Revelado elenco da série de TV The Witcher

A Netflix divulou o elenco de The Witcher. Até então, apenas Henry Cavill (Homem de Aço) estava confirmado como o protagonista Geralt de Rivia.

A sinopse oficial da série de TV diz: “O bruxo Geralt, um mutante caçador de monstros, luta para encontrar seu lugar em um mundo onde as pessoas provam com frequência serem mais perversas que as bestas.” O programa contará com oito episódios, gravados no leste e centro da Europa – principalmente na Polônia, país de origem da franquia. Confira abaixo a lista de atores que estarão na série:

Freya Allan (Into the Badlands) será Ciri; Anya Chalotra (Wanderlust) será Yennifer; Jodhi May (Game of Thrones) será a Rainha Calanthe; Bjorn Hlynur Haraldsson (Fortitude) viverá Eist; Adam Levy (Knightfall) interpretará o druida Mousesack; MyAnna Buring (Downton Abbey) dará vida a Tissaya e Millie Brady (Rei Arthur) será a princesa Renfri

A série terá produção executiva de Sean Daniel (Ben-Hur, A Múmia) e Jason Brown (The Expanse), com a produtora de efeitos especiais polonesa Platige Image, encabeçada por Tomek Baginski (A Catedral) e Jarek Sawko (The Fallen Art). Baginski dirigirá pelo menos um episódio de cada temporada.

Na Polônia, país de origem, os contos individuais escritos por Andrzej Sapkowski deram origem à uma saga de livros e série de TV, mas só ganhou fama internacional após o lançamento do game The Witcher, em 2007. É importante ressaltar que o seriado da Netflix não será baseado nos games da CD Projekt RED.

Fontes: Omelete e Jovem Nerd.


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Netflix vai produzir novo filme e série de As Crônicas de Nárnia


A Netflix anunciou que vai produzir uma nova versão de As Crônicas de Nárnia com novos filmes e um seriado baseado na obra de C.S. Lewis. A empresa de streaming fechou nesta quarta-feira (3) um contrato para adaptar várias obras do autor de livros de fantasia.

As obras baseadas em Nárnia terão a produção da Entertainment One, empresa que lançou filmes como Sobrenatural e O Homem Duplicado. Douglas Gresham e Vincent Sieber, da Netflix, vão ser produtores executivos.

O CEO da Netflix, Ted Sarandos, diz que os livros de Lewis “ressonaram com várias gerações pelo mundo” e por isso a Netflix decidiu investir pesado na obra.

Os três primeiros longas de As Crônicas de Narnia (O Leão, A Feiticeira e o Guarda-roupa; Príncipe Caspian; e A Viagem do Peregrino da Alvorada) foram produzidos pela Walden Media, mas a empresa perdeu os direitos da franquia em 2011. Em 2013, The Mark Gordon Company fez um acordo com The C.S. Lewis Company para produzir A Cadeira de Prata.

Não há data agendada para o filme ou a série.

Fonte: Jovem Nerd.

Dafne Keen entra para o elenco da série de “A Bússola Dourada”

A adaptação da BBC da trilogia “Fronteiras do Universo” (His Dark Materials) do autor Phillip Pulman está em andamento. Foi anunciado ontem que o diretor Tom Hopper (O Discurso do Rei) está oficialmente a bordo da série de TV de oito partes. Também juntam-se à vindoura série Dafne Keen (Logan) e Lin-Manuel Miranda (Hamilton).

De acordo com o Deadline, Keen é cotada para interpretar o papel de Lyra Belacqua, uma órfã que vive num universo paralelo, a protagonista do livro “A Bússola Dourada”, enquanto Miranda é cotado para viver o balonista e aventureiro Lee Scoresby.

A série da BBC One baseada na trilogia que inclui, além de “A Bússola Dourada”, “A Faca Sutil” e “A Luneta Âmbar”. O projeto foi inicialmente encomendado em 2015 com a contratação de Jack Thorne para escrever a série, um pouco depois.

“Fronteiras do Universo” segue as aventuras de Lyra Belacqua e Will Parry enquanto eles exploram universos paralelos habitados por bruxas, ursos de armadura e daemons. A série começou com “A Bússola Dourada” em 1995, e teve grande aprovação de crítica em cada continuação. Um filme baseado no primeiro romance foi lançado em 2007, mas recebeu resenhas mornas e negativas à época.

Fonte: Comic Book Resources.

[Resenha] The Handmaid’s Tale – 1ª temporada

Somente atualmente pude parar e assistir com mozão The Handmaid’s Tale, série do canal de streaming Hulu que estreou em 26 de abril, baseada no livro “O Conto da Aia”, de 1985 (que também já virou filme em 1990, “A Decadência de Uma Espécie”, com Faye Dunaway e Robert Duvall), da escritora canadense Margaret Atwood.

A trama da série mostra uma distopia onde a maior parte da humanidade ficou estéril, e as mulheres, depois de perder todos seus direitos e propriedades após os EUA sofrerem um golpe de estado, são transformadas ou em escravas braçais (Marthas) ou em sexuais (as mulheres férteis, as Aias). Acompanhamos a história de June (Elizabeth Moss), casada com Luke (O.T. Fagbenle) e que tem uma filha, a pequena Hannah. Eles são separados algum tempo depois do golpe que criou a teocracia cristã de Gilead (que ocupa parte do antigo EUA, ainda em guerra civil), e que é enviada à casa de um dos comandantes da nação, Fred Waterford (Joseph Fiennes), e de sua esposa, Serena Joy (Yvonne Strahovski), e June agora recebe outro nome, derivado de seu amo (como todas as outras Aias), Offred (algo como “De Fred”), e submetida a estupros mensais durante seu período fértil na tentativa de engravidar e assim gerar um bebê para os donos da casa.

Nesta realidade, além de as mulheres serem tratadas como propriedade e não terem direito algum, os homossexuais, aqui chamados de “traidores do gênero”, também são perseguidos, pois, além de serem condenados pela Bíblia (as leis de Gilead são visões extremistas do livro sagrado dos cristãos), são considerados uma ameaça para o futuro da humanidade, e recebem punições que vão desde prisão em campos de concentração até pena de morte. Lésbica, Moira (a linda Samira Wiley de Orange is the New Black) é a melhor amiga de June e acabou separada dela depois de as duas serem pegas pelos exércitos de Gilead.

June e família antes das desgraças.

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A série tem 10 episódios e em praticamente TODOS eu assisti REVOLTADO (ou, como diriam os paulistas, em modo “full pistola”) com tantas injustiça sofridas não só por June/Offred quanto pelos outros personagens secundários, principalmente as mulheres. Outra coisa que deixou meus nervos à flor da pele também é a possibilidade disso acontecer aqui no Brasil, caso o Bolsonaro seja eleito presidente (bate na madeira!) ou se a bancada evangélica aumentar e conseguir transformar nosso país na teocracia que tanto almejam (bate na madeira de novo, mais forte!). O único episódio que eu não sofri tanto, e que mesmo assim é triste, foi o 7º, “The Other Side”, no qual é mostrado o que aconteceu com Luke, que eu achei bem interessante também.

Tiveram duas coisinhas na trama que me incomodaram um pouco:
1º) o fato de os comandantes precisarem ESTUPRAR as aias para que elas engravidassem. Por que não usam inseminação artificial, que é mais rápido e seguro e não submete as mulheres (incluindo a esposa do comandante, que precisa estar presente no quarto durante a tal “cerimônia”, segurando os braços da aia sobre a cama) à humilhação? Primeiro, eu pensei que, por ser uma distopia teocrática, ignoraram os avanços da medicina por serem “mundanos” e longe do “desejado” por Deus, coisa que me pareceu subentendido porque um dos três enforcados nas ruas, no episódio 1, era um médico, mas depois, mais pra frente, vemos eles usando serviços médicos, então concluí que é só pra tornar degradante ainda mais a vida das mulheres;
2º) mais pro final da temporada, um dos comandantes é punido por ter, secretamente, se apaixonado por sua aia. Mas eu DUVIDO MUITO que um homem branco e heterossexual, que faz parte do escalão máximo do poder vigente, sofreria qualquer tipo de penalidade mais extrema. No máximo, seria uma pena leve como pagar multa ou algum tempo preso, mas nada como mostrado na série, mas enfim.

Vontade de matar com minhas PRÓPRIAS MÃOS o casal Waterford!

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THT é uma série que exige nervos de aço do espectador, por que injustiças e sangue escorrem na tela, e as coisas boas que acontecem com as mocinhas não compensam as maldades que elas sofrem. A 1ª temporada acaba sem um cliffhang que possa mudar esse status quo, mas tirando isso, a série é interessante e envolvente.

Título original: “The Handmaid’s Tale”.
Ano de estreia: 2017.
Criado e produzido por: Bruce Miller, Warren Littlefield, Reed Morano, Daniel Wilson, Fran Sears e Ilene Chaiken.
Elenco: Elisabeth Moss, Joseph Fiennes, Yvonne Strahovski, Alexis Bledel, Madeline Brewer,
Ann Dowd, O. T. Fagbenle, Max Minghella e Samira Wiley.
Duração: 10 episódios de 47 a 60 minutos cada.
Nota: 7.

Meninas, estou escrevendo um livro

Então, como já comentei em minhas redes sociais, estou escrevendo um livro. Se chamará “Odisseia Ômega – A Guerra do Vento” e trata-se de uma fantasia medieval, e tem um climão de RPG justamente por eu estar usando uma história de um RPG de mesa ao qual estou mestrando atualmente. A história se passa paralelamente, com personagens não relacionados. O mundo eu criei por volta de 2012, então é uma ideia – inclusive, de escrever um livro sobre – que venho amadurecendo desde então.

Não costumo ser uma pessoa muito disciplinado em projetos pessoais, mas com este, estou contente em ver que venho atingido minhas metas autoimpostas, que são de 1000 palavras ou um capítulo por dia. Também pretendo usar ilustrações minhas, e usá-las entre alguns capítulos. Para a capa, ainda não sei se quero ilustrá-la ou se vou usar arte de terceiros. Não vou falar muito da história, mas estou disponibilizando para quem quiser ler os quatro primeiros capítulos no link abaixo:

Odisseia Ômega – A Guerra do Vento (capítulos I-IV).pdf

Boa leitura a todos e feedbacks serão bem-vindos!

[Primeiras Impressões] American Gods

Digamos que American Gods é a nova série do momento. Baseada no livro “Deuses Americanos” do autor Neil Gaiman, a série vai nos contar a história, ambientada nos dias atuais, de como os antigos deuses de várias culturas estão se preparando para enfrentar os novos deuses, porém o cético humano Shadow Moon (Ricky Whittle), que acaba de sair da prisão no mesmo dia que sua esposa, Laura (Emily Browning) morre em um acidente, se vê no meio dessa confusão quando é contratado pelo misterioso Mr. Wednesday (Ian McShane) para ser seu suposto guarda-costas.
Continua após esta abertura maravilhosa da série:

Até o momento, foram exibidos três episódios (que, na primeira temporada serão, no total, oito), e muitos personagens foram apresentados, como Mad Sweeney (Pablo Schreiber), um doido que gosta de fazer truques com moedas; Technical Boy (Bruce Langley), o Deus da Internet (sim); Bilquis (Yetide Badaki), que aparentemente é uma divindade africana engolidora (não disse por onde) de pessoas; Mr. Nancy (Orlando Jones), o próprio deus-aranha Anansi; Czernobog (Peter Stormare), um matador de bois que é um deus antigo do leste europeu.
E o interessante é que tem muita gente pra aparecer ainda, e que tem muita importância na trama. Estou ansioso pela personagem da Gillian Anderson

Mr. Wednesday e Shadow Moon.

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Bom, eu não li o livro e sei quase nada da trama, então tudo é novidade pra mim e tô achando a série bem interessante. Sangrenta e com muito sexo e nu frontal como uma série da HBO, inclusive o sexo gay ocorrido no 3º episódio que está sendo considerado o mais explícito da TV de todos os tempos, eu não achei ela tão gráfica assim, mas tenho que reconhecer que foi linda no sentido romântico. E como American Gods é misteriosa e confusa, não no mal sentido, pois essa é a intenção dela no começo, jogar informações no colo do espectador sem explicar muito. Acredito que todos – ou pelos, os principais – personagens vão aparecer e suas origens não serão explicadas, deixando para mais adiante na temporada. E o Shadow somos nós, os expectadores, no meio da muvuca dos deuses sem entender nada de tantas visões doidas e coisas impossíveis acontecendo.
Aguardando os próximos episódios. Expectativa alta.

Fonte: American Gods Wikia.

1º trailer de A Torre Negra

Finalmente lançado hoje o 1º trailer do filme “A Torre Negra”. Assista legendado abaixo:

Após estar há anos em produção, o filme é baseado na série de livros homônimas de Stephen King e conta a história do Pistoleiro (Idris Elba), que busca a lendária Torre Negra há anos, e encontra o menino Jake (Tom Taylor), cujos poderes especiais começam a se manifestar do nada, e descobre que o Homem de Preto (Matthew McConaughey) está maquinando um esquema para destruir os mundos de ambos protagonistas.

Dirigido por Nikolaj Arcel (“O Amante da Rainha”), o filme estreia no Brasil em 27 de julho.

Fontes: Omelete e Adoro Cinema.

[Resenha] 13 Reasons Why

É inegável o sucesso e também o burburinho causado por 13 Reasons Why, série que estreou na Netflix em 31 de março. Baseada no livro homônimo de Jay Asher (de 2007, conhecido como “Os Treze Porquês” por aqui), a série, que tem como um dos produtores-executivos a cantora Selena Gomez, retrata a história de Clay Jensen (Dylan Minettelembram do filho do Jack de Lost?), um garoto do ensino médio que recebe fitas K7 (é bom pros millennials terem conhecimento de alguma tecnologia analógica, além da mostrada na outra série da Netflix, Stranger Things) gravadas por Hannah Baker (Katherine Langford), a sua crush que se suicidou. Hannah dedicou cada lado das fitas (totalizando 13 lados) para cada pessoa que ela considera as razões que a levaram a tirar a própria vida. E a galerinha era do mal mesmo, cometiam bullying contra todos, sem contar que eram barra pesada e cometiam os mais diversos crimes, que inclusive alguns constam nas fitas, dos quais Hannah presenciou ou foi vítima. Alguns dos tranqueiras do colégio são Justin (Brandon Flynn), o boy bonito que Hannah ficou mas que foi escroto com ela; Jessica (Alisha Boe), a ~best friend~ que a trocou pelo outro BFF, Alex (Miles Heizer); Bryce (Justin Prentice), o atleta mais popular da escola mas que é um tremendo misógino estuprador; Zach (Ross Butler), um dos melhores jogadores de basquete e que tem fama de pegador mas que no fundo é um bosta sem autoestima; Tyler (David Druid), o fotógrafo stalker; e Courtney (Michele Selene Ang), a falsiane que posa de amigona mas que pelas costas é uma traíra, e por aí vai. Todos eles, incluindo o próprio Clay, que era legal com Hannah e queria ficar com ela, têm suas parcelas de culpa no suicídio da mocinha.

Clay e Hannah nos tempos felizes.

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Enquanto Clay leva arrastados treze episódios para ouvir as fitas e descobrir toda a verdade, os pais de Hannah, devastados com a morte da filha, processam o colégio e fazem de tudo para tentar entender os motivos do suicídio, então a verdade está sendo perseguida paralelamente em dois “fronts”, ao mesmo tempo em que a galerinha do mal quer dar um fim nas fitas e no Clay, com medo de serem expostos e pagarem por seus crimes.

13RW não é exatamente uma série depressiva só por que trata de um suicídio e nas coisas ruins que a menina passou para levá-la a isso, salvando-se, é claro, exceções, dos episódios 9, 11 e 13, que contam com um aviso no começo sobre conteúdo sensível. É um história muito bem contada e tem um climão de filmes de investigação, com o passado se misturando o tempo todo com o presente, fora que parte dessa mistureba cronológica é causada pelas noias do Clay, que meio que dá uma surtadinha durante a trama. A série terminou e eu fiquei no chão, arrasado com tudo com o que aconteceu e foi mostrado, e satisfeito com a quantidade proposital de pontas soltas (aqui vai um interessante lista, em inglês) deixadas para uma possível segunda temporada, que ainda não foi confirmada (ao contrário do que dizem muitos blogueiros e youtubers por aí), mas acredito que vá acontecer sim, porém a Netflix costuma demorar para confirmar esse tipo de informação.

Zach (1º da esquerda), Bryce (3º da esquerda) e Justin (4º da esquerda): quando tudo começa a dar errado para Hannah.

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Thirteen Reasons Why
, fazendo jus ao hype, é uma série muito boa de verdade, não por ser divertida (longe disso), mas por ser necessária, mostrando de forma crua o que o bullying e violência sexual causam na vida das pessoas – principalmente aos adolescentes – e a importância de darmos atenção aos sinais de uma pessoa que possa vir a cometer suicídio. Aliás, recomendo o especial de 30 minutos “Beyond the Reasons” (“Além dos Porquês), onde produtores, diretores, roteiristas, elenco e, inclusive, psicólogas que assessoraram as filmagens, contam a escolha e a forma como foram mostradas as cenas mais fortes e polêmicas do seriado. Tá na Netflix também.

Título original: “Thirteen Reasons Why”.
Ano de estreia: 2017.
Criado e produzido por: Joseph Incaprera, Diana Son, Tom McCarthy, Joy Gorman Wettels, Steve Golin, Michael Sugar, Selena Gomez, Mandy Teefey e Kristel Laiblin.
Elenco: Dylan Minnette, Katherine Langford, Christian Navarro, Alisha Boe, Brandon Flynn, Justin Prentice, Miles Heizer, Ross Butler, Devin Druid
Amy Hargreaves, Derek Luke e Kate Walsh.
Duração: 13 episódios de +/- 60 minutos cada.
Nota: 9,0.

[Atualizado] “Repeteco”, de Bryan Lee O’Malley , já está em pré-venda no Brasil

repeteco

Demorou bastante, mas finalmente Seconds, de Bryan Lee O’Malley será lançado no Brasil em outubro de 2016 pela Companhia de Letras. A capa é essa aqui em cima e o título, “Repeteco”, é uma escolha ousada do tradutor Érico Assis. Com 336 páginas, o livro vai sair por R$59,90.

O Bryan Lee O’Malley vai viver sempre às sombras de Scott Pilgrim – que eu gosto pra caramba –, e Seconds vai nessa mesma onda e o resultado é excelente. É uma obra definitivamente mais elaborada e madura que Scott Pilgrim.

Ah, vale também uma lida no texto que o Érico Assis publicou no Facebook anunciando o título, ó:
“A maior dificuldade de traduzir HQ não é se adequar ao tamanho do balão. Não é escrever um diálogo que pareça gente falando, não é acertar as referências a histórias (e traduções) antigas. Também não é achar um jeito de encaixar uma equivalência a um anagrama com triplo sentido que o Grant Morrison empanqueca numa alusão a um pastiche de autor da Era de Prata. Não é ser fiel (muitas aspas) ao autor. Nem é o prazo. A maior dificuldade de traduzir HQ é a mesma (pelo menos pra mim) de qualquer tradução: achar a palavra certa para comunicar aquilo que eu quero comunicar com o impacto (potência, suavidade, ambiguidade, graça, tristeza, empatia) que eu gostaria que tivesse na cabeça do leitor – supondo qual era o impacto que o autor queria.

E aí, tá confirmado: SECONDS, do Bryan Lee O’Malley, vai se chamar REPETECO no Brasil. Imagino que surpreenda alguns. Certamente me surpreende: não é toda vez que proponho um título diferente, arriscado, e a editora aceita. No caso, sei até que a tradução foi defendida contra quem queria manter em inglês – e só tenho a agradecer ao André [Conti, editor da obra no Brasil].

Agora, POR QUE se chama “Repeteco”, vou deixar pra quem ler. E todo aquele parágrafo de introdução não é pra dizer que eu acertei, mas sim pra dizer que, nesse negócio de tradução, eu nunca sei se acertei, ou em que grau acertei ou passei longe. Leiam e, por favor, me digam.”

Fonte: Vitralizado.

[Atualização] Como sempre, os BR huehue foram incomodar o O’Malley no Twitter por causa do título “Repeteco” e olha o que ele respondeu abaixo. Hahaha…

Carta de fã de George R. R. Martin para Stan Lee reaparece

martin

Quando George R.R. Martin tinha 16 anos, ele enviou uma carta à Marvel e apontou buracos no enredo dos quadrinhos de Stan Lee. Na carta, que foi publicada em Fantastic Four #32 em 1964, Martin elogiou Lee e o desenhista Jack Kirby por sua consistência (“mais um mês, mais um punhado de clássicos”), mas encontrou “uma falha nesta obra-prima de outra forma perfeita”.
O jovem Martin apontou que os vilões têm a tendência de reaparecerem sem “explicação”. Ele citou o retorno do Fantasma Vermelho na série do Quarteto Fantástico, por exemplo, criticando, “Agora de repente você traz ele de volta… sem uma única palavra explicando.”
Lee respondeu ao pedido de Martin para não “empurrar mais nenhum retorno de vilões de seu chapéu”. O ícone dos quadrinhos disse, “Uau! Nossos rostos estão vermelhos! Você quer a verdade, Georgie? Nós simplesmente ESQUECEMOS onde deixamos o Fantasma Vermelho, e não tivemos tempo para procurar em qual edição porque a gráfica estava respirando em nossas nucas com o fim do nosso prazo!”
Apesar de suas críticas, Martin chamou os quadrinhos da Marvel de “brilhantes” e a arte de “sublime”. O autor best-seller creditou aos quadrinhos como uma de suas grandes influências em “Game of Thrones”.

Fonte: Entertainment Weekly.