[Resenha] Jessica Jones – 3ª temporada

Na Netflix desde a última sexta-feira (21), a 3ª temporada de Jessica Jones chega para concluir o Defenderverse. E com chave de ouro, hein. Neste último ano, Jessica (Krysten Ritter) passa pelo dilema se é ou não uma heroína (e a dúvida “o quê é ser uma heroína?”), enquanto Trish (Rachael Taylor) usa seus poderes adquiridos na temporada anterior para ajudar as pessoas e acaba cruzando alguns limites, e Jeryn (Carrie-Anne Moss) que, para se provar como uma excelente advogada, acaba fazendo mais mal do que bem para as pessoas ao seu redor.

OK, lá vai.

O que eu gostei:
– A conclusão dos arcos dos personagens, bem como a trajetória deles nesta temporada;
– Gostei da importância que deram pra Trish, com ela tendo episódios só pra ela;
– Falando nela, muito bom a “Felina” (Hellcat), que mesmo sem uniforme (rolou uma homenagem ao uniforme clássico dos quadrinhos no 2º episódio) aprontou altas confusões com seus poderes;
– Outra personagem que também morri de amores foi a Jeryn. Carrie muito foda em uma personagem muito bem escrita e com diversas camadas;
– O vilão, apesar de ser apenas humano, deu muita dor de cabeça para as heroínas com sua astúcia, e provou que não é necessário poderes para fazer maldade;
– A aparição de outra pessoa com poderes deu uma boa profundidade na trama, e acabou trazendo coisas boas e também (muito) ruins para as vidas das personagens principais;
– A secretária trans da Jessica Jones. Me identifiquei com o sarcasmo dela ♥
– O ritmo da trama é alucinante entre os episódios 3 e 11. Pena que no final dá uma caída;
– O episódio 7 é emocionante e o meu preferido!

Que mulheres! ♥

O que eu não gostei:
– Novamente, trama arrastada, o que aconteceu nas temporadas anteriores de Jéssica Gomes. Tudo poderia ter sido resolvido entre 8 e 10 episódios. O formato de 13 episódios é muito cansativo;
– Uma coisa que é normal na série mas sempre me deixou decepcionado foi o fato de não mostrarem a Jessica voando. Ela voa, caras, mas deve ser muito caro (ainda mais em ritmo de despedida das séries Marvel na Netflix) fazer esse efeito (nem que fosse um cabo erguendo a Krysten). Lembro que isso acontecia direto em True Blood (2008-2014), da HBO, com o Eric (Alexander Skarsgård), onde nunca era mostrado ele voando, daí num episódio mostraram e eu surtei;
– Queria a aparição dos outros Defensores (ou algum outro personagem das outras séries), mas só apareceu um por cinco minutos só pra dar um conselho pra Jessica e foi embora. Achei anticlimático, mas enfim.

Mas no balanço geral, foi uma temporada excelente, até melhor do que a 3ª de Demolidor (resenha aqui), que pra mim, foi uma das melhores do Defenderverse, entregando uma trama redondinha e com muita profundidade aos personagens. Recomendado!

Título original: “Jessica Jones”.
Ano de estreia: 2019.
Criado por: Melissa Rosenberg.
Elenco: Krysten Ritter, Rachael Taylor, Carrie-Anne Moss, Eka Durville.
Duração: 13 episódios de +/- 52 minutos cada.
Nota do Gilga: 9.

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[Resenha] Game of Thrones – Última temporada

Então, né, gente… Uma pena que isso foi acontecer com Game of Thrones, mas infelizmente, uma das melhores séries de TV de todos os tempos ganhou uma conclusão tão decepcionante. Os maiores vilões da série foram mesmo os roteiristas.

Mas vamos por partes.

O que eu gostei:
– A nova abertura;
– Algumas conclusões de arcos de personagens, como Jorah Mormont (Iain Glen), Gendry (Joe Dempsie), Brienne (Gwendoline Christie), o Cão (Rory McCann), Melisandre (Carice van Houten) e Sansa (Sophie Turner), pelo que consegui lembrar;
– Me aprofundando um pouco nas conclusões das duas últimas: Melisandre poderosíssima na batalha de Winterfell, fez mais do que Daenerys (Emilia Clarke) e Jon (Kit Harrington), que estavam montados em um dragão cada. E a morte dela (virou poeira) foi pra se redimir das barbaridades que cometeu na época em que estava ajudando o Stanis Baratheon; Sansa – de sonsa a sensata, como diria Carol Moreira – teve um final grandioso, satisfatório e merecidíssmo, depois de tudo o que sofreu;
– Outra que teve momentos foda (mas conclusão, nem tanto) foi a Arya (Maisie Williams) que, de tão ninja que ficou, roubou o protagonismo do irmão Jon Snow (o “Gelo” de “As Crônicas de Fogo e Gelo”) ao matar o Rei da Noite (Vladimir Furdik), o grande chefão de GoT. E pelo menos ela riscou todos os nomes de sua lista negra (de maneira direta ou indireta);
– A Batalha de Winterfell, que é a mais longa cena de batalha do audiovisual de todos os tempos, foi o melhor episódio pra mim;
– Os efeitos especiais desta temporada estavam foda, principalmente os dragões. “Valeu a pena” terem matado todos os lobos gigantes dos Starks durante as temporadas anteriores e dado sumiço no único que sobrou, o Fantasma (risos);
– Falando nisso, essa cena;

Pega fogo, cabaré!

O que eu não gostei:
– Bom, basicamente do roteiro mesmo. Pontas soltas demais, personagens inconsistentes e situações forçadas apenas para empurrar a trama pra frente. Isso pegou mais nas ações da Daenerys que, de repente, virou a “rainha louca”. OK que ela matou muita gente nas temporadas anteriores, mas era tudo gente ruim, porém fazê-la incendiar uma cidade cheia de inocentes foi o fim da picada com a personagem. Bom que mataram ela mesmo e fim;
– Jon não ter sido executado depois de matar a rainha. Bem crível; 👍
– O novo regente de Westeros. Escolheram o personagem mais insosso, inconsistente e inútil de toda a série, que já tinha falado mais de uma vez que não ligava para o poder ou para os problemas do mundo mortal, e na hora que foi indicado ainda disse que “era pra isso que ele tinha chegado até ali”. Sei. Altas tramas bem construídas…
– Brienne, meu amor, lamento tanto que tu tenha se envolvido com o boy lixo do Jamie (Nikolaj Coster-Waldau). Você merecia mais, porém sei como são essas coisas rs
– Por falar no Jamie, o arco de redenção do personagem no decorrer das temporadas anteriores foi muito FODA, pena que ele jogou tudo fora indo tentar salvar a Cersei (Lena Headey). E ela deveria ter morrido de um jeito mais cruel (por ter mandado matar a Lady, a loba gigante da Sansa na 1ª temporada, principalmente);
– O segundo dragão da Dany ter morrido de graça no episódio 4; 😡
– Os escorpiões (balistas) terem sido “nerfados” entre os episódios 4 e 5 rs;
– As profecias da série, no fim, não serviram para nada;
– Que fim levaram os Dothraki? Esquecidos no churrasco, mas vou acreditar que, sem nada pra fazer em Westeros, voltaram para Essos (e essa é só uma dúvida não respondida, pois ficaram tantas);
– E o Drogon que derreteu no bafo o Trono de Ferro? Será que ele era assim tão inteligente? rs

Resumindo: a série ainda é fantástica, suas primeiras temporadas são ótimas, porém a temporada final parece que os roteiristas e produtores estavam de saco cheio e quiseram terminar de qualquer maneira, não dando o devido esmero nas tramas de muitos personagens importantes. Eu até entendo que a escolha do novo governante – agora – dos Seis Reinos deveria ser quem a gente menos esperava (os famosos plot twists de GoT), mas olha o que foi feito aos outros candidatos e personagens principais… Decepcionante demais, D&D.

Elemental + Fire na armadura.

Título original: “Game of Thrones”.
Emissora: HBO.
Ano de estreia: 2019.
Criado por: David Benioff e D. B. Weiss.
Elenco: Peter Dinklage, Nikolaj Coster-Waldau, Lena Headey, Emilia Clarke, Kit Harington, Aidan Gillen, Iain Glen, Sophie Turner, Maisie Williams etc.
Duração: 6 episódios de +/- 60 minutos cada.
Nota do Gilga: 7.

[Atualizado] Extra: Por que é que o final de Game of Thrones foi tão decepcionante?

[Resenha] Vingadores: Ultimato

Onze anos e 22 filmes depois, a Saga do Infinito do MCU chega ao fim nos cinemas com Vingadores: Ultimato. O filme é a concretização do sonho de todo marvete e do espectador casual dos filmes do Marvel Studios, que a essa altura já são fãs fervorosos, e já se provou um sucesso na venda antecipada de ingressos e está arrombando as bilheterias já nos primeiros 3 dias de lançamento, e tem tudo pra ser o maior sucesso entre todos os filmes de super-herói e do cinema como um todo.

Pra não estragar muito a experiência dos leitores do blog que ainda não viram o filme, vou fazer o famoso “o que eu gostei/o que eu não gostei” separado em duas sessões: sem e com spoilers. Vamos lá:

SEM SPOILERS

O que eu gostei:
– Guardaram o melhor para o final mesmo. Roteiro muito bem criado (apesar de uns “furinhos” que explano melhor na seção com spoilers) e bem executado, este filme fecha com chave de ouro a saga das Joias do Infinito nos cinemas;
– A preocupação dos irmãos Russo em dar mais importância para personagens subaproveitados nos filmes anteriores, como Viúva-Negra* (Scarlett Johansson), Gavião Arqueiro (Jeremy Renner), Homem-Formiga (Paul Rudd) e Nebulosa (Karen Gillan);
– A trajetória do Hulk (Mark Ruffalo); 👍
– Pelos Celestiais, o Thanos (e o Josh Brolin) é um vilão formidável!
– Quase todo o elenco de todos os 22 filmes deram as caras em Ultimato – de uma forma ou outra -, dando um climão de final de novela da Globo (mas no bom sentido);
– Falando nisso, dá pra ver que os roteiristas reassistiram todos os filmes do MCU e usaram várias referências obscuras de coisas que eu nem lembrava mais (chegando em casa depois do cinema, tive que assistir um vídeo de easter eggs do filme rs);
– A batalha final é de arrepiar os pelos da nuca!
– Ultimato mostrou o primeiro personagem abertamente gay do MCU, porém pena que era só um coadjuvante e não irá aparecer em outros filmes. Será que teremos um personagem principal LGBT somente no filme dos Eternos?
– Nem senti as 3h de filme passarem de tão divertido que foi.

* mas merecia mais.


O que eu não gostei:
– O papel na trama da Capitã Marvel (Brie Larson). Subaproveitadíssima. Esperava muito mais.

COM SPOILERS (selecione o texto com o mouse para poder ler)

O que eu gostei:
– Pra mim, o ápice foi o Capitão América (Chris Evans) usando o Mjolnir. Usando e abusando, né. Foi muito fanservice e adorei!
– Falando em fanservice, finalmente ele disse “Avante, Vingadores!” (“Avengers, assemble!”), hein! O Marvel Studios tava nos devendo essa;
– A morte do Thanos nos primeiros minutos de filme. Aquilo sim foi rápido e impiedoso;
– A cena da Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen) vs. Thanos PQP!!! 😍
– As viagens no tempo foram demais! Legal ver os Vingadores revisitando grandes momentos de alguns filmes anteriores para roubar as Joias do Infinito, e de quebra, trazer de volta às telonas alguns personagens que deixaram o MCU, principalmente o caso da Frigga (Rene Russo), que tem 28 falas, que é mais do que ela teve nos dois primeiros filmes do Thor somados (que absurdo isso, gente, desperdício com grandes artistas…);
Hail, Hydra!
– A solução para o destino de Gamora (Zoe Saldana). Sei que não é como a gente queria, mas pelo menos ela voltou;
– E o Loki (Tom Hiddleston), hein? Safadinho, deu um jeito de escapar. Provavelmente só vamos vê-lo de novo em sua série solo no Disney+;
– Outra série do canal de streaming da Disney que me aguçou a curiosidade com os acontecimentos do filme é Falcão & Soldado Invernal, que eu acho que vai se chamar, na verdade, Capitão América & Soldado Invernal…
Pepper Pots (Gwyneth Paltrow) usando a armadura Resgate foi foda demais! E ela em ação com todos os outros super-heróis, e não apenas como o interesse romântico de Tony Stark (Robert Downey Jr.) e sem poderes;
– Finalmente os filmes consideraram algo que acontece nas séries de TV da Marvel, com a aparição do Edwin Jarvis (James D’Arcy), na cena em 1970, que debutou na já cancelada Agent Carter (2015-2016). Enquanto isso, Agents of S.H.I.E.L.D. segue esquecida no churrasco…
– Satisfeito com as conclusões dos arcos de Tony e Steve. Só quero saber quem vai ser a nova geração de Vingadores (inclusive quero Jovens Vingadores também);

Nossa, que desnecessário o homem hétero querendo mostra que é macho.


O que eu não gostei:
– Uma pena que os heróis ressuscitados apareceram tão pouco e tiveram quase nada de texto, principalmente triste pelo Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch), que foi tão essencial em Vingadores: Guerra Infinita e basicamente executaram o plano dele em Ultimato;
– Por falar em subaproveitamento, e a Jane Foster (Natalie Portman) que apareceu por literalmente 2 segundos apenas??? Mds que absurdo;
– Falando em trama, os furos de roteiro, né, gente. Primeiro, as regras criadas pelo próprio filme, que só daria para viajar no tempo passando pelo universo quântico usando 1 frasco de partículas Pym por pessoa/por viagem, mas daí o Thanos passou pelo portal na base dos Vingadores com aquela nave dele do tamanho de uma cidade sem esse recurso; e outra coisa que está me tirando o sono: o Capitão América voltou ao passado para devolver as joias e levou o escudo e o martelo original do Thor, daí quando ele reaparece, só volta com o escudo. Que fim levou o Mjolnir?
– Queria maiores participações de Nick Fury (Samuel L. Jackson), Maria Hill (Cobie Smulders), que aparecem por 3 segundos na tela, e também do Coulson (Clark Gregg), que retornou às telonas em Capitã Marvel (resenha aqui) e me deixou com gostinho de quero mais;
– Um pouco triste com o destino da Natasha mas reconfortado que ela vai ganhar filme solo (que parece que vai ser massa). Curioso pra saber do que vai se tratar a história do longa;
– Achei forçado o momento “girl power” do filme e não, não acho que isso abra precedente para a criação de uma Força-V (esbocei um pouco sobre a HQ aqui) no MCU.


Enfim, Ultimato é o melhor filme do MCU, e quem discorda é bobo e feio (ou crítico de cinema chato da Folha). Concluiu com louvor a história iniciada em 2008 com o primeiro filme do Homem de Ferro, encerrando satisfatoriamente os arcos de alguns personagens principais, enquanto deixou algumas pontas soltas para contar novas histórias tanto nos próximos filmes quanto nas novas séries que chegarão no Disney+ nos próximos anos. Estou doido pra saber o que vem por aí!

Obrigado, Irmãos Russo, Kevin Feige e grande elenco por essas obras-primas que são os filmes do Marvel Studios (nem todos rs).

Título original: “Avengers: Endgame”.
Ano: 2019.
Diretor(es): Anthony Russo e Joe Russo.
Elenco: Robert Downey Jr., Chris Evans, Mark Ruffalo, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Don Cheadle, Paul Rudd, Brie Larson, Karen Gillan, Danai Gurira, Bradley Cooper, Josh Brolin e mais.
Duração: 181 min.
Nota: 9,5.

[Resenha] Capitã Marvel

O tão esperado primeiro filme solo de personagem feminina do Universo Cinematográfico Marvel chegou ontem aos cinemas brasileiros, Capitã Marvel. O longa se passa basicamente nos anos 1990 e conta a origem da heroína que é a cartada final de Nick Fury (Samuel L. Jackson) contra Thanos (Josh Brolin), conforme visto na cena pós-créditos de Vingadores: Guerra Infinita.

Capitã Marvel é um excelente filme de origem, e a personagem, vivida pela excepcional Brie Larson, é fodástica, porém o filme não utilizou de todo o potencial do material original.

Vamos aos pós e contras.
O que eu gostei:

  • O arco de desenvolvimento da personagem até que é bom, apesar de ser um pouco confuso (digamos que a história da Carol Danvers foi meio que contada de trás pra frente rs);
  • Os poderes da Capitã são fantásticos, principalmente quando ela atinge seu 100% (aparentemente). A personagem mais poderosa do MCU. Te cuida, Thanos!
  • Gostei de algumas alterações drásticas feitas para o filme de alguns elementos da mitologia da Miss/Capitã Marvel, bem como a relação entre Krees/Skrulls, porém infelizmente sei que muitos fãs chatos vão chiar;
  • Goose, o gatinho (que não é da Carol) é um amorzinho. Er, em quase todo o tempo;
  • Fury e Coulson (Clark Gregg) jovens estão demais (efeitos). E os personagens (principalmente Fury, que tem maior participação e importância na história) estão muito bons. Eu diria que as atuações do Samuel, junto com as de Anette Benning (que intepreta DOIS personagens cujos quais não posso revelar por motivos de spoiler), Ben Mendelsohn (o skrull Talos) e, por que não, Jude Law (o kree Yon-Rogg) “salvam” o filme;
  • Ambientação e efeitos especiais alienígenas e no espaço estão bacanas, mas acho que poderiam ter inovado mais (achei meio parecido com os dois Guardiões da Galáxia);
  • O efeito do poder metamorfo dos Skrulls 👍
  • Homenagem LINDÍSSIMA para Stan Lee
  • Cena pós-créditos muito boa e que conecta o filme Vingadores: Ultimato (que estreia dia 25 de abril).
Corre, Thanos!!


O que eu não gostei:

  • O filme tem muito pouca ação e isso pesa muito contra. OK que como filme de origem, Capitã Marvel cumpre seu papel e diverte, mas a falta de ritmo, se comparado com os outros filmes do MCU, deixou a desejar;
  • Capitã Marvel poderia ter uma trilha sonora memorável – pois se passa no ano de 1995 – mas não souberam explorar essa possibilidade e tocaram só “Come As You Are” do Nirvana;

Resumindo, Capitã Marvel foi decepcionante (talvez por culpa das minhas malditas expectativas!). Concordo que é um filme importante, pela representatividade feminina nas telonas e pela história de superação da personagem que caiu tantas vezes (literalmente) e conseguiu se levantar, poderosíssima.

Outro grande inimigo que o filme enfrenta são homens machistas, esses que inclusive se dizem fãs dos filmes do Marvel Studios mas que eles mesmo estão jogando água no trabalho da produtora, dando notas negativas em sites de avaliações de filmes e, assim, comprometendo trabalhos futuros que sejam inovadores por trazer personagens que não sejam apenas homens héteros brancos e cis. Pra vocês terem uma ideia, no Rotten Tomatoes, Capitã Marvel tem mais avaliações de usuários, em apenas 24h, do que Vingadores: Guerra Infinita, o maior sucesso do Marvel Studios lançado há quase ano, e a nota da Capitã está em 32%, conforme mostrado neste tweet do usuário @jacobdcrawley. Só os incel e caras de pau pequeno que têm tempo pra fazer isso na nota de um filme de super-heroína…

Título original: “Captain Marvel”.
Ano: 2019.
Diretor(es): Anna Boden e Ryan Fleck.
Elenco: Brie Larson, Samuel L. Jackson, Ben Mendelsohn, Annette Bening, Jude Law, Lee Pace, Lashana Lynch, Gemma Chan, Clark Gregg e Djimon Hounsou.
Duração: 124 min.
Nota: 7,5.

[Resenha] The Umbrella Academy (série)

The Umbrella Academy, a mais nova série Netflix baseada em quadrinhos, chegou ao canal no último dia 15 já é um dos maiores sucesso da empresa. O material original (“Suíte do Apocalipse”, o volume 1 de The Umbrella Academy no qual a 1ª temporada da série foi baseada) é da Editora Dark Horse e foi criado por Gerard Way (ex-vocalista da finada banda My Chemical Romance) e pelo brasileiro Gabriel Bá, que resenhei aqui.

Vamos ao que interessa:

O que eu gostei:
– Como a adaptação superou a mídia original. Sério, eu achei a HQ bem insossa, apesar da premissa interessante, mas a série parece que preencheu as lacunas e deu mais profundidade às histórias individuais dos personagens. Parabéns aos responsáveis pelo roteiro da série!
– Não sei se por culpa dos roteiristas, dos atores ou de ambos, mas a maioria dos personagens – incluindo os vilões – são carismáticos e no fim eu acabei torcendo para que todos se dessem bem;
– Falando nisso a Ellen Page – que interpreta Vanya – tá arrasando na série! Parabéns ao ícone LGBT!
– Gostei da liberdade criativa que a série teve de trocar etnias, adaptar visuais e usar efeitos especiais e produção de arte interessantes;
– Os plot twists. O episódio 8 explodiu minha cabeça!
– A trilha sonora é do caralho! Eclética e bem encaixada na trama. Aposto que tem dedo do Gerard Way…
– Como o título da série aparece nos episódios ☂ Bem bolado!

Crianças prodígio: Luther, Número Cinco, Diego, Klaus, Allison, Ben e Reginald Hargreeves.


O que eu não gostei:
– Todos os personagens (exceto o Número Cinco, interpretado por Aidan Gallagher) que atuavam como super-heróis tinham codinomes, mas a série não usou todos. Os únicos que foram citados foram Spaceboy (Luther, interpretado por Tom Hopper) e Rumor (Allison, interpretada por Emmy Raver-Lampmam). Até o Reginald Hargreeves (Colm Feore) tinha codinome (Monóculo)! Não que isso tenha estragado a experiência, mas acharia legal se usassem.

The Umbrella Academy é diferente de qualquer outra série de super-heróis da atualidade, pois mostra a vida deles depois de desistirem do combate ao crime, e mostram uma família disfuncional forçada a voltar a agirem juntos e se aceitarem como indivíduos com seus defeitos, e ainda a buscar o amor enquanto tentam salvar o mundo do apocalipse. O último episódio é MUITO FODA – os efeitos especiais estão supimpa! – e deixa um ganchão para a segunda temporada.
Recomendadíssima!

Título original:  The Umbrella Academy”.
Ano de estreia: 2019.
Criado e produzido por: Steve Blackman, Mike Richardson, Keith Goldberg e Gerard Way.
Duração: 10 episódios de +/- 50 minutos cada.
Nota do Gilga: 8,5.

[Resenha] Kingdom Hearts III

Parece um sonho, mas depois de longos 13 anos de espera – já considero como o “Chinese Democracy dos games” -, finalmente foi lançado, em 29 de janeiro, Kingdom Hearts III, da Square-Enix em conjunto com a Disney Interactive.

Depois de 10 jogos lançados (excetuando as versões Final Mix, remasters e coletâneas), a trilogia – chamada de saga “Dark Seeker” – se encerra neste episódio, e conclui de forma nostálgica e satisfatória os arcos dos personagens principais – Sora, Riku, Kairi, Aqua, Ventus e Terra – e o vilão principal, Xehanort. Finalmente amarrou as pontas soltas e explicou muita coisa. Claro que a trama da saga é complexa pra caralho, mas o próprio KH3 te explica tudinho. Alguns fatos que aconteceram sem a presença de Sora foram finalmente revelados a ele – e, parte, também porque ele teve que reaprender algumas coisas, pois suas memórias foram apagadas, bem como seus poderes, que ele teve que começar do zero. Fora que também, na tela principal, tem a opção Memory Archive, onde você pode rever o resumo de toda a história até o início de KH3, divididos em 5 volumes com os títulos Departures, Memories, Twillight, Dawn e Darkness.

Quanto ao sistema, foram usados grande parte dos elementos dos principais jogos da franquia, como Commandos especiais – aqui você pode invocar alguns brinquedos da Disney, como montanha-russa, xícara de chá, carrossel e navio pirata – para causar dano a todos os inimigos na tela, além de ataques combinados com seus companheiros Donald e Goofy, além dos personagens convidados dos mundos, e ainda habilidades que cada Keyblade do Sora também fornece. Além disso, tem os Links que são os “Summons” dos jogos anteriores – Meow Wow (de Kingdom Hearts: Dream Drop Distance, que resenhei aqui), Simba (de O Rei Leão), Ralph (de Detona Ralph), Ariel (de A Pequena Sereia) e Stitch (de Lilo & Stitch). O Flowmotion, para se mover mais rápido pelo cenário e ajudar na batalha (mas ainda prefiro o de KH3D que é bem mais funcional) e Shotlock, que aqui deixou de ser um dano numa espécie de tiro em 1ª pessoa (de Kingdom Hearts: Birth by Sleep, que resenhei aqui) – que era chatíssimo – para ser uma espécie de teleporte para locais distantes. Aliás, a mobilidade do Sora pelos cenários está MUITO FODA, ele pode, inclusive, correr na vertical por paredes especiais (beijos, Homem-Aranha!), e a coisa só vai melhorando conforme ele vai aprendendo novas Abilities de movimentação ao subir de níveis.

Ataque combinado entre Sora e Goofy.


Tem uma série de novidades também, como o Gummiphone (sim!), permitindo ao Sora, além de se comunicar com seus amigos em outros mundos, tirar fotos – inclusive, rendeu lindas selfies -, que ainda conta, usando essa funcionalidade, a missão dos Lucky Emblems, símbolos do Mickey espelhados pelos mundos, e que fornece prêmios conforme a quantidade de fotos; Classic Kingdom, uns minigames retrô que você obtém também visitando os mundos do jogo e pode jogá-los a qualquer momento a partir do Menu; Cuisine, onde você pode – tanto do Menu como no restaurante Le Grand Bistro em Twillight Town – fazer sofisticadíssimos pratos com a ajuda do ratinho Remy (de Rattatouille), aqui chamado apenas de Little Chief, e, consumindo-as, fornece bônus exclusivos e limitados a Sora.

Me esqueci de falar dos mundos, então aqui vão: Olympus, de Hércules (esse parece que não pode faltar nunca né rs); Twillight Town; Toy Box, de Toy Story; Kingdom of Corona, de Enrolados; Monstropolis, de Monstros S.A.; Arendelle, de Frozen; 100 Acre Wood, de Ursinho Puff; San Fransokyo, de Operação Big Hero 6; The Caribbean, de Piratas do Caribe (sou contra o Johnny Depp, mas o mundo ficou legal). E os mundos finais não vou citar por motivos de spoilers. Mas que legal que usaram mundos da Pixar né? Adorei.

Vamos então ao que interessa:

O que eu gostei:
– O sistema tá muito show, e como já falei ali em cima, a movimentação de Sora pelo cenário está muito divertida, fora os recursos de causar dano nas batalhas que são muitos e quase sempre necessários devido ou ao grande número de oponentes ou ao alto HP deles, o que ajuda muito;
– As abillities estão bem bacanas, fornecendo múltiplos e interessantes recursos aos personagens nas batalhas;
– O sistema de equipamentos também está mais redondinho, e você consegue equipar inclusive duas ou mais armaduras ao mesmo tempo (eles vestem uma armadura em cima da outra? bom, não interessa, pois ficou ótimo), o que já acontecia com acessórios e itens, conforme vão subindo de nível, os personagens ganham mais slots para equipá-los;
– As batalhas estão muito divertidas e criativas. Tudo o que você precisa fazer e botões para apertar, e não só dar porrada para baixar o HP do chefão, foi pensado para diversificar o game, tornando KH3 diferente de qualquer Action RPG por aí. Meus chefes preferidos estão em Olympus, Toy Box e The Caribbean (se virem aí para saber de quais estou falando);
– Os Mogs, os carinhas que vendem itens pelos diferentes mundos, além da loja também são responsáveis pelas sínteses, usando itens que você coleta nas batalhas e baús, e assim adquire novos e exclusivos equipamentos, inclusive a Ultimate Key, a keyblade mais forte de Sora. O sistema de síntese está muito bacana, e os mogs ainda fornecem quests com o Gummiphone, onde você precisa fotografar o que ele pede para ele ter novas “ideias” e assim disponibilizar novos itens para “craftar”;
– A Gummiship está muito incrível neste jogo! Ficar personalizando ela com itens que você compra ou coleta, para aumentar seus atributos, deixando-a mais poderosa para exterminar seus adversários com maior facilidade, que estão no espaço entre os mundos, é muito divertido. Se lançassem um jogo “Kingdom Hearts: Gummiship“, só com esse minigame de KH3, eu compraria, sem pestanejar!
– Os cenários estão lindos e feitos com muito esmero! A parte do reino dos deuses em Olympus – com todas aquela arquitetura sofisticada com detalhes dourados -; os brinquedos daquela loja em Toy Box (inclusive tem easter eggs aqui, reparem bem); o gráfico cinematográfico usado em The Caribbean (“peraí, eu tô jogando um filme??”), além daquele mapa gigante e navio com melhorias por nível, está tudo muito show! Obrigada, Unreal, por existir!
– A trilha está linda (deixo abaixo algumas das minhas favoritas) e o sistema de efeitos de som também, utilizando o recurso, em alguns momentos, de áudio no próprio controle do PS4, o que ainda não tinha visto em outros games;


– Algumas partes são emocionantes. Duas das que mais mexeram comigo foi a parte do “Let it Go” da Elsa em Arendelle (que, dizem, tá fidedigna ao filme) e o desenrolar e desfecho da trama em San Fransokyo, que foi diferente da do filme;
– A trama, como já falei anteriormente, terminou de maneira satisfatória, e ela própria explica/relembra todos os acontecimentos desta complicada história com múltiplos recursos;
– O Donald falando “This might be a good spot to find some ingredients” (“Este deve ser um bom lugar para encontrar alguns ingredientes”) 😂😂😂
– A batalha dos um milhão de Heartless/Nobodies em certa altura do jogo. Eu não sei quantos inimigos são, um milhão é só um chute, mas supera, com certeza os mil heartless de Kingdom Hearts II.

O Pateta pistola é a coisa mais engraçada que você vai ver no jogo.

O que eu não gostei:
– Johnny Depp. Já não bastou a J.K. Rowling passar o pano pra ele ao confirmá-lo para o segundo filme de Animais Fantásticos, a Disney, que é toda conservadora e ligada nas polêmicas de seus artistas empregados (tanto que demitiram James Gunn da direção da Os Guardiões da Galáxia por tweets antigos dele), quando chegou a oportunidade para trocar a figura desse agressor de mulher, deixaram ele no jogo. AINDA BEM que o mundo de Piratas do Caribe ficou bem feito, o que me fez relevar o cara lá em alguns momentos;
– Eu sei que elogiei o sistema de KH3 antes, mas acho que o excesso de recursos dele tornam algumas coisas inúteis e desnecessárias, como invocar os Links, por exemplo, que não são mais fortes do que os comandos especiais e ainda precisam de MP para usá-los; o Flow, como também já falei antes, que ficou ruim em comparação aos games anteriores etc;
– É muito difícil platinar esse jogo. Exigem troféus muito difíceis, e por isso nem vou tentar;
– A maioria das animações, movimentações e física do jogo estão fantásticas, mas parece que não se empenharam muito em alguns casos, como uma ability do Hércules em que ele gira com uma rocha antes de arremessá-la nos inimigos (parece que foi feito com poucos frames), bem como a animação dos um milhão de Heartless/Nobodies, onde eles parecem estar em um desenho desanimado rs

Tirando isso, valeu a pena esperar o jogo por 13 longos anos. KH3 está fantástico, perfeito para fãs e marinheiros de primeira viagem. Um jogo necessário, divertido, importante e criativo. Estamos em fevereiro e, pra mim, ele já é GOTY (Game of the Year).

Minha tela de conclusão:


Título original: Kingdom Hearts III.
Ano de lançamento: 2019.
Empresa: Square-Enix.
Diretores: Tetsuya Nomura e Tai Yasue.
Escritores: Tetsuya Nomura e Masaru Oka.
Compositores: Yoko Shimomura, Takeharu Ishimoto e Tsuyoshi Sekito.
Nota do Gilga: 10.

[Resenha] Assassin’s Creed Odyssey

Lançado em 5 de outubro de 2018, somente em dezembro consegui por as mãos nessa belezinha, e não é exagero quando dizem que Assassin’s Creed Odyssey é o melhor jogo da franquia, hein.

Confesso que eu tava com a expectativa um tanto quanto baixa, pois os vídeos de gameplay que vi – eu tava ansioso pelo lançamento do jogo – não fizeram jus ao game. Tinha cores berrantes demais (apesar de que sim, o Odyssey é muito mais colorido do que o Origins), o acabamento gráfico dos personagens humanos não estava tão realista, a animação também parecia deixar a desejar, mas jogando o jogo propriamente dito, era exatamente o contrário. Na verdade, a experiência com os gráficos de Odyssey, para mim, foi um pouco diferente, pois parece que eu via o acabamento gráfico conforme a impressão que eu fiquei dos gameplays pré-lançamento – meio esquisitão – e, conforme fui jogando, fui me acostumando (talvez?) ou quiçá passei a ENTENDER a escolha artística do jogo. Sim, Odyssey é MUITO parecido com seu antecessor (que resenhei aqui), mas ao mesmo tempo, tem muitas diferenças artísticas, o que o torna único.

Neste capítulo de “O Credo dos Assassinos”, você é descendente do lendário Leônidas (sim, o personagem de Gerard Butler em 300, filme que é notadamente uma das inspirações para o jogo), e dele você só tem uma lembrança, a lança quebrada do antigo rei de Esparta, que você pode usar como uma lâmina dos assassinos, durante suas aventuras por terras gregas realizando seus serviços de misthios (mercenário), enquanto se envolve nas reviravoltas da Guerra do Peloponeso, em 431 aC.. Desta vez, você pode escolher o sexo do protagonista: ou Alexios ou Kassandra, ambos são irmãos separados na infância. Menino, a história de vida deles tem taaanta treta! Fiquei até meio “perplécto” com tanto plot twist. Eu escolhi Alexios por motivos de, como o jogo deixa você escolher os rumos da trama – inclusive com quem você pode transar/se relacionar – que eu queria fazer um personagem como eu, homem cis gay, porém eu mais recusei mulheres do que transei com homens rs (inclusive rolou uma treta nessa semana por causa dessas escolhas). Mas meu próximo save vai ser com a Kassandra sapatona! 👍


Vamos ao que interessa:

O que eu gostei:
– Antes de mais nada, não quero apenas elogiar os gráficos – os cenários, principalmente, estão estonteantes! – mas sou fãzaço das animações dos personagens. A preocupação do pessoal da Ubisoft com os gestos e trejeitos durante as animações e diálogos foi grande e bem orquestrada;
– Falando em orquestra, a trilha sonora de Odyssey tá show e é mais memorável do que a de Origins. E o que são aqueles cânticos náuticos enquanto você navega com o Adrasteia? Fantásticos. Parabéns ao pessoal por essa pesquisa também. Seguem algumas trilhas que mais gostei:

-.A trilha que toca quando você sobe de nível ♥♥♥
– A trama é envolvente, divertida e emocionante (quase chorei num reencontro aí), cheia de reviravoltas e muito bem amarrada com eventos, locais e personagens históricos. Não sei de exatamente tudo o que se passou na Grécia Antiga naquela época, mas achei muito foda a pesquisa dos caras pra escrever e bolar o design da porra toda. Que fantástico é ter Sócrates (um personagem engraçado e que sempre consegue irritar Alexios/Kassandra com sua verborragia) e Heródoto (o primeiro historiador, por assim dizer) em seu navio, e cruzar com outros personagens da Guerra do Peloponeso, como Péricles, o Pai da Democracia, Alcibíades (ícone!), Lisandro, o general espartano etc, e vivendo na Grécia durante o auge do culto aos seus fabulosos mitos – e que templos e estátuas lindas! Tudo bem que tem alguns exageros – aquelas estátuas gigantescas maiores do que as “Maravilhas do Mundo Antigo” (dica: você encontra uma delas em Olímpia) – e também algumas licenças poéticas, como a cor da Liga de Delos (Atenas) ser azul pra ser um oposto ideal ao vermelho espartano (as cores dos dois exércitos eram até meio parecidas), mas foi pra visualmente facilitar a vida do jogador no meio da guerra, pra poder ver de longe um navio e saber de que lado ele está só pela cor das velas, mas enfim, tirando isso, muito bem bolado;
– O jogo tem muuuuuita coisa fazer. Além das diversas tarefas para completar em cada uma das inúmeras localizações, e das missões espalhadas por toda a Grécia – as normais, as diárias e as semanais, vejam só! – muito lugar pra explorar, tirar foto, participar de batalhas navais (que ficaram divertidas, nada comparado àquelas travadas de Origins que eu odiava fazer), skills pra destravar (aliás, tá muito “roubado” o assassino desse jogo, praticamente um semideus entre os mortais de tanta coisinha que ele é capaz de fazer), tanto do personagem quanto as dos equipamentos, tesouros para encontrar (ostrakas), arena (em Pefka), mercenários (lembram dos philakes em Origins?) literalmente infinitos pra caçar e assim subir no ranking dos mercenários e ganhar vantagens nas lojas, fora as DLCs, que são duas histórias: O Legado da Primeira Lâmina e O Destino de Atlântida, cada uma dividida em três partes;
– O lance dos líderes de nação e das batalhas de conquista de territórios foi uma boa sacada. Me lembra War;
– Cuidar do navio. Mudar aparência, adicionar o acrostólio (eu nem sabia que porra era isso, mas aprendi no jogo – viu como videogame é cultura? 😉), os tenentes (Bayek e Aya no seu navio é muito massa!), skins da tripulação, melhorar armas, casco, remadores etc, tudo isso é muito bom e dá um orgulhinho quando você tem o navio mais fodão dos mares da Grécia Antiga ♥
– As criaturas míticas e os animais lendários ♥
– O fundo do mar é estonteante de tão lindo! Além dos perigosíssimos tubarões, também podemos nadar com golfinhos e baleias (quando elas saltam ao lado do seu navio então é lindo), a flora e principalmente a fauna marinha está muito diversa, com águas-vivas fluorescentes, arraias, tartarugas, peixes coloridos, corais. A fauna terrestre também é show;
– Excelente nível de desafio: nem muito fácil e nem muito impossível;
– Só posso falar pelo Alexios, mas as falas dele são memoráveis, e a entonação do dublador (Michael Antonakos) é bem divertida, entre outros personagens. Dublagem aqui é 10/10;
– Aliás, tiveram a preocupação de escolher atores gregos para dublar os principais personagens e cantar alguns temas, a Ubisoft sempre se empenhando pra ser inclusiva. Tem diversas etnias, gêneros e sexualidades dentro do universo de Odyssey, acertando em cheio na representatividade.

THIS. IS. ODYSSEY!!


O que eu não gostei:
– Reclamações antigas, mas vamos lá: loadings demoradíssimos, inclusive entre in game e animação e vice-versa, e bugs pra dar com pau (inclusive o jogo TRAVA em vários momentos, forçando o jogador a fechar e abrir o aplicativo ou dá um erro e o jogo fecha sozinho). Dessa vez a Bugsoft caprichou, hein;
– Uma coisa que não atrapalha tanto o andamento do jogo mas que me irritou em alguns momentos: você tá falando com um NPC enquanto ele te dá uma quest, ou você já fez e tá recebendo a recompensa, então quando troca da animação para o in game, o NPC “esquece” que você tava falando com ele e se assusta ao te ver na frente dele, daí ele se afasta e, em alguns casos, até sai correndo de medo. Isso aí o pessoal esqueceu de colocar o código correto e ninguém percebeu antes de lançar o jogo rs
– Na água parada não tem o reflexo dos personagens, apenas a sombra 👎
– Em algumas partes do mapa, parece que o cenário foi feito às pressas e algumas árvores foram inseridas dentro de rochas e montanhas (???). Isso sem contar os recursos coletáveis (madeira, minérios, pedras etc) que “respawnam” dentro de paredes e abaixo do nível chão (sim), tornando impossível de pegá-los;
– As (NPCs) crianças não estão tão divertidas como nos jogos anteriores ): Poucas animações e scripts e nada de falas fofinhas. Aliás, tem pouca conversa entre NPCs nas cidades, sem aquelas frases memoráveis (e repetitivas rs) do Origins, por exemplo. Uma pena;
– O termo amplamente usado nos diálogos “Mundo grego” (ou “Greek world”) eu acho impreciso. Os gregos não se referiam a si mesmos por esse nome, e sim, como hélidas (“Grécia” em grego é “Hélade”). Quem os chamou de “gregos” pela primeira vez foram os Latinos, então não tinha como eles se referirem às suas terras por esse termo. Esse erro histórico eu não perdoo rs
– O jogo não tem uma “zerada” oficial. Quando você termina as missões da história principal, acabou, você continua jogando, e se quiser mais quests, só fazer as dos mapas, ou comprar as DLCs. Eu tenho a impressão que a história vai terminar mesmo na última parte da segunda DLC. Interessante, mas uma tremenda sacanagem com quem não tem grana sobrando pra comprar conteúdo extra.

Resumindo: um jogaço! O melhor RPG de ação de 2018! Recomendadíssimo, tanto pelo show nos gráficos, jogabilidade, sistema, visual, na pesquisa histórica. Os caras estão de parabéns! Estou no nível 70 (máximo), 200h de jogo, já terminei as duas DLCs lançadas até agora e ainda acho um jogo interessante. Viciante!

Título original: Assassin’s Creed: Odyssey.
Ano de lançamento: 2018.
Empresa: Ubisoft.
Diretores: Jonathan Dumont e Scott Phillips.
Escritores: Jonathan Dumont, Melissa MacCoubrey e Hugo Giard.
Compositores: The Flight (Joe Henson e Alexis Smith).
Nota do Gilga: 9,5.

P.S.: Rio muito toda vez que lembro que um dos caras da PC Gamer avaliou todos os pintos das estátuas em AC Odyssey: https://www.pcgamer.com/every-penis-in-assassins-creed-odyssey-rated/

[Resenha] Homem-Aranha no Aranhaverso

Enfim estreou na última quinta (10) nos cinemas brasileiros a animação longa metragem Homem-Aranha no Aranhaverso. Trata-se do melhor filme animado com personagens Marvel, e inclusive o longa ganhou o Globo de Ouro no dia 6 de Melhor Animação, derrotando favoritos como Incríveis 2 e WiFi Ralph.

O filme é centrado na história de Miles Morales, um jovem negro e latino do Brooklyn que se tornou o Homem-Aranha inspirado no legado de Peter Parker, já falecido. Entretanto, ao visitar o túmulo de seu ídolo, ele é surpreendido com a presença do próprio Peter, vestindo o traje do herói aracnídeo sob um sobretudo. A surpresa fica ainda maior quando Miles descobre que ele veio de uma dimensão paralela, assim como outras versões do Homem-Aranha.

Vamos aos prós e contras do filme:

O que eu gostei:
– A trama. Apesar de seus (poucos) defeitos, a trama é a grande atração do filme, e acredito que tenha sido ela a responsável pela vitória da animação no Globo de Ouro de 2019;
– A animação é legal. Apesar da minha resistência inicial, por achar que ela tem poucos frames e parecer meio travada às vezes, a animação (CGI) é inovadora e divertida;
– Referências e easter eggs divertidíssimos, não só as dos quadrinhos, mas também à cultura pop (e memes), de uma maneira geral;
– Sempre vou bater nessa tecla: representatividade. Como é bom para a atual geração se ver representada nas histórias em todas as mídias e perceber que é possível ser um herói e fazer a diferença quando se é negro, latino ou mulher por exemplo. Miles Morales deve inspirar muitos jovens negros de todos os sexos. Que venham mais histórias com personagens diversos!
– O lance das dimensões paralelas abriu um leque de possibilidades no cinema, ainda mais do que Doutor Estranho (2016) tentou. Quero ver algo parecido nos filmes do Universo Cinematográfico Marvel (Olá, Vingadores: Ultimato, será você?);
– A pluralidade dos homens/mulheres/animais-Aranha. Tudo bem que tem dois ali que achei bem forçados, mas no geral eles são divertidos;
– A trilha sonora escolhida para o longa é foda!! Já quero uma mixtape com ela;
– O vilão Gatuno ficou de dar medo (sério) e a história de origem dele ficou muito boa (e fiel aos quadrinhos);
Stacy-Aranha
Nicolas Cage dublando o Homem-Aranha Noir
– Quando o Miles aparece pela primeira vez com seu uniforme ♥♥♥
– A cena pós-créditos ♥
– Inclusive o encerramento (créditos) ficou muito bem bolado e divertido. Parabéns aos envolvidos!


O que eu não gostei:
– O design do Rei do Crime me incomodou muito. Fiquei um pouco ofendido com aquele visual exagerado e desproporcional;
– OK que o Porco-Aranha era engraçado, mas será que foi necessário? Bem como a Peni Perker totalmente animê retardado (desculpa, otakos). Eu preferiria o Aranha Punk ou o Aranha Indiano no lugar rs
– O Peter Parker velho achei um personagem meio forçado também, mó relaxadão (e não tô falando da barriguinha de cerveja, e sim como pessoa mesmo). Custei a acreditar que ele veio da nossa Terra, a 616 (segundo esse vídeo). Se ele for deste Terra, então como explica o fato de ele ter visto a Gwen Stacy (OK que ele é de outra Terra e é mais jovem, mas a cara seria basicamente a mesma) e não a reconheceu? Porra, a Gwen foi o primeiro grande amor da vida do Peter!


Resumindo: é um filme sensacional, tanto para os novinhos quanto aos fãs de quadrinhos, já que é uma versão de bolso do Aranhaverso (que eu resenhei aqui).

Título original: “Spider-Man: Into the Spider-verse”.
Ano: 2018.
Diretor(es): Bob Persichetti, Peter Ramsey  e Rodney Rothman.
Elenco: Shameik Moore, Hailee Steinfeld, Mahershala Ali, Jake Johnson, Liev Schreiber, Brian Tyree Henry, Luna Lauren Velez, Lily Tomlin, Nicolas Cage, Kimiko Glenn e John Mulaney
Duração: 117 min.
Nota: 9,5.

Fontes: Adoro Cinema e Wikipedia.

[Resenha] Aquaman

Nos cinemas brasileiros desde a última quinta (13), Aquaman é o único filme live action de super-heróis da DC/Warner do ano, e olha, amiguinhos… Que filme foda! Parabéns à Warner que finalmente aprendeu com suas cagadas e fez um filme decente baseado em quadrinhos.
Vamos logo aos prós e contras:

O que gostei:
– As cenas de lutas são do caralho! Bem coreografas e enquadradas, são eletrizantes e fodonas;
– A fotografia e edição de vídeo também são excelentes, bem diferentonas e até poéticas;
– A trilha sonora, desde a composição para o filme (uma das trilhas que lembrava um pouco as do game Assassin’s Creed Origins, o que me agradou bastante), bem como as canções já existentes escolhidas para o filme, como novas roupagens interessantes e engraçadas;
– A direção de arte também merece aplausos de pé. Atlântida e todos os cenários e tecnologias submarinos são estonteantes (uma mistura de Avatar com Tron: O Legado) e, pra mim, é o cenário fictício mais foda que já apareceu em filmes de super-heróis, superando Wakanda (Pantera Negra) e Asgard (trilogia do Thor) de lavada. As criaturas imaginadas para o longa, e como a concepção das diferenças físicas e culturas dos sete reinos submarinos são muito bem boladas também;
– Os efeitos especiais, de uma forma geral;
– Roteiro interessante, coerente e muito bem construído;
Nicole Kidman como a Rainha Atlanna

O que eu não gostei:
– Algumas cenas e diálogos forçados, geralmente envolvendo Aquaman (Jason Momoa, que só sabe interpretar a si mesmo) e Mera (Amber Heard). Aliás, muita atuação e diálogos fraquinhos no filme;
– O fato de o Aquaman ser burrão pra ser “alívio cômico” nos diálogos com a Mera, até um momento em que isso é deixado de lado e ele demonstra saber os nomes de personagens do Império Romano, parecendo que ele tirou essa informação do cu;
– Por falar em comicidade, a comédia do filme é bem fraquinha. A gente percebe que os roteiristas tentaram, sabe?
– A explosões jumpscare. VTNC, James Wan!
– Algumas decisões no roteiro que desafiam nossa inteligência (haja suspensão da descrença).

Se o filme era pra ser colorido e berrante, então capricharam nesse uniforme do Aquaman.


De resto, é um filme divertido, empolgante e uma excelente surpresa pra quem não esperava mais nada da Warner/DC depois de seus sucessivos fiascos, bem como de um dos personagens mais subestimada da Editora Detective Comics Comics. Recomendadíssimo!


Título original: “Aquaman”.
Ano: 2018.
Diretor: James Wan.
Elenco: Jason Momoa, Amber Heard, Willem Dafoe, Temuera Morrison, Dolph Lundgren, Yahya Abdul-Mateen II, Patrick Wilson, Nicole Kidman.
Duração: 143 min.
Nota: 9.

[Resenha] She-Ra and the Princesses of Power

Estreou no último dia 13 (que, por coincidência, é meu aniversário) na Netflix a série animada She-Ra and the Princesses of Power, reboot do desenhos dos anos 1980. Mas calma lá, esse é um desenho BEM diferente do original… A nova She-Ra é uma releitura para o público jovem e feminino, para trazer representatividade e empoderamento para as garotinhas (e também, porque não, para os garotinhos), então nada de mulheres coxudas e com pouca roupa. Aliás, o redesign dos personagens está demais e, apesar das reclamações de muitos adultos punheteiros, a versão para o novo desenho incluiu pessoas de diferentes etnias, biotipos e sexualidades. Por exemplo, o Arqueiro é negro, a Cintilante é gordinha, as princesas Netossa e Spinnerella são lésbicas etc. Fora que muitos dos redesigns são mais interessantes e deram uma merecida individualidade para os personagens (muitas das personagens femininas no original eram bem semelhantes, só mudando a cor da roupa ou do cabelo).

Adorei o visual de Adora ♥


O novo desenho tratou de aprofundar as relações entre os personagens. Simplesmente me encantou a história entre Adora (a versão humana de She-Ra) e Felina, ambas órfãs que foram adotadas e criadas por Hordak e sua segunda em comando, Sombria, a serviço da Horda. A vida de Adora, que sempre pensou estar do lado do “bem”, mudou depois de receber um chamado e encontrar a Espada da Proteção, que a transforma na poderosa loira de 2,50m (como é dito na série) She-Ra, a campeã dos Primeiros (os colonizadores milenares de Etéria, o reino onde se passa a história). Ela conhece a vida fora da Zona do Medo, base da Horda (ela foi criada pela SOMBRIA e morava na ZONA DO MEDO, mas mesmo assim ela achava que trabalhava pros mocinhos kkkk) e descobre as atrocidades causada pelas forças para as quais trabalha e, ao encontrar acidentalmente a Princesa Cintilante, do reino da Lua Clara, e seu divertido amigo Arqueiro, Adora acaba entendendo o lado dos Rebeldes. Assim começa a aventura de She-Ra and the Princesses of Power, que, diferente do desenho dos anos 1980, que era She-Ra: Princess of Power (se referindo apenas à She-Ra como a Princesa do Poder), a She-Ra da Netflix dá muito mais importância às outras princesas, quase como se fossem as Princesas Disney com poderes e que não precisam de homens para defendê-las, afinal, são elas que, unidas, são o equilíbrio do poder mágico de Etéria.

Adora e Felina: amigas, rivais, irmãs.


Quanto ao visual da She-Ra, não curti muito. Ela é meio… estranha. E também quando ela aparece, é muito apelona. Eu prefiro quando Adora – que tem treinamento militar – e seus amigos, resolvem as tretas sem apelar pra She-Ra. Eu vejo a She-Ra aqui como Lois & Clark, aquela série do Superman dos anos 1990, focada mais na relação entre o alter-ego humano do Super com a repórter Lois. O Superman só aparecia no final pra salvar o dia, mas não era o personagem principal. A nova She-Ra até que é assim e precisa ser assim mais, dar mais espaço aos personagens secundários e sem (muitos) poderes.

Outra coisa que me chama a atenção é que até alguns dos vilões são carismáticos, com ênfase na Felina (que é legal exceto quando ela faz maldade só por fazer), Scorpia (uma gigante de coração inocente) e os cadetes secundários da Horda. A dubladora da Sombria (Lorraine Toussaint, a Vee de Orange is the New Black) é muito boa e a personagem tem uma presença imponente e ameaçadora, e o design do Pingo, aquele mascote do Hordak, é muito fofinho! ♥

Tirando algumas princesas que acho chatas/inúteis – como Perfuma, Entrapta etc – She-Ra é um desenho divertido, importante e uma ótima e bem construída história de fantasia.

Título original: “She-Ra and the Princesses of Power”.
Ano: 2018.
Criado e produzido por: Noelle Stevenson e Chuck Austen.
Elenco (voz): Aimee Carrero, Karen Fukuhara, AJ Michalka, Marcus Scribner, Reshma Shetty, Lorraine Toussaint e Keston John.
Duração: 13 episódios de +/- 25 minutos cada.
Nota: 8.