Conheça John Charles Fiddy, autor da trilha de Chaves

Estou há mais de seis meses para fazer esse post, então vamos lá hahaha!

John Charles Fiddy é um compositor britânico. Nasceu em Londres 1944. Foi educado na Stationers’ Company’s School e na Universidade de Nottingham. Começou a carreira profissional como guitarrista, depois, baixista e arranjador. Trabalhou com artistas como Olivia Newton-John, Alvin Stardust, Petula Clark, David Essex, The Wombles e muitos outros durante o boom da indústria musical do final dos anos 1960 e em meados dos anos 1980.

Gradualmente desenvolvendo suas atividades como compositor, ele agora é especializado em trilhas de cinema, televisão, jingles e vídeo. Fiddy compôs e produziu mais de 2000 títulos para as bibliotecas de produção. Ele era o tesoureiro honorário da Association of Professional Composers a partir de 1985, e da Alliance of Composer Organisations a partir de 1994.

Agora vive no sul de Norfolk com sua esposa e vários animais. Tem duas filhas e dois filhos. Ele era um fanático jogador de críquete, sendo inclusive capitão e secretário do Thriplow Cricket Club por alguns anos. É um entusiasta dos voos baseados em Fowlmere Aerodrome.

Apresenta como hobbies a música, vinhos, livros e voos.

John ficou conhecido no Brasil, embora muitos não conhecam o seu nome, porque várias de suas trilhas foram usadas como BGMs (background musics ou músicas de fundo) da versão dublada do seriado “Chaves” no Brasil. Os estúdios MAGA, comandados pelo dublador Marcelo Gastaldi acertaram em cheio na trilha sonora da versão dublada do seriado, pois as músicas de fundo não são as originais no seriado mexicano. El Chavo del Ocho, sucesso em todo mundo, ganhou um detalhe especial para os brasileiros em motivo das BGMs escolhidas. Muito bem elaboradas, passam sentimentos e emoções que acompanham o telespectador fã do seriado.

A faixa “Mum” tem apenas um minuto, o suficiente para emocionar. Esta canção é uma das utilizadas como “música triste do Chaves”, emocionando desde crianças que assistem a série até adultos que tem boas lembranças quando a ouvem.

Algumas músicas no YouTube do Fiddy para relembrar:

“Skipping”

“Busybodies”

“Cornball”

“Mum”

“Playing With Toys”

“Puff Along”

“Walking the Dog”

“Time For Bed”

Fontes: Blog do Michel Fernandes e Vizinhança do Chaves.

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Carta de fã de George R. R. Martin para Stan Lee reaparece

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Quando George R.R. Martin tinha 16 anos, ele enviou uma carta à Marvel e apontou buracos no enredo dos quadrinhos de Stan Lee. Na carta, que foi publicada em Fantastic Four #32 em 1964, Martin elogiou Lee e o desenhista Jack Kirby por sua consistência (“mais um mês, mais um punhado de clássicos”), mas encontrou “uma falha nesta obra-prima de outra forma perfeita”.
O jovem Martin apontou que os vilões têm a tendência de reaparecerem sem “explicação”. Ele citou o retorno do Fantasma Vermelho na série do Quarteto Fantástico, por exemplo, criticando, “Agora de repente você traz ele de volta… sem uma única palavra explicando.”
Lee respondeu ao pedido de Martin para não “empurrar mais nenhum retorno de vilões de seu chapéu”. O ícone dos quadrinhos disse, “Uau! Nossos rostos estão vermelhos! Você quer a verdade, Georgie? Nós simplesmente ESQUECEMOS onde deixamos o Fantasma Vermelho, e não tivemos tempo para procurar em qual edição porque a gráfica estava respirando em nossas nucas com o fim do nosso prazo!”
Apesar de suas críticas, Martin chamou os quadrinhos da Marvel de “brilhantes” e a arte de “sublime”. O autor best-seller creditou aos quadrinhos como uma de suas grandes influências em “Game of Thrones”.

Fonte: Entertainment Weekly.

20 primeiras vezes da Marvel em “Jessica Jones”

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“Jessica Jones” do Netflix parece um programa totalmente novo da Marvel – com uma história densa e relações autênticas, e os mais perturbadores e terríveis temas que definem o universo da série não parecem estar tão distantes de nós. A série é também quase literalmente o que nunca vimos na Marvel – incorporado em toda uma série de estreias para o Universo Cinematográfico Marvel. Abaixo, apontamos 20 ideias, temas, personagens e momentos que “Jessica Jones” introduziu no MCU.
Spoilers para quem não assistiu a todos os 13 episódios de “Jessica Jones”:

1. Para começar: Primeira propriedade cinemática do universo Marvel que tem como estrela uma super-heroína (A agente Carter não tem superpoderes, não esqueçamos isso);

2. Primeiro relacionamentos gay e lésbico. Jeri e Wendy Hogarth estão passando por um divórcio tumultuoso para que Jeri possa casar com a amante, Pam. O casal gay aparentava ser bastante feliz (e ricos o suficiente para serem donos de um iate!), até que o Kilgrave os encontra, é claro.

3. Primeira citação à uma música do Kendrick Lamar. No episódio 6, Luke Cage contrata Jessica Jones para encontrar Antoine, a pedido da irmã do mesmo. Os dois eventualmente o encontram – ouvindo e cantando a música “Backseat Freestyle”. No geral, o UCM (Universo Cinematográfico da Marvel) já mostrou que seus super-heróis estão, geralmente, desconectados de referências atuais à cultura pop. O Capitão América tem aquela lista, o garotão Tony Start tem o AC/DC e o Falcão é fã da trilha sonora de Trouble Man.

4. Primeira cena de sexo do UCM. Embora personagens como Tony Stark e Peter Quill façam referências às aventuras sexuais que eles já passaram, além do fato de que o Gavião Arqueiro deve ter concebido os filhos de alguma forma, o UCM é, no geral, bem casto. Até agora nos perguntamos se o Capitão América é virgem e se o Charlie Cox do Demolidor se deu mais bem no filme “Stardust – O Mistério da Estrela” que no próprio programa dele. Em “Jessica Jones”, Luke Cage e Jessica fazem sexo quente e forte. Em outros lugares do UCM tudo que temos são beijos estilo Disney em momentos tensos e climáticos.

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5. Primeira cena de sexo entre dois super-heróis. Fora de fanfictions, é claro.

6. Primeira cena sexo oral de qualquer tipo. Novamente, fora do reino das fanfictions.

7. Primeira cabeça decepada em uma mesa. Sim, nós vimos em “Capitão América” pessoas sendo esfaqueadas, a Viúva Negra eletrocutando capangas e muitas explosões e esmagamentos. No entanto, raramente nós vemos os corpos após os eventos. Mesmo que o Demolidor tenha sido particularmente violento, Jessica Jones é de revirar o estômago. Faz sentido, considerando que a criadora e produtora executiva Melissa Rosenberg foi a principal roteirista nas 4 primeiras gloriosas temporadas de Dexter.

8. Primeira propriedade da Marvel que não começa com uma história de origem. O mistério de Jessica Jones, os traumas e poderes desdobram-se na história em um ritmo que é lento o suficiente para intrigar, mas rápido o suficiente para não se arrastar. “Demolidor” era recheado de flashbacks; Jessica Jones precisa apenas de uma cena dela adolescente esmurrando uma pia de cozinha para estabelecer os poderes dela.

9. Primeira cena de luta contra o abuso infantil. A mesma cena que estabelece os poderes de Jessica também estabelece o propósito deles: salvar Trish da mãe horrível que ela tem. Enquanto Matt Murdock conta uma história similar para o Foggy – dar uma surra em um homem que abusa a filha – é outra coisa ver o fato ocorrer.

10. Primeiro reconhecimento e uso das palavras “estupro” e “DSPT” (distúrbio de estresse pós traumático). Tony Stark teve ataques de pânico bastante realistas e terríveis em “Homem de Ferro 3”, mas ninguém nomeou o ocorrido: DSPT. Quando Jéssica claramente separa o que o Kilgrave faz e o que consentimento representa, ela também consegue separar o UCM que não reconhecem estupro e a séria dela, a qual reconhece.

11. Primeira desintoxicação. Sim, Tony Stark tem um sério problema com álcool em “Homem de Ferro 2”, mas o mesmo passa relativamente despercebido em interações futuras do personagem, por exemplo em “Os Vingadores”, quando ele bebe champanhe com Pepper Potts. Obviamente, a heroína é uma droga diferente, mas o fato que Jessica tira Malcolm do controle de Kilgrave – tanto da mente quanto o vício na droga – é outra instância de como a série não foge de coisas terríveis que, ao contrário de ataques alienígenas, realmente acontecem.

12. Primeira gravidez e primeiro aborto. Após Hope Shlottman levar uma surra na cadeia, Jessica a visita e descobre que ela está esperando um bebê do Kilgrave e está tentando livrar-se dele de qualquer jeito. A advogada dela, Jeri, eventualmente a fornece os meios para que isso ocorra.

13. Primeira tentativa bem sucedida de suicídio. Um dos personagens principais se suicida. Nós não mencionaremos que em consideração àqueles que ainda não finalizaram a série. Muitos dos personagens do UCM possuem um desejo de morte, mas raramente eles fazem algo a respeito.

14. Primeira menção de raça e racismo. Claro, todos os personagens no UCM possuem amigos negros, mas eles reconhecem o racismo que essas pessoas enfrentam? Ruben menciona isso para Jessica e ela acaba explorando isso para benefício próprio, usando Malcolm como uma distração no hospital Metro General para que ela possa entrar despercebida e conseguir a anestesia cirúrgica para usar contra Kilgrave.

15. Menção à violência policial. Falando a respeito de uma Nova Iorque realista, o policial Simpson abusa do gatilho mesmo quando não está sob o domínio de Kilgrave, chegando até a jogar o Malcolm contra uma parede. Enquanto a Trish insiste que ele é uma boa pessoa, Jessica é mais receosa, constantemente criticando o uso excessivo de força por parte dele.

16. Primeira vez que a “ATM – Administração do trânsito do metrô” faz uma ponta em uma das histórias do UCM baseadas em Nova Iorque. A ATM está no seriado no papel de vilã (acobertando um motorista bêbado), fazendo Jessica Jones a propriedade do UCM mais novaiorquina que existe.

17. Primeira super-heroína freelancer. O fato que qualquer um dos super-heróis do UCM possua qualquer tipo de balanço entre vida-trabalho deve-se ao fato de que eles transformam a rotina de vigilante em trabalhos remunerados, seja trabalhando nas indústrias Stark ou na S.H.I.E.L.D ou em pequenas firmas de advocacia. A cena da Jéssica perturbando a Jeri a respeito de um pagamento? Muito real.

18. Primeira vez que um super-herói matou um vilão com as próprias mãos. Sem trabalho. Sem alarde.

19. Primeiro apartamento fuleiro. Ok, ele é bem espaçoso para uma freelancer que mora em Hell’s Kitchen e não tem pessoas com quem divide o local. Mas o apartamento ainda possui todas as rachaduras e manchas de um legítimo apartamento fuleiro de Nova Iorque, o qual contrasta bastante com o apartamento que Kilgrave rouba e ocupa.

20. Primeira vez que um super-herói da Marvel tira selfies. Jéssica usa bastante o telefone, quando comparada com outras propriedades da Marvel (apesar do Capitão receber SMS da Viúva Negra em “Capitão América: O Soldado Invernal”). Em um determinado ponto da série, ela começa a mandar selfies para Kilgrave. Super-heróis geralmente têm fotos tiradas deles. Antes que alguém fale do Homem-Aranha, uma fotografia não conta como selfie se você tem que por o timer na câmera.

Fonte: Vulture.

Contribuição com a tradução: José Ribamar Marçal Martins Jr..