[Resenha] Star Trek: Discovery – 1ª temporada

Depois de 12 anos longe da TV, a franquia de Star Trek retorna pela CBS (e exibida pela Netflix no dia seguinte) com a série Star Trek: Discovery, criada por Bryan Fuller (Hannibal, American Gods) e Alex Kurtzman (do reboot da franquia nos cinemas), que conta a história da nave U.S.S. Discovery, da Frota Estelar, dez anos antes da série original (1966-69).

Não sou literado nesta franquia — inclusive tentei assistir A Nova Geração (1987-94) um dia desses, mas achei produção e atuações muito pobres, mesmo a do Patrick Stewart, que eu acho um ator foda, lá, estava “engessada” — mas gosto da franquia rebootada dos cinemas e estou gostando muito do que foi mostrado nessa nova série, mesmo perdendo a maioria das referências (risos).

A história começa com a especialista Michael Burnham (Sonequa Martin-Green), humana criada pelo vulcano Sarek (James Frain) e irmã adotiva de Spock (que é apenas citado nesta temporada), e a capitã Philippa Georgiou (a maravilhosa Michelle Yeoh), ambas da U.S.S. Shenzhou, nave que acaba tendo um destino trágico depois de uma treta com os temíveis Klingons — que se estende por toda a temporada. Burnham, a primeira protagonista mulher e negra de Star Trek, se torna uma amotinada, e acaba parando na Discovery, a “joia da coroa” da Frota Estelar, cujo capitão é Gabriel Lorca (Jason Isaacs), onde conhece os outros personagens carismáticos da série: o kelpiano Saru (o excelente Doug Jones, que você já viu em filmes como “O Labirinto do Fauno” e “A Forma da Água”), a cadete Sylvia Tilly (Mary Wiseman), o oficial de ciência Paul Stamets (Anthony Rapp) e o doutor Hugh Culber (Wilson Cruz), que formam o primeiro casal gay da história da franquia (aliás, Discovery tem seus méritos por estar cheio de “primeiras vezes”) etc. Outra novidade é que, na Netflix, além de todos os idiomas disponíveis nas legendas, ainda é possível assistir tudo em KLINGON (caso você seja fluente nesta língua alienígena rs).

Lorca, Georgiou, Saru e Burnham.

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Discovery
é uma série muito completa, tem drama, ação, aventura, romance e comédia, e o roteiro tem tantos plot twists, que os 15 episódios desta temporada parecem 30 de tantas coisas que acontecem, apesar de ação ocorrer a bordo da nave, basicamente, e não em planetas diferentes, como parecem que as séries anteriores costumavam mostrar, tudo acontece de forma acelerada, teve universo paralelo, loop temporal, motim, traições, experiência genética, ameaça apocalíptica, e participações de Jonathan Frakes (que participou de A Nova Geração) dirigindo um dos episódios, e – icônica – de Rainn Wilson (o Dwight de The Office).

Sem exageros, Star Trek: Discovery é a melhor série de 2017 (estreou em setembro), e é recomendada tanto para novatos quanto para fãs do cânone (pelo menos, meu amigo Daniel, o único que eu conheço, adorou) e já tem a segunda temporada confirmada.

Título original: “Star Trek: Discovery”.
Ano de estreia: 2017.
Criado e produzido por: Bryan Fuller, Alex Kurtzman, Eugene Roddenberry, Trevor Roth, Akiva Goldsman, Heather Kadin, Gretchen J. Berg e Aaron Harberts.
Elenco: Sonequa Martin-Green, Michelle Yeoh, Jason Isaacs, Doug Jones, Mary Wiseman, Anthony Rapp, Shazad Latif, James Frain.
Duração: 15 episódios de +/- 50 minutos cada.
Nota do Gilga: 10.

 

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Autor: Gilgamesh

The All-New All-Different Gilga das Galáxias™, um conjunto de conteúdos interessantes.

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