas cenas, tem uma em especial, no terceiro ato, que me fez dar uma lacrimejada.

O que eu não gostei:

  • Tudo bem que a história do game não caberia em apenas 2h, mas achei muito corrido o começo do filme, as informações foram muito jogadas no início. Até eu que já conhecia a trama achei um pouco atropelado, e certeza que isso pode atrapalhar o entendimento pro público médio, narrativamente falando;
  • Acho que faltou um pouco mais de apresentações e contexto, pois têm muita informação que ficou jogada do tipo “Que cidades são essas que estão falando?”, “Quem são essas pessoas?” etc, que poderiam ser explicadas em narração ou flashbacks;
  • Uma coisa que me incomodou bastante é o humor japonês. Umas piadas fraquinhas e forçadas que eu ficava tipo “Nossa, que bosta”. Mas enfim, nada que estrague muito a experiência;
  • Vilão exageradamente estereotipado. Tudo bem que é baseado numa história de um JRPG dos anos 1990, mas os roteiristas do filme poderiam dar uns retoques para deixá-lo mais crível e menos forçado;
  • Queria que as magias fossem como no jogo, com nomes onomatopaicos, hehe;

Resumindo, DQYS é um filme lindo, para todos os públicos, emocionante e divertido, e uma das melhores adaptações de games para o cinema (o que não é uma tarefa muito difícil rs). Que venham mais boas adaptações assim!

Título original: “ラゴンクエスト ユア・ストーリー”.
Ano: 2019.
Diretor: Takashi Yamazaki, Ryuichi Yagi e Makoto Hanafusa.
Elenco: Takeru Satoh, Kasumi Arimura, Haru, Ken Yasuda.
Duração: 102 min.
Nota: 8,5.

[Resenha] Locke & Key – 1ª temporada

Baseada no quadrinho homônimo de 2008, a série Locke & Key chegou à Netflix na última sexta (7) e conta a história da família Locke que encontra chaves mágicas numa mansão antiga – a Key House – deixada como herança pelo recém falecido pai das crianças, e que coisas bizarras e assustadoras espreitam nas sombras em busca desses poderosos itens. Eu nunca tinha ouvido falar dessa HQ, e achei a série muito bem produzida (nível Stranger Things praticamente) e aqui vão algumas impressões que ela deixou:

O que eu gostei:

  • Os poderes das chaves. Tá certo que têm algumas nada a ver – tipo as Cartas Clow de Sakura Card Captor – mas outras, bem interessantes. O site Observatório do Cinema fez uma lista com a ordem de nível de poder das chaves que aparecem na série;
  • Olha, a Netflix tá de parabéns com as escolhas de locações, porque que lugar bonito onde se passa a história – a fictícia cidade de Matheson, Massachusetts;
  • As atuações até que são boas, mas o meu ator preferido mesmo é o garotinho Jackson Robert Scott, que interpreta o BODE (sim, esse é o nome mesmo hauahuahau). Ele é tão bonitinho atuando e sempre parece que está entregando tudo de si em cena;
  • Efeitos especiais OK. Particularmente adorei aquele efeito para entrar no espelho;
  • O confronto com o assassino que mudou a vida dos Locke foi massa. Desfecho interessante (e com cliffhanging);
  • Trilha sonora chupetinha.
Os irmãos Locke Kinsey (Emilia Jones), Tyler (Connor Jessup) e Bode.

O que eu não gostei:

  • A trama tem uma certa quantia de forçações de barra. Como eu não li os quadrinhos, não posso dizer o que era ideia original e o que foi mudado pelos roteiristas da Netflix, mas, além das forçadas (até aquele plot twist no final não me convenceu), eu fiquei desconfortável com a sensação de que os autores parcialmente se inspiraram no game Kingdom Hearts. Aposto que o Joe Hill (autor da HQ) estava jogando KH e tirou algumas ideias de lá, como por exemplo para a Chave de Qualquer Lugar ou a Chave da Cabeça;
  • Outra coisa que me incomodou muito foi o ritmo. Misericórdia, que série arrastaaaaaaaada! Pra quê 10 episódios? Sério, isso já é mais do que as séries Netflix costumam ter (8), e acredito que em até menos do que isso entregaria uma temporada redondinha para os espectadores, mas tem tanto drama, sofrimento, encheção de linguiça, um “perde chave daqui, recupera dali, acha outra”, que no fim, o lance principal – vilã atrás das chaves – é uma coisa em segundo plano. Não que eu não curte desenvolvimento de personagens e só goste de ação e correria – Darwin me livre! – mas aqui erraram na mão nas tramas paralelas;
  • Esquadrão Savini: apagados, sem importância e desnecessários;
  • Nunca vi uma mãe mais cagada e sem moral com os filhos do que a Nina (Darby Stanchfield), coitada;
  • Disse que os efeitos são OK, mas um dos que achei palha é o da Chave Fantasma. PQP que CGI feio!

Resumindo, Locke & Key promete mas não cumpre, chegou querendo ser a nova Stranger Things mas pecou muito no percurso. Ela até conseguiu me pegar em alguns momentos, mas a conclusão da temporada é meio anticlímax, os acontecimentos não tinham muita gravidade ou importância. Até que começa divertindo, mas Fechadura & Chave acaba pecando na falta de emoção. Quero assistir a segunda temporada – se houver – só para saber como a história continua/acaba.

Título original: “Locke & Key”.
Ano de estreia: 2020.
Criado e produzido por: Carlton Cuse, Meredith Averill e Aron Eli Coleite.
Elenco: Darby Stanchfield, Connor Jessup, Emilia Jones, Jackson Robert Scott, Petrice Jones, Laysla De Oliveira e Griffin Gluck.
Duração: 10 episódios de +/- 50 minutos cada.
Nota do Gilga: 7.

P.S.: E eu jurando que o Tio Duncan era interpretado por Shawn Ashmore, o Homem de Gelo da trilogia original de X-Men, mas era seu irmão gêmeo, o Aaron (que esteve em Smallville interpretando Jimmy Olsen, lembram?). Idênticos demais os danadinhos.

[Resenha] Ragnarok – 1ª temporada

Em 31 de janeiro chegou à Netflix a 1ª temporada da série norueguesa Ragnarok, mas não se engane: não se trata de uma adaptação do MMORPG homônimo de grande sucesso, e não tem nada (ou muito) a ver com o Universo Cinematográfico Marvel, mas sobre a mitologia nórdica. Eu, como aficcionado por mitologias que sou, não estava sabendo sobre essa série e fui afoito assistir ao primeiro trailer, e meio que brochei ao ter a sensação de ser só um “Percy Jackson” com os deuses nórdicos (e só depois fui saber da existência da saga literária Magnus Chase, do mesmo autor), mas queimei a língua ao assistí-la.

Ragnarok começa com Turid (Henriette Steenstrup) e seus filhos adolescentes Magne (David Stakston) e Laurits (Jonas Strand Gravli) chegando de mudança na fictícia Edda*, na Noruega. Magne se sente estranho e fisicamente diferente ao mesmo tempo que vai conhecendo a nova cidade e os segredos que ela esconde.

Aqui vão minhas impressões:

O que eu gostei:

  • Que a história não é sobre os deuses nórdicos, e sim sobre aquecimento global e consciência socioambiental. Quer dizer, TEM elementos da mitologia, mas não é focado nisso, sabe. Pensa num Capitão Planeta, só que com o Thor no lugar do Capitão Planeta (risos). Brincadeira, não é bem isso, mas é por aí. Achei importante as teclas que foram batidas nesta temporada;
  • A trama em si até que é bem interessante (salvos alguns deslizes), e vai melhorando depois daquela virada no final do primeiro episódio. Os personagens e suas relações entre si e com a cidade, tem personagem LGBT, suspense, romance, terror, pancadaria e críticas sociais, deixando de lado a sensação de ser “só uma série adolescente”;
  • Achei o ritmo muito bom e as coisas reveladas no tempo e na dosagem certa;
  • Greta Thunberg é citada de um jeito engraçado 👍;
  • As locações são lindas demais! Os fiordes e todo aquele cenário são de uma cidade chamada Odda, no sul da Noruega.
Fjor (Herman Tømmeraas), Isolde (Ylva Bjørkaas Thedin), Saxa (Theresa Frostad Eggesbø), Gry (Emma Bones), Mauritz e Magne.

O que eu não gostei:

  • Os efeitos especiais não são lá essas coisas. Não são muitos, e os que rolam estão no último episódio, deixam a desejar, mas mesmo assim não comprometem tanto a história;
  • Apesar de ter exaltado a trama no começo do post, fiquei incomodado que alguns pontos da história me lembraram elementos utilizados no gibi Thor (Marvel) na fase escrita por J. Michael Straczynski com Jane Foster como a Deusa do Trovão (que, aliás, quero ver nos cinemas). Mas se você não leu os quadrinhos, OK, isso vai passar direto. Ah, e tem outro detalhe em Ragnarok que lembra a alemã Dark, também da Netflix.

Resumo da ópera: se você espera “poderzinhos”, lutas estilo Dragon Ball Z e muita destruição, essa série não é pra você (o que eu mais tenho visto por aí é gente falando mal de Ragnarok por provavelmente ter tido esse tipo de expectativa…), mas se você quer ver algo interessante – com mitologia nórdica como pano de fundo – e se divertir um pouco com uma série consideravelmente curta (6 episódios), vai lá. Ragnarok é entretenimento maneiro.

Título original: “Ragnarok”.
Ano de estreia: 2020.
Criado e produzido por: Adam Price e Meta Louise Foldager Sørensen.
Elenco: David Stakston, Jonas Strand Gravli, Theresa Frostad, Eggesbø Herman Tømmeraas, Emma Bones, Gísli Örn Garðarsson, Henriette Steenstrup, Odd-Magnus Williamson, Ylva Bjørkaas Thedin
Duração: 6 episódios de +/- 50 minutos cada.
Nota do Gilga: 7,5.

*Edda são os poemas épicos que narram as aventuras dos deuses nórdicos.

Novo trailer de Final Fantasy VII Remake revela canção-tema e Cloud vestido de mulher

Um dos RPGs mais influentes de todos os tempos, Final Fantasy VII completa hoje exatos 23 anos de seu lançamento original no Japão. Para celebrar celebrar a data, é claro, a Square Enix divulgou um novo trailer de Final Fantasy VII Remake, versão atualizada do clássico que será lançada em abril deste ano.

Com quase quatro minutos de duração, o trailer revela algumas cenas inéditas do jogo, incluindo aparições do personagem e Red XIII e do summon Leviathan. Outro momento clássico do jogo original, a cena em que Cloud se veste de mulher para conseguir se infiltrar no Honey Bee Inn também é mostrada nas imagens.

O trailer também traz como trilha a faixa Hollow, tema clássico composto por Nobuo Uematsu. Assista abaixo o making of:

Final Fantasy VII Remake será lançado em 10 de abril para o PlayStation 4.

Fonte: The Enemy.

Novo trailer de Viúva-Negra

Viúva Negra, novo filme do Marvel Studios ganhou um novo teaser na madrugada desta terça-feira (14). Na prévia, Natasha, vivida novamente por Scarlett Johansson, retorna à Rússia para encontrar Yelena (Florence Pugh), Melina (Rachel Weisz) e Alexei (David Harbour) e enfrentar novas ameaças, que incluem novas agentes da Sala Vermelha e o vilão Treinador – confira acima. 

A versão legendada da prévia pode ser conferida abaixo:

O filme solo da Viúva Negra será lançado em 30 de abril e tem direção de Cate Shortland

Fonte: Omelete.

Primeiro trailer de Morbius

A Sony divulgou hoje o primeiro trailer de Morbius, derivado de Homem-Aranha estrelado por Jared Leto. Confira abaixo:

Criado por Roy Thomas e Gil Kane na edição 101 de The Amazing Spider-Man, em 1971, Michael Morbius era um bioquímico vencedor do Prêmio Nobel que tentava descobrir a cura para uma doença sanguínea. Durante um dos seus experimentos, ele se transformou em um vampiro.

O filme estrelado por Leto deve fazer parte do universo iniciado por Venom e será dirigido por Daniel Espinosa (Protegendo o Inimigo). Burk Sharpless e Matt Sazama assinam o roteiro. A estreia de Morbius está marcada para 31 de julho de 2020.

Fonte: Omelete.

[Resenha] Dracula (BBC)

Dracula é uma minissérie em três episódios de 1h30 cada (no mesmo formato de uma temporada de Sherlock, dos mesmo criadores) da BBC, que está disponível na Netflix, e é uma releitura do romance homônimo de Bram Stoker.
Mas Dracula é boa?

O que eu gostei:
– O roteiro. Digitando com os pés pois estou aplaudindo os roteiristas. Cada diálogo sagaz e debochado, cada reviravolta na trama. Tudo muito fantástico, no mesmo nível de Sherlock (já indiquei a série aqui) e até melhor;
– O elenco, as atuações e a dinâmica entre os personagens estão excepcionais;
– A personalidade do Drácula (intepretado por Claes Bang) é perfeita: sedutor, arrepiante, manipulador e sempre consegue o que quer, não poupando vítimas fatais;
– A atmosfera de terror e thriller psicológico está em boa dose;
– As locações, a fotografia, os efeitos práticos, todos muito bons. Achei que até tava acima do nível de qualidade da BBC (estou falando com você, Doctor Who rs);
– Como a série pegou algumas lendas em torno dos vampiros e subverteu-as, dando a elas significado;
– Por falar nisso, o lance das memórias no sangue. Achei bem Assassin’s Creed, sabe rs;
– O “salto” que a trama dá ao final do segundo episódio e durante o terceiro é muito bom. Não estava esperando, e ficou fantástico!
– Eu poderia falar quais foram as coisas que eu mais gostei em cada episódio (gostei dos três), mas prefiro evitar por motivos de spoilers.

O que eu não gostei:
– O fato de ser uma minissérie é o meu único contra. Adoraria ver mais sobre o Drácula e super toparia acompanhá-lo durante os cinco séculos em que ele viveu. Seria uma viagem e tanto!

Dracula é uma mini envolvente, emocionante e que não cansa de surpreender o telespectador. Recomendadíssima!

Título original: “Dracula”.
Ano de estreia: 2020.
Criado e produzido por: Mark Gatiss e Steven Moffat.
Elenco: Claes Bang, Dolly Wells, John Heffernan, Morfydd Clark, Sacha Dhawan e Mark Gatiss.
Duração: 3 episódios de +/- 90 minutos cada.
Nota do Gilga: 8,5.

[Resenha] The Mandalorian – 1ª temporada

The Mandalorian é a primeira série live-action baseada no universo de Star Wars e a primeira do canal de streaming da Disney, o Disney+. Com 8 episódios, The Mandalorian mostra as aventuras de um mandaloriano caçador de recompensas (interpretado por Pedro Pascal), que se passam entre os episódios VI e VII da franquia dos cinemas. Mas é claro que a grande sensação da série não é o protagonista, e sim o “Baby Yoda” (entre aspas porque não se trata do próprio Yoda dos filmes, e sim um bebê de sua raça sem nome), que roubou nossos corações (e que talvez só vá ter sua popularidade disputada com o Baby Sonic).

Mas e aí, a série é boa?

O que eu gostei:
– Bom, sem sombras de dúvidas, o Baby Yoda. Como pode um bonequinho animatrônico ser TÃO FOFO? Meu cérebro derrete em cada vez que ele faz um olhar ou barulhinho de bebê. A Disney é mestre em fazer criaturas fofinhas, e não só pra vender brinquedos;
– A atmosfera e o visual da série é bem velho oeste (“space western“?), o que dá pra ver tanto pelas locações empoeiradas quanto na trilha sonora;

– As artes conceituais que aparecem no final de cada episódio são obras-primas à parte;
– Estão de parabéns todos os envolvidos na produção de The Mandalorian, principalmente Jon Favreau (Homem de Ferro 1 e 2), que soube capturar bem a essência de Star Wars e fazer uma série bonita, divertida e interessante. Inclusive temos outros nomes conhecidos na direção de alguns episódios, como Bryce Dallas Howard (Jurassic World) e Taika Waititi (Thor: Ragnarok);
– No elenco também temos bons e conhecidos atores, como Carl Weathers (Rocky I, II, III e IV), Giancarlo Esposito (Breaking Bad), Nick Nolte (Cabo do Medo) e Ming-Na Wen (Agents of S.H.I.E.L.D.);
– A trama não é lá essas coisas (outra série que parece um game, com uma “quest por episódio”), mas gostei de algumas reviravoltas e decisões do roteiro;
– O droide IG, tanto na versão caçador como na babá 👍

O que eu não gostei:
– O fato do personagem principal não mostrar o rosto. Eu sei que é um regra dos mandalorianos (“This is the way”), mas fico um pouco com pena pelo Pedro Pascal que acaba não ganhando a projeção que ele merece.

Baby Yoda: a
Meu cérebro: SFIPWHGE02H80HG2%$&(

Assistam O Mandaloriano. É uma divertida e bem produzida série, tanto para os fãs de Star Wars quanto para o público médio que nunca teve contato com a segunda maior franquia de todos os tempos, fora que foi, pra mim, uma experiência interessante assistir a série ao mesmo tempo que jogava Star Wars Jedi: Fallen Order (em breve, resenha no blog) que, apesar de se passarem em épocas diferentes, meio que uma obra completa a outra.

Título original: “The Mandalorian”.
Ano de estreia: 2019.
Criado e produzido por: Jon Favreau, Dave Filoni, Kathleen Kennedy e Colin Wilson.
Elenco: Pedro Pascal, Gina Carano, Nick Nolte, Giancarlo Esposito, Emily Swallow, Carl Weathers, Omid Abtahi, Werner Herzog e Taika Waititi.
Duração: 8 episódios de +/- 60 minutos cada.
Nota do Gilga: 8.

[Resenha] His Dark Materials – 1ª temporada

Indo ao ar pela BBC One aos domingos e pela HBO nas segundas, em novembro estreou a série His Dark Materials, com sua 1ª temporada dividida em 8 episódios. Baseada na trilogia de livros Fronteiras do Universo de Phillip Pulmann, a série da BBC One conta a história de Lyra Belacqua (Dafne Keen) que vive num mundo habitado por bruxas, ursos de armadura e daemons. A 1ª temporada mostra a trama do primeiro livro, “A Bússola Dourada”, que já virou filme em 2007, com Daniel Craig e Nicole Kidman.
Mas vamos ao que interessa…

O que eu gostei:
– A abertura. Tanto a animação quanto a trilha são demais!

– Achei que a trama do primeiro livro ficou bem distribuída em 8 horas, deu bastante profundidade aos personagens e ainda adicionaram outras tramas, bem como achei corajoso da série já incluírem Will Perry (Amir Wilson), o protagonista do segundo livro, “A Faca Sutil”, já nesta temporada;
– Os efeitos visuais até que são bons. Pan, o daemon da Lyra, é fofo demais!
– O visual do mundo de Lyra é estonteante. Parabéns à produção de arte e de efeitos visuais!
– O primeiro episódio é o melhor da série, pois já nos introduz ao mundo de Fronteiras do Universo de maneira grandiosa e espetacular;
– A inclusão ou troca de etnia de alguns personagens, para o aumento de representatividade da série (já que o material original não detalha muito bem isso) foi interessante e importante;
– Não há dúvidas de que a Laura Keen é uma protagonista carismática (desculpa, Dakota Blue Richards);
– O final é triste demais, mas muito bonito e eletrizante.

Os amigos Lyra (Keen) e Roger (Lewin Lloyd) são tão fofos!

O que eu não gostei:
– O visual da Serafina Pekkala (Ruta Gedmintas). Não que eu tenha desgostado por completo. Ele é ousado e diferentão, mas meio que passa uma imagem de bruxa “sujona”, sabe?
– Falando nela, outra coisa que não curti foi a troca do daemon da Serafina. Eu prefiro o ganso, como é nos livros;
– Peguei uma implicância com a Ruth Wilson (que interpreta a vilã Marisa Coulter). Aquela boca dela…

Com um ótimo cliffhanger no final da temporada, His Dark Materials já tem uma segunda temporada encomendada (o projeto inicial é que a série tenha, no mínimo, três temporadas, uma para cada livro) e já estou ansioso desde já.

Título original: “His Dark Materials”.
Ano de estreia: 2019.
Criado e produzido por: Otto Bathurst, Carolyn Blackwood, Joel Collins, Toby Emmerich, Deborah Forte, Julie Gardner, Tom Hooper, Ben Irving, Dan McCulloch, Philip Pullman, Ryan Rasmussen, Jack Thorne, Jane Tranter.
Elenco: Dafne Keen, Ruth Wilson, Anne-Marie Duff, Clarke Peters, James Cosmo, Ariyon Bakare, Will Keen, Lucian Msamati, Gary Lewis, Lewin Lloyd, Daniel Frogson, James McAvoy, Georgina Campbell e Lin-Manuel Miranda.
Duração: 8 episódios de +/- 60 minutos cada.
Nota: 7,5.