[Indicações de HQs #10] Crise nas infinitas terras:

CRISE

 

Crise nas Infinitas Terras:

A grande catalisadora das crises dentro do universo DC.  O grande marco da editora. A grande mudança. Muitos reclamam hoje das reviravoltas a fim de recontar e “consertar” os erros editorias através de crises e mais crises que dão um nó na cabeça de qualquer fã de quadrinhos. Mas isso não é nada novo, já que a Crise nas Infinitas Terras, com roteiro de Marv Wolfman e arte de George Pérez, foi pensada para isso e lá os fãs mais xiitas já chiavam por causa disso assim como hoje. A diferença é que era por carta e não via redes sociais.

Mas por que ler uma aventura que nem sequer tem a ver com mais nada da editora? Por que é um dos crossovers mais épicos do mercado de super-heróis. Marv e Pérez realmente impressionaram a todos com o número de personagens de todos os recantos do multiverso DC. Entre versões alternativas, futuristas, linhas do tempo e por aí vai. Marv Wolfman já trabalhava com Pérez em “Novos Titãs” e este é especialista em quadrinhos com muitos personagens, logo o projeto estava em ótimas mãos.

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Tudo começa com a destruição da Terra 3 e mandando seu único sobrevivente, Alexandre Luthor, para o misterioso Monitor, que através de sua pupila, a Precursora, reúne um grupo de superseres (entre heróis e vilões) para tentar conter uma onda de anti-matéria que está destruindo o multiverso como um todo. Quando o Monitor acaba sendo morto, todos os superseres dos universos sobreviventes se unem contra a criatura conhecida como Anti-Monitor do universo negativo de antimatéria. Ao final de toda a saga, apenas uma única Terra passou a existir no universo DC iniciando uma nova fase da editora.

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A saga se dividiu em 12 partes e objetivo era terminar com o multiverso da DC, já que causava uma grande confusão para os leitores que se perdiam em quais versão estava lendo no momento. Como mencionei nos outros textos, muito heróis precisavam de uma modernização ou ainda de um reboot total. Como o Superman, que até então era praticamente invulnerável, e algumas continuidades que precisavam de ajustes. Da mesma maneira que hoje faz a editora com Flashpoint ou DC: Rebirth.

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Mas engana-se quem acha que a história é confusa por abranger tantos personagens. O roteiro de Wolfman consegue amarrar todas as pontas do universo DC e deixar ele coeso o suficiente para se reiniciar todos seus personagens em uma nova numeração, e Pérez da um show de cenas de batalhas com os maiores personagens que a DC tinha até 1986.

 

Essa aventura já foi publicada e republicada várias vezes, portanto não é tão difícil de encontrar. Desde formatinho antigos da Editora Abril, encadernados capa cartonada da Panini, e mais recentemente, uma encadernação em capa dura também da Panini.

 

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[Indicação de HQ #9] Superman – Homem de Aço:

SUPERMAN

A Era de Prata da DC Comics estava chegando ao fim. Os motivos vinham desde baixas vendas, bagunças cronológicas e personagens pouco aceitáveis pelo novo público que chegava ao mercado. O Superman era um bom exemplo disso. O Kryptoniano do pré-Crise era virtualmente um personagem  invencível. Por mais que se colocasse a kryptonita nas histórias, era um Superman que arrastava o planeta Terra, que se movia rápido demais para o olho humano perceber. Em suma, um personagem imbatível. A saga “Crise nas Infinitas Terras” veio com a ideia de ajeitar a casa. E John Byrne fica responsável pela reformulação do Superman.

O Homem de Aço No 01

A partir daí, Byrne repensa um Homem de Aço desde suas origens em Krypton com mudanças drásticas. O planeta natal do Superman é uma civilização avançada que tinha pleno controle sobre todos os elementos de seu planeta, que acreditavam na ciência acima de tudo, ao ponto de eliminar da sua cultura interações sociais de todo o tipo, se tornando uma sociedade fria regida apenas pela ciência. Um exemplo disso é o fato dos pais não terem qualquer contato com o feto do próprio filho que é gerado em laboratório.

Nisso o cientista  Jor-El requisita a criança das câmaras de gestação, a fim de preparar ele para deixar o planeta que agora comprovadamente estava a beira da extinção. Apesar dos protestos da mãe Lara, o pequeno Kal-El deixa Krypton rumo à Terra para ser achado pelo casal Kent. O planeta Krypton de Byrne tem uma estética toda a nova onde todos usam roupas que não permitem nenhum contato físico, servos droides por todo o lado e uma arquitetura com uma tecnologia quase orgânica. Esse inicio da história é uma das bases para o filme “O Homem de Aço” de Zack Snyder.

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Depois de se tornar adulto na Terra, o agora Clark Kent, ao se deparar com sua origem, decide usar seus poderes no anonimato pelos primeiros anos, contudo um acidente com um aviação espacial muda tudo. Além de seu primeiro encontro com Lois Lane (que nessa releitura, está bem longe de ser uma donzela em perigo), Clark percebe que será impossível manter o anonimato. Nisso, seus pais ajudam a construir o traje e a identidade de Superman.

O primeiro encontro com Lex Luthor também foi um momento bem significativo, pois mostra mesmo que o milionário brinca com a cidade e o poder a seu bel prazer até a chegada do Superman. Em sua primeira história, ele chega a ser fichado na policia e aí ele jura sua vingança, mas não por sua prisão e sim, pelo Homem de Aço ter lhe roubado o lugar de homem mais poderoso de Metrópolis.

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O primeiro arco foi republicado recentemente pela coleção da Editora Eaglemoss, foi publicada pela Editora Abril nos anos 80 (que cortou diversas páginas da história original, um péssimo hábito que a editora tinha). Embora nos Novos 52 não tenha deixado muitos destes elementos, a trabalho de John Byrne ainda impressiona e sua arte nessa fase, e está em um dos seus melhores momentos.