Trailer fabuloso do desenho animado dos Jovens Titãs

teen-titans-movie

Liberado hoje o primeiro trailer de “Teen Titans: The Judas Contract”, o filme animado dos Novos Titãs. Assista*:

O filme não é completamente fiel, mas se inspira no arco “O Contrato de Judas” (1984), escrito por Marv Wolfman e George Pérez e com arte de Pérez, Romeo Tanghal, Dick Giordano, Mike DeCarlo e Adrienne Roy, um dos mais importantes do primeiro grupo adolescente da DC, onde os Titãs enfrentam a traição da personagem Terra, que se une ao Exterminador para acabar com a equipe.

O grupo é composto por Asa Noturna, Robin, Ravena, Estelar, Mutano e Bezouro Azul, e o filme será lançado direto para DVD e Blu-ray e não tem data de lançamento.

Fonte: Omelete.

* Quando encontrar um vídeo com legendas, atualizo aqui.

Anúncios

[Resenha] Batman – Silêncio

Batman Silêncio

Relançado recentemente no Brasil pela Editora Eaglemoss em 2 encadernados, pude enfim ler a saga “Silêncio” (2002-2003), escrita por Jeph Loeb (escritor em diversos quadrinhos e séries de TV) e desenhada por Jim Lee (X-Men), que mostra Batman lidando com uma intrincada trama onde ele enfrenta diversos de seus inimigos, tais como Crocodilo, Hera Venenosa, Coringa e Cara-de-Barro, e inclusive acaba indo a Metrópolis durante a investigação e enfrentando o Superman (enfeitiçado pela Hera), e conta com ajuda de vários personagens, tais como Robin (Tim Drake), Asa NoturnaOráculo e Caçadora. Bruce Wayne ainda reencontra o cirurgião Tommy Harper, que foi seu amigo de infância, e o médico realiza uma cirurgia no alter ego do Morcego após o herói cair do alto de um prédio. Neste arco também Bruce resolve dar uma chance ao amor e inicia uma relacionamento com a Mulher-Gato, e inclusive decide revelar sua identidade secreta a ela.

capa_final.indd

O arco tem vários plot twists muito bem bolados, tais como complôs, mortes, ressurreições e uma grande surpresa sobre a verdadeira identidade de Silêncio, o vilão que armou tudo contra o Homem-Morcego.

Se correr, ainda dá tempo de adquirir esses encadernados, que estão nas bancas do Brasil e são os dois primeiros volumes da série de encadernados da Eaglemoss.

Título original: “Hush”.
Ano: 2002-2003.
Autores: Jeph Loeb e Jim Lee.
Editora: Eaglemoss.
Lançamento: Outubro/2015.
Batman #608 – #619
Nota do Gilga: 8.

news_illustre_1364232083_563

Clique para ampliar.

[Indicações de HQs #11] Batman – Pequena Gotham

lilgotham

Em 2013, a DC Comics lançou uma das coisas mais fofas e gostosas de ler em muito tempo: uma versão “chibi” (personagens desenhados com médias de 3 cabeças de altura  dando a impressão de uma figura fofa) das histórias do Batman chamada Pequena Gotham (Li’l Gotham), e quem poder imaginar que isso seria possível?

65b263447fc12967a8f7de329a0bebbc

Os artistas Dustin Nguyen e Derek Fridolfs são os responsáveis por essa ideia que, a principio, não chamaria a atenção de leitores tradicionais do Cavaleiro das Trevas. Claro que o foco é outro tipo de leitor, mas o fato é que… é muito divertido de ler! São histórias fechadas, com foco nos personagens de Gotham City como um todo. Cada história foca em um núcleo diferente, como o trio Hera Venenosa, Arlequina e Mulher-Gato, outro momento focando em um vilão especifico como o Senhor Frio, e por aí adiante. Todos podem ganhar a sua história.

A arte é o que mais encanta nessa HQ. Além do visual fofo que o traço de Nguyen deixa em personagens que dificilmente passariam essa impressão, todas as histórias são coloridas com aquarela. Sério, isso dá um tom totalmente único para um quadrinho de linha da DC Comics. Então cada página da história é um show de arte e fofura.

5a3a0cd2639878d96584ebb06714261b._SX640_QL80_TTD_

Mas por que ler? Em todas as minhas colunas até aqui, foquei em recomendar HQs que fossem importantes para se entender os personagens principais da editora. Afinal, tudo acaba dependendo de continuidades, crises, descontinuidades e tudo o mais para se entender o plot geral das histórias. Contudo, Pequena Gotham se especializa naquilo que quadrinhos mais comerciais deveriam ter obrigação de fazer. DIVERTIR! Sério, em meio a todas as reformulações e recomeços da editora, ainda é possível,  ler algo sem depender da últimas 12 edições?

Batman_Li'l_Gotham_Vol_1_3_Textless

SIM! E esse é a Pequena Gotham. Uma HQ descompromissada, com artistas de qualidade a sua frente, com histórias divertidas e fechadas que pode alegrar qualquer tipo de leitor. Os fãs antigos não tem como não achar engraçadas as situações dos personagens, para leitores novatos é uma ótima HQ leve antes de entrar para sagas complexas como “Cavaleiro das Trevas”, e ainda pode ser um ótimo presente para amigos que sempre dizem que querem conhecer e não sabem por onde começar.

STK627766

No Brasil, até o momento foi lançado um encadernado capa dura, de 132 páginas pela Editora Panini com as primeiras 6 histórias. Ainda é possível encontrar em lojas especializadas. Enfim, algo bom para se relaxar aproveitar uma nova visão do universo do Batman.

[Indicações de HQs #10] Crise nas infinitas terras:

CRISE

 

Crise nas Infinitas Terras:

A grande catalisadora das crises dentro do universo DC.  O grande marco da editora. A grande mudança. Muitos reclamam hoje das reviravoltas a fim de recontar e “consertar” os erros editorias através de crises e mais crises que dão um nó na cabeça de qualquer fã de quadrinhos. Mas isso não é nada novo, já que a Crise nas Infinitas Terras, com roteiro de Marv Wolfman e arte de George Pérez, foi pensada para isso e lá os fãs mais xiitas já chiavam por causa disso assim como hoje. A diferença é que era por carta e não via redes sociais.

Mas por que ler uma aventura que nem sequer tem a ver com mais nada da editora? Por que é um dos crossovers mais épicos do mercado de super-heróis. Marv e Pérez realmente impressionaram a todos com o número de personagens de todos os recantos do multiverso DC. Entre versões alternativas, futuristas, linhas do tempo e por aí vai. Marv Wolfman já trabalhava com Pérez em “Novos Titãs” e este é especialista em quadrinhos com muitos personagens, logo o projeto estava em ótimas mãos.

CRISE_NAS_INFINITAS_TERRAS_p07-600x891

Tudo começa com a destruição da Terra 3 e mandando seu único sobrevivente, Alexandre Luthor, para o misterioso Monitor, que através de sua pupila, a Precursora, reúne um grupo de superseres (entre heróis e vilões) para tentar conter uma onda de anti-matéria que está destruindo o multiverso como um todo. Quando o Monitor acaba sendo morto, todos os superseres dos universos sobreviventes se unem contra a criatura conhecida como Anti-Monitor do universo negativo de antimatéria. Ao final de toda a saga, apenas uma única Terra passou a existir no universo DC iniciando uma nova fase da editora.

Crise-008_1

A saga se dividiu em 12 partes e objetivo era terminar com o multiverso da DC, já que causava uma grande confusão para os leitores que se perdiam em quais versão estava lendo no momento. Como mencionei nos outros textos, muito heróis precisavam de uma modernização ou ainda de um reboot total. Como o Superman, que até então era praticamente invulnerável, e algumas continuidades que precisavam de ajustes. Da mesma maneira que hoje faz a editora com Flashpoint ou DC: Rebirth.

Final_Crisis_342.jpg

Mas engana-se quem acha que a história é confusa por abranger tantos personagens. O roteiro de Wolfman consegue amarrar todas as pontas do universo DC e deixar ele coeso o suficiente para se reiniciar todos seus personagens em uma nova numeração, e Pérez da um show de cenas de batalhas com os maiores personagens que a DC tinha até 1986.

 

Essa aventura já foi publicada e republicada várias vezes, portanto não é tão difícil de encontrar. Desde formatinho antigos da Editora Abril, encadernados capa cartonada da Panini, e mais recentemente, uma encadernação em capa dura também da Panini.

 

[Indicação de HQ #9] Superman – Homem de Aço:

SUPERMAN

A Era de Prata da DC Comics estava chegando ao fim. Os motivos vinham desde baixas vendas, bagunças cronológicas e personagens pouco aceitáveis pelo novo público que chegava ao mercado. O Superman era um bom exemplo disso. O Kryptoniano do pré-Crise era virtualmente um personagem  invencível. Por mais que se colocasse a kryptonita nas histórias, era um Superman que arrastava o planeta Terra, que se movia rápido demais para o olho humano perceber. Em suma, um personagem imbatível. A saga “Crise nas Infinitas Terras” veio com a ideia de ajeitar a casa. E John Byrne fica responsável pela reformulação do Superman.

O Homem de Aço No 01

A partir daí, Byrne repensa um Homem de Aço desde suas origens em Krypton com mudanças drásticas. O planeta natal do Superman é uma civilização avançada que tinha pleno controle sobre todos os elementos de seu planeta, que acreditavam na ciência acima de tudo, ao ponto de eliminar da sua cultura interações sociais de todo o tipo, se tornando uma sociedade fria regida apenas pela ciência. Um exemplo disso é o fato dos pais não terem qualquer contato com o feto do próprio filho que é gerado em laboratório.

Nisso o cientista  Jor-El requisita a criança das câmaras de gestação, a fim de preparar ele para deixar o planeta que agora comprovadamente estava a beira da extinção. Apesar dos protestos da mãe Lara, o pequeno Kal-El deixa Krypton rumo à Terra para ser achado pelo casal Kent. O planeta Krypton de Byrne tem uma estética toda a nova onde todos usam roupas que não permitem nenhum contato físico, servos droides por todo o lado e uma arquitetura com uma tecnologia quase orgânica. Esse inicio da história é uma das bases para o filme “O Homem de Aço” de Zack Snyder.

onigc-planocritico

Depois de se tornar adulto na Terra, o agora Clark Kent, ao se deparar com sua origem, decide usar seus poderes no anonimato pelos primeiros anos, contudo um acidente com um aviação espacial muda tudo. Além de seu primeiro encontro com Lois Lane (que nessa releitura, está bem longe de ser uma donzela em perigo), Clark percebe que será impossível manter o anonimato. Nisso, seus pais ajudam a construir o traje e a identidade de Superman.

O primeiro encontro com Lex Luthor também foi um momento bem significativo, pois mostra mesmo que o milionário brinca com a cidade e o poder a seu bel prazer até a chegada do Superman. Em sua primeira história, ele chega a ser fichado na policia e aí ele jura sua vingança, mas não por sua prisão e sim, pelo Homem de Aço ter lhe roubado o lugar de homem mais poderoso de Metrópolis.

Superman-O-Homem-de-Aço-capa

O primeiro arco foi republicado recentemente pela coleção da Editora Eaglemoss, foi publicada pela Editora Abril nos anos 80 (que cortou diversas páginas da história original, um péssimo hábito que a editora tinha). Embora nos Novos 52 não tenha deixado muitos destes elementos, a trabalho de John Byrne ainda impressiona e sua arte nessa fase, e está em um dos seus melhores momentos.

[Indicações de HQs #6] Em memória de Darwyn Cooke – DC: A Nova Fronteira

newfrontier

A dica dessa semana seria a reformulação do Superman no pós-Crise, contudo uma péssima noticia pegou os fãs de surpresa, essa semana. O artista Darwyn Cooke faleceu ontem de um câncer agressivo. A família chegou a anunciar na sexta que Darwyn estava doente e no sábado, ele veio a falecer.

Darwyn Cooke ficou conhecido na DC por seu traço marcante e por suas histórias retrô. Começou como animador de Batman Adventures (dirigido por Bruce Timm) até assumir o título da Mulher-Gato e mostrar sua arte com os personagens da DC Comics. Então, em homenagem a este grande artista, para a recomendação de hoje, DC: A Nova Fronteira.

Darwyn recriou, em 2004, em uma minissérie em dois volumes o Universo DC em plena Guerra Fria. Nisso, ele pode mostrar sua especialidade em desenhar retrô. Em sua releitura, a sociedade da época não lidou bem com os mascarados que usavam suas habilidades para combater o crime. No clima da Guerra Fria, qualquer elemento que escondesse algo era motivo de desconfiança e paranoia. Qualquer estranho poderia ser um comunista infiltrado. Portanto, os heróis passaram a serem proibidos pelo governo, onde apenas permitiu a atuação supervisionada do Superman e da Mulher-Maravilha.

tumblr_ncdmu0d5MB1s11g07o3_1280

Contudo, mesmo eles têm sua liberdade controlada pelo governo. Batman age nas sombras de maneira ilegal, Diana é calada pelo governo e Kal-El não sabe como lidar com isso. Eis que uma grande ameaça alienígena acirrar inda mais os ânimos, e acontece uma perseguição a qualquer superser sob a suspeita de ser um alien. Eis que outros super-humanos começam aparecer para combater a ameaça, formando assim o Universo DC como o conhecemos.

3ab091b4157bd9385aa0161245c8b32b

A história tem uma riqueza histórica muito grande ao retratar o sentimento de paranoia que o pós-guerra traz junto consigo. Envolver também os elementos de ficção cientifica também é uma grande referência aos quadrinhos da época que entraram com tudo nesses temas após a corrida espacial. As releituras dos uniformes também mostram a comparação com a época de ouro dos quadrinhos (o Batman mostra bem a transição do visual Bill Finger até a Era de Prata).

maxresdefault

A minissérie conquistou tanto o público que se tornou uma das Terras paralelas do universo da DC, ou seja, sendo possível voltar a essas versões sempre que pudessem. A minissérie já foi publicada pela Panini, e a Eaglemoss anunciou a publicação dela em sua lista de encadernados.

Além deste trabalho, Darwin nos deixou um visual completamente único do universo DC em suas ilustrações que resgatam os visuais clássico que nos remetem a Era de Ouro e Prata dos quadrinhos. É uma grande perda para a indústria, um artista de seu calibre ter nos deixado. Que os deuses de Nova Gênese o recebam.

P.S.: Em 2008 a Warner lançou uma animação baseada nesta mini.