[Resenha] (Des)encanto

(Dis)enchantment (ou (Des)encanto) estreou na Netflix na semana passada (17), e é um original do canal trazido por Matt Groening, o criador dos sucessos Os Simpsons (1989-hoje) e Futurama (1999-2014), é um desenho mais ou menos adulto (censura 14 anos), devido às mortes sangrentas e amputações (risos), é bem debochado, com boas sacadas e algumas referências ao mundo pop em geral (inclusive tem easter eggs de Simpson e Futurama).

Os personagens centrais formam um trio:
Bean: a Princesa Tiabeanie de Dreamland (Terra dos Sonhos), vulgo “Bean”, não quer saber de suas obrigações de monarca e sempre quando pode, foge do castelo e da perseguição de seu pai chatíssimo, o rei Zog (apesar de tudo, um dos personagens mais engraçados), para encher a cara e aprontar altas confusões entre os plebeus;
Elfo: uma criatura mágica que, cansado de viver no mundo doce e fofo da terra dos elfos, foge e acaba chegando em Dreamland. Tem uma queda fortíssima por Bean. O design dele lembra o Bart Simpson (só a aparência mesmo);
Luci: é um demônio pessoal enviado por dois personagens misteriosos de um reino distante para corromper Bean. Luci é literalmente o diabinho que fica no ombro da princesa falando para ela fazer maldades, enquanto Elfo é o “anjinho”. Muitas das confusões que o trio se mete começam com uma ideia de Luci.

Outros personagens que se destacam, além do já citado Zog, são a Rainha Oona, madrasta da Bean que é de uma raça de salamandra/réptil/morcego (???) de pele azulada vinda do reino pantanoso de Dankmire, é muito bizarra que chega a ser engraçada, bem como seu filho e meio-irmão de Bean, o Príncipe Derek, que é ingênuo e infantil; o conselheiro Odval e o mago Bruxério (Sorcerio no original, que também é um nome engraçado) que formam o casal gay da série; a Fada que é uma prostituta (hahaha) etc.

A abertura e o tema da série são muito bons:

A temporada termina num baita cliffhanging, mas de propósito, pois a série, depois de pronta, foi dividida em duas temporadas, logo a segunda já está garantida e provavelmente chega no ano que vem.

(Des)encanto é muito boa no geral, mas no quesito humor, confesso que eu esperava mais, talvez por ser saudosista dos primeiros anos de Os Simpsons que são muito engraçados. Apesar de frustrar minhas expectativas, recomendo a série.

Título original: “(Dis)enchantment”.
Ano de estreia: 2018.
Criado e produzido por: Matt Groening, Bill Oakley, Josh Weinstein e Claudia Katz.
Duração: 10 episódios de +/- 30 minutos cada.
Nota do Gilga: 7.

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Trailer da 2ª temporada de Punho de Ferro

A Netflix liberou hoje o primeiro trailer da nova temporada de Punho de Ferro:

O vídeo mostra o reencontro de Danny (Finn Jones) e Davos (Sacha Dhawan), um flashblack onde mostra os dois usando a máscara do Punho de Ferro bem parecida com a dos quadrinhos e também eu creio ter visto um Punho de Ferro múmia? Será que ele vai encontrar outros Punhos ou aquele era o seu antecessor?
Uma coisa que gostei muito foi o soco no carro-forte.

Punho de Ferro volta na Netflix em 7 de setembro.

[Resenha] Neo Yokio – 1ª temporada

Taí uma produção Netflix com cara de anime que parece ser só mais uma no meio de tantas coisas lançadas atualmente. Neo Yokio, que estreou na semana passada (22), é um desenho divertidíssimo, é meio porra louca e ainda consegue fazer uma crítica à vaidade e ao capitalismo.

Nosso protagonista é Kaz Kaan (sim, eu também ri muitas vezes com essa cacofonia, “Cascão” rs), dublado originalmente pelo Jaden Smith. Ele pertence a uma linhagem de bruxos aristocratas (ou Majestocratas, como é explicado na série), presta serviços de exorcismo e caça a demônios na cidade-título, quase sempre obrigado por sua gananciosa e severa tia Agatha (Susan Sarandon). Kaz tem um robô-mordomo (que parece a versão branca do Optimus Prime) chamado Charles (Jude Law), que é muito prestativo e por vezes engraçado também. O protagonista é um pouco depressivo e preguiçoso, mas sempre tentando manter-se elegante e na moda o tempo todo, e possui um rival, o entojado Arcangelo (Jason Schwartzman), que é o “Meninas Malvadas” da série, e sempre aparece com seus quatro comparsas (ele tem até uma vinheta quando aparece hahaha) para fazer bullying com Kaz.

Você quer Toblerone gigante, @?

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Os outros personagens são Lexy (The Kid Mero) e Gotlieb (Desus Nice), os inseparáveis amigos de Kaz; Helena St. Tessero (Tavi Gevinson), a maior blogueira de moda do mundo que teve uma mudança drástica de ideologia depois de um certo evento (spoilers!) e que é responsável, direta e indiretamente, por algumas tretas na cidade; Cathy (Alexa Chung), a ex-namorada de Kaz que, quando vai embora da cidade, o deixa em depressão; Sailor Pellegrino (Katy Mixon), a maior estrela pop da atualidade, que vendeu 1 BILHÃO (!!!) de discos, é bem doidinha e tem uma queda por Kaz; Registrador (Steve Buscemi), um implacável investigador de peruca de juíz que não larga o pé do protagonista.

Kaz, Charles, Lexy e Gotlieb.

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Sobre Neo Yokio: a cidade pertence ao um mundo alternativo, e ela localiza-se em nossa Nova York, porém a Terra está parcialmente inundada (derretimento das calotas polares pelo aquecimento global, talvez), e no século XVIII foi alvo de uma invasão demoníaca. Então, o prefeito à época convoca todos os bruxos exorcistas do mundo para a cidade para deter a ameaça e, quando perigo acaba, os bruxos ganham cidadania e propriedades, assim se tornando os Majestocratas. Não é citado o nome do país onde a cidade fica, mas a bandeira tem as cores vermelho, preto e no centro, uma cruz vermelha como a da Suíça.

Neo Yokio, criada e escrita por Ezra Koenig (vocalista do Vampire Weekend), me surpreendeu por ser um desenho que faz graça tanto de suas situações inusitadas quanto do absurdo fanatismo dos personagens por status, vaidade e dinheiro. E não é um anime de poderes e de sim de situações. E é uma série curtinha, dá pra terminar em uma tarde. Recomendo!

Título original: “Neo Yokio”.
Emissora: Netflix.
Ano de estreia: 2017.
Criado por: Ezra Koenig.
Elenco: Jaden Smith, Jude Law, Tavi Gevinson, Susan Sarandon, The Kid Mero, Desus Nice, Jason Schwartzman.
Duração: 6 episódios de +/- 22 minutos cada.
Nota do Gilga: 8.

[Primeiras Impressões] Star Trek: Discovery

Estreou ontem na Netflix os dois primeiros episódios de Star Trek: Discovery, sua nova série semanal. Somos apresentados às duas personagens principais – femininas e não brancas (obrigado pela representatividade!) – capitã Philippa Georgiou (Michele Yeoh) e sua imediata Michael Burnham (Sonequa Martin-Green). Já no 1º episódio tem altas tretas envolvendo os Klingons, missões suicidas e motim a bordo da USS Shenzhou.

No segundo, tivemos uma batalha no espaço e uns plot twists fortíssimos, isso tudo em meio à ação eletrizante. Gostei da Burnham, uma interessante personagem que é uma humana que foi criada por um vulcano chamado Sarek (James Fran). No flashback onde aparece Burnhan conhecendo a capitã Georgiou, sete anos antes, é possível ver como ela se tornou 100% vulcana, sem emoções e agindo pela lógica, e a diferença destoante de como ela é hoje, que parece que ficou mais “humana” com a convivência com sua capitã. Também gostei do alienígena Saru (Doug Jones) que, apesar de ser meio pé no saco e lembrar um pouco o Sheldon de The Big Bang Theory, suas tiradas são inteligentes e interessantes, e ele é representante da raça kelpien, inédita na mitologia de Star Trek.

O vilão klingon T’kuvma (Chris Obi) quer unir todas as tribos, como fez o Norvana.

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Uma das grandes novidades de Discovery na Netflix é que a série tem legendas em klingon. Isso mesmo! Para você que é um alienígena vindo de Qo’noS, não vai ficar boiando na parte em que os humanos falam rs
Achei que a série mostrou muito bem a que veio nestes dois primeiros episódios, com roteiro alucinante e muito bem produzido, parecendo muito mais um filme do que uma série de TV, e a espera pelas segundas-feiras só aumentam minhas expectativas por essa série, lançada 51 anos depois da original. Assistam!

Surge trailer de Castlevania, série animada da Netflix

Primeiros vislumbres da série animada de Castlevania, da Netflix. Assista abaixo:

Com um lindíssimo visual de animes (me lembra um pouco Thundercats), vemos um castelo megalomaníaco e esqueletos empalados, e a narração dizendo que precisamos de um “salvador”. Nisso, aparece Belmont e seu chicote, “o homem que matará Drácula“, enquanto o vampiroso sai do caixão flutuando e lança raios pelas mãos.

A animação, que foi anunciada em fevereiro, é baseada na franquia de games da Konami, Castlevania será lançado em 7 de julho, daqui há duas semanas.

[Resenha] Santa Clarita Diet – 1ª temporada

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Mais um original Netflix, Santa Clarita Diet estreou em 3 de fevereiro no canal de streaming e fez um considerável sucesso. A série com 10 episódios é uma comédia/terror e é a primeira vez que Drew Barrymore – que aqui interpreta Sheila, uma correta de imóveis que, num dia qualquer, acorda zumbi – participa em um papel fixo. Ao lado de seu marido parceirão Joel (Timothy Olyphant), o casal é o ponto alto da trama. Não que a série seja engraçadíssima; ela tem seus pontos altos, claro, onde a gargalhada rola solta, mas SCD também tem muitos momentos “gore“/nojentos (a cena do vômito está impressa na minha memória haha).

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Outro “casal” que vem logo atrás de Sheila e Joel, em simpatia, genialidade e grandes momentos, é Abby (Liv Hewson) e Eric (Skyler Gisondo). Abby é a filha adolescente do casal de protagonistas e, apesar de estar naquela famigerada fase de rebeldia, acaba tendo mais juízo que os pais e até ajuda-os em seus recentes problemas (assassinatos e canibalismo), enquanto Eric é o filho da vizinha e tem um crushzão em Abby, é o nerd/geniozinho da série e também, com seus conhecimentos, ajuda a lançar alguma luz sobre a atual situação clínica de Sheila, além de acompanhar Abby em suas confusões só para agradar a mocinha.

Santa Clarita Diet é divertida também porque ela viaja muito em vários mundos, além dos da comédia e do horror, como o nerd, o dos crimes, o dos corretores de imóveis, o das lendas urbanas sérvias (rs), o das conspirações, dentre outros. Em resumo, SCD é recomendadíssima!

Título original: “Santa Clarita Diet”.
Ano de estreia: 2017.
Criado e produzido por: Victor Fresco, Drew Barrymore, Timothy Olyphant.
Elenco: Drew Barrymore, Timothy Olyphant, Liv Hewson, Skyler Gisondo, Thomas Crawford, Christina Ferraro, Terry Walters e Ramona Young.
Duração: 10 episódios de +/- 30 minutos cada.
Nota: 8,0.

[Resenha] Narcos – 2ª temporada

narcos

A 2ª temporada de “Narcos” estreou na Netflix em 2 de setembro, mas somente nesta semana consegui finalizá-la. Alguns devem estar se perguntando porque estou falando da série só agora, sendo que não resenhei a 1ª temporada, mas é bem simples: achei o 1º ano de “Narcos” bem fraquinho, tirando um ou outro momento marcante para mim, quando Pablo Escobar tocou (literalmente) o terror na Colômbia.

Produzida pelo diretor José Padilha e protagonizada por Wagner Moura – ambos brasileiros que também trabalharam juntos em “Tropa de Elite” – “Narcos” nos trouxe em 2016, em seus 10 episódios da 2ª temporada, os momentos finais da caçada a Escobar.

Aliás, não dá pra falar das coisas boas dessa série sem falar no quão bom ator Wagner Moura se mostrou interpretando o mais famoso e mais cruel traficante de drogas de todos os tempos. Sei que é errado, mas em muitos momentos durante a trama, me pagava torcendo para Escobar. Não é à toa que ele atuou tão bem que foi indicado para o Globo de Ouro deste ano como Melhor Ator em Série Dramática (porém perdeu para John Hamm, né, manas). O cara nunca tinha falado espanhol na vida e aprendeu só para interpretar o colombiano. Claro que a pronúncia dele não é lá essas coisas, mas não dá pra não ficar admirado com o talento do cara. Outro que eu gostei muito atuando foi Pedro Pascal – que já havia conquistado nossos corações ao interpretar Oberyn Martell durante a 4ª temporada de Game of Thrones – que dá à vida, em “Narcos”, ao agente da DEA Javier Peña, cujo qual meteu as mãos pelos pés durante essa temporada, acabou ajudando bandidos e, pelo visto, vai ser o grande “policial” de “Narcos” durante o próximo ano.

Pablo tinha tanto dinheiro que ele nem conseguia gastar tudo. Odeio quando isso acontece comigo.
Pablo tinha tanto dinheiro que ele nem conseguia gastar tudo. Odeio quando isso acontece comigo.

Quanto à trama, depois de explodir uma avião comercial, se aliar a guerrilheiros, mandar atacar um prédio do governo e construir a própria prisão só para depois fugir dela, neste 2º ano, que começou meio morno mas que só foi melhorando, Pablo Escobar se viu sendo atacado por todos os lados por diferentes inimigos. Além da DEA (agência americana de combate ao tráfico) e o exército colombiano, os homens do outrora 7º homem mais rico do mundo tiveram que lidar com Los Pepes, uma milícia criada exclusivamente para acabar com os negócios e a própria vida de Escobar, a mando do Cartel de Cali, seus maiores rivais. O emocionante cerco a Pablo que foi matando ou capturando seus asseclas um a um até culminar na perseguição e morte do traficante (ei, isso nem é um spoiler, pois o cara está morto desde 1993. Aposto que você deve ter reclamado de spoiler de “A Paixão de Cristo” também). Confesso que, a princípio, não fui muito a favor da ideia de a trajetória de Pablo Escobar já ter se encerrado ao fim da 2ª temporada, mas depois, pensando bem, vi que eles fecharam a trama de Pablo de forma bem satisfatória. Agora resta saber como serão as próximas temporadas (as 3ª e 4ª temporadas foram confirmadas) com Escobar morto, mas a gente tem uma ideia na última cena desta temporada (segurei esse spoiler, veja por você mesmo).

Resumindo, a série “Narcos” é muito boa, e a 2ª temporada é a melhor das duas, com muitas emoções, de todos os tipos.

Título original: “Narcos”.
Ano de estreia: 2015.
Criado e produzido por: Chris Brancato, Carlo Bernard, Doug Miro e José Padilha.
Elenco: Wagner Moura, Boyd Holbrook, Pedro Pascal, Joann Christie, Mauricie Compte, André Mattos.
Duração: 20 episódios de +/- 50 minutos cada.
Nota: 8,5.

[Atualizado] [SDCC] Novidades sobre as séries Netflix/Marvel

punho

Agora há pouco no 1º dia da San Diego Comic Con, no painel Netflix, foram divulgadas novidades sobre as séries em parceria do serviço de streaming com a Marvel:

Anunciada a 3ª temporada de “Demolidor” (“Daredevil”), sem data prevista, mas que estreará já ano que vem.
Tem até teaser (que não mostra nada, mas blz):

Exibido também 1ª trailer de “Luke Cage”. Assista:

Lembrando que “Luke Cage” estreia em 30 de setembro.

Já temos o 1º teaser trailer de “Punho de Ferro” (“Iron Fist”)! Fiquei feliz que, o pouco que o vídeo mostra, a origem dele vai ser bem fiel à dos quadrinhos, mas estranhamente o trailer foi deletado. Se ele aparecer online de novo, atualizo aqui.
[Atualizado] O trailer foi subido erroneamente, pois não deveríamos ter visto, já que foi só pra galera que tá lá na SDCC, por isso foi removido. “Punho de Ferro” estreia no 1º semestre de 2017 e por enquanto ficamos apenas com o teaser poster abaixo.
[Atualizado 2 em 23h36] Alguém salvou e subiu o vídeo no Twitter. Assista abaixo:

https://twitter.com/IsotopeRose/status/756308813628661760
ironfirstposter

E também mostraram um teaser (bem merreca) de “Defensores” (“Defenders”), que vai reunir os quatro heróis Marvel que estão na Netflix. O legal é que a logo, cada letra é tirada de todas as séries. Assista:

Mais novidades da SDCC serão publicadas durante esta semana. Fiquem ligadinhos!

[Resenha] Stranger Things – 1ª temporada

STRANGER THINGS

A mais nova série original da Netflix, “Stranger Things”, estreou na última sexta (15) no serviço de streaming, e já é um sucesso com seus 8 episódios. É fácil perceber as referências onde beberam os criadores da série, os Irmãos Duffer (Matt e Ross): Stephen King e Steven Spielberg, em todo o clima oitentista da trama, que se passa em 1983, onde reinavam a paranoia da Guerra Fria e a tecnologia analógica. A história começa com as crianças do elenco – que aliás, roubam a cena de “Stranger Things” -, os amigos Will (Noah Schnapp, que parece uma miniatura do Elijah Wood), Mike (Finn Wolfhard), o estressadinho Lucas (Caleb McLaughlin) e o banguela e esperto Dustin (Gaten Matarazzo) jogando Dungeons & Dragons na casa de Mike. Enquanto isso, algo estranho foge das instalações da empresa de energia da cidade (fictícia) Hawkins. Depois de terminar uma sessão de dez horas seguidas (esses venceram a mim e meus amigos), os outros meninos vão embora de bicicleta quando, ao chegar em casa, Will desaparece, iniciando todo o mistério e drama da história. Enquanto boa parte dos adultos acreditam na morte do garoto desaparecido, Joyce (interpretada magistralmente por Winona Ryder), a mãe de Will, luta contra tudo e todos para procurar seu filho, acreditando que ele ainda está vivo. Os amigos de Will também passam a procurar Will e acabam encontrando uma estranha menina de cabelos raspados e de poucas palavras, que posteriormente diz se chamar Onze (011, interpretada por Millie Bobby Brown), com incríveis poderes psíquicos. Quanto mais se descobre dela, mais pistas os garotos ganham do paradeiro de Will, e, claro, muitos, mas MUITOS mistérios são apresentados ao público.

Lucas (Caleb McLaughlin), Dustin (Gaten Matarazzo), Mike (Finn Wolfhard) e Onze (Millie Brown).
Lucas (Caleb McLaughlin), Dustin (Gaten Matarazzo), Mike (Finn Wolfhard) e Onze (Millie Brown).

Destaque também para o xerife de Hawkins, Hopper (David Harbour), que também tem um histórico traumático, começa cético e conforme a trama avança, ele passa a ser o primeiro adulto, além de Joyce, a perceber que Will está vivo e que outras coisas sinistras na cidade estão envolvidas no desaparecimento do garoto.
Já no núcleo adolescente da série, temos a chatinha Nancy (Natalia Dyer), irmã de Mike e que namora o arrogante Steve (Joe Keery), o garoto popular da escola, e o esquisitão Jonathan (Charlie Heaton, uma mistura de Alfie Allen com Norman Reedus), irmão de Will que curte fotografia, e isso acaba colocando tanto ele em encrenca com Steve quanto na trilha do desaparecimento do irmão.
Já o vilão – humano, pelo menos, fica a cargo do ator Matthew Modine, que aqui interpreta o platinado Dr. Martin Brenner, chefe das instalações do Laboratório Nacional de Hawkins e que secretamente trabalha com espionagem psíquica (explorando os poderes da pobre Onze) e dimensões paralelas (!!!).

A série é um prato cheio para nerds (eu) e para quem viveu nos saudosos anos 1980 (eu 2x), e vou citar aqui algumas referências que apareceram na série:
“X-Men #134”: a edição americana de junho de 1980 dos mutantes da Marvel é citada duas vezes no primeiro episódio e ela trata da época em que o vilão Mestre Mental, aliado ao Clube do Inferno, seduz a x-man Jean Grey ao ponto de ela manifestar pela 1ª vez a entidade maligna Fênix Negra, dando o pontapé inicial na saga do lado negro da mutante. Será que o que acontece em X-Men #134 tem relação com a Onze?
P.S.: Professor X e Sr. Fantástico também são lembrados.
“O Enigma de Outro Mundo”: no quarto de Mike, há um poster de “The Thing”, filme de terror que ficou conhecido por aqui como “O Enigma de Outro Mundo” (1982), dirigido por John Carpenter e estrelado por Kurt Russel, e que ganhou remake em 2011. O professor dos garotos está assistindo o filme no final da temporada.
Demogorgon: uma das coisas mais legais de “Stranger Things” é que os garotos jogam D&D, isso numa época onde o videogame ainda estava engatinhando (um deles ganha um Atari, novidade na época, de Natal), e que era o máximo de diversão nos anos 1980, mais de 30 anos antes de Pokémon GO. Demogorgon, um monstro do RPG supracitado que é conhecido como “Príncipe dos Demônios”, é citado diversas vezes, pois assim que Mike e Onze chamam o monstro da trama.
“Should I Stay Or Should I Go?”: lançada pela banda The Clash em 1982, a música meio que vira um hino da série, que une os irmãos Will e Jonathan.

“Stranger Things” é uma série muito foda, a trilha sonora é fantástica, os efeitos especiais também não ficam atrás, gostei mesmo de tudo e recomendo, porém o final não é lá muito satisfatório (como eu sempre digo, o que importa é a jornada e não o destino), sem contar que muitas pontas ficaram soltas (vários mistérios foram jogados na nossa cara, no melhor estilo Lost, mas foram poucas as respostas dadas), que espero que resolvam na 2ª temporada (aparentemente confirmada). Aliás, a trama se encerra de uma maneira aberta mesmo, como alguns filmes oitentistas de terror.

Título original: “Stranger Things”.
Ano de estreia: 2016.
Criado e produzido por: Irmãos Duffer.
Elenco: Winona Ryder, Matthew Modine, Finn Wolfhard.
Duração: 8 episódios de +/- 55 minutos cada.
Nota: 8,5.