[Game Retrô] Kingdom Hearts: Dream Drop Distance

Tive a oportunidade de adquirir uma cópia de Kingdom Hearts 3D: Dream Drop Distance, jogo lançado em 2012 para Nintendo 3DS, e aqui está minha resenha em mais um Game Retrô.

Parte de uma franquia confusa pra caralho, KH:DDD se passa entre Kingdom Hearts: Coded (2008, para celulares) e o vindouro KH3 (só Arceus sabe quando vai ser lançado para PS4…) (timeline completa aqui) e, apesar de ter uma premissa inicial bem bobinha (Yen Sid propõe um desafio a Sora e Riku: destravar as Keyholes de sete mundos adormecidos, e quem tiver êxito, será considerado um Keyblade Master), acontecem várias tretas com a Organization XIII e muitas pontas soltas na franquia são resolvidas.

Os 7 mundos do jogo são: Traverse Town, mundo neutro e inicial recorrente da série, que aqui ganha mais áreas para explorar; La Cité des Cloches (“a cidade dos sinos”), cenário do filme “O Corcunda de Notre Damme”Prankster’s Paradise, mundo extraído de “Pinocchio”The Grid, saído de “Tron: O Legado”Country of the Musketeers, de “Os Três Mosqueteiros” (o filme com Mickey, Donald e Pateta); Symphony of Sorcery, oriundo de “Fantasia”; e The World That Never Was, o mundo da Organization XIII.

Neste game você joga ou com Sora ou Riku, mas não ao mesmo tempo. Quando eles saem para visitar o primeiro mundo adormecido, algo acontece e eles se separam, e cada um visita uma versão diferente de cada um dos sete mundos (o que tornam as coisas legais, pois cada cenário tem suas particularidades jogando com um ou com outro). Para revezar entre Sora e Riku, é usado o Drop, sistema para alternar os personagens, pode ser tanto manual (no menu, basta apertar o botão Drop na touch screen) ou automático, quando termina o tempo, que também pode ser adiado utilizando itens como Drop-Me-Not ou Drop-Me-Never.

Shadowbreaker de Sora.

 

Dark Aura de Riku.

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Os mundos de KH:DDD não têm Heartless, Nobodies ou Unverseds, mas sim os Dream Eaters, monstros que possuem duas versões: os Nightmares, que vão te atacar durante sua jornada nos sete mundos, e os Spirits, que podemos chamar carinhosamente de “os Pokémon de Kingdom Hearts”. Você encontra itens no jogo chamados Recipes, que são “receitas” com as quais você pode criar um Spirit após conseguir os itens nelas listados. Você pode ter na sua “equipe” até 3 spirits, mas somente 2 podem te ajudar nas batalhas, enquanto o terceiro fica na reserva, apenas ganhando LPs (Link Points) junto aos outros. Este sistema de pontuação que é responsável em ensinar tanto a Sora quanto a Riku Abilities e Commands do jogo, importantíssimas para turbinar os personagens principais. Os Spirits ainda podem obter LPs sendo acariciados na touch screen (pelo menos isso veio antes de Pokémon rs), ou treinando com os itens Baloons e Water Barrels. Ainda com os Spirits é possível jogar um dos minigames de KH:DDD, o Flick Rush, que consiste numa battle card game, onde cada Spirit possui um deck com diferentes cartas de comandos. Ao vencer as batalhas no Flick Rush (você pode desafiar tanto a máquina como outro jogador via wireless), é possível conseguir diversos itens e comandos diferentes para seu personagem.

Alguns dos inúmeros Spirits disponíveis no jogo.

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Outra novidade do game é Flowmotion, um comando que faz com que você se locomova mais rápido pelo cenário, pode ser tanto manual (você pode ricochetear nas paredes e sair voando, ou ainda usar postes e outros objetos para se balançar) como automático (deslizar por um corrimão no melhor estilo Tony Hawk rs). O Flowmotion também pode ser usado nas batalhas, e alguns inimigos permitem que você faça um movimento especial de Flowmotion para causar-lhe dano.

O jogo ainda possui diversas peculiaridades no sistema, como os Link Portals (desafios pela fase), o Dive (uma espécie de “fase bônus” que você precisa passar para ir de um mundo a outro), Reality Shift (comandos que permitem que você controle a realidade e destrua objetos e seus inimigos com maior facilidade), Link (seu personagem se une a um ou dois Spirits para ganhar mais velocidade e poder de fogo), além de um sistema de troféus, ao completar determinadas tarefas durante a campanha (zerar o jogo em diferentes dificuldades são algumas delas).

KH:DDD é um jogo divertidíssimo, os Spirits deram uma boa incrementada no já complexo sistema de KH, e a história é indispensável para os fãs da saga, mesmo ele parecendo ser só mais um “spin off”.

P.S.: Impossível não se emocionar com esse momento:

“Eu não preciso de arma. Meus amigos são minha força!”

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Leia também os outros Game Retrô:

• [Game Retrô] Super Mario World 2 – Yoshi’s Island
• [Game Retrô] Final Fantasy Tactics
• [Game Retrô] Final Fantasy Tactics A2
• [Game Retrô] Kingdom Hearts: Birth by Sleep – Final Mix
• [Game Retrô] Dragon Quest IX
• [Game Retrô] Pokémon Diamond

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