Game de One Punch Man é anunciado

A Bandai Namco anunciou hoje One Punch Man: A Hero Nobody Knows, primeiro jogo para consoles inspirado no popular mangá e na série animada One Punch Man.

O jogo de ação e luta terá batalhas entre dois times de três personagens e inclui nomes como Saitama, Genos, Hellish Blizzard, Speed-o’-Sound Sonic e Cavaleiro sem Licença.

Nas cenas reveladas no trailer, é possível ver uma jogabilidade semelhante a de Jump Force. Veja o trailer:

Detalhes sobre como Saitama, personagem capaz de aniquilar qualquer adversário com um único soco, será integrado ao jogo não foram revelados.

Desenvolvido pela Spike Chunsoft, One Punch Man: A Hero Nobody Knows será lançado para PlayStation 4, Xbox One e PC. Uma data específica de lançamento não foi anunciada.

Fonte: The Enemy.

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Os melhores e piores de 2018

Já na reta final de 2018 venho aqui fazer a retrospectiva do ano no mundo pop. O ano foi péssimo no Brasil, porém ainda aconteceram coisas boas nos universos do cinema, música, games e séries de TV, e aqui vai uma lista dos melhores e piores de 2018, na minha humilde opinião.

Cinema:

[MELHOR] Vingadores – Guerra Infinita (resenha aqui): Foi o filme mais bombástico e comentado do ano. Também, com um final daqueles… Mal posso esperar por sua continuação, que sai ano que vem.


[PIOR] Jurassic World: O Reino Ameaçado:
A decepção do ano. Depois de um excelente primeiro filme, a expectativa desta sequência estava lá em cima, e o trailer acabou enganando, pois a trama fica só 5 minutos na ilha e a grande parte do filme é com um dinossauro assassino à solta numa mansão.


Música:

[MELHOR] “This Is America” – Childish Gambino: Não só a melhor música como também o melhor clipe. Um tapa na cara do racismo e uma dura crítica ao tratamento aos negros nos EUA (e no mundo).


[PIOR] “Quero Que Tu Vá” – Ananda: A música é basicamente xingamentos. Não tem nenhum conteúdo e é ofensiva para os ouvintes incautos (sem falso moralismo).


Séries – Estreantes:

[MELHOR] Star Trek – Discovery (CBS) (resenha aqui): A melhor estreia do ano, essa série, que é uma prequência da série clássica cinquentenária, é muito bem escrita, com ótimas atuações e efeitos especiais.


[PIOR] Black Lightning (resenha aqui): Tinha tudo para ser um marco nas séries baseadas em personagens da DC Comics, com um elenco majoritariamente negro e que retrata a dura realidade da comunidade, mas só foi uma primeira temporada cheia de lambanças.


Séries – Não estreantes:

[MELHOR] Demolidor – 3ª temporada (Netflix) (resenha aqui): A melhor temporada de todas as séries Marvel/Netflix. Uma pena que Demolidor – juntamente com Luke Cage e Punho de Ferro – foi cancelada.


[PIOR] Supergirl – 3ª temporada (CW): Apesar de ter se iniciado em 2017, esta temporada teve sua maior parcela neste ano. Uma temporada tão fraca, com histórias tão ruins que me fez desistir da série.


Games:

[MELHOR] Assassin’s Creed Odyssey (PS4, Xbox One e PC): Eu poderia ter facilmente colocado Dragon Quest XI (resenha aqui) aqui, mas como ele foi um game lançado em 2017 somente no Japão, então vou de AC Odyssey que é 100% deste ano, um game divertidíssimo e excelente que ainda não zerei, mas já gastei mais de 100h com ele. Em breve, resenho no blog.


[PIOR] Fallout 76 (PS4, Xbox One e PC): Neste ano enfrentei o mesmo problema do ano passado ao escolher o pior game, pois não pude jogar muitos games neste ano ao ponto de ter um pior (os que comprei, são jogos que achei, no mínimo, regular), então escolhi Fallout 76 pelo que o público em geral achou. O game foi uma decepção pois veio com muitos bugs, praticamente um redownload do jogo inteiro nos patchs, problemas na edição de colecionador, vazamento de dados e um mundo , com atividades nada divertidas, história sem graça e gráficos ultrapassados, o que lhe rendeu notas baixíssimas no Metacritic.


E que venha 2019!

Novo trailer de Dragon Ball Super: Broly

Assista abaixo o novo trailer de Dragon Ball Super: Broly, o próximo filme dos saiyajins:


Vemos partes do passado do Planeta Vegeta, lar original dos saiyajins, e o destino entrelaçado de três bebês que nasceram na mesma época: Kakaroto (“Oi, eu sou o Goku!”), o príncipe Vegeta, e Broly. Também vemos a chegada do malvado Freeza, e como o alienígena chifrudo destruiu o planeta governado pelo Rei Vegeta.

Dragon Ball Super: Broly estreia em 14 de dezembro no Japão e em 19 de janeiro na América do Norte.

[Atualizado] Mega Evolutions e Team Rocket em novo trailer de Pokémon Let’s Go

Liberado hoje novo trailer dos games Pokémon Let’s Go: Pikachu & Eevee, confirmando rumores dos últimos dia da presença das Mega Evolutions. Assista:

Além da aparição das Mega Evoluções de Venusaur, Charizard (X & Y) e Blastoise, temos a presença do líder de ginásio Lt. Surge, e os Team Rocket Jesse e James com seus respectivos pokémon, Ekans e Koffing, respectivamente.

[Atualizado] Segue trailer japonês que contém mais cenas inéditas:

Pokémon Let’s Go serão lançados para Nintendo Switch em 16 de novembro.

Os Leais Companheiros em novo trailer de Dragon Quest XI

A Square-Enix liberou um novo trailer de Dragon Quest XI: Echoes of an Elusive Age introduzindo os personagens do game que têm o character design de Akira Toriyama:

Cada personagem tem sua própria personalidade e uma profunda história de origem. Do “confiável parceiro de crime” Erik à “jovem e destemida maga” Veronica, além da “descontraída curandeira” Serena, o “extraordinário apresentador” Sylvando, a “nobre artista marcial” Jade e o “misterioso velhote” Rab – juntos, eles se unem ao Herói numa aventura no mundo de Erdrea.

Dragon Quest XI, que há mais de um ano foi lançado no Japão, chegará no Ocidente em 4 de setembro para PS4 e PC. A versão para 3DS não será lançada por aqui (*shuif*), mas ganhará uma para Nintendo Switch, que ainda não tem data de lançamento.

Fonte: Gematsu.

Os melhores e piores de 2017

Vem chegando o fim de ano e com ele nossa primeira retrospectiva no blog. 2017 foi um ano terrível para o Planeta Terra (menos pra Anitta), mas ainda podemos tirar coisas boas dele, e não só as coisas boas nos quesitos cinema, música, séries e games, mas também os piores de 2017.

Cinema:

[MELHOR] Star Wars – Os Últimos Jedi (resenha aqui): O melhor filme de 2017 veio na reta final do ano e ainda está nos cinemas. O 8º capítulo da saga dos Jedis mostra Luke Skywalker (Mark Hamill) treinando Rey (Daisy Ridley), enquanto General Leia (Carrie Fisher) e seus rebeldes lidam com Kylo Ren (Adam Driver) e a Primeira Ordem. O filme é diferente de tudo o que já vimos na franquia, apostando em heróis de diferentes gêneros e etnias, e numa trama inusitada.

[PIOR] Death Note: A versão hollywoodiana da Netflix para o anime/mangá de sucesso fica aquém do original, alterando o perfil psicológico dos personagens e pondo por água abaixo todas as expectativas de sua legião de fãs. Só a atuação do Willem Defoe como Ryuk se salva.

Música:

[MELHOR] “The Louvre” – Lorde: Pra mim, “Melodrama”, de Lorde, foi o álbum pop do ano (resenha aqui). A minha preferida é “The Louvre”.

[PIOR] “Vidinha de Balada” – Henrique e Juliano: Eu quase que coloco “Despacito” aqui, mais pelo fato de ter sido um hit chiclete infinitamente executado e explorado neste ano, mas daí lembrei dessa ~joia~ brasileira, fruto do sertalixo atual, em que o cara OBRIGA a mina a namorar com ele, e “se reclamar, cê vai casar também”, tipo ???? Relacionamentos forçados é tão século XIX, gente. Deixa as minas em paz.

Séries – Estreantes:

[MELHOR] The Gidted (FX): A série só termina em janeiro, mas até então, se mostrou uma divertida história de super-heróis e a melhor coisa que já aconteceu com o universo X-Men fora dos quadrinhos, inclusive superando os filmes. Os roteiristas utilizaram vários materiais ainda não explorados nos cinemas, e criaram também personagens e tramas novas, e a família Strucker é muito carismática.

[PIOR] Inhumans (ABC): Por falar em personagens Marvel, a maior decepção do ano está para a Família Real dos Inumanos, que foi muito mal adaptada para as telinhas (deixei bem claro nas minhas primeiras impressões da série), com efeitos especiais podres e uma trama sem sal. Uma pena.

Séries – Não estreantes:

[MELHOR] Stranger Things (Netflix) – 2ª temporada (resenha aqui): ST foi um grande sucesso em sua estreia no ano passado, arrebatando muitos fãs por aí, e em sua 2ª temporada, que estreou em outubro, os Irmãos Duffer conseguiram de novo, nos presenteando com uma trama complexa, divertida e empolgante.

[PIOR] Into the Badlands (AMC) – 2ª temporada: Apesar de a 1ª temporada desta série de lutas marciais não ter sido lá essas coisas também, o 2º ano de Into the Badlands foi tão ruim que até desisti de acompanhar.

Games:

[MELHOR] Persona 5 (PS4): Queria ter um Nintendo Switch para poder testar The Legend of Zelda: Breath of The Wild ou Super Mario Odyssey, aclamadíssimos games do ano, porém infelizmente não rolou, então nomeio Persona 5 como meu preferido. Primeiro game da franquia que jogo e está sendo uma delícia. Um RPG de turnos cheio de sidequests e nuances, com uma trilha sonora e game design fantásticos. Ainda não zerei, mas quando eu zerar, vou fazer uma resenha no blog.

[PIOR] Double Dragon IV (PS4, Switch, PC): Não pude jogar muitos games neste ano ao ponto de ter um pior (os que comprei, são jogos que achei, no mínimo, regular), então escolhi DDIV pelo que o público em geral achou. O quarto game da franquia dos dragões gêmeos não trouxe muitas novidades e não passa de só mais um game com jeitão de 8 bits. Resumindo: decepção.

2017 até que foi um bom ano para os universos pop e nerd, mas que o próximo ano seja ainda melhor!

Os 30 anos de Final Fantasy #FF30th

No dia 18 de dezembro de 1987 era lançado no Japão o primeiro jogo da série Final Fantasy. O JRPG do estúdio Square Enix, que na época era apenas Squaresoft, saiu para Famicon (8 bits) e lançado nos EUA apenas em 1990 para NES. O 2º episódio saiu no Japão em 1988, e sua trama não tinha relação com o anterior, e assim seguiu como sendo marca registrada da saga, apenas repetindo alguns elementos de sua mitologia sem repetir personagens principais. FFII não veio para o Ocidente antes dos anos 2000, bem como seu sucessor, lançado em 1990. O 4º game da série, lançado no ano seguinte, era o segundo que chegava aos EUA, e o primeiro para Super Famicon/SNES (16 bits). FFV (1992) saiu apenas no Japão, o que gerou uma certa confusão quando FFVI (1994) chegou nas bandas de cá com o título de “Final Fantasy III”. A contagem voltou ao normal quando foi FFVII chegou para PlayStation nos dois lados do planeta (e assim começou a ser sempre) em 1997.

O criador do jogo é Hironobu Sakaguchi, e reza a lenda que o título do RPG se deve ao fato de ser a última cartada dele para salvar a Square que estava à beira da falência, por isso “fantasia final”. E ainda bem que deu certo, pois criou uma das mais importantes franquias de RPG de todos os tempos, e a empresa continua firme e forte até hoje. Sakaguchi esteve à frente da série até deixar a companhia, em 2001. Foi substituído por Yoshinori Kitase, que já trabalhou na Square como diretor dos capítulos VI, VII e VIII. A partir de FFIX, foi substituído por um diretor diferente para cada título.

O artista Yoshitaka Amano foi o character designer original, incluindo criação de personagens e monstros, desde o primeiro game até FFVI. Ele também desenha todos os logotipos da série principal e algumas ilustrações especiais. Foi substituído por Tetsuya Nomura, que tem o traço é mais adaptável aos gráficos tridimensionais, trabalhando como principal desenhista de personagens na maioria dos jogos da franquia até hoje.

Arte de Amano para FFI.

Artes de Nomura para Lightning (FFXIII), Kain (FFIV), Tifa (FFVII), Vaan (FFXII), Laguna (FFVIII) e Yuna (FFX).

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Um dos pontos fortes da franquia é sua inesquecível trilha sonora, e o responsável original por ela foi Nobuo Uematsu, o principal compositor da série Final Fantasy desde o primeiro jogo até deixar a Square Enix em 2004, apesar de já ter voltado a colaborar em alguns jogos desde então. Temas recorrentes da série, como Prelude, a fanfarra de vitória, e o tema dos chocobos, são criações suas. Outros compositores incluem Masashi Hamauzu (FFXIII), Hitoshi Sakimoto (todos FF Tactics e FFXII) e Junya Nakano (FFX e arranjos em alguns remakes).

Seguem alguns exemplos de ótimas trilhas da série:

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Segue meu ~currículo gamer~ FF (risos):

– FFI eu joguei no port para GameBoy Advance (2004), que contém os capítulos I e II. No primeiro FF os personagens não possuem nome (no spinoff Dissidia, é representado pelo personagem chamado Warrior of Light), dando ao jogador liberdade para nomeá-los, e você pode escolher quatro personagens entre as classes disponíveis: Fighter (Warrior); classe física usuária de espadas, Monk (Black Belt); classe física que luta desarmada; Black Mage, classe mágica causadora de dano, White Mage, classe mágica curandeira; Red Mage, classe usuária de magias de nível baixo de Black e White Mages; e Thief, classe ladina. O sistema é bem simples e tinham poucos elementos que viraram recorrentes nos jogos seguintes, como Bahamut, que aqui era o rei dos dragões;
– Já FFII possui os personagens jogáveis o espadachim Firion, a arqueira Maria, o monk Guy, o white mage Minwu, o dragoon Ricard, entre outros. Aqui foi a primeira aparição de Cid (NPC), personagem recorrente da série, e dos chocobos. O sistema de magias consiste em, quanto mais MPs você usa de uma vez, mais forte será o dano;
– FFIII joguei apenas o remake lançado para Steam (resenha aqui). Aqui o sistema de jobs foi expandido e ligado aos Crystals, recorrente aos games iniciais, e onde surgiram os primeiros Summons, elemento presente em quase todos os capítulos da franquia. A trama seguia quatro personagens: Luneth, um garoto órfão do vilarejo de Ur, Arc, amigo de infância de Luneth, Refia, do vilarejo de Kazus, Ingus, um soldado do reino de Sasune;
– FFIV joguei também apenas o remake para GBA. Um dos mais divertidos da saga, com uma trama mirabolante que envolve redenção, conquista, reviravoltas consanguíneas, Cristais, airships e viagens para a Lua e o centro da Terra. Aqui, há jobs mas elas são fixas: Cecil (Dark Knight/Paladin), Kain (Dragon Knight), Rosa (White Mage), Cid (Engineer), Rydia (Summoner), Tellah (Sage), Edward (Bard), Yang (Monk) etc;
– FFV, apesar de ter sido lançado para SNES, só o conheci e joguei no GBA. Divertido e um dos meus favoritos. A história rola em torno dos personagens Bartz, Lenna, Galuf e Faris. Posteriormente, Krile entra no grupo substituindo Galuf, seu avó, o que torna o FF com menos personagens jogáveis. FFV foi palco da primeira aparição de Gilgamesh, o chefão mais engraçado e recorrente da série. O game também conta com os famosos Crystals e um ampliado sistema de jobs. Foi o primeiro FF com um momento em que o jogador precisa fugir de um determinado lugar com uma contagem regressiva na tela, no caso, quando Karnak Castle está me chamas e Bartz e cia precisam escapar do local em 10 minutos, ainda tendo que enfrentar várias batalhas aleatórias e com o desafio de pegar todos os baús (com ótimos itens nessa altura do jogo) do castelo;
– FFVI zerei no SNES. É um dos FFs favoritos de todos, mas particularmente, apesar de eu achar um jogo complexo e dinâmico, não o acho isso tudo. É o game da série com mais personagens jogáveis de todos (14 no total), e o que tem a primeira protagonista feminina, Terra Branford. Os outros personagens são Locke, Edgar, Sabin, Cyan, Setzer etc. Celes, disfarçada como a cantora de ópera Maria, cantando na Opera House, e o grupo fugindo do Floating Continent em 6 minutos, tendo de enfrentar monstros poderosos e esperar o ninja Shadow (ou não) são os pontos altos. O vilão estereotipado Kefka foi o vilão mais memorável até à chegada de Sephiroth (FFVII);
– FFVII foi o primeiro que joguei, no PS. Só não é o meu favorito isolado porque existe o FFIX. O sistema de Materias, parcialmente baseado nas Magicites de FFVI, é um dos mais divertidos da série. A trama é uma das mais complexas (eu digo que FFVII é o pai que ensinou Kingdom Hearts) que envolve mensagem ecológica, fim do mundo, experiências genéticas, alienígenas, raças em extinção e monstros gigantes. Os personagens jogáveis são uns dos mais inesquecíveis: o soldier Cloud, o ecoterrorista Barret, a bartender/monk Tifa, a vendedora de flores Aeris etc. FFVII é o que tem um dos momentos mais tristes dos videogames, quando um dos personagens principais é morto pelo vilão Sephiroth;
– Para FFVIII eu tive que aprender katakana para jogar, quando a versão em japonês chegou antes da americana e eu não tive paciência para esperar (risos). Seu gráfico era diferentão na época, o que tornou o primeiro FF mais realista possível. Na história, temos os integrantes da escola Balamb Garden, Squall, Quistis, Zell e Selphie, usados como esquadrão de elite para deter ameaças ao redor do mundo. Não gosto de sua trama, pois é muito centrada no casalzinho Squall e Rinoa. O sistema gira em torno dos GFs (Guardian Forces), summons que podem ser equipados nos personagens, permitindo-lhes usar magias e outras habilidades ativas e passivas;
– FFIX é uma homenagem à saga toda até então, portanto temos um jogo nostálgico que volta para a fantasia medieval (apesar de ser mais steampunk), e traz de volta vários elementos dos capítulos anteriores, revisitando lugares, músicas e personagens. É um dos meus favoritos, ao lado de FFVII. Os personagens possuem jobs fixas: Zidane (Thief), Vivi (Black Mage), Garnet/Dagger (White Mage/Summoner), Steiner (Knight), Quina (Blue Mage), Freya (Dragoon), Eiko (Summoner/White Mage) e Amarant (Ninja/Monk). A trama visita inúmeros lugares, personagens e possui muitas reviravoltas, e o chefe final é o andrógino Kujah;
– FFX joguei à época, no PS2. A saga volta para o realismo, e temos novamente personagens com jobs fixas. São eles Tidus, Yuna, Wakka, Lulu, Rikku, Auron e Kihmari. O sistema de skills é o Sphere Grid, onde você habilita as spells/skills para seus personagens (inclusive podendo ensinar habilidades de diferentes jobs a eles), além de upgrades em seus atributos. A história tem final frustrante e é um dos capítulos que eu menos gosto;
– FFXI, bem como FFXIV, são os games 100% online, e portanto, nunca joguei (foi-se o tempo que eu gostava de MMORPGs);
– FFXII tive a oportunidade de jogar apenas recentemente, no remix The Zodiac Age, para PS4 (resenha aqui). O sistema de batalha é inovador, quase um RPG de ação, mas ainda com turnos. O mundo para exploração é vasto e os cenários e game designs em geral são estonteantes, bem como sua trilha. Os personagens jogáveis são Vaan, Penelo, Ashe, Balthier, Fran e Basch. O mundo Ivalice, que apareceu em Vangrant Story e Final Fantasy Tactics (ambos para PS) e Final Fantasy Tactics Advance (GBA), é revisitado;
– FFXIII nunca tive oportunidade de jogar, pois nunca tive PS3, mas pelas coisas que eu vi (sistema de batalha travadão, summons que se transformam em veículos… AFF!), acho um FF fraco e feio;
– FFXV zerei neste ano (resenha aqui) e gostei bastante. Com um gráfico foda e um sistema de batalha interessante (exceto o de magias, que é uma bosta), este formidável ARPG é um dos meus favoritos da série. Uma pena que a história seja tão cheia de furos, o que levou a Square ter que fazer vários DLCs (caríssimos, diga-se de passagem, os quais nunca pude jogar).

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Final Fantasy
tem inúmeros spin-offs em praticamente todos os consoles existentes (inclusive, criando outras sagas, como a franquia de sucesso Kingdom Hearts), e também está presente em outras mídias. Para o cinema, temos os filmes de CGI “Final Fantasy: The Spirits Within” (2001), que foi um marco na animação em CGI à época (pena que a história não tem NADA A VER com os games); o ótimo “Final Fantasy: Advent Children” (2005), que é a continuação da trama de FFVII; e “Kingsglave: Final Fantasy XV” (2016), que complementa a história de FFXV e tem um visual magnífico (resenha aqui). Aliás, o legal do marketing de FFXV é que, antes do lançamento do jogo, a história do mesmo foi contada ou complementada em outras mídias, como filmes, animes e jogos mobile.
FF já teve mangás, anime e até card game.

FF é a minha saga de games favorita, bem como a franquia de RPG favorita também, portanto a desejo parabéns nesses 30 anos de existência, e que venham mais trinta!

[Extra] A Square divulgou um belo vídeo que homenageia a franquia em seus 30 anos:

[Resenha] Neo Yokio – 1ª temporada

Taí uma produção Netflix com cara de anime que parece ser só mais uma no meio de tantas coisas lançadas atualmente. Neo Yokio, que estreou na semana passada (22), é um desenho divertidíssimo, é meio porra louca e ainda consegue fazer uma crítica à vaidade e ao capitalismo.

Nosso protagonista é Kaz Kaan (sim, eu também ri muitas vezes com essa cacofonia, “Cascão” rs), dublado originalmente pelo Jaden Smith. Ele pertence a uma linhagem de bruxos aristocratas (ou Majestocratas, como é explicado na série), presta serviços de exorcismo e caça a demônios na cidade-título, quase sempre obrigado por sua gananciosa e severa tia Agatha (Susan Sarandon). Kaz tem um robô-mordomo (que parece a versão branca do Optimus Prime) chamado Charles (Jude Law), que é muito prestativo e por vezes engraçado também. O protagonista é um pouco depressivo e preguiçoso, mas sempre tentando manter-se elegante e na moda o tempo todo, e possui um rival, o entojado Arcangelo (Jason Schwartzman), que é o “Meninas Malvadas” da série, e sempre aparece com seus quatro comparsas (ele tem até uma vinheta quando aparece hahaha) para fazer bullying com Kaz.

Você quer Toblerone gigante, @?

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Os outros personagens são Lexy (The Kid Mero) e Gotlieb (Desus Nice), os inseparáveis amigos de Kaz; Helena St. Tessero (Tavi Gevinson), a maior blogueira de moda do mundo que teve uma mudança drástica de ideologia depois de um certo evento (spoilers!) e que é responsável, direta e indiretamente, por algumas tretas na cidade; Cathy (Alexa Chung), a ex-namorada de Kaz que, quando vai embora da cidade, o deixa em depressão; Sailor Pellegrino (Katy Mixon), a maior estrela pop da atualidade, que vendeu 1 BILHÃO (!!!) de discos, é bem doidinha e tem uma queda por Kaz; Registrador (Steve Buscemi), um implacável investigador de peruca de juíz que não larga o pé do protagonista.

Kaz, Charles, Lexy e Gotlieb.

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Sobre Neo Yokio: a cidade pertence ao um mundo alternativo, e ela localiza-se em nossa Nova York, porém a Terra está parcialmente inundada (derretimento das calotas polares pelo aquecimento global, talvez), e no século XVIII foi alvo de uma invasão demoníaca. Então, o prefeito à época convoca todos os bruxos exorcistas do mundo para a cidade para deter a ameaça e, quando perigo acaba, os bruxos ganham cidadania e propriedades, assim se tornando os Majestocratas. Não é citado o nome do país onde a cidade fica, mas a bandeira tem as cores vermelho, preto e no centro, uma cruz vermelha como a da Suíça.

Neo Yokio, criada e escrita por Ezra Koenig (vocalista do Vampire Weekend), me surpreendeu por ser um desenho que faz graça tanto de suas situações inusitadas quanto do absurdo fanatismo dos personagens por status, vaidade e dinheiro. E não é um anime de poderes e de sim de situações. E é uma série curtinha, dá pra terminar em uma tarde. Recomendo!

Título original: “Neo Yokio”.
Emissora: Netflix.
Ano de estreia: 2017.
Criado por: Ezra Koenig.
Elenco: Jaden Smith, Jude Law, Tavi Gevinson, Susan Sarandon, The Kid Mero, Desus Nice, Jason Schwartzman.
Duração: 6 episódios de +/- 22 minutos cada.
Nota do Gilga: 8.

30 anos da saga Street Fighter

Hoje a saga Street Fighter, da Capcom, completa 30 anos, desde o lançamento do seu primeiro capítulo, lançado para arcade. O 1º SF é pouco conhecido (eu não vi em nenhum fliperama à época do lançamento, e não conheço ninguém que o tenha jogado), e o jogador poderia escolher apenas dois personagens: Ryu e Ken. O jogador enfrentava vários oponentes (imagem abaixo) até chegar ao chefe final que, adivinhem só, era o Sagat! E alguns desses oponentes só retornariam alguns anos depois, como são os casos de Birdie, Gen e Adon.

A saga só fez sucesso mesmo a partir de Street Fighter II (1991), com 8 personagens selecionáveis, além dos veteranos Ryu e Ken: Chun Li, E. Honda, Blanka, Zangief, Dhalsim e Guile. SF2 foi um marco e redefiniu os games de luta para sempre. Um ano depois chegou a versão Champion Edition, onde era possível escolher 12 personagens, que incluíam os vilões Balrog, Vega, Sagat e M.Bison, e, em 1993, a versão The New Challengers, com a adição dos novatos Cammy, Fei Long, Dee Jay e T. Hawk.

Em 1995, tivemos Street Fighter Zero (Alpha no ocidente), com Ryu, Ken, Chun Li, Nash (Charlie no ocidente), Guy, Sodom (ambos do beat ‘em up Final Fight), Birdie, Adon, Sagat, M. Bison, Gouki (Akuma no ocidente), Rose e Dan. Esse “spin-off”, que se passa alguns anos antes do início da série e que trazia novas mecânicas para o sistema, teve duas continuações, em 1996 e 1998. Em 96 também tivemos a 1º versão 3D, o Street Fighter EX, com 10 personagens e 4 ocultos (disponíveis após o término do jogo).

Em 1997 é lançado Street Fighter III, que não fez muito sucesso, e só 11 depois, em 2008, que tivemos uma nova continuação, Street Fighter IV, todo modelado em 3D (mas a mecânica permanece em 2D), que trouxe um novo fôlego para o jogo, colocando a saga de volta aos holofotes e nos eSports. O 5º game da série foi lançado no ano passado e, apesar de ter decepcionado muitos fãs, ainda continua firme e forte tanto nos eSports quanto com constantes atualizações (a nova personagem Menat foi lançada ontem).

Também tivemos inúmeros crossovers de sucesso, como X-Men vs. Street Fighter, Marvel vs. Capcom e tantos outros.

Claro que o sucesso de Street Fighter não ficou só nos games. O jogo ganhou mangás, animes, filmes e webséries etc,. “Street Fighter – A Batalha Final”, de 1994, com Jean-Claude Van Damme e Raul Julia, foi um fracasso de crítica, mas é atualmente considerado um cult. Em 2009 tivemos “Street Fighter – A Lenda de Chun-Li” que, além da protagonista ter sofrido whitewashing (a personagem Chun Li, que é asiática, foi interpretada pela atriz canadense Kristin Kreuk), não agradou os fãs. Porém a websérie live-action Street Fighter: Assassin’s Fist (2014), foi muito bem recebido, bem como o anime Street Fighter II V (1995).

Segue vídeo feito pelo Luciano Amaral com um breve resumo da saga:

Inclusive tanto com este vídeo quanto com este artigo do Horokeu publicado no Jovem Nerd, aprendi que os criadores da saga Takashi Nishiyama Hiroshi Matsumoto deixaram a Capcom após criarem o 1º jogo e foram para a rival SNK, onde ajudaram a criar os concorrentes Fatal Fury, Art of Fighting e The King of Fighters, e retornaram para antiga empresa quando foram cruciais na criação do SFIV.

Parabéns a esta importante saga dos games e um dos principais carros chefe da Capcom! Que venham mais 30 anos.

Veja também este artigo bacana do The Enemy com a evolução dos personagens em gifs animados.