Nova equipe dos Vingadores tem Conan como integrante

A Marvel anunciou o lançamento de Savage Avengers (Vingadores Selvagens, em tradução livre) no próximo mês de maio, com roteiros de Gerry Duggan, desenhos do brasileiro Mike Deodato Jr. e capas de David Finch.

A nova série mostrará os mais ferozes anti-heróis da editora se reunindo, incluindo WolverineJusticeiroVenomElektra e Irmão Vodu. A grande novidade ficou para o Conan como integrante do grupo, sendo integrado ao Universo Marvel de super-heróis.

“Nós imaginamos  uma ameaça, uma zona verde mágica onde magos do mal no mundo de Conan estão conjurando feitiços com o Tentáculo no Japão. Conan embarcará numa típica missão dele: ouviu o conto de um amuleto, e está atrás dele. Os feiticeiros estão fazendo algo que podem ser um problema para os Vingadores. É como se tivéssemos encontrado um campo fértil, uma interseção entre esses dois mundos”, explicou o escritor.

De acordo com o editor Tom Breevort, a revista mostrará exatamente aquilo que o título diz, “Os mais fodões do Universo Marvel reunidos uma histórias explosivas, com o Conan sendo uma espécie de carta curinga”.

Na década de 1990, Mike Deodato produziu diversas capas deA Espada Selvagem de Conan para a Editora Abril. Agora, terá a chance de desenhar o cimério novamente. Ele também desenhou uma capa variante pra revista mensal do personagem depois que a Marvel reassumiu os direitos de publicação, no ano passado.


Savage Avengers será uma consequência da minissérie Avengers: No Road Home.

Fonte: Universo HQ.

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[Resenha] Titans

Titans foi a primeira série do canal de streaming da Warner, o DC Universe, e estreou em outubro com 11 episódios e, na última semana, a primeira temporada chegou na Netflix (eu não entendo muito essa relação entre Netflix e outros canais de streaming, que, em tese, eram para ser concorrentes, mas que acabam dividindo conteúdos, mas uma coisa é certa: envolve muito dinheiro para ambas as partes). A série mostra a origem do supergrupo adolescente (pelo menos, costumava ser) da DC Comics, os Jovens Titãs (Teen Titans), mas que, obviamente, tiraram o Teen do nome porque é uma série adulta, com muita violência – porra, Robin! – e também sexo, por que não, se afastando, de certa forma, do adolescentezão Arrowverse.

A série mostra as vidas de Dick Grayson (Brenton Thwaites), policial e ex-parceiro-mirim do Batman (Robin original) e de Rachel Roth (Teagan Croft), a Ravena dos quadrinhos (ela não é chamada assim aqui) se cruzando. A menina tem poderes sinistros (literalmente) e um culto do apocalipse quer capturá-la, então Dick resolve protegê-la. Nisso, Kory (Anna Diop), desmemoriada e superpoderosa, e Gar (Ryan Potter), o menino-tigre, se juntam a eles. Outros personagens ligados aos Jovens Titãs aparecem, como Rapina (Alan Ritchson, que foi o Aquaman em Smallville, quem lembra?) e Columba (Minka Kelly), Patrulha do Destino e Moça-Maravilha (Conor Leslie) também dão as caras.

Mds essas perucas…


O que eu gostei:
– O tom da série. Madura, sinistra, sombria, misteriosa;
– Os poderes da Kory/Estelar são muito foda e bem produzidos! E FODA-SE se ela é negra. A personagem é alienígena. Tanto faz a cor da pele dela. Vocês sempre arranjam um argumento pra serem racistas com a desculpa de “Ai, nada a ver com os quadrinhos/desenhos”, seu babaca! A Kory é a rainha da série ♥
– A caracterização do Robin (do Brenton, pois aparece outro Robin, interpretado pelo cabeçudo Curran Walters) e da Moça-Maravilha (o laço dela ♥) está ótima. Eles são os únicos que acho que ficaram bem transportados para as telinhas e não parecem forçados.

O que eu não gostei:
– As perucas e tingimentos de cabelos. PQP, que troço horrível. OK que nos quadrinhos funciona melhor, mas poderiam ter investido em algo menos sintético. Eu particularmente me seguro pra não rir dos cabelos deles. A caracterização dos personagens, de modo geral, ficou feia;
– Outra coisa – e daí é problema só meu – que o ator que interpreta o Gar/Mutano parece o Yudi com cabelo verde, então eu não consigo levá-lo muito a sério rs
– O tigre em CGI 👎
– Odeio quando um personagem é frequentemente citado mas nunca aparece por motivos de direitos autorais ou sei lá, como o Batman. Sei que ele é importante para a trama do Robin, mas se ele é importante, porque não contratar um ator para viver o Morcegão/Bruce Wayne na série? Acho ridículo só usarem dublês.

Apesar da temporada acabar na “melhor” parte (o vilão chegou e os heróis ainda nem sabem o que está acontecendo) espero que o desfecho dessa trama se conclua satisfatoriamente e que a equipe vire uma superequipe de verdade (e torcendo para que a Dona Troy/Moça Maravilha esteja nela), com a Torre dos Titãs e tudo. Aguardando ansiosamente pela 2ª temporada!

Título original: “Titans”.
Ano de estreia: 2018.
Criado e produzido por: Akiva Goldsman, Geoff Johns, Greg Berlanti.
Duração: 11 episódios de +/- 45 minutos cada.
Nota do Gilga: 8.

[Atualizado] Primeiros trailer e pôster de Homem-Aranha: Longe de Casa

Habemus primeiro trailer de Homem-Aranha: Longe de Casa! Assista legendado:


Muita ação com Peter Parker (Tom Holland) e seus amigos Ned (Jacob Batalon) e MJ (Zendaya) viajando na Europa e lidando com monstros gigantes e elementais e temos a aparição de Nick Fury (Samuel L. Jackson) e de Mystério (Jake Gyllenhaal), com seus poderes (pelo menos parece poder e não efeitos especiais, como deveria ser).

[Atualizado às 19:37] Também foi revelado o primeiro pôster do longa – é bonitão pra caramba!


A sequência da nova encarnação do Homem-Aranha nos cinemas estreia em 4 de julho.

[Resenha] Homem-Aranha no Aranhaverso

Enfim estreou na última quinta (10) nos cinemas brasileiros a animação longa metragem Homem-Aranha no Aranhaverso. Trata-se do melhor filme animado com personagens Marvel, e inclusive o longa ganhou o Globo de Ouro no dia 6 de Melhor Animação, derrotando favoritos como Incríveis 2 e WiFi Ralph.

O filme é centrado na história de Miles Morales, um jovem negro e latino do Brooklyn que se tornou o Homem-Aranha inspirado no legado de Peter Parker, já falecido. Entretanto, ao visitar o túmulo de seu ídolo, ele é surpreendido com a presença do próprio Peter, vestindo o traje do herói aracnídeo sob um sobretudo. A surpresa fica ainda maior quando Miles descobre que ele veio de uma dimensão paralela, assim como outras versões do Homem-Aranha.

Vamos aos prós e contras do filme:

O que eu gostei:
– A trama. Apesar de seus (poucos) defeitos, a trama é a grande atração do filme, e acredito que tenha sido ela a responsável pela vitória da animação no Globo de Ouro de 2019;
– A animação é legal. Apesar da minha resistência inicial, por achar que ela tem poucos frames e parecer meio travada às vezes, a animação (CGI) é inovadora e divertida;
– Referências e easter eggs divertidíssimos, não só as dos quadrinhos, mas também à cultura pop (e memes), de uma maneira geral;
– Sempre vou bater nessa tecla: representatividade. Como é bom para a atual geração se ver representada nas histórias em todas as mídias e perceber que é possível ser um herói e fazer a diferença quando se é negro, latino ou mulher por exemplo. Miles Morales deve inspirar muitos jovens negros de todos os sexos. Que venham mais histórias com personagens diversos!
– O lance das dimensões paralelas abriu um leque de possibilidades no cinema, ainda mais do que Doutor Estranho (2016) tentou. Quero ver algo parecido nos filmes do Universo Cinematográfico Marvel (Olá, Vingadores: Ultimato, será você?);
– A pluralidade dos homens/mulheres/animais-Aranha. Tudo bem que tem dois ali que achei bem forçados, mas no geral eles são divertidos;
– A trilha sonora escolhida para o longa é foda!! Já quero uma mixtape com ela;
– O vilão Gatuno ficou de dar medo (sério) e a história de origem dele ficou muito boa (e fiel aos quadrinhos);
Stacy-Aranha
Nicolas Cage dublando o Homem-Aranha Noir
– Quando o Miles aparece pela primeira vez com seu uniforme ♥♥♥
– A cena pós-créditos ♥
– Inclusive o encerramento (créditos) ficou muito bem bolado e divertido. Parabéns aos envolvidos!


O que eu não gostei:
– O design do Rei do Crime me incomodou muito. Fiquei um pouco ofendido com aquele visual exagerado e desproporcional;
– OK que o Porco-Aranha era engraçado, mas será que foi necessário? Bem como a Peni Perker totalmente animê retardado (desculpa, otakos). Eu preferiria o Aranha Punk ou o Aranha Indiano no lugar rs
– O Peter Parker velho achei um personagem meio forçado também, mó relaxadão (e não tô falando da barriguinha de cerveja, e sim como pessoa mesmo). Custei a acreditar que ele veio da nossa Terra, a 616 (segundo esse vídeo). Se ele for deste Terra, então como explica o fato de ele ter visto a Gwen Stacy (OK que ele é de outra Terra e é mais jovem, mas a cara seria basicamente a mesma) e não a reconheceu? Porra, a Gwen foi o primeiro grande amor da vida do Peter!


Resumindo: é um filme sensacional, tanto para os novinhos quanto aos fãs de quadrinhos, já que é uma versão de bolso do Aranhaverso (que eu resenhei aqui).

Título original: “Spider-Man: Into the Spider-verse”.
Ano: 2018.
Diretor(es): Bob Persichetti, Peter Ramsey  e Rodney Rothman.
Elenco: Shameik Moore, Hailee Steinfeld, Mahershala Ali, Jake Johnson, Liev Schreiber, Brian Tyree Henry, Luna Lauren Velez, Lily Tomlin, Nicolas Cage, Kimiko Glenn e John Mulaney
Duração: 117 min.
Nota: 9,5.

Fontes: Adoro Cinema e Wikipedia.

Os melhores e piores de 2018

Já na reta final de 2018 venho aqui fazer a retrospectiva do ano no mundo pop. O ano foi péssimo no Brasil, porém ainda aconteceram coisas boas nos universos do cinema, música, games e séries de TV, e aqui vai uma lista dos melhores e piores de 2018, na minha humilde opinião.

Cinema:

[MELHOR] Vingadores – Guerra Infinita (resenha aqui): Foi o filme mais bombástico e comentado do ano. Também, com um final daqueles… Mal posso esperar por sua continuação, que sai ano que vem.


[PIOR] Jurassic World: O Reino Ameaçado:
A decepção do ano. Depois de um excelente primeiro filme, a expectativa desta sequência estava lá em cima, e o trailer acabou enganando, pois a trama fica só 5 minutos na ilha e a grande parte do filme é com um dinossauro assassino à solta numa mansão.


Música:

[MELHOR] “This Is America” – Childish Gambino: Não só a melhor música como também o melhor clipe. Um tapa na cara do racismo e uma dura crítica ao tratamento aos negros nos EUA (e no mundo).


[PIOR] “Quero Que Tu Vá” – Ananda: A música é basicamente xingamentos. Não tem nenhum conteúdo e é ofensiva para os ouvintes incautos (sem falso moralismo).


Séries – Estreantes:

[MELHOR] Star Trek – Discovery (CBS) (resenha aqui): A melhor estreia do ano, essa série, que é uma prequência da série clássica cinquentenária, é muito bem escrita, com ótimas atuações e efeitos especiais.


[PIOR] Black Lightning (resenha aqui): Tinha tudo para ser um marco nas séries baseadas em personagens da DC Comics, com um elenco majoritariamente negro e que retrata a dura realidade da comunidade, mas só foi uma primeira temporada cheia de lambanças.


Séries – Não estreantes:

[MELHOR] Demolidor – 3ª temporada (Netflix) (resenha aqui): A melhor temporada de todas as séries Marvel/Netflix. Uma pena que Demolidor – juntamente com Luke Cage e Punho de Ferro – foi cancelada.


[PIOR] Supergirl – 3ª temporada (CW): Apesar de ter se iniciado em 2017, esta temporada teve sua maior parcela neste ano. Uma temporada tão fraca, com histórias tão ruins que me fez desistir da série.


Games:

[MELHOR] Assassin’s Creed Odyssey (PS4, Xbox One e PC): Eu poderia ter facilmente colocado Dragon Quest XI (resenha aqui) aqui, mas como ele foi um game lançado em 2017 somente no Japão, então vou de AC Odyssey que é 100% deste ano, um game divertidíssimo e excelente que ainda não zerei, mas já gastei mais de 100h com ele. Em breve, resenho no blog.


[PIOR] Fallout 76 (PS4, Xbox One e PC): Neste ano enfrentei o mesmo problema do ano passado ao escolher o pior game, pois não pude jogar muitos games neste ano ao ponto de ter um pior (os que comprei, são jogos que achei, no mínimo, regular), então escolhi Fallout 76 pelo que o público em geral achou. O game foi uma decepção pois veio com muitos bugs, praticamente um redownload do jogo inteiro nos patchs, problemas na edição de colecionador, vazamento de dados e um mundo , com atividades nada divertidas, história sem graça e gráficos ultrapassados, o que lhe rendeu notas baixíssimas no Metacritic.


E que venha 2019!

[Resenha] Aquaman

Nos cinemas brasileiros desde a última quinta (13), Aquaman é o único filme live action de super-heróis da DC/Warner do ano, e olha, amiguinhos… Que filme foda! Parabéns à Warner que finalmente aprendeu com suas cagadas e fez um filme decente baseado em quadrinhos.
Vamos logo aos prós e contras:

O que gostei:
– As cenas de lutas são do caralho! Bem coreografas e enquadradas, são eletrizantes e fodonas;
– A fotografia e edição de vídeo também são excelentes, bem diferentonas e até poéticas;
– A trilha sonora, desde a composição para o filme (uma das trilhas que lembrava um pouco as do game Assassin’s Creed Origins, o que me agradou bastante), bem como as canções já existentes escolhidas para o filme, como novas roupagens interessantes e engraçadas;
– A direção de arte também merece aplausos de pé. Atlântida e todos os cenários e tecnologias submarinos são estonteantes (uma mistura de Avatar com Tron: O Legado) e, pra mim, é o cenário fictício mais foda que já apareceu em filmes de super-heróis, superando Wakanda (Pantera Negra) e Asgard (trilogia do Thor) de lavada. As criaturas imaginadas para o longa, e como a concepção das diferenças físicas e culturas dos sete reinos submarinos são muito bem boladas também;
– Os efeitos especiais, de uma forma geral;
– Roteiro interessante, coerente e muito bem construído;
Nicole Kidman como a Rainha Atlanna

O que eu não gostei:
– Algumas cenas e diálogos forçados, geralmente envolvendo Aquaman (Jason Momoa, que só sabe interpretar a si mesmo) e Mera (Amber Heard). Aliás, muita atuação e diálogos fraquinhos no filme;
– O fato de o Aquaman ser burrão pra ser “alívio cômico” nos diálogos com a Mera, até um momento em que isso é deixado de lado e ele demonstra saber os nomes de personagens do Império Romano, parecendo que ele tirou essa informação do cu;
– Por falar em comicidade, a comédia do filme é bem fraquinha. A gente percebe que os roteiristas tentaram, sabe?
– A explosões jumpscare. VTNC, James Wan!
– Algumas decisões no roteiro que desafiam nossa inteligência (haja suspensão da descrença).

Se o filme era pra ser colorido e berrante, então capricharam nesse uniforme do Aquaman.


De resto, é um filme divertido, empolgante e uma excelente surpresa pra quem não esperava mais nada da Warner/DC depois de seus sucessivos fiascos, bem como de um dos personagens mais subestimada da Editora Detective Comics Comics. Recomendadíssimo!


Título original: “Aquaman”.
Ano: 2018.
Diretor: James Wan.
Elenco: Jason Momoa, Amber Heard, Willem Dafoe, Temuera Morrison, Dolph Lundgren, Yahya Abdul-Mateen II, Patrick Wilson, Nicole Kidman.
Duração: 143 min.
Nota: 9.

Disney anuncia série de TV de Loki

O CEO da Disney Bob Iger confirmou que o Marvel Studios está desenvolvendo uma série de TV sobre Loki, o deus da trapaça, para o serviço de streaming Disney+Tom Hiddleston retornará ao papel. No entanto, o anúncio não revelou nenhum nome para a direção e o roteiro, nem quantos episódios o seriado terá.

Rumores sobre a produção já circulavam desde setembro. Segundo a Variety, Kevin Feige fará a produção da série, que deve ter entre seis e oito episódios.

Além do seriado com Hiddleston, fontes do site ainda sugerem que a Disney trabalha em uma série sobre a Feiticeira Escarlate – que ainda poderia ter a participação do Visão – e outra sobre a dupla Soldado Invernal e Falcão. A ideia seria desenvolver histórias para personagens que não tiveram um filme-solo, o que abre a possibilidade mais personagens migrarem dos cinemas para as telinhas.

Fonte: Omelete.

[Primeiras Impressões] Titans

Para inaugurar o DC Universe, o canal de streaming da Warner/DC, em 12/10 estreou a série live-action Titans, baseada na superequipe Novos Titãs.

A série, apesar de mostrar adolescentes (nem todos), é mais adulta e bem violenta, se comparada com suas “primas” do Arrowverse (CW). Já no primeiro episódio, o Robin (Brenton Thwaites) não só espanca como ARREGAÇA uns bandidos e ainda manda o famigerado “Fuck Batman!” (aliás, bem bolado todo o contexto).

Além do ex-parceiro-mirim do Homem-Morcego, a série mostrou, nos primeiros três episódios, a Rachel “Ravena” Roth (Teagan Croft), personagem chatíssima (pelo menos aqui) e que parece ser o elemento central desta temporada, visto que inúmeros personagens querem matá-la, sequestrá-la ou protegê-la; uma desmemoriada Kory/Estelar (Anna Diop), que eu ainda não saquei qual é a dela, só que é bem poderosa; um Gar/Mutano (Ryan Potter) de relance e um pouco descaracterizado; Rapina (Alan Ritchson) e Columba (Minka Kelly), os heróis humanos com uniformes ridículos que tiveram suas origens ligadas à de Robin.

Tá. Pegando. Fogo. Bicho.


Eu sinceramente odiei as perucas/tingimentos dos personagens que são devidamente coloridos no original – Ravena, Estelar e Mutano -, acho que a escolha criativa não teve boa transposição de uma mídia pra outra. O único que teve uma boa caracterização é o Robin, por enquanto.

Quanto à trama, nestes primeiros episódios ainda tá tudo meio bolado, não deu pra sacar o que a origem da Ravena tem a ver com a porra toda, e porque a Kory perdeu a memória, mas estou dando o benefício da dúvida, visto que esta temporada terá 12 episódios. E espero muito que a série mostre logo a que veio. Estou ansioso pelo que ainda está por vir, como a Patrulha do Destino (com Brendan Fraser interpretando o Homem-Robô) e a Moça-Maravilha (Conor Leslie).

Com a segunda temporada já encomendada e com a exibição prometida também na Netflix (ainda sem data), Titans é a oitava série de TV em exibição baseada em personagens da DC Comics.

[Resenha] Chilling Adventures of Sabrina – 1ª temporada

Na última sexta (26) estreou a 1ª temporada (ou 1ª parte, como está identificado) na Netflix a série Chilling Adventures of Sabrina (ou “O Mundo Sombrio de Sabrina”, em português), que é um “spin-off” de Riverdale (CW) e também baseada nos quadrinhos da Archie Comics.

Esqueça aquela série dos anos 1990, com Melissa Joan Hart no papel-título e o Salem animatrônico e engraçadalho. Como o próprio título da série Netflix sugere, a atual releitura é sombria e nada adolescente, com menções ao próprio Satã e rituais macabros, sacrifícios e mortes sangrentas e muitos sustos de verdade, além de cenas de nudez, inclusive da própria Kiernan Shipka que interpreta Sabrina Spellman (a atriz já tem 18 anos, ok?), pois afinal, foi baseada na série atual de quadrinhos de mesmo título, escrita também por Roberto Aguirre-Sacasa, o criador/roteirista das séries de TV Riverdale e Sabrina. Essa série é BAPHO e eu ainda não sei como as mães cristãs não fizeram boicote e alarde nas redes sociais por ser uma série pra lá de satânica (vai ver, porque elas ainda não assistiram rs).


Sabrina Spellman aniversaria em 31 de outubro (Halloween) e precisa decidir se assina ou não o Livro da Besta para assim entregar sua alma/liberdade a Lúcifer e receber os poderes plenos de bruxa ou manter sua vida humana com seus amigos, namorado e escola.
Os outros personagens são:
Zelda (Miranda Otto) e Hilda (Lucy Davis): as tias de Sabrina que a criaram desde as mortes dos pais dela. Administram uma funerária. Zelda é a mais severa porém protetora, e Hilda é a “mãe” boa que acaba fazendo as vontades da sobrinha;
Ambrose (Chance Perdomo): primo de Sabrina, que cumpre pena domiciliar e não pode sair de casa. Ele é responsável pelas autópsias e prepara os mortos para funerais. Sabrina sempre consegue ajuda dele. Ambrose é LGBT e ganha um interesse romântico masculino durante a temporada;
Harvey Kinkle (Ross Lynch): O boy da Sabrina. Ele é romântico e dedicado, o que torna a escolha da bruxinha entre escolher o mundo mortal ou das bruxas ainda mais difícil;
Mary Wardwell (Michelle Gomez): a solteirona e recatada professora de Sabrina, que acaba sendo “possuída” por uma entidade que a torna uma sexy e poderosa aliada/ameaça na vida de Sabrina. Ela está em toda parte vigiando a bruxinha, pessoalmente ou com seu corvo chamado Stolas;
Roz Walker (Jaz Sinclair) e Susie Putnam (Lachlan Watson): as amigas mais chegadas de Sabrina. Roz tem miopia degenerativa e, posteriormente, descobre um segredo em sua linhagem, enquanto Susie sofre bullying homofóbico por sua aparência.

A trama é uma montanha-russa de emoções e vemos Sabrina e aliados se metendo em altas tretas, com direito a feitiços dos mais diversos (tem muito “xingamento” em latim, o que achei bem bolado), uns plots twists sinistros (estou ainda chocado com o que Sabrina fez no episódio 8), que nos presenteou com assassinatos, vudus, ressurreições, zumbis, espíritos malignos, possessões, exorcismos e cavaleiros apocalípticos.

Um batismo pra lá de sombrio.


O Mundo Sombrio de Sabrina me surpreendeu bastante, pois desfez a imagem que eu tinha da personagem e apresentou novas abordagens interessantes tanto de história quanto como série em si. Recomendado (para quem não tem coração fraco rs).


Título original: “Chilling Adventures of Sabrina”.
Ano de estreia: 2018.
Criado e produzido por: Roberto Aguirre-Sacasa, Craig Forrest, Ryan Lindenberg e Matthew Barry.
Duração: 10 episódios de +/- 55 minutos cada.
Nota do Gilga: 8.

[Resenha] Demolidor – 3ª temporada

Na última sexta-feira (19) estreou na Netflix a terceira temporada de Daredevil – vulgo Demolidor -, série baseada no personagem Marvel. E gostei pra caramba, viu. Ouso dizer que esta temporada de Demolidor é a melhor temporada de todas as séries Marvel/Netflix!
Vamos logo aos prós e contras:

O que eu gostei:
– Trama deste ano muito bem construída. O texto tá de parabéns. Dei gostosas risadas com os comentários sarcásticos da irmã Maggie (Joanne Whalley). Se eu fosse uma freira, queria ser que nem ela;
– Os arcos dos personagens principais – Matt/Demolidor (Charlie Cox), Wilson Fisk/Rei do Crime (Vincent D’Onofrio) e Dex/Mercenário (Wilson Bethel) – foram sensacionais, apesar de eu achar que quase tudo o que o Fisk fez foi exagerado e que o arco do agente Ben Poindexter foi ousado e bem diferente da origem do personagem nos quadrinhos. As tramas pessoais de Karen Page (Deborah Ann Woll) e Foggy Nelson (Elden Henson) foram devidamente aprofundadas. Gostei até do episódio flashback da Karen, pois muito emocionante;
– As cenas de luta, principalmente as do plano-sequência maravilhoso na prisão no episódio 4 e da primeira luta de Matt contra o falso Demolidor no episódio 6. Muito visceral, muita porrada realista (ou foi de verdade? fica a dúvida);
– O Mercenário arremessando e ricocheteando objetos \m/
– O flashback “interativo” e em preto e branco de Dex assistido pelo Fisk. Muito daora aquilo!
Vanessa (Ayelet Zurer) “Rainha do Crime”.


O que eu não gostei:
– Nada em particular, fora um ou outro acontecimento que exigiu muita suspensão de descrença da minha parte. 

O 3° ano de Demolidor está de parabéns, provando, uma vez mais, que é a melhor, mais bem escrita e produzida série Marvel na Netflix. Recomendadíssimo.


Título original: “Daredevil”.
Ano de estreia: 2018.
Criado e produzido por: Drew Goddard e Kati Johnston.
Duração: 13 episódios de +/- 45 minutos cada.
Nota do Gilga: 9,5.