[Resenha] Vingadores: Guerra Infinita

Filme que comemora os 10 anos do Marvel Studios e do Universo Cinematográfico Marvel, Vingadores: Guerra Infinita é o mais ousado filme da empresa ao unir os Vingadores, Doutor Estranho, Guardiões da Galáxia e o Homem-Aranha na mesma trama, sendo a película com mais heróis na tela até então. O hype era grande é real, meus amiguinhos.

Bom, não tem como fazer uma resenha deste filme sem dar spoilers, mas vou tentar ao máximo evitar os mais importantes.

* O que eu gostei:
– A dinâmica entre os personagens que se encontraram pela 1ª vez. Com destaque para Tony Stark (Robert Downey Jr.) e Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch), Stark e Senhor das Estrelas (Chris Pratt) e Senhor das Estrelas e Thor (Chris Hemsworth);
– O vilão. PQP Thanos é um vilãozão da porra, cheio de camadas. É a melhor atuação do Josh Brolin de todos os tempos;
– Os efeitos especiais. A animação do Thanos tá foda, bem convincente (eu não diria o mesmo dos membros da Ordem Negra), e os poderes das Joias do Infinito, bem como as paisagens alienígenas e no espaço estão estonteantes;
– As cenas de lutas. Foi muito legal ver as equipes – formadas no improviso com gente que mal se conhecia – interagindo, principalmente na batalha em Titã;
– Curti a aparição surpresa de dois personagens, um, que já havia aparecido e que estava fora de cena há uns 7 anos, e outro, inédito, intepretado por um certo ator de uma certa série de sucesso da HBO…
– Gostei muito da quest do Thor (Chris Hemsworth);
– A cena pós créditos ♥♥♥

* O que eu não gostei:
– O destino de alguns personagens;
– O desespero;
– Os trailers enganaram muito, hein. Fizeram um filme só para os vídeos de divulgação. Alguns personagens e itens que aparecem no filme não aparecem nos trailers e vice-versa, mas isso não é um defeito da trama, foi só uma observação mesmo.

O filme é muito bom, mas pode causar algum estranhamento para o público casual ou que não tem a menor noção do que acontece na minissérie Desafio Infinito, HQ na qual o filme se baseia. Teve suas piadinhas clássicas estilo Marvel™, mas o filme, em sua maioria, é um filme sério e pesado, parecia até um do DCEU (hehe).

Título original: “Avengers: Infinity War”.
Ano: 2018.
Diretor: Joe e Anthony Russo.
Elenco: Robert Downey Jr., Chris Hemsworth, Mark Ruffalo, Chris Evans, Scarlett Johansson, Benedict Cumberbatch, Don Cheadle, Tom Holland, Chadwick Boseman, Paul Bettany, Elizabeth Olsen, Anthony Mackie, Sebastian Stan, Peter Dinklage, Danai Gurira, Leticia Wright, Dave Bautista, Zoe Saldana, Josh Brolin, Chris Pratt.
Duração: 156 minutos.
Nota do Gilga: 9.

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Novo trailer de Venom

Durante a madrugada, a Sony resolveu liberar o segundo trailer de Venom. Assista abaixo legendado:

O vídeo mostra um pouco mais sobre a história, ligando a investigação de Eddie Brock (Tom Hardy) à Fundação Vida, o cientista vilão Carlton Drake (Riz Ahmed) e o simbionte que dá origem ao Venom.

Aliás, já tinha um pessoal ontem reclamando do visual do Venom (após o vazamento de parte do trailer) e eu sinceramente fiquei ???? pois ficou PERFEITO, 100% fiel ao dos quadrinhos, com um adicional de ele ter um aspecto viscoso (bem simbionte, afinal).

Estamos ansiosos aqui.

E hoje também foi divulgado novo pôster do filme:

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Dirigido por Ruben Fleischer, Venom estreia no Brasil em 4 de outrubro.

[Resenha] Legends of Tomorrow – 3ª temporada

Fazia tempo que eu não falava de Legends of Tomorrow, mas é porque as duas primeiras temporadas não foram lá essas coisas. Somente nesta 3ª que a série – que tem o compromisso de unir na mesma equipe heróis e vilões coadjuvantes das séries do Arrowverse – ficou ótima, a mais divertida da DC/Warner atualmente, justamente pelo fato de ela não se levar mais a sério.

O terceiro ano começou com a formação bem próxima da original: Sara Lance (Caity Lotz), a Canário Branco e a atual capitã do Cavaleiro do Tempo (Waverider), depois da saída de Rip Hunter (Arthur Darvill) do comando; Ray Palmer (Brandon Routh), o cientista que encolhe conhecido como Eléctron (que inclusive é um dos bons alívios cômicos da série); Dr. Martin Stein (Victor Garber) e Jefferson “Jax” Jackson (Franz Drameh), os alter-egos do NuclearMick Rory (Dominic Purcell), o ex-vilão conhecido como Onda Térmica (já me arrancou boas gargalhadas também), mais os novatos (não vieram de Flash ou Arrow, surgiram em Legends) Amaya Jiwe (Maisie Richardson Seller), a Vixen dos anos 1940, e Nathaniel “Nate” Heywood (Nick Zano), o metálico Cidadão Gládio (que codinome horroroso, ainda bem que não usam rs).

Ah, os coloridos anos 1980…

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Como a equipe é dinâmica e bem volátil, tivemos algumas despedidas e chegadas. Zari (Tala Ashe), portadora do Totem do Vento, e Wally West (o ator do ~Vale Keiynan Lonsdale), o subaproveitado Kid Flash na série do Flash finalmente entra para as Lendas, e também tivemos as importantes participações de John Constantine (Matt Ryan), outro coitado que teve a série solo cancelada na 1ª temporada; Ray (Russell Tovey) e Leo Snart (Wentworth Miller), vindos da Terra X e que participaram do arco Crise na Terra X (que resenhei aqui), e da Helena de Tróia (Bar Paly) agora transformada em amazona de Temíscera (sim!).

Rory e o “outro” Snart em “Beebo the God of War”.

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A trama principal desta temporada foi a do demônio Mallus/Malice (dublado por John Noble), que arregimentou o chatíssimo e superestimado vilão Damien Darhk (Neal McDonough) – mas que, porém, ganhou minha simpatia, junto da filha, a partir do excelente episódio 13 “No Country for Old Dads” – e de sua filha, Nora (Courtney Ford), cuja qual é o invólucro do demônio em questão, e eles passam a caçar os totens, pedras mágicas que conferem poderes elementais a seus usuários, fazendo uma espécie de “Guerra Infinita” da DC (e o Thanos é Mallus rs). São eles: os já conhecidos do Espírito, de Amaya; do Vento, de Zari; da Água, em poder de Kuasa (Tracy Ifeachor), neta de Amaya e escrava de Mallus; e os do Fogo, da Terra e da Morte, que aparecem no decorrer da série. Os itens, unidos, são a única forma de derrotar o demônio, por isso o interesse de Mallus pelos totens.

Constantine, o mestre das mandingas da DC, acompanhado de Gary e Ava no episódio 15 “Necromancing the Stone “.

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A série, agora assumidamente de comédia, me garantiu vários momentos engraçados e também emocionantes – de várias as formas – , e viajou muito – quase sempre, literalmente, no tempo – , criando grandes momentos, como no episódio 9 “Beebo the God of War”, com o mascote azul de pelúcia (que se tornou a piada interna da série) sendo cultuado pelos vikings, ou como as aparições excelentes dos jovens Elvis Presley (Luke Bilyk), em “Amazing Grace”, e Barack “Barry” Obama (Lovell Adams-Gray), em “Guest Starring John Noble”. Inclusive, este último teve uma ótima piada metalinguística, fora que foi o episódio com mais rolês paralelos acontecendo simultaneamente. Durante esta temporada também tivemos loop temporal, guerra do Vietnã, jovem Einstein, e a introdução de Ava Sharpe (Jes Macallan), da Agência do Tempo, como novo interesse romântico para Sara, e das participações engraçadas de seu assistente Gary (Adam Tsekhman).

Resumindo, LoT está muito empolgante e espero que os roteiristas mantenham esta pegada para a próxima temporada (já garantida pela CW).

Título original: “Legends of Tomorrow.
Ano de estreia: 2017.
Criado e produzido por: Marc Guggenheim, Sarah Nicole Jones, Glen Winter, Vladimir Stefoff, Chris Fedak, Sarah Schechter, Phil Klemmer e Greg Berlanti.
Elenco: Caity Lotz, Victor Garber, Brandon Routh, Arthur Darvill, Franz Drameh, Ciara Renée, Falk Hentschel,
Amy Pemberton, Dominic Purcell, Matt Letscher, Maisie Richardson-Sellers, Nick Zano, Tala Ashe e Keiynan Lonsdale
Duração: 18 episódios de +/- 45 minutos cada.
Nota: 8.

[Primeiras Impressões] Krypton

Krypton, nova série baseada nos quadrinhos DC, estreou em 21 de março no canal americano SyFy, e que conta a história do avô do Superman chamado Seg-El (Cameron Cuffe), 200 anos antes da destruição do planeta (eu ainda não entendi essa matemática… Será que uma geração kryptoniana tem 100 anos??). A série mostra como vivia a sociedade em Krytpon, onde os abastados tinham vez (as famílias com “casa”, como os Zod, os Em e os Vex) e os sem rank (pobres e sem “casa”) viviam acossados nos subúrbios. Kandor, a capital do planeta, era governada por um regime totalitário teocrático, do qual o representante maior era a Voz de Rao (uma espécie de Papa da religião dos kryptonianos), que tem um visual muito maneiro, uma máscara dourada com várias faces. A polícia de Kandor são os Sagitari (lê-se ‘Sagitarai‘), da qual fazem parte a família Zod, a jovem Lyta (Georgina Campbell), amor de Seg, e Alura (Ann Ogbomo), mãe de Lyta e a dura Primus (líder) da Guilda Militar.

Seg e a projeção holográfica de seu avô Val. Não vou explicar porque a capa do Superman está na imagem por motivos de spoilers.

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A série começa anos antes, com o avô de Seg (e, por consequência, tataravô de Kal-El), Val-El (Ian McElhinney), sendo julgado e sentenciado à morte por “heresia” – na verdade, ele era um grande cientista que tentou alertar que haviam outros seres no Universo e que um alienígena poderia representar uma ameaça real à Krypton – e ainda levou a Casa El a perder seu rank, levando a tradicional família de Seg à desonra e ao esquecimento. Quando adulto, Seg começa a investigar o passado de seu avô, na tentativa de inocentá-lo e recuperar a dignidade para sua família. É aí que encontramos a Fortaleza da Solidão – pelo menos, a original – , local ermo onde Val fazia suas pesquisas, e a ameaça de Brainiac, o alienígena que faz parte da galeria de vilões do Superman e que coleta conhecimento, cultura e até espécies de todos os planetas por onde passa e que depois os destrói. A trama parece que é só a história de Krypton antes de sua destruição, porém depois descobrimos, com a chegada do personagem terráqueo Adam Strange (Shaun Sipos) – um herói DC criado nos anos 1950 na esteira de Flash Gordon e John Carter – que procura Seg para alertá-lo que veio do futuro para impedir o desaparecimento do Superman, seu neto, devido à chegada antecipada de Brainiac a Krypton. E é aí que a série se torna interessante.

O amigável design da nave do Brainiac navegando de mansinho em direção a Krypton.

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Apesar de não ser baseado no ótimo livro “Os Últimos Dias de Krypton” (que resenhei aqui) e sendo mais parecido com os primeiros minutos do filme O Homem de Aço (2013), e de ter alguns problemas, como, por exemplo, acho erradíssimo os criadores terem trocado a etnia dos Zod para negros (visto que um dos maiores inimigos do Superman é o General Zod, que era um criminoso enviado à Zona Fantasma. Eu totalmente apoio a troca de etnias para minorias injustiçadas, mas não neste caso), é uma série interessante, sem compromisso com o Arrowverse e, mesmo assim, nos apresenta não apenas vários elementos da mitologia do Superman como do resto do Universo DC; além de ter uma bela direção de arte (alguns cenários e horizontes de Kandor são estonteantes); o Cameron Cuffe é um gatão e até que atua bem; tem vários rostinhos conhecidos, como Elliot Cowan (o magistrado-chefe Daron-Vex) e Blake Ritson (Voz de Rao/Brainiac), que estiveram na maravilhosa série também criada por David S. Goyer (produtor executivo de Krypton ao lado de Cameron Welsh e Damian Kindler), DaVinci’s Devils (resenhei aqui e aqui), Ian McElhinney, que foi Sor Barristan em Game of Thrones, e Rupert Graves (Ter-El, pai de Seg), conhecido como o Inspetor Lestrade na série britânica Sherlock.

[Resenha] Terra X

Recentemente relançada pela Panini num encadernado de luxo com capa dura, li a minissérie Terra X. Lançada originalmente em 1999 em 12 partes, é escrita por Jim Krueger (Justiça) e Alex Ross (O Reino do Amanhã, Marvels), este último também responsável por todas as capas, e ilustrada por John Paul Leon (As Aventuras de Ciclope e Fênix), e mostra um futuro distópico onde a maioria dos super-heróis da Marvel estão velhos, aposentados ou até mortos, e TODA A POPULAÇÃO da Terra ganhou super-poderes do dia pra noite, por motivos desconhecidos. Várias merdas aconteceram, como Norman Osborn (o famigerado Duende Verde original) tornou-se o presidente dos EUA, cresce a ameaça pública do novo Caveira Vermelha, um moleque com o poder de controlar a mente dos outros, e a nova Hidra, que inclusive transformou alguns heróis em vilões com um polvo verde na cabeça. A trama se inicia com o Vigia, cego, sequestrando, desfigurando e obrigando o androide X-51 (também conhecido como Homem-Máquina ou Aaron Stack, que inclusive já foi membro dos Vingadores) a se tornar o novo observador dos eventos em nosso planeta.

Aliás, uma das coisas legais dessa minissérie foi o autor colocar sob os holofotes personagens pouco conhecidos ou de pouca relevância da Marvel, como o próprio Homem-Máquina (aliás, foi por causa do X-51 que Jim Kruger decidiu escrever a minissérie, e convidou o Alex Ross depois de descobrir que os dois adoram o personagem), a Família Real dos Inumanos (que na época não tinham a importância que têm hoje) e Homem-Lobo (filho de J. J. Jameson e vilão do Homem-Aranha), além de interessantes novos personagens, como o vilão juvenil Caveira Vermelha, a Mulher-Aranha (May Parker, a filha do Aranha original, com o simbionte do Venom), o novo Demolidor (muito diferente de Matt Murdock), Clea como a Doutora Estranha, e os amáveis filhos do Coisa, Buzz e Chuck. Outra coisa que chama a atenção em Terra X foram algumas “previsões” do que viria a seguir no Universo Marvel, como a Thor mulher, o casamento de Pantera Negra com a x-man Tempestade, a bomba terrígena do Raio Negro etc.

Capas de Earth X, de 5 a 8, por Alex Ross.

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A trama da minissérie é uma viagem psicodélica e alucinante na mitologia da Casa das Ideias e na História da humanidade, que vai desde o início de tudo, como a IIª Guerra Mundial e a 1ª aparição de Namor, o Príncipe Submarino, até os dias atuais, e amarra com maestria a complexa história dos Celestiais (criaturas gigantescas e divinas que manipulam o destino dos planetas em todo o universo), as raças alienígenas krees e skrulls, os Eternos, os Deviantes e os Inumanos com cada superser da Marvel, tentando dar uma “explicação” às origens deles (respondendo perguntas como “Por quê Peter Parker não morreu com a picada da aranha irradiada?” ou “Por quê Bruce Banner não morreu com a radiação gama?” etc), e revelando uma trama maligna ligando os Celestiais e os Vigias.

Apesar da trama ter alguns furos e o traço de John Paul Leon não ser lá essas coisas (comparar seu traço com o do capista Alex Ross é até covardia), Terra X é um clássico indicado para todo fã dos heróis Marvel. E depois percebi que essa minissérie é apenas a primeira de uma trilogia. As minisséries Universo X (2002) e Paraíso X (2003) são suas continuações diretas de Terra X. Não conhecia esses quadrinhos e quero ler todos já.

Título original: “Earth X”.
Ano: 1999.
Autores: Alex Ross, Jim Krueger e John Paul Leon.
Editora: Panini.
Lançamento: Agosto/2017.
Nota do Gilga: 8.