[Resenha] Assassin’s Creed: Origins

Somente recentemente dediquei minhas horas vagas (muitas, aliás rs) para jogar Assassin’s Creed: Origins, essa bela viagem ao tempo onde mostra a origem do Credo dos Assassinos no Egito Antigo. Em Origins, acompanhamos a história de Bayek, o outrora medjai que está caçando os mascarados da chamada A Ordem, responsáveis pela morte de seu filho e por ajudar o atual faraó Ptolomeu XIII a instaurar opressão e caos no Egito.

Olha, a Ubisoft tá de parabéns, hein. Que bela obra-prima temos aqui.
Bom, já que comecei a falar bem, vamos logos aos pontos dos quais gostei e não gostei:

– O que gostei:
* Os roteiristas souberam costurar bem a origem do Credo dos Assassinos com os eventos históricos que ocorreram na época em que se passa o jogo (48 aC), com Ptolomeu, sua irmã Cleópatra, e o líder romano Júlio César;
* Outro fator que torna o jogo uma bela viagem ao tempo é a ambientação. O level design tá simplesmente FODA. Gostei de todos os cenários, tanto os naturais quanto os humanos (o que rende belíssimas fotos, uma das funcionalidades do game). Minhas cidades preferidas são Alexandria, Cirene e Mênfis. Inclusive há o modo chamado Discovery Tour, onde você passeia pelo Egito e recebe informações sobre a cultura e acontecimentos da época, para ficar bem informado sobre a realidade do período histórico;
* Tirando os bugs, os gráficos estão estonteantes;
* A trilha não dá pra dizer que é uma OBRA-PRIMA, mas é bem divertida e dá o clima em momentos certos. Eu gosto da trilha que toca ao final de uma batalha comum (quando você vence ou quando sai vivo dela) chamada “The Battle of Krokodilopolis” (segue abaixo), as notas finais parecem um tema de fracasso estilo egípcio haha;
* Ainda na área de som, a dublagem também tá acertadíssima. A voz em inglês do Bayek (Abubakar Salim) é marcante e poderosa, e ainda as vozes ambientes (dos NPCs) são bem divertidas e nas mais diferentes línguas faladas no Egito ptolemaico, como egípcio, grego e latim (os soldados romanos gritando ordens parecem que estão lançando feitiços Harry Potter rs), e os inimigos quando te surpreendem, o jeito que eles falam “Wait a sec!” é muito engraçado;
* Como o jogo é vivo! Os NPCs têm vontade e propósitos próprios. Os animais selvagens se digladiam entre si e, às vezes, quando você chega num lugar, pode encontrar um hipopótamo tretando com um crocodilo; ou chegar tarde demais e só encontrar corpos ensanguentados no chão: leões atacaram soldados e ele se mataram entre si; então a impressão é de que sempre está acontecendo alguma coisa quando você não está olhando;
* Ao colocarem num jogo de ação elementos de RPG, deixou o sistema mais fluído e divertido. É ainda um jogo de ação mas upar Bayek e aprender as habilidades, divididas em Guerreiro (armas corpo a corpo), Caçador (arco e flecha) e Vidente (ferramentas e outros truques “ninjas”), deixa o personagem mais poderoso e dinâmico conforme ele sobe de nível. As funções adquiridas com a Senu, a águia de Bayek, também são uma mão na roda;
* Todos os elementos da franquia, como Assassinar (ou Ataque com Pulo), Avassalamento, ficar oculto em mato alto, Salto de Fé e todo o le parkour são muito úteis e icônicos;
* A exploração no “quase” mundo aberto de Origins ficou frenética. Gasta-se horas e horas indo atrás dos pontos de interrogação no mapa pra descobrir tesouros, bases inimigas, pontos de sincronização ou checkpoints. Fora as dungeons e missões secundárias;
* Pra quem gosta de desafio, Origins tem na medida certa também. Nada de querer sair enfrentando inimigos que estão níveis acima do seu porque não vai ser moleza não. E às vezes, até enfrentar inimigos do seu nível pode ser pedreira dependendo da quantidade ou do que equipamento que eles estiverem usando;
* As diferentes roupas e montarias para Bayek são legais e as quests para conseguir algumas são recompensantes, como as da Black Hood (matar todos os 10 phylakes do jogo), Isu Armor (encontrar os doze Círculos de Pedra) e o “kit” de Final Fantasy XV (camelo “chocobo”, espada e escudo), este acessível somente pós jogo.

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– O que não gostei:
* Ali em cima eu falei do desafio do jogo, mas tem coisas que tiram um pouco a graça (por dizer “graça” quero dizer desafio mesmo), como por exemplo, teleportar-se para um local que você já esteve. Tudo bem que é uma facilidade do caramba e poupa tempo, mas meio irreal. Legal seria que tivesse que ir a pé ou montado pros lugares de todas as missões do jeito “real”. Enfim, é uma vantagem, mas no meu ver acho sem fundamento;
* Os tempos de loading. PQP, que demora pra ABRIR o jogo! Eu sei que o gráfico é bonito e pesadão, mas tem outros jogos bonitões por aí também e que não demoram tanto pra carregar assim…
* Os bugs. “Bugsoft”, né (risos). Aconteceu cada coisa comigo que até Steve Jobs duvida;

Eu tentando ler receita médica.

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Resumindo: Do caralho. JOGUEM. Mal posso esperar pelo Odyssey (que será lançado em 5 de outubro).

Título original: Assassin’s Creed: Origins.
Ano de lançamento: 2017.
Empresa: Ubisoft.
Diretores: Ashraf Ismail e Jean Guesdon.
Escritores: Mustapha Mahrach, Eric Baptizat, Escritor, Richard Farrese, Jean Guesdon, Ashraf Ismail, Alain Mercieca, Matthew Zagurak.
Compositora: Sarah Schachner.
Nota do Gilga: 9.

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Autor: Gilgamesh

The All-New All-Different Gilga das Galáxias™, um conjunto de conteúdos interessantes.

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