[Resenha] The Boys – 1ª temporada

Pelos trailers eu já fiquei curioso para assistir essa série – com muito humor negro e mortes absurdas – e, depois de ver a galera na internet comentando de como The Boys é boa, fui obrigado a assistir… E que série, amiguinhos!

Mais uma inspirada em quadrinhos – HQ homônima criada por Garth Ennis, o mesmo de Preacher, e a série é produzida por Seth Rogen e Evan Goldberg, que também são responsáveis pela de Preacher, que já está indo para a 4ª temporada na AMC – The Boys, que saiu na Prime Video no última dia 26 com 8 episódios, nos mostra um mundo repleto de super-heróis, porém eles são mais um produto que rende bilhões de dólares em merchandising à megacorporação Vought do que heróis altruístas que realmente se preocupam por ajudar as pessoas. Nisso, somos apresentados a dois personagens: Hugh Campbell (Jack Quaid, filho de Dennis Quaid e Meg Ryan), um cara normal que teve sua namorada morta acidentalmente por um “super”, e Luz-Estrela (Erin Moriarty), uma poderosa heroína que finalmente foi admitida no mais famoso supergrupo da Vought intitulado Os Sete.

Luz-Estrela, Profundo (Chace Crawford), Rainha Maeve (Dominique McElligott), Capitão Pátria (Antony Starr), Black Noir (Nathan Mitchell), Trem-Bala (Jessie T. Usher) e Translúcido (Alex Hassell): Os Sete.

Enquanto Hughie é convidado a participar dos “The Boys” por Billy Butcher/Billy Bruto (Karl Urban), humanos normais porém bons de briga, espionagem e infiltração, com a perspectiva de se vingar dos super-heróis, Luz-Estrela descobre que o tão sonhado ingresso nos Sete não é um sonho tão bonito assim, pois os “heróis” são maus-caracteres (tive que procurar o plural de ‘mau-caráter’ e é isso mesmo, ok? rs), arrogantes e altamente perigosos, e ela tem que lidar com essa situação e descobrir o seu verdadeiro lugar no mundo.

Vamos lá: O que eu gostei:

  • A série é 18 anos, então espere muita violência, palavrões, sexo, nu frontal e mortes bizarras no melhor estilo Mortal Kombat. The Boys não possui “limites” e pode mostrar o que criaturas com superpoderes e sem nenhum escrúpulo poderiam fazer ao mundo, com muito humor negro, ação e diversão;
  • O universo de The Boys é muito interessante e repleto de figuras, e adorei a ideia de uma empresa multibilionária ser dona dos direitos de mais de 200 super-heróis através dos EUA, usando-os como produtos rentáveis e levando ao extremo o que seria o capitalismo tardio num universo de superseres;
  • Muito boa a sacada de Os Sete serem uma versão canalha da Liga da Justiça: temos um Superman (Capitão Pátria), The Flash (Trem-Bala), Mulher-Maravilha (Rainha Maeve) e Aquaman (Profundo). Hahaha!
  • A série não é somente sobre super-heróis. É mostrado com destaque como as pessoas normais convivem com os “paladinos” poderosos, e como suas vidas são afetadas pelas ações deles. É o caso de Hughie e os The Boys;
  • The Boys foge da fórmula dos outros quadrinhos. Apesar de não ser nada lá muito novo ou original (quem lembra de Injustice, por exemplo), mas consegue fugir do lugar-comum e ter personalidade própria, e nos faz torcer que seus super-heróis se deem mal hehe;
  • Adorei a personagem Luz-Estrela (Starlight, no original). Ela é poderosa de verdade – com suas rajadas de luz -, mas veio do interior e tem uma personalidade inocente, e ao mesmo tempo não dá perdão aos bandidos e senta o cacete pra valer neles. Meu outro preferido é o Capitão Pátria (Homelander) que, apesar de ser um vilão praticamente, é um personagem bem interessante, e seu olhar psicopata sempre me causa apreensão quando alguém contraria ele hehe;
  • A cena do avião no episódio 6 é muito forte. Quase causou choros em mim;
  • Mesmer, o personagem do Haley Joel Osment kkkkk Muito bom o arco dele;
  • Ver Karl Urban e Simon Pegg atuando juntos desde os filmes de Star Trek foi muito maneiro;
  • A personagem Kimiko (Karen Fukuhara). Ela aparece e a gente fica sem entender qual é a dela, mas durante os episódios, me afeiçoei à ela ♥
  • A cena do Trem-Bala no hospital foi muito engraçada. Hahaha!
  • Que bom que mudaram uma cena aí na adaptação. Seria muito pesada para a TV (clique por sua conta e risco pois SPOILERS);
  • O final não foi o que eu esperava, mas foi satisfatório até, e deixa um interessante gancho (ou mais) para a segunda temporada.

O que eu não gostei:

  • Do arco da Rainha Maeve. Eu fiquei esperançoso de que talvez ela fosse ter uma redenção, mas acabou que ela foi uma fdp como todos os outros dos Sete. Espero que isso mude na próxima temporada (a série já foi renovada);
  • O personagem Black Night. Entrou mudo e saiu calado. Como não li os quadrinhos, não sei qual é a dele, mas poderiam ter explicado porque ele não fala nada rs;
  • O ritmo de The Boys é alucinante em todos os primeiros episódios, mas dá uma caída nos dois últimos. Até que não foi tão ruim assim e não prejudica a experiência, mas poderiam ter sido mais divertidos.

Recomendo a série. Curta e necessária. Se você tem mais de 18 anos, aprecie essa maravilhosa série!

Título original: “The Boys”.
Ano de estreia: 2019.
Criado e produzido por: Eric Kripke, Evan Goldberg e Seth Rogen.
Duração: 8 episódios de +/- 60 minutos cada.
Nota do Gilga: 9,5.

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[Resenha] Doom Patrol – 1ª temporada

Enquanto a Warner vai indo mal nas adaptações ao universo da DC nos cinemas (principalmente se comparado à sua maior concorrente, a Marvel), as séries de TV baseadas nos super-heróis da editora do Superman vão indo bem, obrigado, principalmente se nos referirmos à mais recente leva.

Depois de uma inovação e um relativo sucesso com Titans (resenha aqui), a mais recente série baseada na pouco conhecida superequipe Patrulha do Destino, Doom Patrol estreou em fevereiro no canal de streaming DC Universe. O programa, que tem um apelo muito semelhante aos quadrinhos da Era de Ouro, mostra o grupo montado pelo cientista Niles “Chefe” Caulder (Timothy Dalton): Larry “Homem-Negativo” Trainor (Matt Bomer na voz e forma humana, e Matthew Zuk como Homem-Negativo sob as bandagens) um piloto de testes gay que ficou desfigurado após um acidente e foi “possuído” por um ser feito de energia pura; Rita “Mulher-Elástica” Farr (April Bowlby), uma ex-atriz dos anos 1950 que se transforma numa meleca quando sente emoções negativas; Crazy Jane (Diane Guerrero), uma mulher com transtorno dissociativo de identidade e que possui 64 (!!!) personalidades diferentes e cada uma com um poder (olá, Legião); Cliff “Homem-Robô” Steele (Brendan Fraser na voz e forma humana, e Riley Shanahan como o Homem-Robô propriamente dito), um ex-piloto de Nascar que sofreu um acidente e teve seu cérebro transplantado num corpo robótico; e, por fim, Ciborgue (Joivan Wade), que eu não sei porque não foi usado em Titans e tá nessa equipe, mas beleza.

Vamos aos pormenores:

O que eu gostei:
– A série é diferente de tudo o que já vimos até então nas baseadas em quadrinhos: instigante, divertida, malucaça, nonsense, adulta (com violência explícita e sexo) e com apelo LGBT;
– Bom ver Brendan Fraser de volta depois de tanto tempo sumido. Acho que foi um bom retorno aos holofotes pra ele;
– Como os heróis são atormentados por seus passados trágicos (como eles são FODIDOS, mds!) e como eles conseguem cativar o público (pois carismáticos) por serem tão humanos. Eles não tem nada de super-heróis e nem estão sequer preparados, mas o destino os une como uma família doida para fazerem o que é certo;
– A boa surpresa foi a Diane Guerrero (de Orange is the New Black) interpretando uma personagem com múltiplas personalidades e trocando a atuação em questão de segundos. Crazy Jane é um espetáculo à parte;
– Como falei ali em cima, da boa representatividade LGBT da série. Que bom que temos o Matt Bomer (que é gay) interpretando um personagem gay (a sexualidade foi trocada na transição dos quadrinhos para a série) – mesmo este tendo uma manjada história triste – e o produtor Greg Berlanti, também gay e responsável por todo o Arrowverse e que sempre dá um jeito de encaixar um personagem LGBT nas séries para nos representar;
– O Ciborgue do Joidan Wade tem muito mais profundidade e carisma do que o do Ray Fisher no filme da Liga da Justiça (resenha aqui);
– O vilão “engraçadinho” que abusa de metalinguagem e referências à quarta parede;
– Aliás, o visual do Sr. Ninguém (Alan Tudyk) é muito foda;
– Os plot twists;
– Os efeitos especiais (alguns, pois a maioria eram toscos como o padrão de sempre da Warner) e práticos (próteses do Ciborgue e corpo do Homem-Robô) estão muito bons;
– A abertura é show!

– Trilha sonora foda e inesquecível;
– Os episódios da Rua Danny (com Matt Bomer cantando uma música a la Born This Way no karaokê) e do flashback do Niles Caulder perdido no Canadá são os meu preferidos;
Flex Mentallo (Devan Chandler Long) e seus poderes esquisitos (e o que foi aquela cena no episódio 13?? kkkkk).

O que eu não gostei:
– O último episódio foi doido demais e exigiu muita suspensão de descrença de mim e não rolou;
– Alguns clichês da Era de Ouro dos quadrinhos – vilões estereotipados, ficção científica mirabolante, planos sem sentido etc -, que foram usados propositadamente e em excesso, chega uma hora que cansa;
– Quinze episódios até que é um número ok porém ficou meio extensa a trama. Acho que tudo poderia ter se resolvido em menos episódios.

Resumindo, a Patrulha do Destino é muito divertida e recomendadíssima, e mesmo quem não conhece o quadrinho – praticamente o meu caso também, que mal e mal sabia uma coisa ou outra – vai se entreter muito, apesar de uma certa e estranha familiaridade (“Acho que eu já vi essa série antes”) pelo material ser parecido com os X-Men originais dos quadrinhos e The Umbrella Academy (resenhas da HQ e da série), porém a Patrulha foi lançada antes nos quadrinhos.

Título original: “Doom Patrol”.
Ano de estreia: 2019.
Criado e produzido por: Jeremy Carver, Geoff Johns, Greg Berlanti e Sarah Schechter .
Duração: 15 episódios de 45 a 60 minutos cada.
Nota do Gilga: 9.

[Resenha] The Fate of Atlantis (DLC de Assassin’s Creed Odyssey)

Nove meses depois (mas parecem anos) e eu ainda estou jogando Assassin’s Creed: Odyssey para PS4 (mozão já chama carinhosamente de “crackinho” rs). Além de ser um game viciante, Odyssey tem conteúdo novo constante, com quests diárias e semanais, mais as chamadas Lost Tales of Greece (“Contos Perdidos da Grécia”), que são lançadas a cada três semanas (se não me engano), e mais as DLCs (pra quem comprou a season pass), que foram seis, sendo duas histórias divididas em três partes: a primeira, The Legacy of First Blade (“O Legado da Primeira Lâmina”), a qual eu não resenhei mas achei boa (spoiler: tirando esta controvérsia), pois aprofunda na história do personagem principal; e a segunda, The Fate of Atlantis (“O Destino de Atlântida”), cuja última parte foi lançada no último dia 16.

Começou um pouco frustrante porque a história não começa em Atlantis/Atlântida propriamente dita, e a premissa é meio bobinha. “Alexsandra” (vou chamar o protagonista assim, misturando os nomes de Alexios e Kassandra rs) precisa acessar simulações (olá, Matrix!) de mundos criados pelos Isu (ou Os Precursores) para aumentar o poder do artefato que ela herdou do pai. O primeiro desses mundos é Elísio, o paraíso da mitologia grega. É um mundo lindíssimo, todo florido e sempre ensolarado. Lá você encontrará personagens Isu com nomes de divindades gregas, como Perséfone (a regente de lá), Hermes e Hécate, e se envolverá numa intrigante história de resistência, romance e traições, e onde acontece um encontro inusitado e emocionante para Alexsandra;

O segundo mundo é o Submundo, o pior dos além-vida dos gregos, mundo enevoado, sinistro e com um por do sol constante. Lá, Alexsandra irá interagir com figuras como Hades, Caronte e basicamente todos os bandidos que ela matou, fora algumas figurinhas da Grécia (mais) Antiga (ainda) e mitologia, o que, de cara, eu já achei bem empolgante. A primeira batalha é contra um chefe fodido que penei pra vencer. E aqui também tem muita emoção com outro reencontro aí que não vou falar qual é;

E, por fim, o terceiro mundo, Atlântida propriamente dita, mundo este regido por Posseidon. A cidade é lindíssima (acho que o cenário mais estonteante e bem elaborado que já vi num game), com um visual que mistura Antiguidade com alguns conceitos que nem consigo descrever, mas é aquilo que parece magia mas é só tecnologia além da nossa compreensão. Neste mundo, Alexsandra experimenta o outro lado do poder, mas se envolve em muitas confusões, como sempre. O chefão final é visualmente muito bem bolado, sinistrão e difícil pacas. E o destino de Atlântida… Bom, aí você vai ter que jogar pra saber. Mas no meu ver, não foi lá grandes coisas, achei um pouco anticlimático. Mas fora isso, a DLC toda (as três partes) trazem MUITO conteúdo e é bem divertida, aprimorando a experiência com Odyssey, trazendo equipamentos e entalhes mais poderosos para Alexsandra, e enriquecendo a mitologia da saga Assassin’s Creed ao mostrar mais dos Isu.

Ubisoft tá de parabéns pela criatividade desse conteúdo, de um modo geral, e com o todo o jogo em si. Vou ali jogar mais 200 horas.

Jogo: Assassin’s Creed Odyssey (resenha aqui).
DLC: The Fate of Atlantis (3 partes).
Lançamento: 16 de julho (parte final).
Plataforma: PlayStation 4.
Nota do Gilga: 8,5.

[Resenha] Stranger Things – 3ª temporada

Nascida em 4 de julho, a 3ª temporada de Stranger Things chegou com tudo. Novos personagens, novas tretas, monstros maiores e muita confusão com a molecada da pequena cidade fictícia de Hawkins. E caraio, como essas crianças CRESCERAM! OK, que a gente até entende como funciona a adolescência, mas alguns deles ali tomaram fermento!

Vamos ao que interessa:

O que eu gostei:
– Um ano pra lá de movimentado. No quarto episódio, as crianças já ficam cara a cara com uma das ameaças da série no maior clima tenso e emocionante. E graças à Deus Netflix que as temporadas de Stranger FINGS têm só 8 episódios, pois assim a trama “corre” sem necessidade de “fillers” e enrolações em geral;
– Gostei dos novos personagens, principalmente Erica (Priah Ferguson), a irmã do Lucas (Caleb McLaughlin) – ok, ela tá na série desde o começo, mas só agora ela participou DE VERDADE – e Robin (Maya Hawke), colega do Steve (Joe Keery) na sorveteria. As frases da Erica vão entrar pra história dos memes;
– A amizade de Eleven (Millie Bobby Brown) e Max (Sadie Sink). Meninas, contem comigo pra tudo!
– Eleven usando seus poderes. Impetuosa, visceral, avassaladora. Uma Jean Grey que, ao invés de ser treinada pelo Professor X, foi pelo Magneto;
Dustin (Gaten Matarazzo) e [SPOILER] e, posteriormente, Lucas e Max – para debochar do primeiro casal – cantando o tema de História Sem Fim (que aliás, é uma música incrível, na minha opinião). Ri horrores Hahahaha!
– Ainda bem 🙌 que não foderam com a vida do Will (Noah Schnapp) de novo! Eu não ia aguentar mais uma temporada com ele sofrendo outra vez;
– Em como a cidade virou uma loucura por causa daquele shopping. Coisas boas e (muito) ruins vieram dali. Me lembrou um pouco Torre de Babel (risos);
– O Exterminador do Futuro 👍 (entendedores entenderão);
– Excelentes efeitos especiais (valeu a pena cancelar Sense8, assim sobrou mais dinheiro pra Netflix caprichar em ST rs).

Não consigo mais tirar da cabeça que disseram no Twitter sobre o Billy (Dacre Montgomery) parecer o filho do Zac Efron com o Jared Leto que nunca tomou banho desde que nasceu (risos).

O que eu não gostei:
– O namoro de Mike (Finn Wolfhard) e Eleven. PLMDDSSSSSSSSSSS que coisa chata e grudenta! Vão jogar RPG e larguem mão disso, pois vocês são bebês ainda! Hehe;
Hopper (David Harbour) macho tóxico, escroto e fedido a cigarro do caralho!
– Eu tava esperando a Oito (Linnea Berthelsen) aparecer. Não foi dessa vez 😢
– Essa temporada tá bem nojenta (ajudado pelos ótimos efeitos especiais). Cuidado, estômagos fracos.

Apesar de já cansado um pouco da fórmula da série – a ameaça vinda do Mundo Invertido que deixou algo pra trás e virou a ameaça na 2ª temporada que deixou algo pra trás de novo etc – foi um bom ano. O final – excetuando a cena pós-créditos (sim) – deu um bom desfecho na série, amarrando a maioria das pontas soltas e dando destinos “satisfatórios” a todos os personagens. Eu, por mim, encerrava aí, numa trilogia mesmo. Mas vai saber, né. A Netflix não larga assim tão fácil suas galinhas dos ovos de ouro…

Título original: “Stranger Things”.
Ano de estreia: 2019.
Criado e produzido por: Irmãos Duffer.
Elenco: Winona Ryder, David Harbour, Finn Wolfhard, Millie Bobby Brown, Gaten Matarazzo, Caleb McLaughlin, Natalia Dyer, Charlie Heaton, Cara Buono, Noah Schnapp, Sadie Sink, Joe Keery, Dacre Montgomery e Maya Hawke.
Duração: 8 episódios de +/- 55 minutos cada.
Nota do Gilga: 8,5.

[Resenha] Homem-Aranha: Longe de Casa

Nos cinemas desde do dia 4, o segundo capítulo do novo “re-reboot” do Homem-Aranha, Longe de Casa traz uma nova e excitante aventura para o Amigo da Vizinhança. Sendo o filme que encerra a “Saga do Infinito” no MCU, ele amarra algumas pontas (e deixa outras soltas) e diverte muito como filme solo do Aranha (Tom Holland).

O que eu gostei:
– Ritmo da trama é empolgante, além de ser divertido, tenso e engraçado na medida certa;
– Todos os uniformes diferentões que o Aranha usou. Parabéns para o departamento de marketing que assim vão ter mais bonequinhos para vender, mas ficou bacana como eles usaram no filme, cada um com sua utilidade;
– O desenvolvimento dos personagens e seus relacionamentos, seja o de Peter com MJ (Zendaya), Ned (Jacob Batalon) com Betty Brent (Angourie Rice), Happy (Jon Freveau) com Tia May (Marisa Tomei) etc;
Jake Gyllenhaal como Quentin Beck/Mysterio foi uma das melhores coisas que aconteceram ao MCU;
– FINALMENTE deram uma importância (e mais falas) para a Maria Hill (Cobie Smulders). Sempre achei essa excelente personagem muito mal aproveitada no MCU;
– A volta de um ator num papel recorrente ♥
– As tecnologias usadas no filme 👍
– As locações do filme. Adorei ver Veneza, Praga e Londres num filme do MCU;
– A bundinha do Tom Holland;
– Os (muito) plot twists na trama. OK que o do vilão eu já estava esperando, mas os que acontecem nas duas cenas pós-créditos que, juntas, desmontam os acontecimentos de Longe de Casa e de quebra com o lore do MCU! De cair o cu da bunda.

E a tensão sexual entre esses dois, hein?

O que eu não gostei:
– Tony Stark, Tony Stark, Tony Stark. Apesar do filme começar com aquela homenagem piegas (e um tanto quanto engraçada) ao som de Whitney Houston aos heróis mortos em Vingadores: Ultimato (resenha aqui), o filme meio que gira em torno do luto dos personagens pela morte do Homem-de-Ferro (Downey Jr.), que era mentor/sugar daddy do Aranha. Grafites, velas acesas, menções dos personagens… Mesmo morto, Tony Stark estava em toda a parte. Achei só um pouquinho irritante. Ninguém chorou metade disso pela Viúva Negra (Scarjo)…
– OK que adaptaram a origem do Mysterio para a realidade do MCU, mas de novo, adivinha com qual personagem ligaram as tramas? Isso já aconteceu em pelo menos outros dois filmes (SPOILER sem contexto aqui e aqui).

Mas, em suma, apesar desses deslizes, Homem-Aranha: Longe de Casa, é um excelente filme!

Título original: “Spider-Man: Far From Home”.
Ano: 2019.
Diretor: Jon Watts.
Elenco: Tom Holland, Samuel L. Jackson, Zendaya, Cobie Smulders,
Jon Favreau, Marisa Tomei e Jake Gyllenhaal.
Duração: 130 min.
Nota: 8,5.

[Resenha] Vingadores – A Expedição Final

Recentemente concluído no Brasil e publicado pela Panini, o arco “A Expedição Final”, com as 6 primeiras edições de Avengers por Jason Aaron e Ed McGuinness, lançadas ano passado nos EUA (e publicadas aqui entre Vingadores 1 a 4, iniciado em março), é uma trama muito divertida e bem bolada. Primeiramente eu amo o traço do McGuinness – que é um dos meus desenhistas favoritos -, e que também é responsável pelas capas. E o roteirista Jason Aaron é um dos melhores da atualidade, e que em Vingadores soube brincar com vários elementos do Universo Marvel e fez uma surpreendente e empolgante salada de frutas protagonizada pelos Maiores (literalmente) Heróis da Terra.

O que eu gostei:
– Bom, tudo começa com o conceito inicial da trama, os Vingadores de Um Milhão de Anos antes de Cristo. “É o quê, Gilga???”. Sim, ele criou uma improvisada equipe de entidades que teve que defender a Terra de um Celestial – uma raça alienígena gigantesca que manipula o destino genético dos mundos. Esse grupo de Vingadores era composto por um jovem Odin (pai de Thor e de todos asgardianos), portando o Mjolnir; a Fênix (a hospedeira, também ruiva, não teve origem ou nome revelados); Vishanti, o primeiro Mago Supremo; Fantasma, o Espírito da Vingança original montado numa mamute (que por isso eu o chamo de “Mamuteiro Fantasma” rs); um gigantesco Estigma (que mais parece o Hulk); e Punho de Ferro e Pantera originais. Percebe-se que eles são as contrapartes dos Vingadores atuais (trocando aqui Punho de Ferro por Capitão América, Estigma por Mulher-Hulk e Fênix por Capitã Marvel), conforme a imagem que ilustra este post. O que a equipe liderada por Odin fez há 1.002.000 anos atrás reverberou no tempo até que as consequências tiveram que ser enfrentadas pelos Vingadores de hoje;
– A equipe de Vingadores se formou improvisadamente, com a chamada “santíssima trindade” da Marvel, Capitão, Thor e Homem-de-Ferro, que se juntaram a Doutor Estranho, Pantera Negra, Capitã Marvel e Motoqueiro (eu prefiro chamar de Motorista, visto que ele tem um carro no lugar da moto) Fantasma, para investigar a – literalmente – chuva de Celestiais mortos que despencou por toda a superfície terrestre;
A página dupla que encerra a edição 4 de Avengers (spoiler, portanto clique por sua conta e risco). Aqui eu tive o famigerado “nerdgasmo” rs
– O Aaron foi esperto em explicar a relação das expedições dos Celestiais com a origem dos superseres do Universo Marvel (algo que já foi abordado em Terra X, que eu resenhei aqui, mas de um jeito diferente e mais nojento hehe). É um retcon que faz com que tudo tenha sentido;
– Mulher-Hulk (aqui chamada apenas de Hulk, já que o original está “aposentado”) de volta aos Vingadores. Eu simplesmente AMO Jennifer Walters, ela é uma das minhas heroínas favoritas, apesar de ela estar bem diferente, e o seu lance de alter ego está mais parecido com o do seu primo Bruce Banner;
– Os poderes do Motorista Fantasma são muito foda, e isso fica bem claro nesse arco. E o legal foi ver ele se integrando com o resto dos Vingadores que não o conheciam ainda (olha as capas de Avengers #5 e #6 que bacanas ♥);
– A propósito, rolou a ORIGEM do Espírito da Vingança – que é a entidade que possui um humano e o transforma num Cavaleiro/Motoqueiro/Motorista Fantasma – que é muito boa.
– Diálogos e acontecimentos engraçados, partindo de personagens como Tony Stark, Dr. Strange, Carol Danvers, Thor e Mulher-Hulk.

Capas de Avengers (volume 8) números 1 a 6.

O que eu não gostei:
– Só uma coisa: eles descobriram a solução do problema somente na última edição, depois de passar outras cinco sofrendo e apanhando dos Celestiais Negros, da Horda (sim, têm outros vilões, mas não vou explicar do que eles se tratam por motivos de spoilers) e do Loki, meio que resolvendo tudo nos 45 do segundo tempo.

De resto, um arco bem escrito e visualmente impecável, com uma equipe diferente e inusitada de Vingadores. Recomendadíssimo! Corre que ainda dá tempo de pegar algumas edições nas bancas (ou qualquer coisa, dá comprar online também direto com a Panini).

Ansioso para o que vem aí em Vingadores, já que, segundo o próprio Odin, ele e sua equipe de “proto-Vingadores” aprontaram mais confusões nos primórdios da Terra (e eu tenho aqui minhas ideias)…

Título original: “Avengers vol. 8 #1-6”.
Ano: 2018.
Autores: Jason Aaron, Ed McGuinness e Paco Medina.
Editora: Panini.
Lançamento: Março a Junho/2019.
Nota do Gilga: 10.

[Resenha] Jessica Jones – 3ª temporada

Na Netflix desde a última sexta-feira (21), a 3ª temporada de Jessica Jones chega para concluir o Defenderverse. E com chave de ouro, hein. Neste último ano, Jessica (Krysten Ritter) passa pelo dilema se é ou não uma heroína (e a dúvida “o quê é ser uma heroína?”), enquanto Trish (Rachael Taylor) usa seus poderes adquiridos na temporada anterior para ajudar as pessoas e acaba cruzando alguns limites, e Jeryn (Carrie-Anne Moss) que, para se provar como uma excelente advogada, acaba fazendo mais mal do que bem para as pessoas ao seu redor.

OK, lá vai.

O que eu gostei:
– A conclusão dos arcos dos personagens, bem como a trajetória deles nesta temporada;
– Gostei da importância que deram pra Trish, com ela tendo episódios só pra ela;
– Falando nela, muito bom a “Felina” (Hellcat), que mesmo sem uniforme (rolou uma homenagem ao uniforme clássico dos quadrinhos no 2º episódio) aprontou altas confusões com seus poderes;
– Outra personagem que também morri de amores foi a Jeryn. Carrie muito foda em uma personagem muito bem escrita e com diversas camadas;
– O vilão, apesar de ser apenas humano, deu muita dor de cabeça para as heroínas com sua astúcia, e provou que não é necessário poderes para fazer maldade;
– A aparição de outra pessoa com poderes deu uma boa profundidade na trama, e acabou trazendo coisas boas e também (muito) ruins para as vidas das personagens principais;
– A secretária trans da Jessica Jones. Me identifiquei com o sarcasmo dela ♥
– O ritmo da trama é alucinante entre os episódios 3 e 11. Pena que no final dá uma caída;
– O episódio 7 é emocionante e o meu preferido!

Que mulheres! ♥

O que eu não gostei:
– Novamente, trama arrastada, o que aconteceu nas temporadas anteriores de Jéssica Gomes. Tudo poderia ter sido resolvido entre 8 e 10 episódios. O formato de 13 episódios é muito cansativo;
– Uma coisa que é normal na série mas sempre me deixou decepcionado foi o fato de não mostrarem a Jessica voando. Ela voa, caras, mas deve ser muito caro (ainda mais em ritmo de despedida das séries Marvel na Netflix) fazer esse efeito (nem que fosse um cabo erguendo a Krysten). Lembro que isso acontecia direto em True Blood (2008-2014), da HBO, com o Eric (Alexander Skarsgård), onde nunca era mostrado ele voando, daí num episódio mostraram e eu surtei;
– Queria a aparição dos outros Defensores (ou algum outro personagem das outras séries), mas só apareceu um por cinco minutos só pra dar um conselho pra Jessica e foi embora. Achei anticlimático, mas enfim.

Mas no balanço geral, foi uma temporada excelente, até melhor do que a 3ª de Demolidor (resenha aqui), que pra mim, foi uma das melhores do Defenderverse, entregando uma trama redondinha e com muita profundidade aos personagens. Recomendado!

Título original: “Jessica Jones”.
Ano de estreia: 2019.
Criado por: Melissa Rosenberg.
Elenco: Krysten Ritter, Rachael Taylor, Carrie-Anne Moss, Eka Durville.
Duração: 13 episódios de +/- 52 minutos cada.
Nota do Gilga: 9.

[Resenha] Game of Thrones – Última temporada

Então, né, gente… Uma pena que isso foi acontecer com Game of Thrones, mas infelizmente, uma das melhores séries de TV de todos os tempos ganhou uma conclusão tão decepcionante. Os maiores vilões da série foram mesmo os roteiristas.

Mas vamos por partes.

O que eu gostei:
– A nova abertura;
– Algumas conclusões de arcos de personagens, como Jorah Mormont (Iain Glen), Gendry (Joe Dempsie), Brienne (Gwendoline Christie), o Cão (Rory McCann), Melisandre (Carice van Houten) e Sansa (Sophie Turner), pelo que consegui lembrar;
– Me aprofundando um pouco nas conclusões das duas últimas: Melisandre poderosíssima na batalha de Winterfell, fez mais do que Daenerys (Emilia Clarke) e Jon (Kit Harrington), que estavam montados em um dragão cada. E a morte dela (virou poeira) foi pra se redimir das barbaridades que cometeu na época em que estava ajudando o Stanis Baratheon; Sansa – de sonsa a sensata, como diria Carol Moreira – teve um final grandioso, satisfatório e merecidíssmo, depois de tudo o que sofreu;
– Outra que teve momentos foda (mas conclusão, nem tanto) foi a Arya (Maisie Williams) que, de tão ninja que ficou, roubou o protagonismo do irmão Jon Snow (o “Gelo” de “As Crônicas de Fogo e Gelo”) ao matar o Rei da Noite (Vladimir Furdik), o grande chefão de GoT. E pelo menos ela riscou todos os nomes de sua lista negra (de maneira direta ou indireta);
– A Batalha de Winterfell, que é a mais longa cena de batalha do audiovisual de todos os tempos, foi o melhor episódio pra mim;
– Os efeitos especiais desta temporada estavam foda, principalmente os dragões. “Valeu a pena” terem matado todos os lobos gigantes dos Starks durante as temporadas anteriores e dado sumiço no único que sobrou, o Fantasma (risos);
– Falando nisso, essa cena;

Pega fogo, cabaré!

O que eu não gostei:
– Bom, basicamente do roteiro mesmo. Pontas soltas demais, personagens inconsistentes e situações forçadas apenas para empurrar a trama pra frente. Isso pegou mais nas ações da Daenerys que, de repente, virou a “rainha louca”. OK que ela matou muita gente nas temporadas anteriores, mas era tudo gente ruim, porém fazê-la incendiar uma cidade cheia de inocentes foi o fim da picada com a personagem. Bom que mataram ela mesmo e fim;
– Jon não ter sido executado depois de matar a rainha. Bem crível; 👍
– O novo regente de Westeros. Escolheram o personagem mais insosso, inconsistente e inútil de toda a série, que já tinha falado mais de uma vez que não ligava para o poder ou para os problemas do mundo mortal, e na hora que foi indicado ainda disse que “era pra isso que ele tinha chegado até ali”. Sei. Altas tramas bem construídas…
– Brienne, meu amor, lamento tanto que tu tenha se envolvido com o boy lixo do Jamie (Nikolaj Coster-Waldau). Você merecia mais, porém sei como são essas coisas rs
– Por falar no Jamie, o arco de redenção do personagem no decorrer das temporadas anteriores foi muito FODA, pena que ele jogou tudo fora indo tentar salvar a Cersei (Lena Headey). E ela deveria ter morrido de um jeito mais cruel (por ter mandado matar a Lady, a loba gigante da Sansa na 1ª temporada, principalmente);
– O segundo dragão da Dany ter morrido de graça no episódio 4; 😡
– Os escorpiões (balistas) terem sido “nerfados” entre os episódios 4 e 5 rs;
– As profecias da série, no fim, não serviram para nada;
– Que fim levaram os Dothraki? Esquecidos no churrasco, mas vou acreditar que, sem nada pra fazer em Westeros, voltaram para Essos (e essa é só uma dúvida não respondida, pois ficaram tantas);
– E o Drogon que derreteu no bafo o Trono de Ferro? Será que ele era assim tão inteligente? rs

Resumindo: a série ainda é fantástica, suas primeiras temporadas são ótimas, porém a temporada final parece que os roteiristas e produtores estavam de saco cheio e quiseram terminar de qualquer maneira, não dando o devido esmero nas tramas de muitos personagens importantes. Eu até entendo que a escolha do novo governante – agora – dos Seis Reinos deveria ser quem a gente menos esperava (os famosos plot twists de GoT), mas olha o que foi feito aos outros candidatos e personagens principais… Decepcionante demais, D&D.

Elemental + Fire na armadura.

Título original: “Game of Thrones”.
Emissora: HBO.
Ano de estreia: 2019.
Criado por: David Benioff e D. B. Weiss.
Elenco: Peter Dinklage, Nikolaj Coster-Waldau, Lena Headey, Emilia Clarke, Kit Harington, Aidan Gillen, Iain Glen, Sophie Turner, Maisie Williams etc.
Duração: 6 episódios de +/- 60 minutos cada.
Nota do Gilga: 7.

[Atualizado] Extra: Por que é que o final de Game of Thrones foi tão decepcionante?

[Resenha] Vingadores: Ultimato

Onze anos e 22 filmes depois, a Saga do Infinito do MCU chega ao fim nos cinemas com Vingadores: Ultimato. O filme é a concretização do sonho de todo marvete e do espectador casual dos filmes do Marvel Studios, que a essa altura já são fãs fervorosos, e já se provou um sucesso na venda antecipada de ingressos e está arrombando as bilheterias já nos primeiros 3 dias de lançamento, e tem tudo pra ser o maior sucesso entre todos os filmes de super-herói e do cinema como um todo.

Pra não estragar muito a experiência dos leitores do blog que ainda não viram o filme, vou fazer o famoso “o que eu gostei/o que eu não gostei” separado em duas sessões: sem e com spoilers. Vamos lá:

SEM SPOILERS

O que eu gostei:
– Guardaram o melhor para o final mesmo. Roteiro muito bem criado (apesar de uns “furinhos” que explano melhor na seção com spoilers) e bem executado, este filme fecha com chave de ouro a saga das Joias do Infinito nos cinemas;
– A preocupação dos irmãos Russo em dar mais importância para personagens subaproveitados nos filmes anteriores, como Viúva-Negra* (Scarlett Johansson), Gavião Arqueiro (Jeremy Renner), Homem-Formiga (Paul Rudd) e Nebulosa (Karen Gillan);
– A trajetória do Hulk (Mark Ruffalo); 👍
– Pelos Celestiais, o Thanos (e o Josh Brolin) é um vilão formidável!
– Quase todo o elenco de todos os 22 filmes deram as caras em Ultimato – de uma forma ou outra -, dando um climão de final de novela da Globo (mas no bom sentido);
– Falando nisso, dá pra ver que os roteiristas reassistiram todos os filmes do MCU e usaram várias referências obscuras de coisas que eu nem lembrava mais (chegando em casa depois do cinema, tive que assistir um vídeo de easter eggs do filme rs);
– A batalha final é de arrepiar os pelos da nuca!
– Ultimato mostrou o primeiro personagem abertamente gay do MCU, porém pena que era só um coadjuvante e não irá aparecer em outros filmes. Será que teremos um personagem principal LGBT somente no filme dos Eternos?
– Nem senti as 3h de filme passarem de tão divertido que foi.

* mas merecia mais.


O que eu não gostei:
– O papel na trama da Capitã Marvel (Brie Larson). Subaproveitadíssima. Esperava muito mais.

COM SPOILERS (selecione o texto com o mouse para poder ler)

O que eu gostei:
– Pra mim, o ápice foi o Capitão América (Chris Evans) usando o Mjolnir. Usando e abusando, né. Foi muito fanservice e adorei!
– Falando em fanservice, finalmente ele disse “Avante, Vingadores!” (“Avengers, assemble!”), hein! O Marvel Studios tava nos devendo essa;
– A morte do Thanos nos primeiros minutos de filme. Aquilo sim foi rápido e impiedoso;
– A cena da Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen) vs. Thanos PQP!!! 😍
– As viagens no tempo foram demais! Legal ver os Vingadores revisitando grandes momentos de alguns filmes anteriores para roubar as Joias do Infinito, e de quebra, trazer de volta às telonas alguns personagens que deixaram o MCU, principalmente o caso da Frigga (Rene Russo), que tem 28 falas, que é mais do que ela teve nos dois primeiros filmes do Thor somados (que absurdo isso, gente, desperdício com grandes artistas…);
Hail, Hydra!
– A solução para o destino de Gamora (Zoe Saldana). Sei que não é como a gente queria, mas pelo menos ela voltou;
– E o Loki (Tom Hiddleston), hein? Safadinho, deu um jeito de escapar. Provavelmente só vamos vê-lo de novo em sua série solo no Disney+;
– Outra série do canal de streaming da Disney que me aguçou a curiosidade com os acontecimentos do filme é Falcão & Soldado Invernal, que eu acho que vai se chamar, na verdade, Capitão América & Soldado Invernal…
Pepper Pots (Gwyneth Paltrow) usando a armadura Resgate foi foda demais! E ela em ação com todos os outros super-heróis, e não apenas como o interesse romântico de Tony Stark (Robert Downey Jr.) e sem poderes;
– Finalmente os filmes consideraram algo que acontece nas séries de TV da Marvel, com a aparição do Edwin Jarvis (James D’Arcy), na cena em 1970, que debutou na já cancelada Agent Carter (2015-2016). Enquanto isso, Agents of S.H.I.E.L.D. segue esquecida no churrasco…
– Satisfeito com as conclusões dos arcos de Tony e Steve. Só quero saber quem vai ser a nova geração de Vingadores (inclusive quero Jovens Vingadores também);

Nossa, que desnecessário o homem hétero querendo mostra que é macho.


O que eu não gostei:
– Uma pena que os heróis ressuscitados apareceram tão pouco e tiveram quase nada de texto, principalmente triste pelo Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch), que foi tão essencial em Vingadores: Guerra Infinita e basicamente executaram o plano dele em Ultimato;
– Por falar em subaproveitamento, e a Jane Foster (Natalie Portman) que apareceu por literalmente 2 segundos apenas??? Mds que absurdo;
– Falando em trama, os furos de roteiro, né, gente. Primeiro, as regras criadas pelo próprio filme, que só daria para viajar no tempo passando pelo universo quântico usando 1 frasco de partículas Pym por pessoa/por viagem, mas daí o Thanos passou pelo portal na base dos Vingadores com aquela nave dele do tamanho de uma cidade sem esse recurso; e outra coisa que está me tirando o sono: o Capitão América voltou ao passado para devolver as joias e levou o escudo e o martelo original do Thor, daí quando ele reaparece, só volta com o escudo. Que fim levou o Mjolnir?
– Queria maiores participações de Nick Fury (Samuel L. Jackson), Maria Hill (Cobie Smulders), que aparecem por 3 segundos na tela, e também do Coulson (Clark Gregg), que retornou às telonas em Capitã Marvel (resenha aqui) e me deixou com gostinho de quero mais;
– Um pouco triste com o destino da Natasha mas reconfortado que ela vai ganhar filme solo (que parece que vai ser massa). Curioso pra saber do que vai se tratar a história do longa;
– Achei forçado o momento “girl power” do filme e não, não acho que isso abra precedente para a criação de uma Força-V (esbocei um pouco sobre a HQ aqui) no MCU.


Enfim, Ultimato é o melhor filme do MCU, e quem discorda é bobo e feio (ou crítico de cinema chato da Folha). Concluiu com louvor a história iniciada em 2008 com o primeiro filme do Homem de Ferro, encerrando satisfatoriamente os arcos de alguns personagens principais, enquanto deixou algumas pontas soltas para contar novas histórias tanto nos próximos filmes quanto nas novas séries que chegarão no Disney+ nos próximos anos. Estou doido pra saber o que vem por aí!

Obrigado, Irmãos Russo, Kevin Feige e grande elenco por essas obras-primas que são os filmes do Marvel Studios (nem todos rs).

Título original: “Avengers: Endgame”.
Ano: 2019.
Diretor(es): Anthony Russo e Joe Russo.
Elenco: Robert Downey Jr., Chris Evans, Mark Ruffalo, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Don Cheadle, Paul Rudd, Brie Larson, Karen Gillan, Danai Gurira, Bradley Cooper, Josh Brolin e mais.
Duração: 181 min.
Nota: 9,5.

[Resenha] Capitã Marvel

O tão esperado primeiro filme solo de personagem feminina do Universo Cinematográfico Marvel chegou ontem aos cinemas brasileiros, Capitã Marvel. O longa se passa basicamente nos anos 1990 e conta a origem da heroína que é a cartada final de Nick Fury (Samuel L. Jackson) contra Thanos (Josh Brolin), conforme visto na cena pós-créditos de Vingadores: Guerra Infinita.

Capitã Marvel é um excelente filme de origem, e a personagem, vivida pela excepcional Brie Larson, é fodástica, porém o filme não utilizou de todo o potencial do material original.

Vamos aos pós e contras.
O que eu gostei:

  • O arco de desenvolvimento da personagem até que é bom, apesar de ser um pouco confuso (digamos que a história da Carol Danvers foi meio que contada de trás pra frente rs);
  • Os poderes da Capitã são fantásticos, principalmente quando ela atinge seu 100% (aparentemente). A personagem mais poderosa do MCU. Te cuida, Thanos!
  • Gostei de algumas alterações drásticas feitas para o filme de alguns elementos da mitologia da Miss/Capitã Marvel, bem como a relação entre Krees/Skrulls, porém infelizmente sei que muitos fãs chatos vão chiar;
  • Goose, o gatinho (que não é da Carol) é um amorzinho. Er, em quase todo o tempo;
  • Fury e Coulson (Clark Gregg) jovens estão demais (efeitos). E os personagens (principalmente Fury, que tem maior participação e importância na história) estão muito bons. Eu diria que as atuações do Samuel, junto com as de Anette Benning (que intepreta DOIS personagens cujos quais não posso revelar por motivos de spoiler), Ben Mendelsohn (o skrull Talos) e, por que não, Jude Law (o kree Yon-Rogg) “salvam” o filme;
  • Ambientação e efeitos especiais alienígenas e no espaço estão bacanas, mas acho que poderiam ter inovado mais (achei meio parecido com os dois Guardiões da Galáxia);
  • O efeito do poder metamorfo dos Skrulls 👍
  • Homenagem LINDÍSSIMA para Stan Lee
  • Cena pós-créditos muito boa e que conecta o filme Vingadores: Ultimato (que estreia dia 25 de abril).
Corre, Thanos!!


O que eu não gostei:

  • O filme tem muito pouca ação e isso pesa muito contra. OK que como filme de origem, Capitã Marvel cumpre seu papel e diverte, mas a falta de ritmo, se comparado com os outros filmes do MCU, deixou a desejar;
  • Capitã Marvel poderia ter uma trilha sonora memorável – pois se passa no ano de 1995 – mas não souberam explorar essa possibilidade e tocaram só “Come As You Are” do Nirvana;

Resumindo, Capitã Marvel foi decepcionante (talvez por culpa das minhas malditas expectativas!). Concordo que é um filme importante, pela representatividade feminina nas telonas e pela história de superação da personagem que caiu tantas vezes (literalmente) e conseguiu se levantar, poderosíssima.

Outro grande inimigo que o filme enfrenta são homens machistas, esses que inclusive se dizem fãs dos filmes do Marvel Studios mas que eles mesmo estão jogando água no trabalho da produtora, dando notas negativas em sites de avaliações de filmes e, assim, comprometendo trabalhos futuros que sejam inovadores por trazer personagens que não sejam apenas homens héteros brancos e cis. Pra vocês terem uma ideia, no Rotten Tomatoes, Capitã Marvel tem mais avaliações de usuários, em apenas 24h, do que Vingadores: Guerra Infinita, o maior sucesso do Marvel Studios lançado há quase ano, e a nota da Capitã está em 32%, conforme mostrado neste tweet do usuário @jacobdcrawley. Só os incel e caras de pau pequeno que têm tempo pra fazer isso na nota de um filme de super-heroína…

Título original: “Captain Marvel”.
Ano: 2019.
Diretor(es): Anna Boden e Ryan Fleck.
Elenco: Brie Larson, Samuel L. Jackson, Ben Mendelsohn, Annette Bening, Jude Law, Lee Pace, Lashana Lynch, Gemma Chan, Clark Gregg e Djimon Hounsou.
Duração: 124 min.
Nota: 7,5.