O elenco de Os Eternos adiciona Kit Harington, Barry Keoghan e Gemma Chan

Durante a D23 Expo que ocorre neste fim de semana, foi revelado que o elenco do filme Os Eternos, do Marvel Studios, adicionou três novos nomes: Kit Harington, Barry Keoghan e Gemma Chan. O ator de Game of Thrones será Dane Whitman, o Cavaleiro Negro (que não é um Eterno e isso deve ser explicado no filme), Barry Keoghan (Chernobyl) será Druig e a atriz, que foi a Minn-Erva de Capitã Marvel, será Sersi

Criados em 1976, os Eternos são uma raça de super-humanos criados pelos alienígenas Celestiais durante sua visita à Terra. Porém, ao mesmo tempo que conceberam este grupo, os experimentos genéticos dos Celestiais originaram também os Deviantes, uma espécie de face corrompida das suas primeiras criações. O filme terá direção de Chloé Zhao e o elenco inclui Angelina JolieSalma HayekRichard Madden e Brian Tyree Henry. O longa chegará aos cinemas em 6 de novembro de 2020.

Fonte: Omelete.

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Novas séries Marvel para o Disney+ (e outras novidades)

Hoje começou a D23 Expo, exposição anual da Disney onde a empresa divulga suas novidades, e fomos apresentados a três novas séries Marvel para o canal de streaming da Disney, o Disney+. São elas: Ms. Marvel, Moon Knight (Cavaleiro da Lua) e She-Hulk (Mulher-Hulk). Eis as logos das mesmas:

Além destas, foram divulgadas novidades sobre a série animada What If..? que será responsável por mostrar realidades alternativas do Universo Marvel. Nela veremos Peggy Carter (Hayley Atwell) como a Capitã Britânia, além dos Zumbis Marvel e o Vigia.

E sobre a série Loki foi anunciado que serão seis episódios com 1 hora de duração cada, e serão dirigidos por Kate Herron (Sex Education). Foi mostrado um vídeo (ainda não liberado na internet) onde Loki (Tom Hiddleston) aparece nas ruas em 1975 (que pode ser confirmado com o filme Tubarão em cartaz num cinema).

Sobre o canal de streaming, foi confirmado que apenas cinco países – incluindo o Brasil – terão liberados o serviço, a partir de 12 de novembro.

Mais novidades em breve.

[Resenha] The Boys – 1ª temporada

Pelos trailers eu já fiquei curioso para assistir essa série – com muito humor negro e mortes absurdas – e, depois de ver a galera na internet comentando de como The Boys é boa, fui obrigado a assistir… E que série, amiguinhos!

Mais uma inspirada em quadrinhos – HQ homônima criada por Garth Ennis, o mesmo de Preacher, e a série é produzida por Seth Rogen e Evan Goldberg, que também são responsáveis pela de Preacher, que já está indo para a 4ª temporada na AMC – The Boys, que saiu na Prime Video no última dia 26 com 8 episódios, nos mostra um mundo repleto de super-heróis, porém eles são mais um produto que rende bilhões de dólares em merchandising à megacorporação Vought do que heróis altruístas que realmente se preocupam por ajudar as pessoas. Nisso, somos apresentados a dois personagens: Hugh Campbell (Jack Quaid, filho de Dennis Quaid e Meg Ryan), um cara normal que teve sua namorada morta acidentalmente por um “super”, e Luz-Estrela (Erin Moriarty), uma poderosa heroína que finalmente foi admitida no mais famoso supergrupo da Vought intitulado Os Sete.

Luz-Estrela, Profundo (Chace Crawford), Rainha Maeve (Dominique McElligott), Capitão Pátria (Antony Starr), Black Noir (Nathan Mitchell), Trem-Bala (Jessie T. Usher) e Translúcido (Alex Hassell): Os Sete.

Enquanto Hughie é convidado a participar dos “The Boys” por Billy Butcher/Billy Bruto (Karl Urban), humanos normais porém bons de briga, espionagem e infiltração, com a perspectiva de se vingar dos super-heróis, Luz-Estrela descobre que o tão sonhado ingresso nos Sete não é um sonho tão bonito assim, pois os “heróis” são maus-caracteres (tive que procurar o plural de ‘mau-caráter’ e é isso mesmo, ok? rs), arrogantes e altamente perigosos, e ela tem que lidar com essa situação e descobrir o seu verdadeiro lugar no mundo.

Vamos lá: O que eu gostei:

  • A série é 18 anos, então espere muita violência, palavrões, sexo, nu frontal e mortes bizarras no melhor estilo Mortal Kombat. The Boys não possui “limites” e pode mostrar o que criaturas com superpoderes e sem nenhum escrúpulo poderiam fazer ao mundo, com muito humor negro, ação e diversão;
  • O universo de The Boys é muito interessante e repleto de figuras, e adorei a ideia de uma empresa multibilionária ser dona dos direitos de mais de 200 super-heróis através dos EUA, usando-os como produtos rentáveis e levando ao extremo o que seria o capitalismo tardio num universo de superseres;
  • Muito boa a sacada de Os Sete serem uma versão canalha da Liga da Justiça: temos um Superman (Capitão Pátria), The Flash (Trem-Bala), Mulher-Maravilha (Rainha Maeve) e Aquaman (Profundo). Hahaha!
  • A série não é somente sobre super-heróis. É mostrado com destaque como as pessoas normais convivem com os “paladinos” poderosos, e como suas vidas são afetadas pelas ações deles. É o caso de Hughie e os The Boys;
  • The Boys foge da fórmula dos outros quadrinhos. Apesar de não ser nada lá muito novo ou original (quem lembra de Injustice, por exemplo), mas consegue fugir do lugar-comum e ter personalidade própria, e nos faz torcer que seus super-heróis se deem mal hehe;
  • Adorei a personagem Luz-Estrela (Starlight, no original). Ela é poderosa de verdade – com suas rajadas de luz -, mas veio do interior e tem uma personalidade inocente, e ao mesmo tempo não dá perdão aos bandidos e senta o cacete pra valer neles. Meu outro preferido é o Capitão Pátria (Homelander) que, apesar de ser um vilão praticamente, é um personagem bem interessante, e seu olhar psicopata sempre me causa apreensão quando alguém contraria ele hehe;
  • A cena do avião no episódio 6 é muito forte. Quase causou choros em mim;
  • Mesmer, o personagem do Haley Joel Osment kkkkk Muito bom o arco dele;
  • Ver Karl Urban e Simon Pegg atuando juntos desde os filmes de Star Trek foi muito maneiro;
  • A personagem Kimiko (Karen Fukuhara). Ela aparece e a gente fica sem entender qual é a dela, mas durante os episódios, me afeiçoei à ela ♥
  • A cena do Trem-Bala no hospital foi muito engraçada. Hahaha!
  • Que bom que mudaram uma cena aí na adaptação. Seria muito pesada para a TV (clique por sua conta e risco pois SPOILERS);
  • O final não foi o que eu esperava, mas foi satisfatório até, e deixa um interessante gancho (ou mais) para a segunda temporada.

O que eu não gostei:

  • Do arco da Rainha Maeve. Eu fiquei esperançoso de que talvez ela fosse ter uma redenção, mas acabou que ela foi uma fdp como todos os outros dos Sete. Espero que isso mude na próxima temporada (a série já foi renovada);
  • O personagem Black Night. Entrou mudo e saiu calado. Como não li os quadrinhos, não sei qual é a dele, mas poderiam ter explicado porque ele não fala nada rs;
  • O ritmo de The Boys é alucinante em todos os primeiros episódios, mas dá uma caída nos dois últimos. Até que não foi tão ruim assim e não prejudica a experiência, mas poderiam ter sido mais divertidos.

Recomendo a série. Curta e necessária. Se você tem mais de 18 anos, aprecie essa maravilhosa série!

Título original: “The Boys”.
Ano de estreia: 2019.
Criado e produzido por: Eric Kripke, Evan Goldberg e Seth Rogen.
Duração: 8 episódios de +/- 60 minutos cada.
Nota do Gilga: 9,5.

[Resenha] Doom Patrol – 1ª temporada

Enquanto a Warner vai indo mal nas adaptações ao universo da DC nos cinemas (principalmente se comparado à sua maior concorrente, a Marvel), as séries de TV baseadas nos super-heróis da editora do Superman vão indo bem, obrigado, principalmente se nos referirmos à mais recente leva.

Depois de uma inovação e um relativo sucesso com Titans (resenha aqui), a mais recente série baseada na pouco conhecida superequipe Patrulha do Destino, Doom Patrol estreou em fevereiro no canal de streaming DC Universe. O programa, que tem um apelo muito semelhante aos quadrinhos da Era de Ouro, mostra o grupo montado pelo cientista Niles “Chefe” Caulder (Timothy Dalton): Larry “Homem-Negativo” Trainor (Matt Bomer na voz e forma humana, e Matthew Zuk como Homem-Negativo sob as bandagens) um piloto de testes gay que ficou desfigurado após um acidente e foi “possuído” por um ser feito de energia pura; Rita “Mulher-Elástica” Farr (April Bowlby), uma ex-atriz dos anos 1950 que se transforma numa meleca quando sente emoções negativas; Crazy Jane (Diane Guerrero), uma mulher com transtorno dissociativo de identidade e que possui 64 (!!!) personalidades diferentes e cada uma com um poder (olá, Legião); Cliff “Homem-Robô” Steele (Brendan Fraser na voz e forma humana, e Riley Shanahan como o Homem-Robô propriamente dito), um ex-piloto de Nascar que sofreu um acidente e teve seu cérebro transplantado num corpo robótico; e, por fim, Ciborgue (Joivan Wade), que eu não sei porque não foi usado em Titans e tá nessa equipe, mas beleza.

Vamos aos pormenores:

O que eu gostei:
– A série é diferente de tudo o que já vimos até então nas baseadas em quadrinhos: instigante, divertida, malucaça, nonsense, adulta (com violência explícita e sexo) e com apelo LGBT;
– Bom ver Brendan Fraser de volta depois de tanto tempo sumido. Acho que foi um bom retorno aos holofotes pra ele;
– Como os heróis são atormentados por seus passados trágicos (como eles são FODIDOS, mds!) e como eles conseguem cativar o público (pois carismáticos) por serem tão humanos. Eles não tem nada de super-heróis e nem estão sequer preparados, mas o destino os une como uma família doida para fazerem o que é certo;
– A boa surpresa foi a Diane Guerrero (de Orange is the New Black) interpretando uma personagem com múltiplas personalidades e trocando a atuação em questão de segundos. Crazy Jane é um espetáculo à parte;
– Como falei ali em cima, da boa representatividade LGBT da série. Que bom que temos o Matt Bomer (que é gay) interpretando um personagem gay (a sexualidade foi trocada na transição dos quadrinhos para a série) – mesmo este tendo uma manjada história triste – e o produtor Greg Berlanti, também gay e responsável por todo o Arrowverse e que sempre dá um jeito de encaixar um personagem LGBT nas séries para nos representar;
– O Ciborgue do Joidan Wade tem muito mais profundidade e carisma do que o do Ray Fisher no filme da Liga da Justiça (resenha aqui);
– O vilão “engraçadinho” que abusa de metalinguagem e referências à quarta parede;
– Aliás, o visual do Sr. Ninguém (Alan Tudyk) é muito foda;
– Os plot twists;
– Os efeitos especiais (alguns, pois a maioria eram toscos como o padrão de sempre da Warner) e práticos (próteses do Ciborgue e corpo do Homem-Robô) estão muito bons;
– A abertura é show!

– Trilha sonora foda e inesquecível;
– Os episódios da Rua Danny (com Matt Bomer cantando uma música a la Born This Way no karaokê) e do flashback do Niles Caulder perdido no Canadá são os meu preferidos;
Flex Mentallo (Devan Chandler Long) e seus poderes esquisitos (e o que foi aquela cena no episódio 13?? kkkkk).

O que eu não gostei:
– O último episódio foi doido demais e exigiu muita suspensão de descrença de mim e não rolou;
– Alguns clichês da Era de Ouro dos quadrinhos – vilões estereotipados, ficção científica mirabolante, planos sem sentido etc -, que foram usados propositadamente e em excesso, chega uma hora que cansa;
– Quinze episódios até que é um número ok porém ficou meio extensa a trama. Acho que tudo poderia ter se resolvido em menos episódios.

Resumindo, a Patrulha do Destino é muito divertida e recomendadíssima, e mesmo quem não conhece o quadrinho – praticamente o meu caso também, que mal e mal sabia uma coisa ou outra – vai se entreter muito, apesar de uma certa e estranha familiaridade (“Acho que eu já vi essa série antes”) pelo material ser parecido com os X-Men originais dos quadrinhos e The Umbrella Academy (resenhas da HQ e da série), porém a Patrulha foi lançada antes nos quadrinhos.

Título original: “Doom Patrol”.
Ano de estreia: 2019.
Criado e produzido por: Jeremy Carver, Geoff Johns, Greg Berlanti e Sarah Schechter .
Duração: 15 episódios de 45 a 60 minutos cada.
Nota do Gilga: 9.

Novo trailer e data de estreia da série Watchmen

A série de Watchmen pela HBO teve seu primeiro trailer completo divulgado. Veja abaixo:

Polícia com identidade secreta, surto de mascarados, Ozymandias aprontando, Dr. Manhattan retornando à Terra… Olha, eu estou com expectativas baixas nessa série, que é uma continuação nos dias atuais da trama de Watchmen original, mas confesso que o Jeremy Irons de vilão chamou minha atenção.

Situada em uma realidade alternativa onde super-heróis são tratados como bandidos, Watchmen abraça a nostalgia da graphic novel original inovadora e segue em busca de abrir novos caminhos próprios. 

Damon Lindelof (The LeftoversLost) será o showrunner. Já o elenco conta com Regina King, Jeremy IronsDon JohnsonNelson Tim Blake, Louis Gossett Jr.Yahya Abdul-Mateen IIAdelaide ClemensAndrew HowardTom MisonFrances Fisher, Jacob Ming-TrentSara VickersDylan SchombingLily Rose Smith, James Wolk e Adelynn Spoon.

Watchmen estreia em outubro, sem data definida.

Fonte: Omelete.

[Resenha] Homem-Aranha: Longe de Casa

Nos cinemas desde do dia 4, o segundo capítulo do novo “re-reboot” do Homem-Aranha, Longe de Casa traz uma nova e excitante aventura para o Amigo da Vizinhança. Sendo o filme que encerra a “Saga do Infinito” no MCU, ele amarra algumas pontas (e deixa outras soltas) e diverte muito como filme solo do Aranha (Tom Holland).

O que eu gostei:
– Ritmo da trama é empolgante, além de ser divertido, tenso e engraçado na medida certa;
– Todos os uniformes diferentões que o Aranha usou. Parabéns para o departamento de marketing que assim vão ter mais bonequinhos para vender, mas ficou bacana como eles usaram no filme, cada um com sua utilidade;
– O desenvolvimento dos personagens e seus relacionamentos, seja o de Peter com MJ (Zendaya), Ned (Jacob Batalon) com Betty Brent (Angourie Rice), Happy (Jon Freveau) com Tia May (Marisa Tomei) etc;
Jake Gyllenhaal como Quentin Beck/Mysterio foi uma das melhores coisas que aconteceram ao MCU;
– FINALMENTE deram uma importância (e mais falas) para a Maria Hill (Cobie Smulders). Sempre achei essa excelente personagem muito mal aproveitada no MCU;
– A volta de um ator num papel recorrente ♥
– As tecnologias usadas no filme 👍
– As locações do filme. Adorei ver Veneza, Praga e Londres num filme do MCU;
– A bundinha do Tom Holland;
– Os (muito) plot twists na trama. OK que o do vilão eu já estava esperando, mas os que acontecem nas duas cenas pós-créditos que, juntas, desmontam os acontecimentos de Longe de Casa e de quebra com o lore do MCU! De cair o cu da bunda.

E a tensão sexual entre esses dois, hein?

O que eu não gostei:
– Tony Stark, Tony Stark, Tony Stark. Apesar do filme começar com aquela homenagem piegas (e um tanto quanto engraçada) ao som de Whitney Houston aos heróis mortos em Vingadores: Ultimato (resenha aqui), o filme meio que gira em torno do luto dos personagens pela morte do Homem-de-Ferro (Downey Jr.), que era mentor/sugar daddy do Aranha. Grafites, velas acesas, menções dos personagens… Mesmo morto, Tony Stark estava em toda a parte. Achei só um pouquinho irritante. Ninguém chorou metade disso pela Viúva Negra (Scarjo)…
– OK que adaptaram a origem do Mysterio para a realidade do MCU, mas de novo, adivinha com qual personagem ligaram as tramas? Isso já aconteceu em pelo menos outros dois filmes (SPOILER sem contexto aqui e aqui).

Mas, em suma, apesar desses deslizes, Homem-Aranha: Longe de Casa, é um excelente filme!

Título original: “Spider-Man: Far From Home”.
Ano: 2019.
Diretor: Jon Watts.
Elenco: Tom Holland, Samuel L. Jackson, Zendaya, Cobie Smulders,
Jon Favreau, Marisa Tomei e Jake Gyllenhaal.
Duração: 130 min.
Nota: 8,5.

[Resenha] Vingadores – A Expedição Final

Recentemente concluído no Brasil e publicado pela Panini, o arco “A Expedição Final”, com as 6 primeiras edições de Avengers por Jason Aaron e Ed McGuinness, lançadas ano passado nos EUA (e publicadas aqui entre Vingadores 1 a 4, iniciado em março), é uma trama muito divertida e bem bolada. Primeiramente eu amo o traço do McGuinness – que é um dos meus desenhistas favoritos -, e que também é responsável pelas capas. E o roteirista Jason Aaron é um dos melhores da atualidade, e que em Vingadores soube brincar com vários elementos do Universo Marvel e fez uma surpreendente e empolgante salada de frutas protagonizada pelos Maiores (literalmente) Heróis da Terra.

O que eu gostei:
– Bom, tudo começa com o conceito inicial da trama, os Vingadores de Um Milhão de Anos antes de Cristo. “É o quê, Gilga???”. Sim, ele criou uma improvisada equipe de entidades que teve que defender a Terra de um Celestial – uma raça alienígena gigantesca que manipula o destino genético dos mundos. Esse grupo de Vingadores era composto por um jovem Odin (pai de Thor e de todos asgardianos), portando o Mjolnir; a Fênix (a hospedeira, também ruiva, não teve origem ou nome revelados); Vishanti, o primeiro Mago Supremo; Fantasma, o Espírito da Vingança original montado numa mamute (que por isso eu o chamo de “Mamuteiro Fantasma” rs); um gigantesco Estigma (que mais parece o Hulk); e Punho de Ferro e Pantera originais. Percebe-se que eles são as contrapartes dos Vingadores atuais (trocando aqui Punho de Ferro por Capitão América, Estigma por Mulher-Hulk e Fênix por Capitã Marvel), conforme a imagem que ilustra este post. O que a equipe liderada por Odin fez há 1.002.000 anos atrás reverberou no tempo até que as consequências tiveram que ser enfrentadas pelos Vingadores de hoje;
– A equipe de Vingadores se formou improvisadamente, com a chamada “santíssima trindade” da Marvel, Capitão, Thor e Homem-de-Ferro, que se juntaram a Doutor Estranho, Pantera Negra, Capitã Marvel e Motoqueiro (eu prefiro chamar de Motorista, visto que ele tem um carro no lugar da moto) Fantasma, para investigar a – literalmente – chuva de Celestiais mortos que despencou por toda a superfície terrestre;
A página dupla que encerra a edição 4 de Avengers (spoiler, portanto clique por sua conta e risco). Aqui eu tive o famigerado “nerdgasmo” rs
– O Aaron foi esperto em explicar a relação das expedições dos Celestiais com a origem dos superseres do Universo Marvel (algo que já foi abordado em Terra X, que eu resenhei aqui, mas de um jeito diferente e mais nojento hehe). É um retcon que faz com que tudo tenha sentido;
– Mulher-Hulk (aqui chamada apenas de Hulk, já que o original está “aposentado”) de volta aos Vingadores. Eu simplesmente AMO Jennifer Walters, ela é uma das minhas heroínas favoritas, apesar de ela estar bem diferente, e o seu lance de alter ego está mais parecido com o do seu primo Bruce Banner;
– Os poderes do Motorista Fantasma são muito foda, e isso fica bem claro nesse arco. E o legal foi ver ele se integrando com o resto dos Vingadores que não o conheciam ainda (olha as capas de Avengers #5 e #6 que bacanas ♥);
– A propósito, rolou a ORIGEM do Espírito da Vingança – que é a entidade que possui um humano e o transforma num Cavaleiro/Motoqueiro/Motorista Fantasma – que é muito boa.
– Diálogos e acontecimentos engraçados, partindo de personagens como Tony Stark, Dr. Strange, Carol Danvers, Thor e Mulher-Hulk.

Capas de Avengers (volume 8) números 1 a 6.

O que eu não gostei:
– Só uma coisa: eles descobriram a solução do problema somente na última edição, depois de passar outras cinco sofrendo e apanhando dos Celestiais Negros, da Horda (sim, têm outros vilões, mas não vou explicar do que eles se tratam por motivos de spoilers) e do Loki, meio que resolvendo tudo nos 45 do segundo tempo.

De resto, um arco bem escrito e visualmente impecável, com uma equipe diferente e inusitada de Vingadores. Recomendadíssimo! Corre que ainda dá tempo de pegar algumas edições nas bancas (ou qualquer coisa, dá comprar online também direto com a Panini).

Ansioso para o que vem aí em Vingadores, já que, segundo o próprio Odin, ele e sua equipe de “proto-Vingadores” aprontaram mais confusões nos primórdios da Terra (e eu tenho aqui minhas ideias)…

Título original: “Avengers vol. 8 #1-6”.
Ano: 2018.
Autores: Jason Aaron, Ed McGuinness e Paco Medina.
Editora: Panini.
Lançamento: Março a Junho/2019.
Nota do Gilga: 10.

HQ Sandman vai virar série de TV pela Netflix

A aclamada série de quadrinhos da Vertigo por Neil Gaiman finalmente vai virar série de TV!

Allan Heinberg (Mulher-Maravilha, The Catch, Grey’s Anatomy) será o escritor e showrunner da série de Sandman. Gaiman, que criou a HQ, será produtor executivo ao lado de David S. Goyer. Gaiman e Goyer estavam envolvidos na mais recente tentativa da New Line de levar Sandman às telonas.

A história de Sandman é vista do ponto de vista de Sonho, um dentre os Sete Perpétuos (Destino, Morte, Sonho, Destruição, Desejo, Desespero e Delírio), a representação antropomórfica do sonho, inicialmente preso por um grupo de humanos que almejava prender sua irmã mais velha Morte para que se tornassem imortais, mas falham e capturam sonho.

Mais informações a seguir.

Fonte: The Hollywood Reporter.

[Resenha] Jessica Jones – 3ª temporada

Na Netflix desde a última sexta-feira (21), a 3ª temporada de Jessica Jones chega para concluir o Defenderverse. E com chave de ouro, hein. Neste último ano, Jessica (Krysten Ritter) passa pelo dilema se é ou não uma heroína (e a dúvida “o quê é ser uma heroína?”), enquanto Trish (Rachael Taylor) usa seus poderes adquiridos na temporada anterior para ajudar as pessoas e acaba cruzando alguns limites, e Jeryn (Carrie-Anne Moss) que, para se provar como uma excelente advogada, acaba fazendo mais mal do que bem para as pessoas ao seu redor.

OK, lá vai.

O que eu gostei:
– A conclusão dos arcos dos personagens, bem como a trajetória deles nesta temporada;
– Gostei da importância que deram pra Trish, com ela tendo episódios só pra ela;
– Falando nela, muito bom a “Felina” (Hellcat), que mesmo sem uniforme (rolou uma homenagem ao uniforme clássico dos quadrinhos no 2º episódio) aprontou altas confusões com seus poderes;
– Outra personagem que também morri de amores foi a Jeryn. Carrie muito foda em uma personagem muito bem escrita e com diversas camadas;
– O vilão, apesar de ser apenas humano, deu muita dor de cabeça para as heroínas com sua astúcia, e provou que não é necessário poderes para fazer maldade;
– A aparição de outra pessoa com poderes deu uma boa profundidade na trama, e acabou trazendo coisas boas e também (muito) ruins para as vidas das personagens principais;
– A secretária trans da Jessica Jones. Me identifiquei com o sarcasmo dela ♥
– O ritmo da trama é alucinante entre os episódios 3 e 11. Pena que no final dá uma caída;
– O episódio 7 é emocionante e o meu preferido!

Que mulheres! ♥

O que eu não gostei:
– Novamente, trama arrastada, o que aconteceu nas temporadas anteriores de Jéssica Gomes. Tudo poderia ter sido resolvido entre 8 e 10 episódios. O formato de 13 episódios é muito cansativo;
– Uma coisa que é normal na série mas sempre me deixou decepcionado foi o fato de não mostrarem a Jessica voando. Ela voa, caras, mas deve ser muito caro (ainda mais em ritmo de despedida das séries Marvel na Netflix) fazer esse efeito (nem que fosse um cabo erguendo a Krysten). Lembro que isso acontecia direto em True Blood (2008-2014), da HBO, com o Eric (Alexander Skarsgård), onde nunca era mostrado ele voando, daí num episódio mostraram e eu surtei;
– Queria a aparição dos outros Defensores (ou algum outro personagem das outras séries), mas só apareceu um por cinco minutos só pra dar um conselho pra Jessica e foi embora. Achei anticlimático, mas enfim.

Mas no balanço geral, foi uma temporada excelente, até melhor do que a 3ª de Demolidor (resenha aqui), que pra mim, foi uma das melhores do Defenderverse, entregando uma trama redondinha e com muita profundidade aos personagens. Recomendado!

Título original: “Jessica Jones”.
Ano de estreia: 2019.
Criado por: Melissa Rosenberg.
Elenco: Krysten Ritter, Rachael Taylor, Carrie-Anne Moss, Eka Durville.
Duração: 13 episódios de +/- 52 minutos cada.
Nota do Gilga: 9.

Trailer da 3ª temporada de Jessica Jones

Vocês estão prontos para a despedida da parceria da Marvel com a Netflix? Hoje tivemos o primeiro trailer da 3ª e última temporada de Jessica Jones. Assista:

Jessica Jones (Krysten Ritter) está correndo perigo quando um misterioso homem chamado Gregory Salinger (Jeremy Bobb), que tem uma ligação com a detetive, reaparece ameaçando-a de morte. Será finalmente a hora de Trish Walker (Rachael Taylor) brilhar como uma vigilante felina?

A nova e última temporada da detetive beberrona chega no canal de streaming no dia 14 de junho.