Final Fantasy VII Remake ganha novo trailer

Final Fantasy VII Remake ganhou um novo trailer durante a transmissão State of Play, da Sony. Veja abaixo:

Além do trailer, Sony e Square Enix também confirmaram que o game terá novidades reveladas em junho. Vale lembrar, é o mesmo mês em que acontece a E3 2019.

“Muitos dos planos já estão acertados no calendário até o lançamento, então por favor esperem mais um pouco até que possamos divulgar mais informações no próximo mês”, diz um tuíte na conta oficial da empresa assinado pelo diretor Tetsuya Nomura.

Este é o primeiro vídeo do jogo desde dezembro de 2015, quando o remake deu as caras na PlayStation Experience. Desde então, o título passou por várias mudanças no desenvolvimento, que deixou de ser terceirizado e passou ser feito inteiramente pela Square Enix.

O título será lançado para PlayStation 4 e ainda não tem data de lançamento.

Fonte: The Enemy.

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[Resenha] Dragon Quest XI

Um pouco mais de 13 meses depois de lançado no Japão para PS4 e 3DS, o Ocidente finalmente recebeu a versão em inglês de Dragon Quest XI: Echoes of an Elusive Age para PS4 e PC (a versão para Switch chegará, em versão Special, ainda sem data) e eu pude zerar essa belezinha no PS4.

Dragon Quest é uma saga de JRPG que eu possuo grande carinho que, ao lado de Final Fantasy, é uma das maiores e mais importantes do gênero. No Japão mesmo faz um grande sucesso. Pude jogar os capítulos III, IV, V, VI, VII, VIII e IX (em versões originais, ports ou remakes).

Eu tenho tanto a elogiar esta OBRA-PRIMA que já vou começar com o que eu gostei:

– Os gráficos são ESTONTEANTES. Os produtores arregaçaram nos recursos da Unreal e utilizaram quase que toda a capacidade da engine pra produzir os cenários; a luz e a sombra, os flares dos objetos brilhantes, a água (quase todas), o fogo e a lava, a vegetação e as rochas, a luz refletindo nas poças d’água entre as pedras da rua (a cidade de Gondolia é um bom exemplo), o gelo e o dourado, tudo quase perfeito, beirando ao realismo;
– Por falar no level design, vou citar aqui os cenários favoritos: Heliodor, Gallopolis, Gondolia, Costa ValorDundrasil, First Forest, Snærfelt, o interior do Mount Huji… E quando pensei que já havia visto todos cenários mais bonitos do jogo, cheguei em Nautica, um reino debaixo d’água habitado por humanoides anfíbios, peixes e cuja rainha é uma sereia chamada Marina. Pqp que cenário LINDO! Dá vontade de largar a história e as quests e só ficar passeando pela cidade admirando a riqueza de detalhes. Aliás, como tem detalhes! Ao entrar nas casas das pessoas (RPG é de boa que você pode invadir sem protestos a residência de estranhos, vasculhar tudo e ainda levar o conteúdo dos baús, né), pare e olhe as prateleiras da cozinha e se encante com todos os detalhes que encontrar, os temperos, os vidrinhos, nas estantes da sala, as estátuas, os enfeites… Dá pra perceber que o jogo foi feito com muito esmero;
– Já no character design, temos um dos grandes atrativos da saga: desde o 1º capítulo, tudo tudo – personagens, NPCs e até os monstros – é imaginado por Akira Toriyama, criador de Dragon Ball. Então não se assuste ao controlar ou ver personagens que se parecem com Goku, Gohan, Trunks e Bulma. Já os monstros têm dos estilos mais variados, desde os fofinhos – o carro-chefe são os Slimes, aquelas gotinhas azuis com cara de bobo – aos bizarros e assustadores, sem contar que seus nomes geralmente são trocadilhos bem bolados em inglês;
– A batalha é bem divertida mas não mudou muito desde os DQ anteriores. Aliás, se tem uma coisa que fizeram no capítulo XI foi manter a tradição da série. RPG de turnos como todo bom e velho JRPG. Inovação mesmo só os Pep Powers, uma espécie de Limit Break em dupla ou mais ao combinar golpes dos personagens em combos poderosos (e com um belíssimo CG de animação);
– Ainda sobre o sistema, as Skills agora são aprendidas num tipo de “árvore”, onde cada personagem tem um desenho de árvore diferente, e ali você vai escolhendo o que aprender ou que atributos aumentar primeiro, focando nas habilidades, armas e atributos que mais lhe agradar, usando as Skill Points recebidas ao subir de nível;
– Alguns equipamentos, geralmente necessitando equipar dois juntos, muda a “skin” do personagem, assim alterando o visual dos mesmos. Uns são maneiros enquanto outros são só de zuera hehe (como não amar o Cat Suit da Veronica?);
– Forjar equipamentos na Fun-Size Forge é bom demais (ainda mais divertido que em DQIX);
– Outra coisa bacana é montar em alguns monstros especiais que você tem que derrotar e assim acessar locais que normalmente não consegue, para pegar baús, itens (brilliant spots) ou continuar o trajeto. São eles: abelha, esqueleto de seis patas, cavalo espectral, robozinho etc. Isso garante gostosas risadas;
– O jogo está recheado de minigames devido aos cassinos (outro clássico de DQ): tem poker, caça-níqueis e roleta. E além disso, tem corrida de cavalos em Gallopolis;
– A trilha sonora é do cacete. Sempre foi, mas desta vez não é diferente, e tudo executado pela Tokyo Metropolitan Symphony Orchestra. Meus temas preferidos seguem abaixo, após o pulo;
– A história não é muito lá original (lembro um pouco a Trilogia Zenithia dos capítulos IV-VI) mas é bem interessante, com ótimos plot twists. E prepara-se para chorar, viu. ~Teje avisado;
– Ainda sobre a trama, quando você recomeça/dá reset no jogo, aparece um resumo (The story so far), explicando os últimos acontecimentos, pra não deixar ninguém boiando na história. E outro recurso é sempre que algo acontece e quando você precisa encontrar algo/alguém ou ir para outro lugar, terá um personagem com um balão rosa que te diz o que você deve fazer a seguir. E qualquer coisa, também tem a opção Party Talk, onde membros do grupo conversam com você e dão dicas do que fazer a seguir. “Ah, mas assim tira o desafio”. É só não ler, pô!
– A Square-Enix viajou o mundo e usou referências de diversos povos e culturas na construção do visual/design de algumas cidades: Tem Itália, Espanha, Havaí, Vietnã, Japão etc;
Sylvando, melhor personagem! Rindo até hoje da “parada gay” que ele promove em certa altura da trama. E parabéns ao dublador Shai Matheson por dar tanta personalidade ao personagem. Aliás, o elenco de dublagem tá todo de parabéns também. As frases ditas ao final das batalhas e quando os personagens sobrem de nível são um show à parte!
– Tem muito conteúdo pós-jogo. A história rende depois do “The End” e parece a parte 2, com uma trama mirabolante e novas quests.

O que eu não gostei:
– Agora problematizando um pouco… Não existem negros no mundo de Dragon Quest. Essa era a chance da Square de usar pessoas não-brancas tanto para personagens jogáveis como para não jogáveis, e eles até usaram inspiração em outras culturas para a construção dos cenários, mas todas as pessoas de Erdrea são brancas. E isso desde sempre em toda a saga. Em Final Fantasy até que rolou um ou outro personagem, mas em DQ isso não acontece. Será que é o Toriyama que não gosta de desenhar pessoas de cor? Ou é a Square que nunca pede pra ele?? Fica aí o questionamento;
– Outro problema recorrente e gravíssimo: a maioria das personagens femininas são símbolos sexuais. Entendo que o Puff-Puff é a piada sexual recorrente do jogo, mas mesmo assim a Jade, personagem fortíssima que, mesmo sendo uma princesa, é uma guerreira poderosa e destemida, tem uma skill que simula essa “piadinha”, e outra que ela dá uma bundada no inimigo. Por que uma guerreira que é boa com os pés e com os punhos e que usa lanças e garras iria usar a BUNDA se não pra agradar japonês punheteiro, não é mesmo?
– Quanto ao jogo em si, a maioria dos chefões são fáceis e não apresentaram desafio;
– Tudo bem que também faz parte da saga, mas o personagem principal não ter nome e nem falar irrita às vezes. Estão lá os personagens conversando e nome do Herói nunca é citado, e quando perguntam algo pra ele, ele só responde com sim ou não (por texto). Isso faz com ele não tenha personalidade;
– Uma coisa no level design que me irritou um pouco às vezes: muitas das árvores do cenário são bem baixinhas e bloqueiam a visão do jogador, o que dificultou um pouco a exploração;
– Infelizmente ainda não vi finalidade daqueles fantasminhas que se encontram no cenário. Algo que se perdeu na localização ocidental ou era coisa exclusiva só pra 3DS? Ainda não descobri;
– P.S.: Queria ter podido jogar a versão do 3DS também…

Resumindo, DQXI é SENSACIONAL, divertido, nostálgico para os fãs, cumpre o que promete e ainda surpreende entregando mais, emocionante e um JRPG porreta que proporciona uma experiência completa tanto pra quem tá chegando agora quanto para os veteranos. Mal posso esperar pelo XII.

Aqui alguns prints e vídeos que compartilhei no Twitter: https://twitter.com/search?q=from%3Areigilgamesh%20dq11&src=typd

Jade porradeira plmdds ♥

Título original: Dragon Quest XI: Echoes of an Elusive Age.
Ano de lançamento: 2017 (Japão) e 2018 (ocidente).
Empresa: Square-Enix.
Diretor: Takeshi Uchikawa.
Produtores: Yosuke Saito e Hokuto Okamoto.
Artistas: Akira Toriyama e Eiichiro Nakatsu.
Roteiristas: Yuji Horii.
Compositor: Koichi Sugiyama.
Nota: 9,5.

Meninas, estou escrevendo um livro

Então, como já comentei em minhas redes sociais, estou escrevendo um livro. Se chamará “Odisseia Ômega – A Guerra do Vento” e trata-se de uma fantasia medieval, e tem um climão de RPG justamente por eu estar usando uma história de um RPG de mesa ao qual estou mestrando atualmente. A história se passa paralelamente, com personagens não relacionados. O mundo eu criei por volta de 2012, então é uma ideia – inclusive, de escrever um livro sobre – que venho amadurecendo desde então.

Não costumo ser uma pessoa muito disciplinado em projetos pessoais, mas com este, estou contente em ver que venho atingido minhas metas autoimpostas, que são de 1000 palavras ou um capítulo por dia. Também pretendo usar ilustrações minhas, e usá-las entre alguns capítulos. Para a capa, ainda não sei se quero ilustrá-la ou se vou usar arte de terceiros. Não vou falar muito da história, mas estou disponibilizando para quem quiser ler os quatro primeiros capítulos no link abaixo:

Odisseia Ômega – A Guerra do Vento (capítulos I-IV).pdf

Boa leitura a todos e feedbacks serão bem-vindos!