Hulu anuncia novas séries animadas de personagens Marvel

A Marvel fechou uma parceria com o serviço Hulu para uma encomenda de quatro séries animadas – Howard, o Pato, M.O.D.O.K., Hit-Monkey (Assassímio) e Tigra & Dazzler (Tigresa e Cristal). Segundo o Hollywood Reporter, todos os personagens irão se reunir em um especial intitulado The Offenders (Os Ofensores).

Howard, o Pato já ganhou um live-action de 1986, odiado por muitos e retornou uma cena pós-créditos de Guardiões da Galáxia. Criado por Steve Gerber em 1973, a série será escrita por Kevin Smith (The Flash, Supergirl) e Dave Willis (Your Pretty Face is Going to Hell), com o personagem título ajudando sua melhor amiga Beverly para retornar ao seu planeta natal antes que o Dr. Bong possa matá-lo e cozinhá-lo.

M.O.D.O.K. adapta o personagem criado por Stan Lee e Jack Kirby em 1967. A série é escrita e produzida por Patton Oswalt (Happy!) e Jordan Blum (Community) ao lado de Jeph Loeb (Legion). A série seguirá o supervilão título com a cabeça realmente grande e o corpo muito pequeno enquanto ele luta para manter o controle de sua organização e sua família necessitada.

Assassímio segue um macaco japonês da neve que treina com o fantasma de um assassino americano para se preparar para uma viagem de vingança sangrenta e cômica através do submundo de Tóquio. O personagem foi criado em 2010 por Daniel Way e Dalibor Talajic e a série está sendo escrita e produzida por Josh Gordon e Will Speck (Office Christmas Party) e Jeph Loeb.

Tigresa e Cristal acompanha as melhores amigas/super-heroínas enfrentando uma das suas maiores batalhas: reconhecimento de outras pessoas superpoderosas em Los Angeles. Tigresa foi criada por Linda Fite e Marie Severin em 1972, e Cristal foi criada por Tom DeFalco, Roger Stern e John Romita Jr. em 1980. A nova série será escrita e produzida por Erica Rivinoja (The Last Man on Earth) e Chelsea Handler (Chelsea) ao lado de Jeph Loeb.

Fontes: Poltrona Nerd e Marvel Wikia.

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[Resenha] Titans

Titans foi a primeira série do canal de streaming da Warner, o DC Universe, e estreou em outubro com 11 episódios e, na última semana, a primeira temporada chegou na Netflix (eu não entendo muito essa relação entre Netflix e outros canais de streaming, que, em tese, eram para ser concorrentes, mas que acabam dividindo conteúdos, mas uma coisa é certa: envolve muito dinheiro para ambas as partes). A série mostra a origem do supergrupo adolescente (pelo menos, costumava ser) da DC Comics, os Jovens Titãs (Teen Titans), mas que, obviamente, tiraram o Teen do nome porque é uma série adulta, com muita violência – porra, Robin! – e também sexo, por que não, se afastando, de certa forma, do adolescentezão Arrowverse.

A série mostra as vidas de Dick Grayson (Brenton Thwaites), policial e ex-parceiro-mirim do Batman (Robin original) e de Rachel Roth (Teagan Croft), a Ravena dos quadrinhos (ela não é chamada assim aqui) se cruzando. A menina tem poderes sinistros (literalmente) e um culto do apocalipse quer capturá-la, então Dick resolve protegê-la. Nisso, Kory (Anna Diop), desmemoriada e superpoderosa, e Gar (Ryan Potter), o menino-tigre, se juntam a eles. Outros personagens ligados aos Jovens Titãs aparecem, como Rapina (Alan Ritchson, que foi o Aquaman em Smallville, quem lembra?) e Columba (Minka Kelly), Patrulha do Destino e Moça-Maravilha (Conor Leslie) também dão as caras.

Mds essas perucas…


O que eu gostei:
– O tom da série. Madura, sinistra, sombria, misteriosa;
– Os poderes da Kory/Estelar são muito foda e bem produzidos! E FODA-SE se ela é negra. A personagem é alienígena. Tanto faz a cor da pele dela. Vocês sempre arranjam um argumento pra serem racistas com a desculpa de “Ai, nada a ver com os quadrinhos/desenhos”, seu babaca! A Kory é a rainha da série ♥
– A caracterização do Robin (do Brenton, pois aparece outro Robin, interpretado pelo cabeçudo Curran Walters) e da Moça-Maravilha (o laço dela ♥) está ótima. Eles são os únicos que acho que ficaram bem transportados para as telinhas e não parecem forçados.

O que eu não gostei:
– As perucas e tingimentos de cabelos. PQP, que troço horrível. OK que nos quadrinhos funciona melhor, mas poderiam ter investido em algo menos sintético. Eu particularmente me seguro pra não rir dos cabelos deles. A caracterização dos personagens, de modo geral, ficou feia;
– Outra coisa – e daí é problema só meu – que o ator que interpreta o Gar/Mutano parece o Yudi com cabelo verde, então eu não consigo levá-lo muito a sério rs
– O tigre em CGI 👎
– Odeio quando um personagem é frequentemente citado mas nunca aparece por motivos de direitos autorais ou sei lá, como o Batman. Sei que ele é importante para a trama do Robin, mas se ele é importante, porque não contratar um ator para viver o Morcegão/Bruce Wayne na série? Acho ridículo só usarem dublês.

Apesar da temporada acabar na “melhor” parte (o vilão chegou e os heróis ainda nem sabem o que está acontecendo) espero que o desfecho dessa trama se conclua satisfatoriamente e que a equipe vire uma superequipe de verdade (e torcendo para que a Dona Troy/Moça Maravilha esteja nela), com a Torre dos Titãs e tudo. Aguardando ansiosamente pela 2ª temporada!

Título original: “Titans”.
Ano de estreia: 2018.
Criado e produzido por: Akiva Goldsman, Geoff Johns, Greg Berlanti.
Duração: 11 episódios de +/- 45 minutos cada.
Nota do Gilga: 8.

Os melhores e piores de 2018

Já na reta final de 2018 venho aqui fazer a retrospectiva do ano no mundo pop. O ano foi péssimo no Brasil, porém ainda aconteceram coisas boas nos universos do cinema, música, games e séries de TV, e aqui vai uma lista dos melhores e piores de 2018, na minha humilde opinião.

Cinema:

[MELHOR] Vingadores – Guerra Infinita (resenha aqui): Foi o filme mais bombástico e comentado do ano. Também, com um final daqueles… Mal posso esperar por sua continuação, que sai ano que vem.


[PIOR] Jurassic World: O Reino Ameaçado:
A decepção do ano. Depois de um excelente primeiro filme, a expectativa desta sequência estava lá em cima, e o trailer acabou enganando, pois a trama fica só 5 minutos na ilha e a grande parte do filme é com um dinossauro assassino à solta numa mansão.


Música:

[MELHOR] “This Is America” – Childish Gambino: Não só a melhor música como também o melhor clipe. Um tapa na cara do racismo e uma dura crítica ao tratamento aos negros nos EUA (e no mundo).


[PIOR] “Quero Que Tu Vá” – Ananda: A música é basicamente xingamentos. Não tem nenhum conteúdo e é ofensiva para os ouvintes incautos (sem falso moralismo).


Séries – Estreantes:

[MELHOR] Star Trek – Discovery (CBS) (resenha aqui): A melhor estreia do ano, essa série, que é uma prequência da série clássica cinquentenária, é muito bem escrita, com ótimas atuações e efeitos especiais.


[PIOR] Black Lightning (resenha aqui): Tinha tudo para ser um marco nas séries baseadas em personagens da DC Comics, com um elenco majoritariamente negro e que retrata a dura realidade da comunidade, mas só foi uma primeira temporada cheia de lambanças.


Séries – Não estreantes:

[MELHOR] Demolidor – 3ª temporada (Netflix) (resenha aqui): A melhor temporada de todas as séries Marvel/Netflix. Uma pena que Demolidor – juntamente com Luke Cage e Punho de Ferro – foi cancelada.


[PIOR] Supergirl – 3ª temporada (CW): Apesar de ter se iniciado em 2017, esta temporada teve sua maior parcela neste ano. Uma temporada tão fraca, com histórias tão ruins que me fez desistir da série.


Games:

[MELHOR] Assassin’s Creed Odyssey (PS4, Xbox One e PC): Eu poderia ter facilmente colocado Dragon Quest XI (resenha aqui) aqui, mas como ele foi um game lançado em 2017 somente no Japão, então vou de AC Odyssey que é 100% deste ano, um game divertidíssimo e excelente que ainda não zerei, mas já gastei mais de 100h com ele. Em breve, resenho no blog.


[PIOR] Fallout 76 (PS4, Xbox One e PC): Neste ano enfrentei o mesmo problema do ano passado ao escolher o pior game, pois não pude jogar muitos games neste ano ao ponto de ter um pior (os que comprei, são jogos que achei, no mínimo, regular), então escolhi Fallout 76 pelo que o público em geral achou. O game foi uma decepção pois veio com muitos bugs, praticamente um redownload do jogo inteiro nos patchs, problemas na edição de colecionador, vazamento de dados e um mundo , com atividades nada divertidas, história sem graça e gráficos ultrapassados, o que lhe rendeu notas baixíssimas no Metacritic.


E que venha 2019!

[Resenha] She-Ra and the Princesses of Power

Estreou no último dia 13 (que, por coincidência, é meu aniversário) na Netflix a série animada She-Ra and the Princesses of Power, reboot do desenhos dos anos 1980. Mas calma lá, esse é um desenho BEM diferente do original… A nova She-Ra é uma releitura para o público jovem e feminino, para trazer representatividade e empoderamento para as garotinhas (e também, porque não, para os garotinhos), então nada de mulheres coxudas e com pouca roupa. Aliás, o redesign dos personagens está demais e, apesar das reclamações de muitos adultos punheteiros, a versão para o novo desenho incluiu pessoas de diferentes etnias, biotipos e sexualidades. Por exemplo, o Arqueiro é negro, a Cintilante é gordinha, as princesas Netossa e Spinnerella são lésbicas etc. Fora que muitos dos redesigns são mais interessantes e deram uma merecida individualidade para os personagens (muitas das personagens femininas no original eram bem semelhantes, só mudando a cor da roupa ou do cabelo).

Adorei o visual de Adora ♥


O novo desenho tratou de aprofundar as relações entre os personagens. Simplesmente me encantou a história entre Adora (a versão humana de She-Ra) e Felina, ambas órfãs que foram adotadas e criadas por Hordak e sua segunda em comando, Sombria, a serviço da Horda. A vida de Adora, que sempre pensou estar do lado do “bem”, mudou depois de receber um chamado e encontrar a Espada da Proteção, que a transforma na poderosa loira de 2,50m (como é dito na série) She-Ra, a campeã dos Primeiros (os colonizadores milenares de Etéria, o reino onde se passa a história). Ela conhece a vida fora da Zona do Medo, base da Horda (ela foi criada pela SOMBRIA e morava na ZONA DO MEDO, mas mesmo assim ela achava que trabalhava pros mocinhos kkkk) e descobre as atrocidades causada pelas forças para as quais trabalha e, ao encontrar acidentalmente a Princesa Cintilante, do reino da Lua Clara, e seu divertido amigo Arqueiro, Adora acaba entendendo o lado dos Rebeldes. Assim começa a aventura de She-Ra and the Princesses of Power, que, diferente do desenho dos anos 1980, que era She-Ra: Princess of Power (se referindo apenas à She-Ra como a Princesa do Poder), a She-Ra da Netflix dá muito mais importância às outras princesas, quase como se fossem as Princesas Disney com poderes e que não precisam de homens para defendê-las, afinal, são elas que, unidas, são o equilíbrio do poder mágico de Etéria.

Adora e Felina: amigas, rivais, irmãs.


Quanto ao visual da She-Ra, não curti muito. Ela é meio… estranha. E também quando ela aparece, é muito apelona. Eu prefiro quando Adora – que tem treinamento militar – e seus amigos, resolvem as tretas sem apelar pra She-Ra. Eu vejo a She-Ra aqui como Lois & Clark, aquela série do Superman dos anos 1990, focada mais na relação entre o alter-ego humano do Super com a repórter Lois. O Superman só aparecia no final pra salvar o dia, mas não era o personagem principal. A nova She-Ra até que é assim e precisa ser assim mais, dar mais espaço aos personagens secundários e sem (muitos) poderes.

Outra coisa que me chama a atenção é que até alguns dos vilões são carismáticos, com ênfase na Felina (que é legal exceto quando ela faz maldade só por fazer), Scorpia (uma gigante de coração inocente) e os cadetes secundários da Horda. A dubladora da Sombria (Lorraine Toussaint, a Vee de Orange is the New Black) é muito boa e a personagem tem uma presença imponente e ameaçadora, e o design do Pingo, aquele mascote do Hordak, é muito fofinho! ♥

Tirando algumas princesas que acho chatas/inúteis – como Perfuma, Entrapta etc – She-Ra é um desenho divertido, importante e uma ótima e bem construída história de fantasia.

Título original: “She-Ra and the Princesses of Power”.
Ano: 2018.
Criado e produzido por: Noelle Stevenson e Chuck Austen.
Elenco (voz): Aimee Carrero, Karen Fukuhara, AJ Michalka, Marcus Scribner, Reshma Shetty, Lorraine Toussaint e Keston John.
Duração: 13 episódios de +/- 25 minutos cada.
Nota: 8.

Disney anuncia série de personagem de Star Wars: Rogue One

Com a Disney já produzindo uma série de Star Wars com The Mandalorian, capitaneada por Jon Favreau, mais um projeto acaba de ser anunciado pela LucasFilm.

A empresa anunciou nesta quinta-feira (8) que uma série baseada no personagem de Diego Luna em Rogue One: Uma História Star Wars está em desenvolvimento para o Disney+, nome do serviço de streaming da Disney.

Luna interpretou o espião rebelde Cassian Andor no filme de Gareth Edwards, e a nova série será um prelúdio do filme de 2016, considerando o destino do personagem no longa.

“Voltar ao universo de Star Wars é muito especial para mim. Eu tenho muitas memórias do grande trabalho que fizemos e das relações que eu fiz através da jornada. Temos uma aventura fantástica à frente, e esse empolgante novo formato vai nos dar uma chance de explorar esse personagem de forma mais profunda”, comentou Luna.

Bob Iger, presidente da Disney, confirmou que o projeto entra em produção no próximo ano.

Ainda sem título ou desenvolvedor, a série não tem previsão de estreia.

Fonte: Observatório de Cinema.

Disney anuncia série de TV de Loki

O CEO da Disney Bob Iger confirmou que o Marvel Studios está desenvolvendo uma série de TV sobre Loki, o deus da trapaça, para o serviço de streaming Disney+Tom Hiddleston retornará ao papel. No entanto, o anúncio não revelou nenhum nome para a direção e o roteiro, nem quantos episódios o seriado terá.

Rumores sobre a produção já circulavam desde setembro. Segundo a Variety, Kevin Feige fará a produção da série, que deve ter entre seis e oito episódios.

Além do seriado com Hiddleston, fontes do site ainda sugerem que a Disney trabalha em uma série sobre a Feiticeira Escarlate – que ainda poderia ter a participação do Visão – e outra sobre a dupla Soldado Invernal e Falcão. A ideia seria desenvolver histórias para personagens que não tiveram um filme-solo, o que abre a possibilidade mais personagens migrarem dos cinemas para as telinhas.

Fonte: Omelete.

[Primeiras Impressões] Titans

Para inaugurar o DC Universe, o canal de streaming da Warner/DC, em 12/10 estreou a série live-action Titans, baseada na superequipe Novos Titãs.

A série, apesar de mostrar adolescentes (nem todos), é mais adulta e bem violenta, se comparada com suas “primas” do Arrowverse (CW). Já no primeiro episódio, o Robin (Brenton Thwaites) não só espanca como ARREGAÇA uns bandidos e ainda manda o famigerado “Fuck Batman!” (aliás, bem bolado todo o contexto).

Além do ex-parceiro-mirim do Homem-Morcego, a série mostrou, nos primeiros três episódios, a Rachel “Ravena” Roth (Teagan Croft), personagem chatíssima (pelo menos aqui) e que parece ser o elemento central desta temporada, visto que inúmeros personagens querem matá-la, sequestrá-la ou protegê-la; uma desmemoriada Kory/Estelar (Anna Diop), que eu ainda não saquei qual é a dela, só que é bem poderosa; um Gar/Mutano (Ryan Potter) de relance e um pouco descaracterizado; Rapina (Alan Ritchson) e Columba (Minka Kelly), os heróis humanos com uniformes ridículos que tiveram suas origens ligadas à de Robin.

Tá. Pegando. Fogo. Bicho.


Eu sinceramente odiei as perucas/tingimentos dos personagens que são devidamente coloridos no original – Ravena, Estelar e Mutano -, acho que a escolha criativa não teve boa transposição de uma mídia pra outra. O único que teve uma boa caracterização é o Robin, por enquanto.

Quanto à trama, nestes primeiros episódios ainda tá tudo meio bolado, não deu pra sacar o que a origem da Ravena tem a ver com a porra toda, e porque a Kory perdeu a memória, mas estou dando o benefício da dúvida, visto que esta temporada terá 12 episódios. E espero muito que a série mostre logo a que veio. Estou ansioso pelo que ainda está por vir, como a Patrulha do Destino (com Brendan Fraser interpretando o Homem-Robô) e a Moça-Maravilha (Conor Leslie).

Com a segunda temporada já encomendada e com a exibição prometida também na Netflix (ainda sem data), Titans é a oitava série de TV em exibição baseada em personagens da DC Comics.

[Resenha] Castlevania – 2ª temporada

Também no dia 26 estreou a segunda temporada da série animada Castlevania, baseada na saga de games da Konami. E Castlevania voltou BEM diferente neste ano. Conto mais nos pontos positivos e negativos da 2ª temporada:

O que eu gostei:
– Pra começar, uma série TOTALMENTE NOVA. Parece que tentaram apagar os deslizes cometidos na temporada anterior (resenha aqui) e reescreveram a série com outro clima, outra pegada, e tá muito melhor, viu;
– A trama desse ano introduz vários personagens, os generais do Drácula – vampiros e humanos – que parecem ser de diferentes partes do mundo: Godbrand, que é um viking sanguinário e está sempre questionando as decisões de seu líder e seus companheiros; Isaac e Hector são humanos e os mestres da forja do Drácula. Isaac cria o Exército da Noite (criaturas demoníacas) enquanto Hector tem o poder de ressuscitar os mortes com seu martelo mágico; Carmilla, uma poderosa vampira que se alia a Drácula, mas suas intenções são outras, e ela se mostra uma perigosa estrategista;
– A dinâmica entre o trio de heróis Trevor Belmont, Alucard e Sypha é muito boa, com o filho do Drácula e Trevor se provocando o tempo todo e Sypha sendo a adulta tentando pôr razão na cabeça da dupla;
– A maior parte das cenas de luta são épicas, principalmente as que envolve o Alucard, que tem os poderes mais fodas da série;
– O estupendo castelo móvel do Drácula;
– A Estrela da Manhã (Morning Star);
– A batalha final contra o Drácula ♥

Trevor encontra uma nova arma.


O que eu não gostei:
– O traço do desenho e a animação estão com a qualidade inferior em relação ao ano anterior (DBZ, é você? rs), apesar de ainda ser bom e não comprometer muito a trama.

Apesar desta temporada focar mais no vilão do que no mocinho principal (Trevor), a trama é interessante e tem um excelente ritmo, onde vê-se o empenho dos roteiristas de trazer o lado “humano” de Drácula à tona e em como ele abandonou tudo após à morte de sua esposa Lisa (na 1ª temporada, tem um rápido flashback no episódio 2×01 que mostra outro ponto de vista sobre a morte dela), além de explorar um pouco o relacionamento do vampirão bigodudo com seu filho e jogar luz no passado (e antepassados) de Trevor.

A temível Carmilla, e Hector ao fundo.


Castlevania se mostrou um dos desenhos originais Netflix mais sensacionais até agora. Recomendadíssimo!

Título original: “Castlevania”.
Ano: 2018.
Criado e produzido por: Adi Shankar, Fred Seibert, Kevin Kolde, Warren Ellis, Larry Tanz, Toshiyuki Hiruma.
Elenco (voz): Graham McTavish, Richard Armitage, James Callis, Alejandra Reynoso, Emily Swallow, Matt Frewer, Tony Amendola.
Duração: 8 episódios de +/- 25 minutos cada.
Nota: 9,5.

[Resenha] Chilling Adventures of Sabrina – 1ª temporada

Na última sexta (26) estreou a 1ª temporada (ou 1ª parte, como está identificado) na Netflix a série Chilling Adventures of Sabrina (ou “O Mundo Sombrio de Sabrina”, em português), que é um “spin-off” de Riverdale (CW) e também baseada nos quadrinhos da Archie Comics.

Esqueça aquela série dos anos 1990, com Melissa Joan Hart no papel-título e o Salem animatrônico e engraçadalho. Como o próprio título da série Netflix sugere, a atual releitura é sombria e nada adolescente, com menções ao próprio Satã e rituais macabros, sacrifícios e mortes sangrentas e muitos sustos de verdade, além de cenas de nudez, inclusive da própria Kiernan Shipka que interpreta Sabrina Spellman (a atriz já tem 18 anos, ok?), pois afinal, foi baseada na série atual de quadrinhos de mesmo título, escrita também por Roberto Aguirre-Sacasa, o criador/roteirista das séries de TV Riverdale e Sabrina. Essa série é BAPHO e eu ainda não sei como as mães cristãs não fizeram boicote e alarde nas redes sociais por ser uma série pra lá de satânica (vai ver, porque elas ainda não assistiram rs).


Sabrina Spellman aniversaria em 31 de outubro (Halloween) e precisa decidir se assina ou não o Livro da Besta para assim entregar sua alma/liberdade a Lúcifer e receber os poderes plenos de bruxa ou manter sua vida humana com seus amigos, namorado e escola.
Os outros personagens são:
Zelda (Miranda Otto) e Hilda (Lucy Davis): as tias de Sabrina que a criaram desde as mortes dos pais dela. Administram uma funerária. Zelda é a mais severa porém protetora, e Hilda é a “mãe” boa que acaba fazendo as vontades da sobrinha;
Ambrose (Chance Perdomo): primo de Sabrina, que cumpre pena domiciliar e não pode sair de casa. Ele é responsável pelas autópsias e prepara os mortos para funerais. Sabrina sempre consegue ajuda dele. Ambrose é LGBT e ganha um interesse romântico masculino durante a temporada;
Harvey Kinkle (Ross Lynch): O boy da Sabrina. Ele é romântico e dedicado, o que torna a escolha da bruxinha entre escolher o mundo mortal ou das bruxas ainda mais difícil;
Mary Wardwell (Michelle Gomez): a solteirona e recatada professora de Sabrina, que acaba sendo “possuída” por uma entidade que a torna uma sexy e poderosa aliada/ameaça na vida de Sabrina. Ela está em toda parte vigiando a bruxinha, pessoalmente ou com seu corvo chamado Stolas;
Roz Walker (Jaz Sinclair) e Susie Putnam (Lachlan Watson): as amigas mais chegadas de Sabrina. Roz tem miopia degenerativa e, posteriormente, descobre um segredo em sua linhagem, enquanto Susie sofre bullying homofóbico por sua aparência.

A trama é uma montanha-russa de emoções e vemos Sabrina e aliados se metendo em altas tretas, com direito a feitiços dos mais diversos (tem muito “xingamento” em latim, o que achei bem bolado), uns plots twists sinistros (estou ainda chocado com o que Sabrina fez no episódio 8), que nos presenteou com assassinatos, vudus, ressurreições, zumbis, espíritos malignos, possessões, exorcismos e cavaleiros apocalípticos.

Um batismo pra lá de sombrio.


O Mundo Sombrio de Sabrina me surpreendeu bastante, pois desfez a imagem que eu tinha da personagem e apresentou novas abordagens interessantes tanto de história quanto como série em si. Recomendado (para quem não tem coração fraco rs).


Título original: “Chilling Adventures of Sabrina”.
Ano de estreia: 2018.
Criado e produzido por: Roberto Aguirre-Sacasa, Craig Forrest, Ryan Lindenberg e Matthew Barry.
Duração: 10 episódios de +/- 55 minutos cada.
Nota do Gilga: 8.

[Resenha] Demolidor – 3ª temporada

Na última sexta-feira (19) estreou na Netflix a terceira temporada de Daredevil – vulgo Demolidor -, série baseada no personagem Marvel. E gostei pra caramba, viu. Ouso dizer que esta temporada de Demolidor é a melhor temporada de todas as séries Marvel/Netflix!
Vamos logo aos prós e contras:

O que eu gostei:
– Trama deste ano muito bem construída. O texto tá de parabéns. Dei gostosas risadas com os comentários sarcásticos da irmã Maggie (Joanne Whalley). Se eu fosse uma freira, queria ser que nem ela;
– Os arcos dos personagens principais – Matt/Demolidor (Charlie Cox), Wilson Fisk/Rei do Crime (Vincent D’Onofrio) e Dex/Mercenário (Wilson Bethel) – foram sensacionais, apesar de eu achar que quase tudo o que o Fisk fez foi exagerado e que o arco do agente Ben Poindexter foi ousado e bem diferente da origem do personagem nos quadrinhos. As tramas pessoais de Karen Page (Deborah Ann Woll) e Foggy Nelson (Elden Henson) foram devidamente aprofundadas. Gostei até do episódio flashback da Karen, pois muito emocionante;
– As cenas de luta, principalmente as do plano-sequência maravilhoso na prisão no episódio 4 e da primeira luta de Matt contra o falso Demolidor no episódio 6. Muito visceral, muita porrada realista (ou foi de verdade? fica a dúvida);
– O Mercenário arremessando e ricocheteando objetos \m/
– O flashback “interativo” e em preto e branco de Dex assistido pelo Fisk. Muito daora aquilo!
Vanessa (Ayelet Zurer) “Rainha do Crime”.


O que eu não gostei:
– Nada em particular, fora um ou outro acontecimento que exigiu muita suspensão de descrença da minha parte. 

O 3° ano de Demolidor está de parabéns, provando, uma vez mais, que é a melhor, mais bem escrita e produzida série Marvel na Netflix. Recomendadíssimo.


Título original: “Daredevil”.
Ano de estreia: 2018.
Criado e produzido por: Drew Goddard e Kati Johnston.
Duração: 13 episódios de +/- 45 minutos cada.
Nota do Gilga: 9,5.