[Resenha] Jessica Jones

Jessica Jones

Depois do sucesso de “Daredevil” na primeira parceira Marvel/Netflix (e as filmagens da 2ª temporada já estão rolando), e depois de sete meses de espera, foi lançada na última sexta-feira, dia 20, “Jessica Jones”, baseada na HQ “Alias” (2001), de Brian Michael BendisMichael Gaydos, e parte do “projeto Defensores”, com quatro heróis (Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage e Punho de Ferro) que desembocarão na série “Defenders”.

O diferencial dessa série é que 1º) Jessica Jones (magistralmente interpretada por Krysten Ritter) é mulher, sendo a 1ª heroína da Marvel a ter série própria no Netflix (lembrando que a primeira de todas foi “Agent Carter”, pela ABC, neste ano); 2º) ela é uma ex-super-heroína, que desistiu da vida de combate ao crime depois que sua vida foi transformada num inferno pelo vilão Homem-Púrpura (aqui interpretado pelo ex-Doctor Who David Tennant); 3º) ela não é esperta (apesar de ser uma detetive particular e saber ao menos ligar os pontos) nem tão poderosa assim, e falha, um verdadeiro ser humano até os ossos, colocando o público mais perto da personagem.
É possível considerar “Jessica Jones” uma série feminista? Até certo ponto, sim, pois o personagens mais marcantes são mulheres: temos Jessica, temos Patsy Walker (Rachael Taylor), irmã adotiva de Jessica que é uma radialista de sucesso e ex-ídolo adolescente (e que nos quadrinhos também é conhecida como a heroína e ex-vingadora Felina), temos a advogada Jeri Hogarth (Carrie-Anne Moss arrasando também), que é lésbica e bem mau-caráter, viu.

Jessica encarando seu arqui-inimigo Kilgrave.
Jessica encarando seu arqui-inimigo Kilgrave.

E o David Tennant está demais! Apesar de o personagem dele ser desprezível, o talento do ator se supera, e me fez ser ainda mais fã dele. Quando aparecia alguma luz roxa ou levemente parecida com roxo numa cena, eu já ficava tenso haha. Outras coisas legais foram as participações de Luke Cage (Mike Colter), que se envolveu intimamente com Jessica (lembrando que eles são casados e têm uma filha nos quadrinhos) e fico imaginando como será o tom e a trama de sua própria série (a estrear ano que vem), e da Claire Temple (Rosario Dawson) – ou a Enfermeira Noturna -, que vem de “Daredevil” e interligou as duas séries no mesmo universo (os acontecimentos do filme “Os Vingadores” também são citados, unindo assim, ao Universo Cinematográfico Marvel), a introdução do vilão Bazuca (e criando pano pra manga para a trama da 2ª temporada talvez?)…
Só não gostei que a trama do Kilgrave foi muita longa, se arrastando pelos 13 episódios. Eu acho que ela deveria ter pego e acabado com o vilão em, sei lá, 8 episódios, sobrando tempo para ela enfrentar a organização que criou o Bazuca. Mas enfim, a série é boa e até mais divertida que a do Demolidor, cheia de surpresas e cenas marcantes.

Torçamos para que a série faça um sucesso estrondoso para que a Netflix, em companhia da Marvel, continue com seus projetos de super-heróis e que abram espaço para mais heroínas também (como eu disse no post da Supergirl), e que “Jessica Jones” retorne numa 2ª temporada antes ou até mesmo depois de “Defenders”.

Título original: “Jessica Jones”.
Ano de estreia: 2015.
Criado por: Melissa Rosenberg.
Elenco: Krysten Ritter, Rachael Taylor, David Tennant, Carrie-Anne Moss.
Duração: 13 episódios de +/- 52 minutos cada.
Nota: 9.

lixo
– Aqui de boas pensando na vida.
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Autor: Gilgamesh

The All-New All-Different Gilga das Galáxias™, um conjunto de conteúdos interessantes.

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