[Resenha] Jessica Jones – 3ª temporada

Na Netflix desde a última sexta-feira (21), a 3ª temporada de Jessica Jones chega para concluir o Defenderverse. E com chave de ouro, hein. Neste último ano, Jessica (Krysten Ritter) passa pelo dilema se é ou não uma heroína (e a dúvida “o quê é ser uma heroína?”), enquanto Trish (Rachael Taylor) usa seus poderes adquiridos na temporada anterior para ajudar as pessoas e acaba cruzando alguns limites, e Jeryn (Carrie-Anne Moss) que, para se provar como uma excelente advogada, acaba fazendo mais mal do que bem para as pessoas ao seu redor.

OK, lá vai.

O que eu gostei:
– A conclusão dos arcos dos personagens, bem como a trajetória deles nesta temporada;
– Gostei da importância que deram pra Trish, com ela tendo episódios só pra ela;
– Falando nela, muito bom a “Felina” (Hellcat), que mesmo sem uniforme (rolou uma homenagem ao uniforme clássico dos quadrinhos no 2º episódio) aprontou altas confusões com seus poderes;
– Outra personagem que também morri de amores foi a Jeryn. Carrie muito foda em uma personagem muito bem escrita e com diversas camadas;
– O vilão, apesar de ser apenas humano, deu muita dor de cabeça para as heroínas com sua astúcia, e provou que não é necessário poderes para fazer maldade;
– A aparição de outra pessoa com poderes deu uma boa profundidade na trama, e acabou trazendo coisas boas e também (muito) ruins para as vidas das personagens principais;
– A secretária trans da Jessica Jones. Me identifiquei com o sarcasmo dela ♥
– O ritmo da trama é alucinante entre os episódios 3 e 11. Pena que no final dá uma caída;
– O episódio 7 é emocionante e o meu preferido!

Que mulheres! ♥

O que eu não gostei:
– Novamente, trama arrastada, o que aconteceu nas temporadas anteriores de Jéssica Gomes. Tudo poderia ter sido resolvido entre 8 e 10 episódios. O formato de 13 episódios é muito cansativo;
– Uma coisa que é normal na série mas sempre me deixou decepcionado foi o fato de não mostrarem a Jessica voando. Ela voa, caras, mas deve ser muito caro (ainda mais em ritmo de despedida das séries Marvel na Netflix) fazer esse efeito (nem que fosse um cabo erguendo a Krysten). Lembro que isso acontecia direto em True Blood (2008-2014), da HBO, com o Eric (Alexander Skarsgård), onde nunca era mostrado ele voando, daí num episódio mostraram e eu surtei;
– Queria a aparição dos outros Defensores (ou algum outro personagem das outras séries), mas só apareceu um por cinco minutos só pra dar um conselho pra Jessica e foi embora. Achei anticlimático, mas enfim.

Mas no balanço geral, foi uma temporada excelente, até melhor do que a 3ª de Demolidor (resenha aqui), que pra mim, foi uma das melhores do Defenderverse, entregando uma trama redondinha e com muita profundidade aos personagens. Recomendado!

Título original: “Jessica Jones”.
Ano de estreia: 2019.
Criado por: Melissa Rosenberg.
Elenco: Krysten Ritter, Rachael Taylor, Carrie-Anne Moss, Eka Durville.
Duração: 13 episódios de +/- 52 minutos cada.
Nota do Gilga: 9.

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Autor: Gilgamesh

The All-New All-Different Gilga das Galáxias™, um conjunto de conteúdos interessantes.

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